Estruturas Físicas e Organizacionais Espaços Físicos



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Introdução

Quem e como somos

O Contexto

A Escola

Estruturas Físicas e Organizacionais

Espaços Físicos

Serviços

Órgãos


Evolução da População Escolar

Discentes

Docentes

Pessoal não docente

Evolução do Aproveitamento Escolar

Evolução do Aproveitamento Escolar

Como nos vemos

As Imagens da Escola

A Escola enquanto Espaço Físico

A Escola enquanto Organização

Os Serviços: seu funcionamento

As estruturas: seu funcionamento

As pessoas na organização: suas representações

Problemas prioritários

Como queremos ser

Princípios orientadores

Finalidades

Caminhos a percorrer

Estratégias / Áreas de Intervenção

Gestão e Avaliação do Projecto de Escola





Introdução



Não há ventos favoráveis para os que não sabem para onde vão.

Séneca

Este é o tempo da “crise da Escola”, de uma Escola que se percepciona à deriva.

Este é o tempo em que a mudança da Escola é um desafio incontornável e em que o processo de inovação tem de ser continuamente recriado numa dialéctica entre o ideal e o real.

Este é o tempo do Projecto Educativo de Escola:

Projecto que necessariamente tem de se assumir como o elemento central da política da Escola;

Projecto que inexoravelmente tem de responder aos desafios de complexidade que o real nos lança;

Projecto qual alvo estratégico, ambição, visão de futuro inelutavelmente assente em princípios, valores e políticas aplicadas na acção educativa e pedagógica com os alunos;

Projecto infalivelmente emergente de uma tensão permanente entre a lógica do desejo e a lógica da acção, entre o presente e o futuro;

Projecto que como carta de definição política da Escola deve formalizar-se num documento orientador da acção da Escola, onde se registam os fins a atingir, as opções estratégicas a seguir em função do diagnóstico realizado, e dos valores partilhados, no quadro das competências e funções que estão atribuídas à Escola.

O ter um projecto – este Projecto – pressupõe privilegiar a Escola como centro de formação e como um processo colectivo de aprendizagem, potenciando a capacidade de resposta, de forma original e dinâmica, aos problemas complexos e singulares com que a Escola se depara quotidianamente;

O ter um projecto – este Projecto – pressupõe a necessidade de agir sobre a Escola (reflexão orientada para o diagnóstico e para a acção) no sentido de concretizar as suas funções específicas enquanto organização, instituição social e serviço público: a educação e socialização dos alunos e a realização profissional dos professores e restantes elementos da organização-escola.

Sabendo que a acção da Escola - definida pela distância que separa o diagnóstico da prospectiva, o presente do futuro desejável - depende:


  • do território de autonomia que esta constrói ao transformas as margens de interpretação da lei em margens de liberdade;

  • da capacidade dos actores se organizarem, de criarem lideranças fortes e mediadoras dos conflitos e divergências, de gerarem um contexto decisional para a realização deste Projecto.

Sabendo que é na procura e definição da identidade da Escola que esta pode arquitectar uma política de melhoria da qualidade educativa, reafirmamos o pensamento de Séneca:


Só tem bons ventos quem sabe para onde quer ir.




Quem e como somos


Introdução

Quem e como somos

O Contexto

A Escola

Estruturas Físicas e Organizacionais

Espaços Físicos

Serviços

Órgãos


Evolução da População Escolar

Discentes

Docentes

Pessoal não docente

Evolução do Aproveitamento Escolar

Evolução do Aproveitamento Escolar

Como nos vemos

As Imagens da Escola

A Escola enquanto Espaço Físico

A Escola enquanto Organização

Os Serviços: seu funcionamento

As estruturas: seu funcionamento

As pessoas na organização: suas representações

Problemas prioritários

Como queremos ser

Princípios orientadores

Finalidades

Caminhos a percorrer

Estratégias / Áreas de Intervenção

Gestão e Avaliação do Projecto de Escola





O Contexto


O concelho de Castro Verde, com uma área aproximada de 568 km2, localiza-se na parte sul do Baixo Alentejo, sendo limitado a Norte pelos concelhos de Beja e de Aljustrel, a Este pelo concelho de Mértola, a Sul pelo concelho de Almodôvar e a Oeste pelo de Ourique. A vila de Castro Verde, sede de freguesia e de concelho, situa-se em posição central e a uma distância média de 9,2 Km relativamente às outras sedes de freguesia - Casével, Entradas, Santa Bárbara de Padrões e S. Marcos da Atabueira, o que facilita também as acessibilidades no interior do concelho; diariamente convergem para Castro Verde, através de carreiras de transportes públicos, os alunos dos 2º e 3º ciclos do Ensino Básico e do Ensino Secundário, verificando-se que cerca de metade dos alunos que frequentam os níveis de ensino referidos utilizam a rede de transportes escolares.

