Estratégias empresariais e o teletrabalho um enfoque na realidade brasileira



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13.2. Cooperativas


Segundo a Lei nº 5.764/71, que define a Política Nacional do Cooperativismo Cooperativas são sociedades de pessoas, com forma e natureza jurídica próprias, de natureza civil, não sujeitas a falência, constituídas para prestar serviços aos associados.

As cooperativas, podem ser organizadas como união de trabalhadores ou profissionais diversos, que se associam por iniciativa própria, em diferentes tipos:

    • de serviços comunitários;

    • de consumo;

    • de trabalho;

    • de agropecuárias e agroindustriais;

    • de mineração;

    • habitacionais;

    • de produção;

    • educacionais;

    • de crédito;

    • especiais.

Cooperativas singulares ao criadas para prestar serviços diretamente aos associados e atender a um único objetivo econômico, político ou social. Já as cooperativas centrais e federação são criadas para organizar, em comum e em maior escala , diversos serviços de no mínimo três cooperativas singulares, filiadas, orientando e integrando suas atividades. Confederações de cooperativas, por sua vez, são criadas para organizar, em comum e em maior escala, diversos serviços de no mínimo três cooperativas centrais ou federações, orientando e integrando suas atividades. E, por fim, cooperativas mistas, são aquelas criadas para prestar serviços diretamente aos associados e atender a mais de um objetivo econômico, político ou social.

As cooperativas, quanto às relações de trabalho, apresentam características organizacionais vantajosas, quais sejam:



  • eliminam a relação empregado-empregador;

  • não existe a figura do intermediário e do atravessador;

  • os próprios associados exercem a direção e execução das atividades cooperadas;

  • representam coletivamente os interesses e/ou necessidades de todos os associados;

  • negociam melhores preços, prazos e formas de pagamentos junto a fornecedores;

  • podem formar uma central ou federação de cooperativas, a partir da união de pequenas cooperativas;

  • asseguram direitos iguais a todos os sócios cooperados;

  • permitem o desenvolvimento intelectual dos associados e de seus familiares.

Exemplo deste tipo de organização é a Coopamare de São Paulo – SP que é uma cooperativa de moradores de rua, que vivem do lixo. Proporciona uma alternativa de trabalho organizado que gera renda por meio da coleta, seleção, armazenagem e comercialização de materiais recicláveis. Também desenvolve um programa educacional sobre a importância da reciclagem. Esta cooperativa é um projeto social desenvolvido pela Companhia Suzano (papel e celulose) que mantém, ainda, o projeto Carvoeiro Cidadão (Conceição da Barra-ES). O propósito social foi a construção e implantação de uma cooperativa economicamente viável e ambientalmente adequada para beneficiar famílias carvoeiras desempregadas ou precariamente empregada. O projeto se propõe a possibilitar a humanização das condições de vida e trabalho dos carvoeiros, a erradicar o trabalho infantil e a promover a qualificação profissional desses membros da comunidade.

O projeto Arte na Comunidade, que cuida da promoção do desenvolvimento pessoal e social de crianças e adolescentes do Jardim Recanto, em São Paulo, com o artesanato como base, implementado pelo Credicard, permite a preparação para ingresso em uma cooperativa de trabalho.

Como estratégia de responsabilidade social tem-se o caso, ainda, da implementação da Cooperativa dos Agentes Autônomos de Reciclagem de Aracaju, iniciativa da empresa Maxitel de telecomunicações. Tal projeto está centrado na construção de uma usina de reciclagem que assegura organização e renda mínima a catadores de lixo, em parceria com o Ministério Público, a Universidade Federal de Sergipe e outras 12 instituições públicas e privadas.

O projeto Cursos Semi-profissionalizantes (Minas Gerais), mantido pela Holdercim Brasil (mineração), permitiu a criação de uma cooperativa de artesãos. O programa criado para gerar renda e facilitar a inserção ou a permanência no trabalho com a oferta de cursos e para incentivar a auto-sustentabilidade da comunidade.

13.3. Hospitais


CARACTERÍSTICAS BÁSICAS

Como exemplo de organizações hospitalares tem-se o caso de uma instituição privada, sem fins lucrativos, funcionando como um hospital geral, voltado ao atendimento integral ao paciente.

É um hospital geral, localizado na Grande São Paulo, reconhecido nacionalmente pela sua tecnologia e qualidade de serviços clínicos, cirúrgicos e terapias, que proporcionam um atendimento integral ao paciente..

