Este trabalho monográfico pretende articular a construção da narrativa audiovisual na microssérie



Baixar 346.7 Kb.
Página4/4
Encontro31.07.2016
Tamanho346.7 Kb.
1   2   3   4
4.2 AUDIOVISUAL: FORMATO, CENOGRAFIA, MÚSICA, FIGURINO E CARACTERIZAÇÃO
A microssérie Hoje é dia de Maria utilizou um formato de gravação, exibição e edição diferenciados das outras produções ficcionais da televisão brasileira, com imagens captadas em alta definição e o uso de recursos poucos usuais em teledramaturgia, como filtros e lentes especiais.
Cláudio Paiva comenta a estética da microssérie:

A sua trama poética se faz por meio de uma intersecção vigorosa em que se reúnem os diferentes gêneros musicais, cantorias populares, teatro mambembe, e ao mesmo tempo, irradia as emanações da literatura dos contos de fadas, dos irmãos Grimm, a visão de Dante Alighieri e Miguel Cervantes, o que representa um salto no passado prosaico e literário, recuperando as analogias, semelhanças e simpatias do imaginário medieval, como uma estratégia de iluminação estética da nossa “modernidade líquida”.112


A microssérie seria, primeiramente, gravada em um cenário real e natural, porém problemas logísticos, como locomoção de equipamentos e pessoal e adequação cênicas, fizeram com que as cenas fossem gravadas em um grande estúdio improvisado, um ciclorama utilizado no Rock in Rio. 113Esta impossibilidade ocasionou a construção de um ambiente cênico totalmente atípico que mescla as artes plásticas, a tecnologia e ainda proporciona liberdade na captação das imagens e plano seqüência.
O ciclorama serviu para microssérie como um universo à parte, já proposto pela narrativa, o que se intensificou com a cenografia desenvolvida por João Irenio e a equipe do pintor de arte Clécio Régis, que utilizaram como referências as paisagens naturais do sertão brasileiro, mas também a atemporalidade da natureza universal, como afirma Paiva: “Percebe-se ali uma cartografia do norte e nordeste do Brasil, mas sem fronteiras estéticas e ideológicas; ou seja, Hoje é dia de Maria conjuga, visualmente e acusticamente, o universal e o local da cultura.”114
Todo o cenário da microssérie foi pintado em grandes lonas fixadas nas paredes do domo, enquanto que pequenas árvores, plantas, área, terra e menores aglomerados de água foram instalados diretamente nesse “estúdio” e ficaram montados até a finalização da microssérie.

Fig. 34: Domo ou ciclorama visto de fora para a microssérie Hoje é dia de Maria. Fonte: Hot site microssérie Hoje é dia de Maria


Para denotar o ambiente de magia dual, do dia e da noite, o diretor Luiz Fernando de Carvalho, juntamente com o diretor de fotografia José Tadeu, explorou a luz amarela nas cenas do início da trama, especialmente aquelas passadas na Terra do Sol a Pino e a luz branca, mais fria, que provoca um efeito semelhante à prata no reflexo com as águas do cenário, evocando assim a luz da lua, a luz da noite, especialmente nas cenas de encontro entre Amado e Maria.
A microssérie foi toda gravada em HDTV, em imagens de alta resolução, suporte que realçou as texturas de luz e também dos demais elementos cênicos, especialmente os grandes painéis, dando uma qualidade de cinema às imagens.

Fig. 35: Iluminação na microssérie Hoje é dia de Maria. Fonte: Hot site microssérie Hoje é dia de Maria


Como uma narrativa audiovisual do inconsciente coletivo, a microssérie Hoje é dia de Maria teve sua edição diferente e uma menor linearidade entre as cenas porque trabalhou a casualidade do inconsciente e seu caos original, além de cenas mais longas que a maioria das produções televisivas ficcionais, com planos mais abertos e um número menor de cortes de câmera e edição, o que proporcionou uma narrativa mais cadenciada e menos ágil em termos de exposição das imagens e conseqüentemente mais voltada para a contemplação, ou seja, a reflexão. Todos os recursos audiovisuais utilizados correspondem intimamente com a proposta estética e emocional requerida, sem exageros e ações técnicas impressionantes.
A trilha musical desenvolvida para a microssérie Hoje é dia de Maria foi criada a partir da de duas matrizes: os cantos populares infantis, como Alecrim Dourado, e estrutura estilística desenvolvida pelo modernista Heitor Villa-Lobos, logo, a obra musical desenvolvida alcançou o efeito desejado, mesclando a magia dos contos populares, de fadas e o universo infantil, em uma proposta que resgata os valores culturais próprios do Brasil.