Em termos populacionais, o concelho de Castro Verde, com cerca de 8000 habitantes, acompanhou, durante muito tempo, a situação verificada nos restantes concelhos do Alentejo, onde os estigmas da desertificação e do desemprego imperam. No entanto, a partir da década de 80, verificou-se um ligeiro impulso positivo a nível demográfico, decorrente da atracção de novos residentes, bem como um aumento da população activa jovem. Essas duas particularidades estiveram intimamente associadas ao incremento da exploração mineira no concelho, através do projecto Neves/Corvo.

Os impactos do projecto mineiro não se verificaram apenas a nível demográfico mas, acima de tudo, a nível socioeconómico e cultural. A revitalização económica foi visível num concelho que, vivera até aí quase exclusivamente dependente do sector primário e que passou, a partir da década referida a apresentar uma maior diversificação da sua base produtiva. Neves/Corvo foi, assim, um motor de dinamização económica uma vez que, associadas ao projecto mineiro, começaram a proliferar no concelho pequenas e médias empresas ligadas aos sectores secundário e terciário.

A interacção social provocada pelo afluxo de novos residentes, vindos de zonas urbanas e com um grau de habilitações superior foi também determinante para a criação de novas dinâmicas culturais em Castro Verde. O concelho apresenta assim, uma vida cultural rica e diversificada onde o equilíbrio entre a inovação e a tradição tem sido conseguido através de uma acção conjugada entre as autarquias locais, as associações e colectividades e os estabelecimentos de ensino.

O Estudo intitulado “Índice de Desenvolvimento Relativo para os concelhos do Alentejo”, produzido pelo Departamento Regional de Prospectiva e Planeamento da Comissão de Coordenação da Região do Alentejo, em 2001, no que respeita ao Índice Relativo de Educação e Cultura, considera o concelho de Castro Verde numa posição privilegiada relativamente aos concelhos de todo o Alentejo, apenas antecedido por Évora, Beja, Portalegre e Vila Viçosa, quer em 1994, quer em 1998.

Tendo em conta todos os factores referidos, podemos considerar que o contexto sócio-cultural em que a Escola se insere não é, em princípio, impeditivo nem desfavorável ao sucesso educativo dos nossos jovens, podendo, até, ser entendido como facilitador e potenciador de aprendizagens.



A Escola




Estruturas Físicas e Organizacionais




Espaços Físicos

A Escola é constituída por dois edifícios: um pavilhão de aulas e um pavilhão de serviços.

No pavilhão de aulas há 22 salas, das quais algumas são salas específicas das disciplinas de Educação Tecnológica, de Educação Visual, de Oficina de Artes, Sala TIC, Laboratório Produção Multimédia, Sala de Directores de turma e um laboratório de Biologia. Neste edifício funcionam ainda a Reprografia, o Clube Jovem e o Núcleo de Audiovisuais.

Serviços

No pavilhão de serviços estão situados o pavilhão polivalente, o refeitório, o bufete, a papelaria, a biblioteca, a sala de professores, os serviços administrativos, os serviços ASE, o gabinete do Conselho Executivo, a Associação de Estudantes, a sala de funcionários e a Rádio Escolar.

No recinto da Escola existe ainda o Pavilhão Gimnodesportivo Municipal, bem como o recinto desportivo descoberto.

Órgãos

Sob o ponto de vista organizacional a Escola estrutura-se de acordo com o disposto no Decreto-Lei nº 115/A de 98. As relações formais são as constantes nos normativos, todavia o funcionamento da Escola é determinado igualmente por relações não formais e informais as quais se especificam no organigrama seguinte:






Evolução da População Escolar




Discentes

De 1985, data de criação da Escola, até à actualidade, a população escolar tem sofrido variações significativas conforme documentam o quadro e os gráficos seguintes:




Quadro 1 -

Evolução da população escolar






















Anos

Alunos

Turmas

Professores

Funcionários










Quadro

Contratados




1985/1986

440

18

0

42

15

1994/1995

771

28

16

37

32

1998/1999

618

24

28

46

40

1999/2000

550

22

34

30

39

2000/2001

424

18

31

24

37

2001/2002

480

21

32

24

35



















Gráfico 1 - Alunos




Gráfico 2 – Turmas


Pela observação dos documentos constata-se que:



  • o máximo de alunos foi atingido no ano lectivo de 1994/95;

  • a população escolar decresceu a partir de finais da década de noventa;

  • no ano lectivo de 2001/2002 verificou-se um crescimento relativo do número de alunos.