O mercado da Hospital Municipal é constituído de pacientes e seus familiares, os convênios médicos, os médicos que encaminham seus respectivos pacientes. O principal mercado é composto pela comunidade da Grande São Paulo, que representa 60 % dos pacientes atendidos, o segundo mercado é composto de pacientes de outras regiões do estado de São Paulo( 25 %) e o restante são pacientes de outros estados.

O hospital adota como estratégia ambiental e de responsabilidade social a implementação de programas de ação social, conforme descritos a seguir, na comunidade local em que está inserida e na sociedade como um todo. Tais programas procuram, através de suas práticas e condutas, demonstrar seu compromisso de relacionamento ético e transparente com a sociedade, com o poder público e com todas as demais partes interessadas.

A organização aborda de maneira pró-ativa o impacto de seus serviços, processos e instalações sobre a sociedade e o meio-ambiente. São mantidos programas de atuação conforme descritos a seguir.



ESTRATÉGIAS DE TELETRABALHO, GESTÃO DE PESSOAS E TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO

A configuração organizacional típica em um hospital tem como alicerce de seu modelo de gestão de negócios, uma configuração organizacional que contempla quatro níveis de funções:

● diretoria;

● gerência;

● coordenadores de equipe; e

● membros de equipe.


Suas funções são departamentalizadas verticalmente em atividades-fim (área clínica; qualidade e apoio técnico ) e atividades-meio ( administração; e gestão de pessoas ).

Um hospital típico normalmente tem uma configuração organizacional que adota uma gestão por processos (aliada à sua estrutura funcional), normalmente, se apóia nos seguintes componentes:

● gestão de competências;

● equipes de trabalho;

● comitês.


Gestão de Competências

Sua estrutura está apoiada na descrição das exigências de desempenho para cada empregado, que por sua vez se subdivide em:

● um conjunto de competências estabelecidas para a função; e

● o nível de contribuição na execução das atividades.

Mediante a avaliação destes componentes, o empregado e respectivo colaborador, definem a evolução das metas de desempenho e de desenvolvimento de carreira. Por competências, o hospital pode adota aquelas : comportamentais; genéricas; e específicas.

As competências comportamentais contemplam as atitudes e comportamentos esperados para todos os empregados. São baseadas nos valores da Organização e definidas a partir de um profundo trabalho de pesquisa bibliográfica e benchmarking, envolvendo todos os níveis do hospital.



Por outro lado, estruturou-se as competências genéricas, com base nas diretrizes e planos estratégicos da Organização, definindo um grupo de competências requeridas a todos os empregados, por nível de função. Tais competências contemplam as habilidades das pessoas em poder contribuir no direcionamento traçado para a organização nos próximos anos.

Competências específicas, assim consideradas o conjunto de conhecimentos e habilidades específicas, aplicáveis a um determinado processo ou área onde esteja atuando o colaborador. São definidas por cada área, de acordo com as necessidades identificadas em seus processos.
Equipes de Trabalho

As equipes de trabalho, constituídas com o objetivo de melhorar o desempenho dos processos e dos empregados da Organização, procuram combinar conhecimentos, experiências e habilidades, direcionadas para cada processo.

A composição da força de trabalho das atividades-fim se estrutura da seguinte forma:

corpo clínico: médicos; residentes; fisioterapeutas; estagiários;

Enfermagem: enfermeiras alto padrão; auxiliares de enfermagem; técnicos de enfermagem;

Áreas de apoio: colaboradores administrativos; nutricionistas; assistente social;

Serviços terceirizados: limpeza externa; nutrição e dietética; lavanderia; lanchonete; manutenção predial; farmácia; transporte; vigilância e segurança patrimonial.

Comitês

O hospital, complementando a atuação das equipes de trabalho, conta com comitês para promover a integração e o tratamento dos processos que exigem perfis multidisciplinares.

O próprio hospital e instituições congêneres (centros de reabilitação, clínicas e afins) podem ser gerados como resultados de estratégias de responsabilidade social. É o caso do Hospital da Criança Santo Antônio (Porto Alegre-RS), que a GKN ATH (empresa do sub-setor automotivo) patrocinou a construção de um novo hospital capaz de atender 45 mil crianças por mês. O empreendimento vem suprir as necessidades da população, que contava apenas com um hospital antigo na zona industrial da cidade, sem recursos ou unidades especializadas em tratamento de alta complexidade, como anomalias congênitas, oncologia, doenças neurológicas e outras.