Fig. 36: Produção musica para a microssérie Hoje é dia de Maria. Fonte: Hot site microssérie Hoje é dia de Maria


Os trabalhos de caracterização e figurino da microssérie iniciaram-se internamente, de dentro para fora, com a preparação dos atores que tiveram workshops com o psiquiatra Carlos Byington sobre a presença dos arquétipos nas narrativas míticas e sua ressonância na microssérie. Posteriormente, o figurino foi trabalhado por Luciana Buarque que misturou traços regionais brasileiros, produzindo indumentárias que ao mesmo tempo expressam o Brasil, mas que não estão presas ao tempo, da mesma forma que os arquétipos, assim, o figurino feito de forma artesanal, através de junção de roupas e modelos já existentes ocasionou em um trabalho que possui características próprias e adequadas a cada personagem, baseado também em artistas que buscaram retratar a mais profunda identidade do Brasil, como Portinari. A caracterização foi desenvolvida por Vavá Torres e, segundo ele, a que deu mais trabalho foi as desenvolvidas para Asmodeu, já que eram sete personagens, sete personalidades para o mesmo arquétipo e para isso criou uma caracterização inspirada no físico universalmente difundido do Diabo, como a adição de chifres e patas de bode.

Fig. 37: Preparação dos atores para a microssérie Hoje é dia de Maria. Fonte: Hot site da microssérie Hoje é dia de Maria


Fig. 38: Caracterização das personagens para microssérie Hoje é dia de Maria. Fonte: Hot site microssérie Hoje é dia de Maria


Fig. 39: Figurino para a microssérie Hoje é dia de Maria. Fonte: Hot Site Microssérie Hoje é dia de Maria.


Desta forma, a microssérie Hoje é dia de Maria consegue misturar valores universais, através de personagens e conflitos arquetípicos, e regionais brasileiros, através de seu folclore e signos locais, criando um universo de magia que encantou tanto o público mais selecionado quanto a grande audiência, pois fala de processos psicológicos e culturais inerentes a qualquer ser humano.

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A microssérie Hoje é dia de Maria 1ª jornada apresenta, segundo esta análise monográfica, traços simbólicos estudados pela Psicologia Analítica, como o inconsciente coletivo, os arquétipos e as formas regionais de representação. Signos como o Sol, a Lua, Pai, Mãe, Madrasta e Amado demonstram a inclinação para o mundo arquetípico que esta pesquisa defende.


Na análise do percurso de Maria é possível inferir, a partir de sua narrativa iniciática, o objetivo da personagem e suas características como protagonista heróica que mergulha, também como um ser arquetípico, em um universo simbólico habitado por imagens atemporais do inconsciente coletivo, que se expressam através da linguagem da cultura popular ou folclórica brasileira, e que a levam à realização de sua meta, a individuação ou conciliação entre personalidade consciente e o restante da psique, na linha teórica proposta por Carl Gustav Jung.
A microssérie aponta ainda um discurso que retoma valores retirados da cultura ocidental contemporânea relacionados ao feminino e à cultura pagã oficialmente extinta pelo cristianismo predominante, como também a revalorização dos valores femininos nesta mesma sociedade patriarcal. É interessante ver em um programa de televisão uma mulher, e não um homem, representando os dilemas de crescimento do ser humano.
Além dessas questões ligadas ao conteúdo de Hoje é dia de Maria, o programa também estabelece um padrão de diferenciação no que diz respeito à técnica usada, desde a cenografia até o formato de edição e exibição, o que lhe conferiu uma estética singular semelhante à do cinema que encantou tanto um público mais selecionado e intelectual quanto a grande audiência da Rede Globo de Televisão, sendo ainda indicado para o principal prêmio da televisão internacional, o Emmy International 2005.
Assim, esta pesquisa monográfica demonstra uma aproximação desta produção ficcional com a psicologia analítica e um pequeno estudo sobre os aspectos audiovisuais específicos da mesma em relação ao conteúdo desenvolvido, reflexão plausível para a área de Produção Editorial, pois apresenta uma interpretação de um programa teledramaturgico que inovou em conteúdo e formato e obteve sucesso de público e crítica, o que demonstra a possibilidade de romper as barreiras comerciais na televisão e produzir obras de relevância e dignidade artística. Assim, o produtor editorial com formação específica na área, uma bagagem teórica e conhecimentos básicos de técnica pode criar e produzir programas audiovisuais que permeiam tanto a qualidade quanto o comercial.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ABREU, Luiz Alberto de; CARVALHO, Luiz Fernando de. Hoje é dia de Maria: Roteiro da 1ª e 2ª jornadas. São Paulo: Editora Globo, 2005.

BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 1988.

BAUER, Martin W.; GASKELL, George. Pesquisa qualitativa com Texto, Imagem e Som: um manual prático. Petropólis: Vozes, 2002, p.343-364.


BETTELHEIM, Bruno. A psicanálise dos contos de fadas. 12. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1998.
BONASIO, Valter. Televisão: manual de produção e direção. Belo Horizonte: Leitura, 2002.

CONCEIÇÃO, Paula das Graças Teixeira da. Apostila de Produção Teledramatúrgica. 2004,60 f. Pesquisa (Iniciação Científica) – Centro Universitário de Belo Horizonte, 2004.


CARVALHO, Olavo de. Símbolos e mitos no filme O silêncio dos inocentes. Rio de Janeiro: IAL & Stella Caymmi, 1996.

CHEVALIER, Jean. Dicionário de símbolos: mitos, sonhos, costumes, gestos, formas, figuras, cores, números. Rio de Janeiro: José Olympio, 1988.

COLODA, Santos Carlos; VIAN, Itamar Navildo. Cinema e TV no ensino. Porto Alegre: Livraria Sulina editora, 1972.

DUARTE, Jorge; BARROS, Antonio. Métodos e técnicas de pesquisa em Comunicação. São Paulo: Atlas, 2005.

FADIMAN, James. Teorias da personalidade. São Paulo: Harbra, 1986.

FERNANDES, Ismael. Memória da Telenovela brasileira. 4.ed.ampl.rev. São Paulo: Brasiliense, 1997.

FRANZ, Marie-Louise von. A interpretação dos contos de fadas. Rio de Janeiro: Achiame, 1981.

FRANZ, Marie-Louise von. A sombra e o mal nos contos de fada. 2. ed. São Paulo: Paulinas, 1990.

FRANZ, Marie-Louise von. O feminino nos contos de fadas. Petrópolis: Vozes, 1995.

JIMENEZ, Marc. O que é estética?. São Leopoldo: UNISINOS, 1999.

JUNG, C. G. (Carl Gustav). Arquétipos e inconsciente coletivo. 2. ed. Buenos Aires: Paidos, 1974.

JUNG, C. G.. Fundamentos de psicologia analítica. 3. ed. Petrópolis: Vozes, 1985.


JUNG, C. G. (Org.) O homem e seus símbolos. 9. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1964.

MAGALDI, Sábato. Iniciação ao teatro. 4. ed. São Paulo: Ática, 1991.

MEGALE, Nilza Botelho. Folclore brasileiro. 3. ed. Petrópolis: Vozes, 2001.

MEYER, Marlyse. Folhetim: uma história. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.


MOTTA, Fausto. Contos e lendas interpretados pela psicanálise. Petrópolis: Vozes, 1984.

ORTIZ, Renato; RAMOS, José Mario Ortiz; BORELLI, Silvia Helena Simões. Telenovela história e produção. São Paulo: Brasiliense, 1989.