As variações assinaladas são consequência quer da própria evolução da população do concelho quer da sua conjugação com a procura crescente do ensino secundário verificada, nacionalmente, nos anos oitenta quer ainda do aumento da procura do ensino recorrente, tendência essa verificada nos finais dos anos noventa e acentuada no ano lectivo de 2001/2002.

Docentes

Gráfico 3 – Docentes




À variação directa entre o número de professores e o número de alunos visível na análise comparativa dos gráficos 2 e 3 acrescenta-se, como leitura do quadro 1, a constatação de uma relativa estabilidade do corpo docente, evidenciada a partir de finais da década de noventa, período a partir do qual mais de metade do corpo docente pertence ao quadro da Escola.




Pessoal não docente

Gráfico 4 – Pessoal não docente




As necessidades de funcionamento da Escola conjugadas com as crescentes necessidades de especialização das diferentes tarefas educativas são os factores explicativos do aumento do número de funcionários nos anos noventa e da sua estabilização posterior.

Evolução do Aproveitamento Escolar


No âmbito da nossa análise diagnostica sobre a Escola uma das variáveis considerada foi a do sucesso/insucesso uma vez que, condicionadora do percurso escolar dos alunos, tem incidência sobre a variabilidade da população e é um indicador da qualidade das aprendizagens propiciadas pela Escola.

Neste sentido, tomámos como elementos de análise os dados sobre o sucesso / insucesso nos últimos quatro anos, correspondentes à população do 9º ano de escolaridade (o único ano do 3º ciclo que actualmente consta da rede atribuída à Escola) e aos três anos de ensino secundário: 10º, 11º e 12º anos, conforme documentam os quadros seguintes:


Evolução do Aproveitamento Escolar

Quadro 2 - Evolução do Sucesso/Insucesso

A


Ano Lectivo




1998/1999







Ano Escolar

Total

Aprov.

%

Repro.

%



124

111

90%

13

10%

10º

78

66

85%

12

15%

11º

81

68

84%

13

16%

12º

85

35

41%

50

59%

TOTAL

368

280




88




%




76%




24%



B


Ano Lectivo




1999/2000










Ano Escolar

Total

Aprov.

%

Repro.

%



90

85

94%

5

6%

10º

112

80

71%

32

29%

11º

69

67

97%

2

3%

12º

69

37

54%

32

46%

TOTAL

340

269




71




%




79%




21%



C


Ano Lectivo




2000/2001







Ano Escolar

Total

Aprov.

%

Reprov.

%



25

23

92%

2

8%

10º

97

59

61%

38

39%

11º

75

70

93%

5

7%

12º

73

25

34%

48

66%

TOTAL

270

177




93




%




66%




34%



D


Ano Lectivo

 

2001/2002

 

 

Ano Escolar

Total

Aprov.

%

Reprov.

%



98

79

81%

19

19%

10º

84

55

65%

29

35%

11º

58

46

79%

12

21%

12º

82

38

46%

44

54%

TOTAL

322

218




104




%




68%




32%




Em termos globais o sucesso é dominante nos 9º e 11º anos enquanto que no 10º ano se verifica uma tendência de aumento das percentagens de insucesso e no 12º ano existe um insucesso efectivo.

O ensino básico possibilitando a transição dos alunos com três níveis negativos e sendo um segmento do sistema de ensino assente nas obrigatoriedade e universalidade oferece, à priori, grandes hipóteses de ser adquirido pela maioria dos alunos. Tal facto, explica os índices de sucesso neste nível de ensino tendo, neste contexto, a quantidade e a qualidade das aprendizagens feitas na nossa Escola um valor quase residual.

No entanto, essa variável terá, em termos empíricos, já alguma incidência no insucesso relativo verificado nos alunos do 10º ano. Aqui, repercutem-se as insuficiências de aquisições de competências e de saberes anteriores conjugadas com um maior rigor e exigência adoptado neste nível de ensino e, ainda, com a limitação das ofertas formativas (da Escola e do meio) as quais implicam uma desadequação das escolhas às competências e vocações dos alunos.

