Estreia Absoluta Mansarda criação colectiva direcção artística André Braga



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Estreia Absoluta

Mansarda
criação colectiva

direcção artística André Braga, Cláudia Figueiredo

direcção e concepção plástica André Braga

dramaturgia Cláudia Figueiredo

composição musical Alfredo Teixeira

realização plástica Nuno Guedes, Carlos Pinheiro, Sandra Neves, Américo Castanheira, Inês Mariana Moitas

desenho de luz Cristóvão Cunha

desenho de som Harald Kuhlmann


interpretação Ana Madureira, André Braga, Graça Ochoa, Inês Oliveira, Inês Mariana Moitas, João Vladimiro, Mafalda Saloio, Patrick Murys
co-produção Circolando, Fundação Centro Cultural de Belém/Próspero, TNSJ

(Próspero é apoiado por Programa Cultura da União Europeia)


classificação etária Maiores de 6 anos
Teatro Carlos Alberto

[17 | 27 Setembro 2009]

quarta-feira a sábado 21:30 domingo 16:00


Bate-me à porta, em mim, primeiro devagar.

Sempre devagar, desde o começo, mas ressoando depois,

ressoando violentamente pelos corredores

e paredes e pátios desta própria casa

que eu sou. Que eu serei até não sei quando.

Herberto Helder
Todo ser intensamente terrestre – e a casa é um ser intensamente terrestre – regista apesar disso os apelos de um mundo aéreo, de um mundo celeste. A casa bem enraizada gosta de ter uma ramificação sensível ao vento. Um sótão que tem barulhos de folhagem.

Gaston Bachelard
Sim, até ao fim, em voz baixa, embalando-me, fazendo-me companhia a mim mesmo, e sempre atento, atento às velhas histórias, como quando o meu pai, sentando-me no colo, me lia a história do Joe Breem. Sim, fui meu pai e fui meu filho, fiz perguntas a mim mesmo e respondi como pude, pedi para contar outra vez a mim mesmo, noite após noite, a mesma história, que eu sabia de cor sem poder acreditar nela. Foi assim que aguentei, até este momento.

Samuel Beckett

Mansarda
Espectáculo de encerramento do ciclo “Poética da Casa”, Mansarda propõe uma súmula das várias ideias de casa que com ele queremos abordar: casas feitas de pele-memória que existem fora do tempo. Casas com raízes e sabor a terra sensíveis ao ciclo das estações. Casas-corpo-árvore, pés mergulhados na terra e cabeça a tocar o céu. Casas com as memórias de um mundo rural antigo, com a lembrança dos campos e dos animais. Casas com os serões de trabalho e festa, com os medos da escuridão e o secreto desejo da viagem. Casas com ninhos prestes a voar. Casas que integram o vento e a chuva e acolhem um sonho de mar. Casas-ilha, casas flutuantes, casas da eternidade. Casas com as paisagens da imensidão.

As linguagens das imagens e das emoções, do corpo, dos objectos, da música voltam a ser a base deste novo manifesto poético que, sem palavras, quer falar da importância da preservação da memória e do devaneio.


Ao longo da vida vamos construindo um sótão-abrigo onde guardamos os nossos sonhos-lembrança fundamentais. As vivências, as histórias, as imagens que fomos retendo para podermos a elas voltar sempre que o desejamos. No fundo, uma casa para o nosso coração. Uma casa que se confunde connosco e sempre nos acompanha.