13.4. Outros tipos de organizações

Segundo a Gazeta Mercantil(2003), as atividades empresariais podem ser classificadas em setores tais como: agricultura; alimentos; autopeças e material de transportes; bebida e fumo; cana, açúcar e álcool; carne e pecuária; comércio atacadista; comércio exterior; comércio varejista; comunicação-agência; comunicação-veículo; construção; distribuidores de veículos e peças; eletroeletrônica; farmacêuticos e higiene; finanças; holdings; informática; madeira, móveis e papel; mecânica; metalurgia; mineração; não-metálicos; plásticos e borrachas; química e petroquímica; seguros e previdência; serviços; telecomunicações; têxtil e couros; transportes e armazenagem. Tais setores, agrupados em categorias maiores, ainda segundo a publicação Panorama Setorial da Gazeta Mercantil (2001), podem conter segmentos na forma relacionada a seguir.

Alimentos e Rações: Fruticultura; Indústria de Conservas; Mercado de Refeições; Mercado de Rações; Biotecnologia-Alimentos; Transgênicos.

Atacado e Varejo: Varejo de Material de Construção; Comércio Atacadista; Farmácias e Drogarias; Shopping Centers.

Setor Automobilístico: Mercado de Pneus; Indústria de Ônibus; Concessionárias de Veículos.

Bebidas e Fumo: Bebidas Destiladas; A Indústria do Fumo; A Indústria de Refrigerantes e Águas.

Comunicações: Telefonia Fixa; Telefonia Móvel; Equipamentos de Telecomunicações; Serviço Móvel Pessoal e a Terceira Geração.

Informática: Computadores Pessoais; Componentes Eletrônicos.

Energia: Mercado de Gás; Indústria do Petróleo.

Finanças: Crédito Direto ao Consumidor; Leasing; Financiamento ao Comércio Exterior; Corretoras de Valores, Câmbio e Mercadorias; Factoring; Cartões de Crédito e Débito.

Infra-estrutura: Saneamento; Ensino Superior; Hospitais e Prestação de Serviços de Saúde.

Indústria de Base: Embalagens; Mineração; Celulose e Papel; Indústria do Vidro; Cimento e Concretagem; Indústria Cerâmica; Alumínio.

Química e Petroquímica: Indústria de Tintas e Vernizes; Higiene Pessoal; Gases Industriais; Indústria Farmacêutica; Mercado de Plástico; Indústria de Fertilizantes.

Turismo: Locadoras de Veículos; Operadora de Turismo e Agencias de Viagens; Indústria Hoteleira.

Têxteis e Calçados: Indústria da Moda; Mercado de Calçados; Fiação e Tecelagem.

Transportes: Terminais Marítimo de Cargas; Terminais Alfandegados; Rodovias; Terminais de Cargas Aéreas; Transporte Rodoviário de Cargas; Terminais Portuários.

Já na classificação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo-FAPESP, as empresas podem ser classificadas em: Produtos Minerais Não-metálicos(produtos de pedra cerâmica, concreto e vidro); Metalúrgica(indústria de metal primário, produtos fabricados de metal, exceto máquinas e equipamentos de transporte); Mecânica(máquinas inds. e coms. e equip. de computação; instrumentos de medição; análise e controle; art. Fotográficos; médicos e óticos; relógios); Material Elétrico e de Comunicações(equipamentos e componentes eletrônicos exceto equip. p/ computador); Material de Transporte; Papel e Papelão; Borracha e Produtos de Mat. Plásticas; Química, Farmacêutica e Perfumaria, Sabões e Velas; Têxtil(produtos de tecelagens); Vestuário e Calçados; Produtos Alimentares, Artefatos de Tecidos e Bebidas.

Para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES a classificação utilizada é: Indústria Extrativa Mineral; Agropecuária; Indústria de Transformação; Serviços; Outros. Por sua vez a categoria Indústria de Transformação se desdobra em: transformação de produtos minerais não-metálicos; metalurgia/siderurgia; mecânica; material elétrico e de comunicações; material de transporte; madeira; mobiliário; papel e papelão; borracha; couro/pele/artefatos para viagem; química; produtos farmacêuticos e veterinários; perfumaria/sabões/velas; produtos de matérias plásticas; têxtil; vestuário/calçados; beneficiamento de produtos alimentícios; bebidas; fumo; editorial/gráfica; outras indústrias.

A categoria serviços se compõe dos seguintes segmentos: atividades de apoio/utilidades e serviços industriais; atividades administrativas; construção; serviços industriais de utilidade pública; comércio varejista; comércio atacadista; instituições de crédito, seguro e capitalização; comércio de imóveis, títulos e valores mobiliários; transportes; comunicações; alojamento/alimentação; serviços reparação/manutenção/confecção; diversões; serviços auxiliares diversos; serviços profissionais.