Por sua vez, o sucesso verificado no 11º ano é decorrente quer da selecção efectuada no 10º ano com a consequente diminuição do número de alunos por turma quer do facto deste ser um ano intermédio destinado sobretudo à consolidação de competências e das aprendizagens.

O efectivo insucesso do 12º ano é explicado por causas exógenas e endógenas à Escola. Por um lado, as características do meio económico-social e cultural constituem-se como um elemento constrangedor no arquitectar de projectos de vida e na construção de aspirações sócio-profissionais superiores o que significa que o 12º ano é o fim do ciclo de estudos para um número significativo de alunos. Esta falta de expectativas condiciona a forma como os alunos percepcionam todo o processo de avaliação final do ensino secundário, minimizando a etapa terminal – o exame. Como este é determinante para a conclusão com sucesso do 12º ano, justifica tanto o insucesso como as discrepâncias verificadas entre as classificações internas e as classificações dos exames. A variável Escola tem, na globalidade da problemática do insucesso do 12º ano, um peso igualmente significativo. Tem existido uma manifesta dificuldade da nossa Escola - condicionada pelos factores externos referenciados e ainda pelo facto de neste último ano se evidenciar a desadequação das opções feitas no décimo ano (por limitação das mesmas sobretudo no que concerne às áreas tecnológicas e às formações profissionais) - em conseguir conciliar a política de inclusão com o rigor e exigência necessários a uma efectiva qualidade das aprendizagens.

Focalizando a nossa análise na qualidade do serviço prestado pela Escola, tendo como elemento de análise exclusivamente os dados quantificáveis dos totais de sucesso e insucesso, nos quatro anos considerados, também será licito afirmar que a Escola não cumpre uma das suas funções específicas enquanto organização, instituição social e serviço público: a socialização dos seus alunos, uma vez que um número significativo não faz uma socialização escolar bem sucedida ficando em aberto se estes alunos encontram o seu lugar na sociedade e como se processa a construção da sua identidade pessoal e, ainda, a sua integração social.

Esta mesma problemática enfatiza-se se se considerarem – conforme mostra o quadro 3 – os alunos da Escola entrados no ensino superior público.


Quadro 3 – Alunos entrados no Ensino Superior Público

Ano Escolar

nº de alunos no 12º

nº de alunos entrados no E.S.*

%

1998/1999

87

23

26%

1999/2000

81

27

33%

2000/2001

77

18

23%

2001/2002

82

50

61%

* Consideramos igualmente os alunos saídos do ensino recorrente e ainda antigos alunos da Escola que efectuaram provas de ingresso.
Considerando que nestes últimos anos a Escola só tem oferecido cursos para prosseguimento de estudos as percentagens diminutas de alunos entrados no ensino superior é demonstrativo das análises anteriormente produzidas. O aumento percentual dos alunos entrados no ano de 2002 advém do número de alunos de anos anteriores que, neste ano, realizaram provas de ingresso e ainda de alunos do ensino recorrente, de onde não ser legítimo inferir que houve um efectivo sucesso dos alunos do 12º ano.

Como nos vemos



As Imagens da Escola

A Escola enquanto Espaço Físico

A Escola enquanto Organização

Os Serviços: seu funcionamento

As estruturas: seu funcionamento

As pessoas na organização: suas representações

Problemas prioritários


As Imagens da Escola

Importante para traçar o retrato da Escola é conhecer as diferentes imagens e/ou representações que os actores organizacionais têm sobre a mesma. Neste sentido, e de modo sintético, enunciam-se, para completar a etapa de diagnóstico deste projecto, as percepções que os actores organizacionais têm sobre a sua Escola.




A Escola enquanto Espaço Físico

A Escola é considerada, por toda a população escolar, exteriormente agradável e aprazível enquanto que a organização interior dos espaços é percepcionada como pouco agradável e pouco acolhedora, nomeadamente as salas de aula, com equipamento pouco atraente, desconfortável e mesmo deteriorado. Exceptuam desta percepção o laboratório o qual está bem equipado e responde eficazmente às necessidades de formação. As casas de banho são percepcionadas de forma diferente por alunos e professores: os primeiros apontam como muito deficientes as condições de higiene e de equipamento enquanto que os professores têm opinião contrária (a realidade observada não é a mesma!). Os espaços de conviviabilidade e de recreio, nomeadamente o polivalente, são considerados pelos alunos e funcionários agradáveis e acolhedores enquanto que os professores os consideram pouco funcionais e insuficientemente apetrechados para o desenvolvimento de actividades lúdicas.