PALLOTTI, Renata. Dramaturgia: a construção do personagem. São Paulo: Ática, 1989.
SILVEIRA, Nise da. Jung: vida e obra. Ed.17. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2000.
THOMPSON, John B.. Ideologia e cultura moderna: teoria social crítica na era dos meios de comunicação de massa. Petrópolis: Vozes, 1995.
UNTERMAN, Alan; GEIGER, Paulo. Dicionário Judaico de lendas e tradições: 222 ilustrações. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1992.
VICENTINO, Cláudio. História geral. 8. ed. São Paulo: Scipione, 1997.
WATTS, Harris. On Camera: o curso de produção de filme e vídeo da BBC. 3. ed. São Paulo: Summus, 1990.

PERIÓDICOS
VIDAL, Marly; MARQUES, Jane. O diabo ou Asmodeu na microssérie Hoje é dia de Maria: primeira e segunda jornadas. Anais do XXIX Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação.
CONCEIÇÃO, Paula das Graças Teixeira da; MOURA, Maíra Bueno; SANTOS, Nadja Lígia. O discurso narrativo das telenovelas: O folhetim. Anais do XXIX Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, 2006.
SITES

BOCC (Biblioteca on-line de Ciências da Comunicação) - www.bocc.ubi.pt/_esp/autor.php?codautor=58. Acesso em 15 de outubro de 2006.

CineClick – www.cineclick.com.br. Acesso em 10 de novembro de 2006.

Folhetim - www.folhetim.com.br . Acesso em 09 de agosto de 2006.

Hoje é dia de Maria – www.globo.com/hojeediademaria. Acesso em 3 de março de 2006.

Literatura brasileira por Sergius Gonzaga – www.educaterra.terra.com.br/literatura/temadomes/2003/01/20/005.htm. Acesso em 12 de abril de 2006.

O gênero romance - www.orbita.starmedia.com/~stargate2/romance.htm. Acesso em 12 de abril de 2006.

O Romantismo - http://br.geocities.com/carlos.guimaraes/roman.html. Acesso em 20 de agosto de 2006.

Psicologia dos contos de fadas - http://www.amigodaalma.com.br/conteudo/artigos/contos_fadas.htm. Acesso em 29 de julho de 2006.

Rousseau e o Romantismo - http://www.unicamp.br/~jmarques/cursos/rousseau2000/js.htm. Acesso em 14 de setembro de 2006.

Symbolon: Estudos jungianos –

http://www.symbolon.com.br. Acesso em 15 de setembro de 2006.



Teledramaturgia - www.teledramaturgia.com.br – Acesso em 12 de abril de 2006.

Wikipédia - http://pt.wikipedia.org/wiki/Romantismo. Acesso em 09 de agosto de 2006.

PROGRAMA:

CARVALHO, Luiz Fernando. Hoje é dia de Maria: 1ª jornada. Brasil, 2005.



DEMME, Jonathan. O silêncio dos inocentes (The silence of the lambs). EUA, 1991.

1 Duas indicações ao EMMY Internacional: Melhor programa estrangeiro e melhor atriz para Carolina Oliveira. O Emmy é a principal premiação da Televisão mundial, com uma versão direcionada para os produtos desenvolvidos nos EUA e outra, o Internacional, que divulga e premia as produções de diversos países.

2 A palavra romance apareceu pela primeira vez na Europa da Idade Média, identificando a nova língua corrente, vinda do latim vulgar. “Os amores e feitos heróicos da aristocracia constituíram ainda o tema dos primeiros romances medievais. São famosos os do ciclo da Távora Redonda, que relatam as aventuras do lendário Rei Arthur e de seus cavaleiros. Nos romances que compõem esse ciclo acham-se reunidas as temáticas das poesias épica e trovadoresca: valores como a bravura e a lealdade fundem-se a atitudes corteses e sentimentos como o amor. Embora a narrativa desses romances seja ambientada na Inglaterra e seus personagens sejam ingleses, as primeiras obras desse ciclo foram escritas por franceses”. (VICENTINO, 1997)


3 Para exemplificar, o narrador nos romances medievais possuía uma forte presença na construção narrativa, enquanto que nos romances modernos a personagem começa a assumir uma posição de destaque, explicitada através do uso da primeira pessoa.