Velhos, visitamos estes sótãos com raízes numa infância longínqua e fazemos soar livres os fios da memória. Baralhamos a curva do tempo. Caminhamos em direcção aos inícios, vamos para o lugar onde se encontra a morada dos nossos devaneios...
Circolando

Uma casa que se confunde connosco
Mónica Guerreiro
Não será novidade para ninguém ver chover nos espectáculos da Circolando. Se formos por aí, também não estranhamos a presença de outros elementos da natureza: terra, madeira, palha. E de instrumentos que associamos ao labor nos campos, à faina de sol a sol, que derruba homens e mulheres: cântaros e vassouras, regadores e máquinas de costura, símbolos de entrega e trabalho, mas também de lazer e fruição. Se tiradas de contexto, medas e medas de palha alinhadas conseguem adquirir outro sentido – e, certamente, ter aos nossos olhos outra leitura. Mas não é que os criadores da Circolando desejem transformar ludicamente objectos e tarefas doutra forma mecânicos e funcionais. Estes mantêm o peso e a rudeza, porque não são adereços, mas materiais reais. E as sensações que provocam no corpo, ao serem manipulados e transportados, são também autênticas. E exalam aromas que sabemos, e largam sons que de imediato nos fazem viajar para o interior rústico. No caso de alguns, para o passado. Para as memórias de pais e avós. Imagens descoloradas e gastas, agrestes, de cenários que (já) não pertencem ao nosso quotidiano.

Poderá esse gesto ser confundido com uma assumida “nostalgia do rural”? Apenas por quem não descortine nele a verdade que desencobre: uma celebração do ciclo da vida e da sua existência natural, do alimento que a terra oferece, quando amada pelo homem, da ligação ao sol, à água, ao vento e aos animais (“galinhas, burros, pássaros… As sensações físicas de estar ao sol, de sentir a terra, fundir-se com ela”, aponta André Braga). Do prazer que as famílias e as comunidades rurais retiram dessa indesmentível ligação telúrica. E de como esse prazer é alegórico e pode também representar as inúmeras modulações que atravessam as relações entre homens e mulheres. Porque o formato que a Circolando dá às suas criações – e designá-los “dança-teatro” é talvez a menos desviada das classificações – aposta precisamente nessa tentativa de dar consequência a metáforas e representações de contextos para conceber inventivas alegorias que não se podem reduzir ao universo sugerido. Ou seja, não se pretende retratar o mundo rural, mas extrair dessas experiências os sentidos e os sinais que a perpassam para que possam ser experimentados. Como… quando pedimos “conta-me como era”, o que queremos não é que os nossos avós nos mostrem as fotografias, mas que nos façam sentir o que foi aquela vivência. De que era então feita a vida.

De facto, na sugestão que tão delicadamente constroem, os intérpretes da Circolando não são narradores: realizam essas cenas, investindo-as de uma presença física que as actualiza, reconta e revivifica. Não é fácil ficar imune à força poética de quadros contemplativos, envolventes, que se descrevem em micro-narrativas, articuladas segundo uma lógica dramatúrgica que confere à música, ao movimento, à plasticidade cénica e ao virtuosismo físico igual importância. Apenas na palavra não encontraram – pelo menos por agora – pertinência acrescida, embora façam dela uso bastante aquando dos processos de pesquisa, alimentados por poetas e romancistas que lhes inspiram atmosferas, sensações e acções. “Os escritos de Bachelard e os desenhos, as esculturas e as instalações de Louise Bourgeois mantêm-se como as referências nucleares.” Os criadores assumem-se ainda leitores de Al Berto, Italo Calvino ou Mia Couto, além também de mencionarem artistas plásticos e fotógrafos nas suas fontes.