A Escola enquanto Organização



Os Serviços: seu funcionamento


Os diferentes serviços da Escola – reprografia, secretaria, papelaria, biblioteca, bufete e refeitório – são percepcionados como bons, com uma prestação de serviço eficiente e eficaz por todos os actores escolares.

As estruturas: seu funcionamento

O funcionamento das estruturas organizacionais da Escola que enformam o novo modelo de gestão é “naturalizado” pelos diferentes intervenientes da comunidade educativa: os órgãos existem e funcionam de acordo com os normativos em vigor. A participação nesses órgãos é a formalmente determinada, sendo que os professores do quadro da Escola têm uma maior participação no Conselho Pedagógico e na Assembleia de Escola, enquanto que a participação dos funcionários e dos alunos é, percentualmente à sua população, muito reduzida nos diferentes órgãos onde legalmente têm assento, situação agravada pelo facto de faltarem muito frequentemente às reuniões.

Nos documentos-motores do funcionamento dos órgãos que são construídos pela Escola a participação dos professores tem um carácter permanente dado que formalmente a isso são “obrigados”: participam na construção do Plano Anual de Actividades, na planificação e organização de visitas de estudo, na gestão dos programas curriculares, etc. A sua participação em projectos que definem a identidade da Escola tem um carácter menos sistemático, sendo que é maior a participação dos professores do quadro que a dos contratados. Todavia ambos consideram que os projectos contribuem, em primeiro lugar, para o sucesso dos alunos e, em segundo lugar, que melhoram a qualidade do ensino efectuado pela Escola.

Por sua vez, os funcionários consideram que a sua participação nos órgãos da Escola é positiva, assinalando que as suas opiniões são tidas em conta na coordenação das suas actividades, embora não colaborem na execução do seu plano de formação.

A intervenção dos alunos no funcionamento das estruturas da Escola é, na sua opinião, muito reduzida. Assinalam somente que são consultados para a construção do projecto de área-escola, assim como para a definição de objectivos a atingir nas diferentes disciplinas. Referem, contudo, que a sua participação em projectos dinamizados pela Escola é útil para ter mais interesse pelo estudo/saber e para trazer outros saberes para a Escola, sendo que essa participação é dificultada pelo excesso de matérias a tratar nas diferentes disciplinas.


As pessoas na organização: suas representações

Questionados sobre o papel dos diferentes intervenientes do processo educativo os professores consideram que:

- deve existir uma relação estreita entre a Escola e a comunidade pelo que as autarquias e associações devem ser parceiros essenciais no processo educativo;

- a participação dos pais e dos encarregados de educação é imprescindível, no entanto, essa participação deve limitar-se à dimensão educativa, não interferindo no trabalho cientifico dos professores;

- o Conselho Executivo é o garante da qualidade dos processos de educação e de ensino da Escola, devendo ser o principal elo de ligação entre todos os elementos da comunidade e pautar-se por princípios de isenção, competência e rigor;

- deveria existir uma maior solidariedade e partilha de saberes entre todos os professores uma vez que a cultura do individualismo ainda se continua a verificar nalguns casos;

- os funcionários são elementos essenciais para o bom funcionamento da Escola, embora pensem que estes deveriam ter um maior grau de intervenção no processo educativo;

- os alunos não estão motivados para o estudo, os seus métodos e hábitos de trabalho não são os mais eficazes e o seu comportamento na sala de aula nem sempre é o mais adequado. As principais dificuldades que os alunos manifestam resultam da falta de motivação e de pré-requisitos, agravadas pela falta de estudo e por métodos de trabalho inadequados.