Posfácio

A razão de nossa decisão em escrever este livro, originou-se da constatação de que não havia nenhuma obra brasileira na literatura especializada no assunto telecommuting, escrito por autor nacional, cujo o termo em português é teletrabalho

Observou-se também, que o processo de teletrabalho já vem sendo aplicado no país por pouquíssimas empresas que são predominantemente de grande porte e de origem estrangeira. Achamos que este quadro é no mínimo um desperdício, principalmente em um país como o nosso, onde os fatores econômicos exigem um maior grau de reflexão sobre as suas influências na vida das empresas, sejam elas públicas ou privadas.

Neste sentido, o teletrabalho planejado surge como um dos instrumentos para a organização adequar o processo decisório no estabelecimento de estratégias que melhorem os resultados corporativos.

Por outro lado, cremos que os potenciais usuários do teletrabalho, desconhecem este instrumento ou, então, deixam de utilizá-lo, por imaginar tratar-se de uma metodologia norte-americana sofisticada, que não se compatibiliza, ainda, à realidade empresarial brasileira

A proposta, neste livro, portanto, foi de desmistificar a aplicação dos processos de teletrabalho nas organizações brasileiras. Com esta finalidade em mente, redigimos a presente obra citando alguns exemplos práticos. Para fins de adoção dos recursos do teletrabalho como forma de incrementar a produtividade da organização, recomendou-se levar em conta a natureza da mão-de-obra para, posteriormente, analisar as questões específicas e subjetivas envolvendo cada colaborador em particular.

A sugestão foi, inicialmente é feito um diagnóstico da organização como um todo para analisar suas particularidades em termos de crenças e valores, porte, estratégias de gestão com pessoas, estágio de maturidade organizacional, grau de informatização e, principalmente, de suas características e estratégias genéricas pertinentes ao tipo ao seu ramo de atividades (setor econômico no qual está inserido a organização). Ou seja, a implementação de teleatividades, como descrito nos capítulos anteriores deve ser diferenciada em função do tipo de organização.

Dessa maneira, dada as características de uma empresa industrial que compra matérias primas, as transforma no processo produtivo, estoca e comercializa junto aos clientes, as teleatividades pouco se aplicam ao pessoal de chão-de-fábrica. Ou seja, o trabalho a distância tem uma aplicabilidade maior junto aos colaboradores das atividades-meio que exercem tarefas de suportes às atividades-fim inerentes à cadeia produtiva da organização.

Por outro lado tem-se as empresas comerciais cujo escopo é intermediar a produção das empresas manufatureiras/industriais colocando seus bens produzidos junto aos clientes finais. É uma atividade essencialmente de comprar produtos, estocar e vende-los. Nesse tipo de organização o corpo de vendedores externos tem alta aplicabilidade do teletrabalho com atividade, por exemplo, de extrair pedidos e envia-los on-line através de notebook/palmtop´s evitando deslocamentos físicos até a sede da empresa gerando, com isso, uma alta produtividade em suas atividades comerciais.

Em contra partida, as empresas prestadoras de serviços, cujo principal ativo (capital humano representado pelos seus colaboradores)entra e sai da organização diariamente, tende a naturalmente ser a atividade mais propícia ao teletrabalho. O fato dos colaboradores deste tipo de organização (empresas de consultoria, engenharia consultiva, agências de publicidade e propaganda e afins) exercerem atividades intelectuais, criativas e demais trabalhos especializadas torna-os candidatos naturais a exercerem atividades profissionais distância inteiramente livres de supervisão direta de seus superiores hierárquicos.

Uma vez definido o tipo de organização e suas características básicas e estratégias genéricas, deve ser analisa as teleatividades em potencial que seriam aquelas tarefas que naturalmente seriam candidatas de serem implementadas no processo de teletrabalho. Esta análise deve levar em conta, portanto:

- a natureza da mão-de-obra em função do tipo de organização que estivermos tratando;

- e, independentemente do tipo de organização, deve ser levado em conta se a tarefa pertence às atividades-fim diretamente relacionadas à missão da organização (cadeia produtiva) ou se é inerente às atividades-meio (tarefas de suporte às atividades-fim).

Quanto à natureza da mão-de-obra, que depende do tipo de organização, deve ser considerado de forma diferenciada quando é pessoal especializado (analistas de sistemas, programadores, arquitetos, e profissionais especializados) ou pessoal não-especializado (chão-de-fábrica que exercem atividades operacionais tais como eletricista, mecânico, almoxarife). Neste último grupo de pessoas dificilmente seria possível implementar as teleatividades dado que este pessoal necessita estar fisicamente alocado ao processo produtivo da organização (linha de montagem e cadeia de agregação de valores/logística). Esta abordagem, que prioriza aquelas teleatividades de nível estratégico, será desenvolvida em detalhes nos capítulos subseqüentes.