Depois de Quarto Interior [2006] e Casa-Abrigo [2008], também Mansarda retoma lugares e figuras antigas, que reconhecemos no nosso íntimo e acompanhamos com cumplicidade. Crianças. Velhos. Bêbados. Mulheres operárias. Artesãos. Personagens-tipo sem nome nem história, que não têm identidade fixa do início ao fim. Porque são convocadas para cada cena (ou “quadro”, na boa tradição da dança-teatro) conforme a dinâmica que a mesma requer – predominam as cenas de conjunto, mas também há solos e duetos memoráveis – e obedecendo a um trabalho de caracterização sempre cuidado e sóbrio. São oito os intérpretes presentes, a reunião dos elencos dos dois primeiros espectáculos do ciclo. Fala-se de Mansarda, por isso mas não só, como a criação-síntese desta trilogia, a que a companhia deu o nome “Poética da Casa”: a casa aberta ao vento e à evasão, à brincadeira e ao sonho, dominada por dois irmãos com ânsia de voar (Quarto Interior); o percurso deambulatório pelos aposentos maternais, da protecção e do casulo, da lida manual e das histórias de encantar de seis mulheres (Casa-Abrigo). Esta nova obra prossegue a simbologia da casa e das suas derivações metonímicas: naquele vão de telhado, despido até ficarem apenas as traves essenciais, são encenadas propostas de figuração de casas do passado, habitadas de memórias, casas com raízes mas que tocam o céu, casas de pó e de sal, de festa e de solenidade, casas em demanda de água e de infinito.

Enunciado desta maneira, poderá voltar a pensar-se: não será novidade para ninguém este espectáculo da Circolando? Pura ilusão. A companhia comenta: “Há uma cena que parece mesmo saída do Giroflé [2002]. E depois? Não fomos à procura dela. Saiu assim. Há coisas que fazem lembrar: a árvore faz lembrar a carroça do Giroflé. E não será saudável lembrar? É um objecto grande, nós pomo-lo a mexer, a dar cambalhotas… É uma coisa nossa. Não interessa se as pessoas já viram as sanfonas na Casa-Abrigo, por exemplo… É justo elas estarem aqui. Há uma ou outra cena assim, que nos fazem lembrar peças que já fizemos, objectos ou posições… Mas é uma coisa nova que está a nascer. Há muitas outras coisas novas, que sentimos que são descobertas”.
Contemplação e beleza, na prática

Há dois anos, numa entrevista à Sinais de Cena (conduzida por Isabel Alves Costa, uma das primeiras e mais importantes interlocutoras da companhia, e por Paulo Eduardo Carvalho), André Braga e Cláudia Figueiredo atribuíam as origens da Circolando, em 1999, a uma vontade genuína de fazer espectáculos que respondessem a “uma busca de mais beleza e de mais contemplação”. Essa intenção, dez anos passados, permanece uma matriz programática estreitamente seguida pelos elementos da companhia. Inicialmente recorrendo a um teatro de imagens e de objectos (frequentemente utilizando marionetas, por exemplo) em cuja construção estavam presentes exigentes técnicas circenses, o seu trajecto foi-se configurando no sentido de uma maior depuração e contenção, imputando sentido poético ao movimento e escapando subtilmente ao rótulo “novo circo” que a certo momento parecia servir-lhes. Hoje, tanto faz o que lhes chamem, já não lhes pertence: convidados por festivais internacionais, apresentam-se em programações de teatro de rua, teatro de marionetas e formas animadas ou dança contemporânea. É já uma discussão sem sentido, quando a hibridez caracteriza tantas propostas cénicas que se denominam “transdisciplinares”. E, principalmente, quando a Circolando concretiza um género criativo com linhagem identificada, a dança-teatro que descende do expressionismo alemão.