Por sua vez os funcionários consideram que:

- existe uma relação profícua entre a Escola e a comunidade local e que os pais e encarregados de educação são parceiros essenciais na vida da Escola;

- o Conselho Executivo, com isenção, rigor, competência e solidariedade, é o órgão por excelência impulsionador de um clima de escola que potencia o sucesso escolar, profissional e social de todos os intervenientes na comunidade educativa;

- os professores da Escola são competentes e cumpridores e estabelecem com os funcionários relações interpessoais baseadas na cordialidade e respeito;

- é essencial o seu trabalho/função para o bom funcionamento da Escola, devendo ter um elevado grau de intervenção no processo educativo;

- os alunos são na sua maioria bem comportados e respeitadores, sendo que a indisciplina não é um problema da Escola, embora os alunos não reconheçam cabalmente a importância do trabalho dos funcionários;


O olhar dos alunos sobre a comunidade educativa é, por sua vez, marcado pelas seguintes focagens:

- os colegas da turma são “amigos fixes” e solidários assim como também o são os restantes colegas da Escola;

- a maioria dos professores é justa e competente esforçando-se, acima de tudo, pelo bom funcionamento da sua disciplina e mantendo com os alunos relações de respeito e tolerância.

- relativamente à competência profissional dos professores apontam o facto destes não organizarem actividades diversificadas que permitam aos alunos aprender melhor :

- a imagem do director de turma é valorizada uma vez que é percepcionado como orientador do trabalho escolar dos alunos, como dinamizador do cumprimento das regras da Escola e como elemento essencial para o diálogo entre os pais e a Escola;

- não é nítida a percepção sobre o Conselho Executivo (questionados se o C.E. é dinâmico e colaborador e utilizada uma escala em que o número 3 correspondia a “não sei” a maioria dos alunos posicionou-se neste ponto);

- os funcionários são simpáticos e colaborantes;

- os Encarregados de Educação interessam-se pela vida escolar dos seus educandos;

- a relação da Escola com a comunidade não é percepcionada pela maioria dos alunos.
Questionados sobre o clima e a cultura da Escola os diferentes actores organizacionais expressaram as seguintes opiniões:

- A Escola, para os professores e funcionários, tem um relativo prestígio na localidade e esse facto deve-se essencialmente à tradição segundo os professores, enquanto que para os funcionários se deve à qualidade do ensino ministrado;

- A qualidade da Escola é para os diferentes intervenientes derivada não tanto da dinamização cultural endógena e da relação com o meio, mas sobretudo das relações interpessoais estabelecidas entre os diferentes elementos da comunidade escolar. A solidariedade institucional é uma marca da identidade da Escola enquanto que os climas participativo e colaborante são percepcionado como pouco desenvolvido. A mudança e a inovação da Escola decorrerão do desenvolvimento de processos de formação contínua que permitam a valorização profissional e pessoal dos professores e funcionários.

- O grau de satisfação relativamente à Escola registado pelos alunos – considerada a escala de 1 a 5 que variava entre “não gosto nada” e “gosto muito” – é maioritariamente 3, o que significa que a Escola é vivenciada pelos alunos como algo de obrigatório, não potenciando uma envolvência afectiva e intelectual propiciadora de uma cultura de sucesso.




Problemas prioritários

Face ao diagnóstico da nossa Escola os problemas prioritários que temos de vencer são de ordem física, organizacional, relacional e pedagógica. A complexidade de alguns desses problemas dificulta a sua inclusão numa única das categorias enunciadas, pelo que se optou pela listagem seguinte (ordenada pelas categorias referenciadas mas em que as fronteiras não são rígidas):

 Apetrechamento do polivalente

 Decoração das salas de aula

 Equipamento / limpeza das casas de banho dos alunos

 Órgãos exclusivamente ocupados por professores do quadro (Imobilismo)

 Dificuldades de comunicação intra e inter órgãos

 Ausência de lideranças

 Estrutura funcional pesada e pouco operacional

 Falta de envolvimento de todos os intervenientes do processo educativo, em especial, dos pais e encarregados de educação

 Não assunção da diferença de papéis: professores, funcionários e alunos

Comportamentos inadequados na sala de aula

 Individualismo dos professores

Funcionários pouco colaborantes no processo educativo

Falta de motivação dos alunos

 Hábitos de trabalho inexistentes (alunos)

Professores não diversificam actividades

 Alguma cultura de facilitismo

 Falta de rigor e exigência no trabalho

 Aprendizagens pouco significativas

 Insucesso escolar e social

 Dificuldade de conciliar inclusão social com aprendizagens escolares

Escola é obrigação (um mal necessário)


Como queremos ser



Princípios orientadores

Finalidades

Princípios orientadores

A busca de identidade da nossa Escola pressupõe a construção - reinvenção – de um modelo de organização pedagógica e de gestão que dê resposta aos múltiplos problemas com esta se debate, de onde, elegemos como princípios orientadores da nossa acção os seguintes:



  1. Integração e autonomia

  2. Cultura democrática

  3. Participação e liderança

  4. Diversificação pedagógica

  5. Qualidade das aprendizagens

  6. Socialização e formação dos jovens.


Finalidades

Tomados os princípios orientadores acima referenciados como quadro de referência, são as seguintes as finalidades que prosseguimos:




  1. Fazer da Escola o centro privilegiado das políticas educativas e local nuclear da sua gestão tendo como parceiro privilegiado na tomada de decisões a comunidade local o que implica:

    1. Dar primazia à dimensão cívica e comunitária na organização e gestão da Escola;

    2. Integrar a Escola nas redes locais de educação e de formação;

    3. Afirmar a autonomia da Escola nas suas componentes pedagógica, cientifica, cultural e administrativa.

2. Promover uma cultura democrática na Escola, o que implica



  1. Dar ênfase social aos princípios da responsabilidade cívica, da autonomia e da igualdade de oportunidades, sendo que esta última é a condição para que a democracia não seja uma formula abstracta;

  2. Adoptar um método de direcção, gestão e administração flexível que funcione com rigor e responsabilidade baseado nos princípios democráticos;

  3. Instituir um processo de participação democrático pelo qual se deve fazer a mediação dos interesses e a resolução dos conflitos que surgem na construção de um projecto comum.

3. Favorecer a emergência de uma política educativa própria assente no equilíbrio entre a identidade e complementaridade dos projectos e na valorização dos diferentes intervenientes no processo educativo: professores, pais, alunos, pessoal não docente e representantes do poder local, o que implica:



  1. Desenvolver na Escola uma cultura de colaboração e de participação entre todos os que asseguram o seu funcionamento, tendo em vista a definição e realização de objectivos comuns;

  2. Desenvolver na Escola formas individuais e colectivas de liderança;

4. Construir um modelo de organização pedagógica assente em quatro primados essenciais: numa cultura da diversidade (contrária à de homogeneidade), numa lógica de individualização (contrária à uniformização), numa lógica transdisciplinar (oposta à disciplinar) e numa lógica do projecto (em oposição à lição), o que implica:



  1. Educar para a diferença privilegiando o pluralismo e a diversidade dos percursos de formação, combatendo o insucesso e a exclusão;

  2. Dar unidade e coerência às ofertas curriculares da Escola, diversificando e complementarizando os cursos gerais e tecnológicos

  3. Promover a inter / transdisciplinaridade dos saberes escolares valorizando a coerência global do currículo e o trabalho em equipa dos professores;

5. Promover a qualificação das aprendizagens consubstanciada no desenvolvimento de competências para “aprender a aprender” e que implica:



  1. Fazer da Escola o local onde se aprende a sistematizar a informação e a pensar, a olhar criticamente a realidade, a problematizar, a equacionar questões, a construir hipóteses de soluções;

  2. Fazer da Escola um “quadro de vida” e uma “cidade política” onde se aprende a ser cidadão livre, responsável, critico e disponível para participar plenamente na vida colectiva das sociedades;

  3. Concretizar um ensino e uma aprendizagem que permita o desenvolvimento de aprendizagens significativas, pessoalmente gratificantes e socialmente úteis.

6) Transformar a Escola num meio privilegiado de produção de saberes e de competências potenciando o processo de educação, formação e socialização ao longo da vida, o que implica:



  1. Desenvolver nos alunos um perfil de competências pluridimensional (dimensão científica, tecnológica, cultural, cívica, comunicacional, associativa, etc.) de molde a torná-los cidadãos aptos a lidar com a complexidade e mutabilidade das nossas sociedades contemporâneas;

  2. Desenvolver oportunidades e ofertas de formação contínua para docentes e pessoal não docente motivando-os para as novas tarefas que se lhe abrem nos planos formativo, social, cultural e comunitário.

Caminhos a percorrer



Estratégias / Áreas de Intervenção

Gestão e Avaliação do Projecto de Escola

Estratégias / Áreas de Intervenção

Face ao diagnóstico efectuado e tendo em conta as grandes finalidades da Escola, consideram-se as seguintes áreas de intervenção:



  • Gestão

  • Pedagógica

  • Integração

  • Administrativo /Financeira

  • Espaços e equipamentos

Tomada cada uma destas áreas em particular estabelece-se um conjunto de opções estratégicas que, sendo congruentes com os fins, os valores e os objectivos da Escola, põem em relação a cultura da Escola, a estrutura organizacional e os recursos humanos e consubstanciam a nossa ambição de construir uma Escola de qualidade.