E, neste enfoque sistêmico de análise do que é recomendável implementar no processo de teletrabalho, pode-se avaliar as questões específicas conforme discorrido nos capítulos anteriores e que considera fatores de ordem subjetiva e pessoal (local de trabalho doméstico, perfil pessoal do colaborador candidato ao teletrabalho e outros aspectos tangíveis e intangíveis). Tais questões não será escopo da presente obra.
Com o interesse que começa a ser despertado pelo assunto teletrabalho, é premente a necessidade de mais literatura sobre a matéria. Este livro é uma ação concreta para colaborar nesta tarefa de esclarecer e expandir as teleatividades, pelos profissionais e empreendedores brasileiros.
O tema teve, portanto, o propósito de discutir e refletir sobre como as mudanças que estão ocorrendo nas empresas na área da tecnologia de informações, no gerenciamento de processos do trabalho e no pessoal estão impactando as instalações e o local de trabalho.

Desta forma, buscou-se nos seus capítulos, contribuir para a obtenção de uma melhor compreensão dos fatores que hoje estão causando transformações no âmbito organizacional, particularmente aquele relativo a como, quando e onde se trabalha ou trabalhará, ao se levar em conta a implantação do programa de teletrabalho.

Por outro lado, procurou-se explanar os termos mais convenientes utilizados ao se tratar as novas tendências na execução de atividades profissionais associadas às alternativas do ambiente de trabalho, particularmente com respeito ao tema em questão.
Já se tem consciência que as novas demandas do ambiente de trabalho, e, conseqüentemente, as funções das instalações empresariais (prédios, equipamentos) e seus respectivos designs, lay outs etc., estão mudando o formato do local de trabalho (work place), juntamente com a “work tools” (tecnologia de informação), “work process” (gerenciamento do processo) e “work force” (pessoal) que se constituem nos componentes básicos do ambiente de trabalho.

Desta forma, as transformações sem precedentes que estão ocorrendo nestas áreas do trabalho, estão gerando necessidades que devem levar as organizações a adotar as abordagens alternativas no tocante ao gerenciamento integrado dos novos ambientes de trabalho, como é o caso do teletrabalho.

No que diz respeito a esta nova forma de executar tarefas e suas respectivas mudanças que estão acontecendo na tecnologia das informações (work tools), basta levar em conta o ritmo frenético dos avanços tecnológicos nas áreas de informática e comunicações. Em termos de mudanças no gerenciamento dos processos de trabalho (work process), considere-se os significativos impactos na estrutura organizacional na adoção de estratégias tais como reengenharia, terceirização, downsizing etc.

Quanto a questão das mudanças que estão acontecendo com o pessoal (work force), deve-se refletir sobre as características, atitudes e aspectos demográficos do perfil do pessoal que trabalha hoje nas empresas comparado com aquele de alguns anos atrás.

Por estas razões, e em virtude de que todas estas turbulências que afetam estes componentes do ambiente do trabalho não ocorrem de forma isolada, ocorrem grandes transformações na maneira como se trabalha, como as tarefas são desempenhadas e onde o trabalho é realizado.
O presente livro procurou, portanto, analisar o teletrabalho e suas respectivas implicações no ambiente do trabalho deste século XXI.

Os autores
Apêndice

Termos básicos relativos à teleatividades e ao teletrabalho


Assíncrona. Forma de interação na Internet que pode ser semi assíncrona, quando é baseada em serviços assíncronos mas podendo, também, utilizar serviços sícronso para apoio (curso por correspondência com serviço tira-dúvidas por telefone). Pode ser, ainda, totalmente assíncrona quando não existe nenhuma forma de comunicação síncrona como, por exemplo, os cursos por correspondência.

Áudio conferência. Sistema de comunicação onde várias pessoas desenvolvem uma conferência por meio de conexões telefônicas.

Autônomo (Working Solo). É o tipo de atividade cada vez mais comum no país. Dentre os profissionais autônomos (working solo) encontram-se desde os chamados profissionais liberais (médicos, dentistas, arquitetos, tradutores, etc.,) os de baixo nível técnico como motoristas, vendedores ambulantes e serviços de pequenos reparos domésticos, e os incluídos na economia informal; são também conhecidos como “free lancers”.

Bookmark. Também chamado entrada de hotlist ou local favorito, um link salvo para um endereço Web.

Browser. Um programa usado para fazer a conexão com sites Web.