No seu Dicionário de Teatro, Patrice Pavis define: “Mais do que um teatro que vai dar na dança, no movimento e na coreografia, a dança-teatro é a dança que produz efeito de teatro”. Esclarece que, ao contrário da dança clássica, a dança-teatro se distingue pela citação de momentos e aspectos da realidade. E, um pouco adiante: “a dança, obedecendo a uma dramaturgia e a uma encenação, vai ao encontro do teatro, sem jamais, no entanto, compreender ou pôr à prova a causa – frequentemente obscura e ilegível – que se propôs servir ao aliar-se a ele. Desta união antinatural entre dança e teatro originaram-se as mais belas produções do nosso tempo”. O teatrólogo refere-se, entre outros, a Pina Bausch e a Maguy Marin, referências fundamentais para se entender a pesquisa e o caminho da Circolando. A companhia portuense alicerça-se aí para provocar, porém, outras respostas: os seus trabalhos não procuram examinar a angústia existencial e a profunda solidão da condição contemporânea, como fizeram algumas das obras mais marcantes de Bausch ou de Marin. A concepção de ambientes declaradamente poéticos cumpre uma ideia de encantamento e de apelo estético, mas propõe sempre um sentido e um alcance mais ambiciosos. De facto, nas criações deste grupo vigora um tempo sem urgência, uma disponibilidade para evocar paisagens e sensações e deixá-las instalarem-se, ecoando em nós. Não há lugar a enredo, mas encenam-se situações de conflito emocional, de perda, de comemoração, de enamoramento, de companheirismo… Cunhadas pelo lirismo, pelo bucolismo e pela capacidade de deslumbrar.

André Braga atribui a essas características o motivo da entusiástica adesão que as suas peças geram nos mais diversos públicos, em Portugal e no estrangeiro (é possível ter uma ideia aproximada dessa enorme variedade consultando o arquivo de itinerância no site da companhia): “Os espectáculos que fazemos são populares porque são sensoriais e emotivos… E isso toca o público”. Confessa também que, no nosso país, encontra os teatros geralmente “muito vazios”, em contraste com as audiências ávidas que os esperam em alguns países. E sente bem essa diferença: “Quando fazemos o Quarto Interior e o teatro está cheio, o espectáculo dá um salto… E é melhor. Damos cada vez mais. Não é o espectáculo que é bom, é o público que ajuda o espectáculo a ser melhor”. E lembra a recepção triunfal que tiveram, em Julho, no Festival Internacional de Teatro de Almada, onde voltaram a apresentar Quarto Interior na qualidade de Espectáculo de Honra (o mais votado pelo público da edição anterior) e também Charanga, criado em 2003. “Saímos sempre de Almada de ‘barriga cheia’”, ri-se Cláudia Figueiredo. Também este ano, viram renovado por mais dois anos, e significativamente reforçado, o apoio financeiro concedido pelo Ministério da Cultura. E Mansarda tem co-produção (além do TNSJ) do Programa Próspero, através da Fundação CCB, com apoios do Programa Cultura da União Europeia. Assinalam dez anos de actividade com reconhecimento e visibilidade institucional, da crítica e do público.

Para esta produção, reúnem a maior equipa de sempre, quase trinta pessoas, das quais oito estão em palco (é também o projecto com elenco maior) durante as duas horas do espectáculo (“não é muito longo, mas tem muitas cenas”, descreve André Braga, explicando as dificuldades técnicas que tal opção acarreta). E não é custoso imaginar: além da banda sonora gravada de Alfredo Teixeira, a peça tem vários momentos de música ao vivo; a estrutura cénica é um desafio de engenharia; o trabalho de aéreos tem de ocorrer com cronometria minuciosa; quantas mais cenas, mais entradas e saídas de adereços e objectos, alguns dos quais duros de manobrar (como as “sanfonas”, máquinas de costura adaptadas para instrumentos). E, claro, o vídeo, que vem sendo desenvolvido nas criações da companhia, como em Charanga, como mais uma matéria visual a ser manipulada. “Experimentar a linguagem cinematográfica era uma vontade”, relata Cláudia Figueiredo, “que foi antecipada em Casa-Abrigo, que acabou por crescer e precipitar algumas coisas. Fomos ultrapassados pelo projecto.” Inicialmente seria apenas uma curta-metragem (Imagens de Mulheres), mas, com as condições oferecidas pela integração na rede europeia In Situ, viria a tornar-se um espectáculo e instalação com curta-metragem dentro.