Assim, Na Área de Gestão é objectivo de médio prazo construir um modelo de gestão que consagre a possibilidade de uma intervenção autónoma dos actores que, no respeito por princípios e regras gerais, reforce o carácter contextualizado das práticas de gestão. Nesse sentido, aponta-se como necessário orientar as práticas organizacionais pelas regras produzidas em contexto escolar, nomeadamente no Regulamento Interno; desenvolver a capacidade estratégica de aplicar selectivamente as regras disponíveis e mesmo construir novas regras para responder aos desafios da inclusão e da qualidade das aprendizagens e criar estruturas organizativas que potenciem os processos de formação dos professores que desempenham cargos de gestão intermédia bem como de alunos, pais e pessoal não docente que participam nos órgãos colegiais.

Na Área Pedagógica considera-se prioritário afirmar a autonomia e a identidade da Escola através de uma orientação política e uma estratégia de mudança que transforme a heterogeneidade de alunos de problema em recurso de molde a garantir a promoção do sucesso educativo. Nesse sentido, afigura-se indispensável criar uma organização pedagógica baseada numa lógica de diferenciação e individualização através de estruturas variadas e flexíveis inter e transdisciplinares; dotar a Escola de estruturas pedagógicas que orientem e formem os alunos nas escolhas e na sua autonomia individual e fazer evoluir a função de professor de dinamizador de actividades lectivas para a de “gestor de situações educativas” em que, para além de formador, exerce a função de mediador entre as necessidades e interesses dos alunos e a variedade de situações formativas que a Escola pode disponibilizar.


Na Área de Integração inscreve-se como fundamental a necessidade de estabelecer parcerias estratégicas que consubstanciem o processo de territorialização das políticas educativas articulando, a nível funcional, todas as modalidades de ensino existentes em Castro Verde.
Na Área Administrativo / Financeira considera-se importante que os critérios de natureza pedagógica estejam subjacentes às decisões financeiras a tomar. Por outro lado, evidencia-se a necessidade de traçar um percurso de construção gradativa da autonomia no que concerne às decisões de natureza administrativa tendo em conta os condicionalismos demográficos, sociais e económicos da região em que a Escola se insere.
Na Área de Espaços e de Equipamentos considera-se prioritário, a médio prazo, modernizar e embelezar as instalações existentes, potenciando as condições de segurança; optimizar os equipamentos existentes e reforçá-los em termos quantitativos e qualitativos e, ainda, diversificar os espaços / salas de aula normais e específicas adequando-as às novas exigências curriculares.


Gestão e Avaliação do Projecto de Escola

Este Projecto de Escola, enquanto núcleo agregador de princípios, valores e políticas que mobilizam e orientam os membros da organização escola, operacionaliza-se através de planos de acção, isto é, planos operacionais, em princípio anuais, que concretizam os objectivos e as estratégias do projecto.

Estes planos (que podem integrar projectos de menor dimensão, individuais ou de grupo) devem dirigir-se a sectores específicos e preservar a coerência do funcionamento global da Escola. Na sua elaboração observar-se-à a estrutura normal de qualquer planificação (definição de objectivos, programação de actividades, identificação dos meios humanos, técnicos e financeiros, afectação de meios, execução de actividades e controlo de resultados).

Os critérios para a organização das actividades devem obedecer ao tema agregador: (Trans)Formar. Este tema agregador tem, necessariamente, de funcionar como um centro polarizador e consubstanciar uma visão holística à integração das diversas actividades no funcionamento da Escola. Pretende-se assim que o projecto de escola não seja um simples acumular de projectos de equipa ou individuais, mas sim ser de natureza diferente: o projecto de escola deve servir de referente às acções dos actores individuais e dos grupos, na Escola. Vencer a compartimentação do funcionamento tradicional da Escola e exercer uma acção mobilizadora sobre um número significativo de professores, alunos, pais e representantes autárquicos e culturais são os desideratos a obter se se pretende ter um projecto de escola enquanto instrumento para a melhoria da Escola, facilitando a inovação e aumentando a sua qualidade e eficácia.



A avaliação, quer de processos quer de resultados, permitirá efectuar a revisão sistemática do projecto, começando por ser uma avaliação dos planos operacionais e estendendo-se ao próprio projecto de Escola.




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