4 PALLOTTINI, 1989, p. 16-17.


5 Melodrama é um subgênero do drama e caracteriza-se pela exacerbação do sentimentalismo popular e do o maniqueísmo, como também a superficialidade ao centralizar-se na trama, nos conflitos e nos acontecimentos do mundo da obra, em detrimento da verdade, da essência dos personagens. A essência é aqui o que fundamenta as ações dos personagens, sua constituição interior e o melodrama transfere para a ação, através do enredo, a importância na narrativa. (MAGALDI, 1991, p. 30.)


6 Wikipédia – A enciclopédia livre – www.wikipedia.com.pt.


7 VICENTINO, 2006, p. 138.


8 VICENTINO, 2006, p. 138.


9HEGEL apud GONZAGA, 2006.


10 BALZAC apud GONZAGA, 2006.

11 Ensaio sobre o Romantismo alemão no site O Romantismo.


13 Tradução: Nem o folclore, nem a educação da escola.


14 ORTIZ; RAMOS; BORELLI, 1989.


15 FERNANDES, 1997.


16 FERNANDES, 1997.


17 Compreende-se aqui a realidade brasileira como as questões de ordem política, social, econômica e cultura do Brasil. Até do ponto de vista do espaço geográfico não havia correspondência com o Brasil.


18 Prefácio Wálter George Durst em FERNANDES, 1997.


19 Grupo de comunicação mexicano que mais produz e exporta novelas no mundo e localizado na Cidade do México.


20 A Rede Globo de Televisão – Central de Produção firmou parceria com o canal norte-americano Telemundo e produziu a telenovela Vale tudo, em versão mais hispânica, no idioma espanhol e com atores latinos, inclusive que já trabalharam na Televisa. A produção foi realizada no Brasil, nas instalações do Projac e exibida concomitantemente em Miami.


21 FERNANDES, 1997, p. 24.


22 Do site Wikipédia em Português - http://pt.wikipedia.org/wiki/Dramaturgia.


23 Anatol Rosenfeld: “... a grande obra literária (ficcional) é o lugar em que nos defrontamos com seres humanos de contornos definidos e definitivos, em ampla medida transparentes, vivendo situações Exemplares de um modo exemplar (exemplar também no sentido negativo)”. (CANDIDO et alli, 1968)


24 PALLOTTINI, 1989, p. 8.


25


26 CANDIDO apud PALLOTTINI, 1989.


27 PAVIS apud PALLOTTINI.


28 PALLOTTINI, 1983 apud PALLOTTINI, 1989, p. 25.

.


29 PALLOTTINI, 1989, p. 25.


30 PALLOTTINI, 1989, p. 27.


31 HEGEL apud PALLOTTINI, 1989, p. 27-28.


32 PALLOTTINI, 1989, p. 28.


33 PALLOTTINI, 1989, p.83.


34 JIMENEZ, 1999.


35 JUNG, 1974.


36 SILVEIRA, 2000.


37 FRANZ, 1981, p. 170.


38 O gnosticismo se desenvolveu entre os séculos II e III da Era Cristã e tinha como base a Gnose (conhecimento) grega, a doutrina cristã e pagã e demais conceitos esotéricos. Segundo Joan O’Grady essa linha significa: “crença na Salvação pelo Conhecimento”. As teorias gnóstica foram estudadas por Carl Gustav Jung por utilizarem fortes representações do inconsciente coletivo. Mais detalhes na página: www.wikipedia.org.pt.

 Os Evangelhos apócrifos fazem parte da coleção de livros relacionada ao cristianismo gnóstico, prática religiosa extinta a partir do que introduziu na bíblia somente alguns evangelhos, como o de Pedro. Também denominados de livros do mar morto, inclui o evangelho de Maria Madalena e Judas Iscariotes. As cópias dos textos são de autoria de gnósticos do século II, traduzidas para o Grego e foram encontrados na região desértica do Egito em 1970. Mais detalhes na página: www.Wikipedia.org.pt.


39 Médico, filósofo e psicólogo alemão considerado o pai da psicologia moderna, graças à criação do Instituto Experimental de Psicologia em 1879.