Centro Satélite (Satellite Office Center). É um edifício de escritórios, ou parte de um edifício, inteiramente de propriedade de uma organização (ou cedido em regime de leasing), ao qual os funcionários os funcionários comparecem regularmente para trabalhar. Há uma diferença entre um Centro Satélite e um escritório tradicional: todos os funcionários do Centro trabalham ali poruqe moram mais perto daquele local do que do local de trabalho usual ou principal, independentemente dos seus cargos.

Centro Local (Telecenter). Um Centro Local de Teletrabalho é semelhante ao Centro Satélite. A diferença é que o edifício pode abrigar funcionários de várias organizações diferentes.

Cliente-servidor. Modelo ou método de compartilhar recursos de computa­dor e rede centralizando algumas funções com um servidor e permitindo que clientes individuais (usuários) se conectem ao servidor para executar essas funções.

Constructo. Conceito deliberada e conscientemente inventado, ou adotado, para uma finalidade científica específica.

Correio de voz . Sistema de comunicação assíncrona semelhantes ao correio eletrônico, com a diferença que armazenam mensagens faladas.

Correio eletrônico. O mesmo que e-mail .

E-mail. Sistema de correio eletrônico que permite que as pessoas produzam, enviem e recebam mensagens pela Internet. As mensagens são armazenadas em um servidor que o usuário pode acessar de forma sistemática. As mensagens contendo, normalmente, textos permitem anexar arquivos às mensagens com imagens, áudio e afins.

Escritório em Casa (Home Office). É um dos locais de trabalho mais comuns, particularmente nos Estados Unidos. Os Escritórios em Casa variam desde um computador em um telefone na mesa da cozinha, a quarto com móveis e equipamentos adequados ao exercício de atividades profissionais. É o esquema de trabalho que surgiu a partir da constatação de que nem sempre as pessoas tem de ir ao escritório da empresa para trabalhar e que se tornou possível com os avanços tecnológicos nas áreas da informática e da telecomunicação.

Escritório Virtual (Virtual Office). É o local de trabalho onde as pessoas levam ou têm a sua disposição tudo o que necessitam para trabalhar (fax, telefone, notebooks etc.); é, na realidade, o local de trabalho dissociado de tempo e lugares específicos, podendo se localizar em casa, no campo, no aeroporto, no escritório da empresa, em um hotel etc.

Hiper. Não linear, capaz de se bifurcar em muitas direções. Pode ser usado isoladamente ou como prefixo.

Hipótese. Proposição provisória que fornece respostas condicionais a um pro­blema de pesquisa, explica fenômenos e/ou antecipa relações entre variáveis, direcionando a investigação.

Home page. Um documento principal ou central em um site Web.

HTML. Hypertext Markup Language ou linguagem de marcação de hipertex­to. É a linguagem que consiste principalmente em tags, usada para formatar um documento para a World Wide Web. Inclui tanto a formatação estrutural quanto os hiperlinks.

HTTP. Hypertext Transport Protocol, ou protocolo de transporte de hiper­texto, é a técnica usada pelos servidores Web para passar informações para os browsers Web.

Image map. Ou mapa de imagens. Uma imagem que faz conexão com URLs diferentes, dependendo da parte da imagem em que é dado o clique.

Internet. Um conjunto de redes e computadores interligados no mundo inteiro. Todos os elementos da Internet compartilham informações, ou pelo menos correio eletrônico, por meio de protocolos de Internet mutuamente aceitos.

IRL (Internet Relay Chat). Forma de interação na Internet na qual as pessoas podem comunicar-se sincronicamente em diferentes canais de diferentes locais. Esta comunicação é baseada em texto, mas é possível enviar imagens como um anexo.

Link. Uma palavra ou imagem especialmente determinada que, quando sele­cionada, leva um browser Web a uma nova página ou a um novo destino, que significa um endereço embutido na Web.

Multimídia. O que incorpora muitos meios diferentes, freqüentemente inclu­indo texto, imagens, sons, vídeo, animações e afins.

NB. Norma brasileira.

Negócios em Casa (Homebased Business). São negócios próprios desenvolvidos de preferência por potenciais empreendedores, tendo suas residências como sede administrativa das atividades desenvolvidas, e que não têm nenhum vínculo empregatício com qualquer empresa. Para ter maiores possibilidades de sucesso no seu negócio, o dono deve correr riscos calculados, ter persistência, estabelecer metas, planejar e monitorar, seu autoconfiante etc.

Newsgroup. São discussões públicas com tópicos diferentes na Internet. Cópias de artigos são armazenadas dentro de um lugar publicamente acessível. Usuários de programa de newsreader podem ler o que outros escreveram, respoder pública ou reservadamente ao autor do artigo e postar idéias novas, perguntas ou pedidos no newsgroup.

