Estacas pré-moldadas fonte: estacas com br (geofix) características gerais



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ESTACAS PRÉ-MOLDADAS Fonte: estacas.com.br (geofix)

 

1. CARACTERÍSTICAS GERAIS

            As estacas pré-moldadas de concreto podem ser constituídas de concreto armado maciço ou vazado e se caracterizam por serem cravadas no terreno por percussão , prensagem ou vibração e fazem parte do grupo denominado “Estacas de Deslocamento”.
Dependendo do tipo de terreno as estacas pré-moldadas podem ser constituídas por um único tipo de elemento estrutural ou associação de dois elementos (concreto e madeira; concreto e metálica; concreto e estava tipo raiz).
È muito utilizada a execução de estacas pré-moldadas de concreto com ponta metálica para permitir a cravação em argilas médias e duras.
Quando temos solo de baixa resistência apoiado em rocha inclinada, uma solução muito aplicada é cravar uma estaca pré-moldada de concreto vazada até a rocha e por dentro da estaca executar uma estaca tipo raiz, engastada na rocha.

 

2. CRAVAÇÃO



2.1       A cravação de estacas pré-moldadas de concreto pode ser feita por percussão, prensagem ou vibração. A escolha do equipamento deve ser feita de acordo com o tipo e dimensão da estaca, características do solo, condições de vizinhança, características de projeto e peculiaridades do local.

2.2       A cravação de estacas através de terrenos resistentes a sua penetração pode ser auxiliada com jato de água ou ar (processo denominado “lançagem”) ou através de perfurações. Estas perfurações podem ter suas paredes suportadas ou não, e o suporte pode ter um revestimento a ser recuperado ou a ser perdido, ou lama estabilizante. De qualquer maneira, quando se tratar de estacas trabalhando à compressão, a cravação final deve ser feita sem uso destes recursos, cujo emprego deve ser devidamente levado em consideração na avaliação da capacidade de carga das estacas e também na análise do resultado da cravação.

2.3       No caso em que a cota de arrasamento estiver abaixo da cota do plano de cravação, pode-se utilizar um elemento suplementar, denominado prolonga ou suplemento, desligado da estaca propriamente dita, que deve ser retirado após a cravação. Caso não sejam usados dispositivos especiais devidamente comprovados que garantam o posicionamento da estaca e a eficiência da cravação, fica limitado a 2,5m o comprimento do suplemento.

2.4       O sistema de cravação deve ser dimensionado de modo a levar a estaca até a profundidade prevista para sua capacidade de carga, sem danificá-la. Com esta finalidade, o uso de martelos mais pesados, com menor altura de queda, é mais eficiente do que o de martelos mais leves, com grande altura de queda, mantidos os mesmos conjuntos de amortecedores.

2.5       No caso de estacas para carga para carga admissível de até 1MN, quando empregado martelo de queda livre, a relação entre o peso do martelo e o peso da estaca deve ser a maior possível, não se devendo adotar martelos cujo peso seja inferior a 15kN, nem relação entre o peso do martelo e o peso da estaca inferior a 0,7.
Notas: a) No uso de martelos automáticos ou vibratórios, devem-se seguir as recomendações dos fabricantes.
                        b) Para estacas cuja carga de trabalho seja superior a 1MN, a escolha do sistema de cravação deve ser analisada em cada caso. Se houver dúvidas, os resultados devem ser controlados através de ensaios ou de provas de carga estáticas.

2.6       O sistema de cravação deve estar sempre bem ajustado e com todos os seus elementos constituintes, tanto estruturais quanto acessórios, em perfeito estado, a fim de evitar quaisquer danos às estacas durante a cravação.

2.7       Os equipamentos acessórios, como capacetes, coxins e suplementos, devem possuir geometria adequada à seção da estaca e não apresentar folgas maiores que aquelas necessárias ao encaixe das estacas, nem danifica-las.

2.8       As estacas pré-moldadas podem ser emendadas, desde que resistam a todas as solicitações que nelas ocorram durante o manuseio, a cravação e a utilização da estaca. Cuidado especial deve ser tomado para garantir a axialidade dos elementos emendados.

2.9       As estacas pré-moldadas devem ser emendadas através de solda. O uso de luva de encaixe é tolerado desde que não haja tração, seja na cravação, seja na utilização. O topo do elemento inferior, quando danificado, deve ser recomposto após o término de sua cravação. A cravação só pode ser retomada após o tempo necessário à cura da recomposição.

2.10     Quando forem previstos ou observados esforços significativos de tração decorrentes da cravação, o sistema de cravação deve ser ajustado de modo a minimizar tais esforços, para não colocar em risco o elemento estrutural.

 

3. PROVAS DE CARGA



3.1       Nas estacas comprimidas, quando não é feita a verificação da capacidade de carga através de prova de carga ou de instrumentação, pode-se adotar como carga de trabalho aquela obtida a partir da tensão média atuante na seção de concreto, limitada ao máximo de 6MPa.

            Notas: a) Para efeito da seção de concreto, consideram-se as estacas vazadas como maciças.


                        b) A fixação do valor 6MPa é artificial e visa apenas estabelecer um critério, embora, na realidade, não se deva confundir carga do elemento de fundação com tensão admissível no concreto.

3.2       Nas estacas comprimidas, quando é feita a verificação da capacidade de carga através da Prova de Carga ou de instrumentação, a carga de trabalho máxima é aquela calculada como peça estrutural de concreto armado ou protendido, restringindo-se a 35MPa a resistência característica do concreto.

            Notas: a) Entende-se por verificação da capacidade de carga a realização de Provas de Carga Estáticas segundo a NBR 12131 e a realização de ensaios de carregamento dinâmico segundo a NBR 13208.

                        b) As Provas de Carga Estáticas devem ser executadas em número de 1% do conjunto de estacas de mesmas características na obra, respeitando-se o mínimo de uma Prova de Carga.

                        c) Os ensaios de carregamento dinâmico devem ser executados em número de 3% do conjunto de estacas de mesma característica nas obra, respeitando-se o mínimo de três estacas instrumentadas. Os resultados dos métodos simplificados que forem utilizados para interpretação de dados de instrumentação de cada conjunto de estacas de mesmas características devem ser aferidos por métodos numéricos baseados na equação da onda em pelo menos uma recravação de estaca ou aferidos por uma Prova de Carga Estática.

                        d) Recomenda-se ainda que todas as estacas da obra sejam controladas através da medida do repique, que por si só não constitui uma instrumentação.

 

3.3       Na capacidade de carga de estacas trabalhando a tração, deve ser desprezada qualquer resistência da ponta da estaca.



3.4       A capacidade de carga à tração deve ser  comprovada por Prova de Carga em pelo menos 1% do conjunto de estacas de mesmas características, respeitando-se o mínimo de uma Prova de Carga.

3.5       Se durante a Prova de Carga à tração ficar caracterizada a ruptura do contato entre a estaca e o solo, a estaca deve ser recravada.

3.6       Quando a emenda das estacas for realizada por luva, a previsão da capacidade de carga a tração deve ser feita levando-se em conta ape


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