40


41 O conceito de instinto está mais ligado ao animal, assim, Freud dá o nome de pulsão aos instintos humanos, a fim de diferenciá-lo dos outros animais. Os instintos ou pulsões são “a suprema causa de toda atividade” (FREUD, 1940, livro 7, p.21.)


42 JUNG, 1933, livro 28, p. 90.


43 JUNG, 1920, livro 13. p. 41- 42.

44 Baseados nas obras de C.G. Jung, James Fadiman, Frieda Fordhman.

45 JUNG, 1973, p. 408.


46 FRANZ, 1981, p. 16-17.


47 JUNG, 1964, p.67.


48 JUNG, 1935.


49 FRANZ, 1981, p.125.


50 FRANZ, 1981, p. 136.


51 FADIMAN, 1986, p. 55.


52 GOETHE, 1808.


53 FRANZ, 1981, p. 141.


54 FRANZ, 1981, p. 200.


55 JUNG, 1931.


56 JUNG, 1921.


57 Do site Symbolon.


58 FADIMAN, 1986, p. 57.


59 JUNG, 1936, p. 41.


60 JUNG, 1964, p.20.


61 Este conceito está muito relacionado com a concepção Zen-budista da iluminação. (JUNG, 1985).


62 JUNG, 1928, p. 49.


63 FRANZ, 1981, p. 15.


64 FRANZ, 1981, p.16.


65 HEGEL apud PALLOTTINI, 1989.


66 FRANZ, 1981, p. 19.


67 FRANZ, 1995, p. 25.


68 URBAN, 2001.


69 URBAN, 2001.


70 FRANZ, 1981, p. 166.


71 MEGALE, 2001.


72 MEGALE, 2001.


73 MEGALE, 2001, p. 17.


74 ANDRADE apud MEGALE, 2001, p. 17.


75 CASCUDO, 2001, p. 80.

76 Figuras e vivências nordestinas estão intensamente presentes na narrativa da microssérie Hoje é dia de Maria, como os retirantes, porém estes aspectos serão tratados de forma específica e relacional na análise do objeto.


77 CASCUDO, 2001, p. 242.


78 De te fabula narratur. CARVALHO, 1996.


79 CARVALHO, 1996, p. 16-17.


80 CARVALHO, 1996, p. 34.
81 FRYE apud CARVALHO.

81


82 FRANZ, 1995, p.35.


83 FRANZ, 1981, p. 200.


84 JUNG, 1964, p. 177.


85 JUNG, 1964, p. 186.


86 FRANZ, 1981, p. 185.


87 FRANZ, 1989, p. 130-131.


88 FRANZ, 1981, p. 151.


89 PAIVA, 2005, p. 7-8.


90 PAIVA, 2005, p. 4.


91 CHEVALIER, 1995.


92 UNTERMAN, 1992, p. 34.


93 UNTERMAN, 1992, p. 77.


94 FRANZ, 1989, p. 126.


95 CARVALHO, 1996, p. 13.


96 CARVALHO, 1996, p. 13-14.


97 VIDAL, MARQUES, 2006, p. 7.


98 GOETHE, 1808.

99 FRANZ, Marie Louise von, 1989, p. 139.

100 MOTTA, 1984.


101 FRANZ, 1981, p. 34.


102 FRANZ, 1989, p.179.

103 JUNG, 1964, p. 189.


104 PAIVA, 2005, p. 5-6.

105 JUNG, 1964, p. 195.


106 JUNG, 1964, p. 195.

107 PAIVA, 2005, p. 6.

108 FRANZ, 1989, p. 144.

109 JUNG, 1964, p. 205.

110 PAIVA, 2005, p. 8.


111 PAIVA, 2005, p. 8.


112 PAIVA, 2005, p. 2.


113 Informações sobre procedimentos de produção na microssérie retiradas de entrevistas com membros de produção disponibilizadas no hot site da série www.globo.com/hojeediademaria.


114 PAIVA, 2005, p. 2.
1   2   3   4


©principo.org 2016
enviar mensagem

    Página principal