Rede (Net). Um termo genérico que sugere a livre associação de todos ou da maioria dos computadores do planeta. Geralmente se refere a um conjunto de redes interligadas. Termo normalmente mais definido do que Internet, mas ambos os termos são mais ou menos equivalentes.

Servidor. Uma parte de um software ou de uma máquina que age como fonte centralizada de informação ou de recursos de computação (como sites Web, menus Gopher, arquivos FTP e afins) e que se encontram disponibilizados aos clientes.

Síncrona. É a forma de distribuição de instrução aos alunos, via Internet, que pode ser semi assíncrona ou totalmente assíncrona. A forma semi assíncrona é baseada predominantemente em serviços síncronos mas utilizando, também, serviços assíncronos para apoio (Tv e videoconferência apooiados no uso de e-mails e listas de discussões). Já a forma totalmente síncrona utiliza somente e, exclusivamente, serviços síncronos como, por exemplo, Tv, vídeoconferência e chat.

Site. Uma localização na Internet que freqüentemente abriga, ou é host (com­putador que executa programas de forma centralizada ou torna arquivos de dados disponíveis para as workstations/micros situados na rede), de um ou mais servidores, ou um conjunto de páginas relacionadas na Web (às vezes é também chamada de webespaçowebspace).

Teletrabalho (Telecommuting). Termo criado por Jack Niles em 1976 no seu livro “The Telecommunications Transportation Trade-Off”. É o processo de levar o trabalho aos funcionários em vez de levar estes ao trabalho; atividade periódica fora a empresa um ou mais dias por semana, seja em casa seja em outra área intermediária de trabalho. É a substituição parcial ou total das viagens diárias do trabalho por tecnologia de telecomunicações, possivelmente com o auxilio de computadores, e outros recursos de apoio.

Teleserviço (Telework). Denominação equivalente ao termo Teletrabalho, utilizado na Europa. É qualquer alternativa para substituir as viagens ao trabalho por tecnologias de informação (como telecomunicações e computadores).

Teletrabalhador (Teleworker, Telecommuter). É o funcionário da empresa que trabalha em casa todos ou em alguns dias da semana, utilizando os equipamentos necessários para se comunicar com a empresa. É o agente do processo de teletrabalho.

Trabalho Flexível (Flexible Working). É o conceito que envolve uma variedade de novas práticas de trabalho, que incluem tanto as horas de trabalho flexível, os locais flexíveis, como também as formas de contrato de trabalho. Pode também ter o significado de ter o uso flexível do espaço no escritório, onde os funcionários não dispõem de suas mesas de trabalho, que são compartilhadas pelos colegas.

URL. Universal Resource Locator (localizador universal de recurso) ou Uni­form Resource Locator (localizador de recurso uniforme), que na prática sig­nifica um endereço na Internet.

Vídeoconferência. Sistemas que permitem a um grupo de pessoas manter uma discussão através de computadores. Os membros do grupo podem usar o sistema para postar mensagens ao grupo todo e, por isso, as discussões podem se desenrolar durante um certo tempo. Estes sistemas também têm possibilidades para interação em tempo real.

Web. Significa World Wide Web ou rede mundial.

Whiteboard. São reuniões virtuais onde cada participante pode usar o mouse para desenhar esboços em um quadro virtual (whiteboard). Todos os usuários conectados ao servidor vêem as atualizações quase que imediatamente. A maioria dos programas de whiteboard também possuem uma janela de conversação onde os participaqntes podem digitar mensagens uns aos outros.

World Wide Web. Ou WWW é um subconjunto ou seção da Internet que consiste em todos os recursos que podem ser acessados por meio do protocolo HTTP ou quaisquer outros protocolos da Internet que um browser Web possa entender. É a parte mais visível da Internet e que utiliza o conceito de hiperlinks para ligar conteúdos. Um documento Web pode integrar texto, gráficos, som e movimento. O WWW fornece uma base para comunicação síncrona como assíncrona.