A experimentação constante é o fertilizante para esta companhia: João Vladimiro é intérprete mas também responsável pelo (muito elogiado) design gráfico da companhia (e estreou recentemente a longa-metragem Jardim); Graça Ochoa e Patrick Murys, também intérpretes, criaram “projectos satélite”, solos que têm circulado pelo país; Inês Mariana Moitas, intérprete, assina os figurinos (“pobres, mas não a retratar pobreza”, ressalva André Braga). No lugar das habituais marionetas, Mansarda recorre a máscaras. E o desejo de luz acentua a passagem das estações e do tempo da memória. Numa casa que fervilha de movimento. André Braga hesita em chamar “família” àquele grupo (prefere “comunidade”) que se multiplica e se contrapõe ao par de irmãos de Quarto Interior e à reunião matriarca de Casa-Abrigo. Uma comunidade rural, envelhecida, que abre o seu empoeirado sótão de recordações e desfia reminiscências, enquanto anseia por uma última morada junto ao mar.


Mansarda, um espectáculo-compêndio

Águas-furtadas e vão de telhado provido de janelas e transformado em último andar habitável da casa são sinónimos de “mansarda”, cuja etimologia remonta a 1676, uma década depois da morte do arquitecto francês François Mansart, responsável pela introdução desse tipo de construção. “Morada miserável” é outra das acepções (por extensão de sentido) e, avistado o cenário, percebemos que pode ser útil não a afastar: uma estrutura aparentemente precária, assimétrica, talvez ruinosa, alberga o espaço da cena, que mostra ainda troncos de árvores e amontoados de terra. À boca de cena encontra-se um grupo de seres que parece pertencer a outro tempo: estáticos, pálidos e cobertos de pó, é lentamente que ganham vida e se entregam a um rito próprio. A superstição alia-se à fé. No final do espectáculo, o desejo de eternidade é novamente figurado, com recurso às memórias dos mais velhos. O jogo com a temporalidade é constante, pedir uma cronologia revela-se inútil.

Casa purificada, paisagem em construção. Múltiplos troncos, pequenos e grandes – alguns tão grandes que é possível viver toda uma vida lá em cima, como Cosimo, personagem d’O Barão Trepador, de Calvino –, o chilreio de pássaros que se deixa conduzir pelo sopro das mulheres, movimentos rápidos denunciam a entrada das estações, à neve sucede-se o sol e a ceifa…

Numerosas medas de palha desenham uma dança colectiva, animada por foices imaginárias, e que em alguns momentos também é uma instalação; noutra cena, dois irmãos disputam o controlo de uma árvore num exercício rigoroso que tem vestígios de capoeira. Várias outras técnicas marcam presença de forma estilizada, como o trapézio, dançado num baloiço por dois adolescentes, numa cena transbordante de ternura. De cântaros à cabeça, a austera peregrinação de velas torna-se uma prova de concentração. O treino dos intérpretes é ainda evidenciado pela destreza das cenas em que calçam cascos de burro e assim, com óbvia desestabilização, reportam à fisicalidade da performance de Vera Mantero uma misteriosa coisa, disse o e.e. cummings, um solo dançado em cima de cascos de cabra. A gramática de movimentos é exímia e de uma riqueza assinalável: noutros momentos – a cena dos pássaros –, esses mesmos corpos são dúcteis e esvoaçantes, leves e harmoniosos. Na poderosa cena do “homem-estendal”, os movimentos são torcidos e quebrados, para logo depois se tornarem elásticos, insinuantes, no quadro de sedução das mulheres que enfeitiçam os homens e os apanham nos fios da sua teia.

Cantorias, um concerto impromptu, brindes à volta do garrafão, alguém que se engasga… Por esta altura, já os intérpretes estão completamente enlameados, numa mistura de terra, sal, palha e aguardente. Ainda vão desejar e conhecer mais água, porque a última dança acontece no mar, descoberto por alçapões de fantasia. E, depois da aguada, o devaneio continua, porque o signo é o da viagem e a casa é navegante. A água, em silêncio, embala os viandantes.

Teatro Nacional São João
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