BIBLIOGRAFIA


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Sites úteis para pesquisa


Associações que congregam os profissionais em Teletrabalho no Brasil, Estados Unidos e Europa


  • ITAC – The International Telework Association & Council (USA) www.telecommute.org TAC4DC@aol.com

  • SOBRATT – Sociedade Brasileira de Teletrabalho e Teleatividades (Brasil)

amello@tdec.com.br www.sobratt.com

  • Telecommuting & Safety Institute(USA): www.orednet.org

  • American Telecommuting Association (USA) –

  • www.knowledgetree.com/ata.html YourATA@aol.com

  • Canadian Telework Association (USA): www.ivc.ca/part3.html

  • European Telework : www.eto.org.uk

  • ECTF – European Community Telework / Telematics Forum (Europa) www.ectf.org.uk protocol@ectf.org.uk

  • Austrian Telework Association (Áustria)

  • www.ata.at Info@ata.at

  • Belgian Teleworking Association (Bélgica) – bta@compuserve.com

  • AFTT–Association Française du Télétravail et dês Téléactivités (França) www.aftt.net infos@aftt.net

  • Verband Telearbeit Deutschland – VTD (Alemanha)

  • www.verband–telearbeit-deutschland.de/vtd.portal

  • Si-Reis@t-online.de

  • Telework Ireland – TWI (Irlanda)

www.telework.ie riona@telework.ie

  • Associazione Lavoro & Tecnologia (Itália) – lavtec@italymail.com

  • Societa’ Italiana Telelavoro – SIT (Itália) – Sit@isinet.it

  • Nederlands Telework Forum (Holanda) – www.ntforum.nl

  • Associação Portuguesa de Teletrabalho (Portugal) – telework@automail.pt

  • Associação Portuguesa para o Desenvolvimento do Teletrabalho (Portugal) – 100135.266@compuserve.com

  • Associación Española de Teletrabajo (Espanha) – mickx@ciberteca.es

  • Telecottage Association Sweden (Suécia) – telestugan@telestugan.se

  • TCA – Telework, Telecottage and Telecentre Association (UK) – www.tca.org.uk



Principais Centros de Negócios / Escritorios Virtuais no Brasil.

  • A rede ANCN – Associação Nacional dos Centros de Negócios

virtualoffice@conex.com.br


  • A Franquia Postnet Business & Communication Services

sp1p1@postnet.com.br


  • HQ Business Centers

  • www.hqnet.com




  • SEBRAE – CCT – Centro de Comercialização Tecnológica

cct@sebraesp.com.br


  • Regus – Instant Office Solutions World Wide

www.regus.com

Órgãos Públicos e Governamentais

Portal Federal de Serviços e Informações

www.redegoverno.gov.br

Secretaria Executiva do Programa Governo Eletrônico (canal de relacionamento entre o Estado e o Cidadão contendo links para serviços governamentais)

www.e.gov.br www.premio-e.gov.br

Governo do Estado de Minas Gerais (Pregão on-line para contratações públicas)

www.licitanet.mg.gov.br

Governo do Estado de São Paulo – Secretaria da Fazenda

www.pfe.faz.sp.gov.br

Fundação SEADE

www.seade.com

Gazeta Mercantil

www.gazetamercantil.com.br

Informativo Ciências Sociais no Brasil

www.fgv.br/fgv/cpdoc/informat/csociais.htm

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA-IBGE

www.ibge.gov.br

FIESP (Indicadores de Competitividade da Indústria)



www.fiesp.org.br

Confederação Nacional das Indústrias



www.cni.org.br

Portal de e.Procurement do Sindipeças



www.automotivebusiness.com.br

Portal de Recursos Humanos – TV1.com



www.canalrh.com.br
Empresas e Organizações Públicas e Privadas


Brasil Teletrabalho

www.teletrabalho.info
Companhia Vale do Rio Doce

www.cvrd.com.br

Danone


www.danonepeople.com

EDS


www.edstalentos.com.br

Votorantim



www.votorantim-cimentos.com.br

Nestlé


www.nestle.com.br

AstraZeneca



www.astrazeneca.com.br

Cursos online Revistas Exame e Você S.A.

www.abrileducacao.com.br


Editoras e Livrarias On line

www.edatlas.com.br

www.cortezeditora.com.br

www.fgv.br/publicacao

www.siciliano.com.br

www.livcultura.com.br

www.shoppingcultural.com.br

www.saraiva.com.br

www.edfutura

www.booknet.com.br

www.amazon.com

www.borders.com

www.barnesandnoble.com
http:// www.makron.com.br
www.fgvsp.br/cia/pesquisa.htm
www.fgv.br


E.

F.Revistas e Publicações Especializadas

Revista Exame

www.uol.com/info

www.exame.com.br

www.infoexame.com.br

www.uol.com.br/exame
Gazeta Mercantil

www.gazetamercantil.com.br www.bancodenoticias.com.br


G.

PONTAL Editora e Distribuidora Ltda

Rua Marquês de Abrantes 55

Flamengo – Rio de Janeiro – RJ

Cep 22230 – 060

Fone (0xx21) 2285.0847 Telefax (0xx21) 2205.2202



e-mail: pontal@vento.com.br

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