Estudante de Medicina como Agente de Saúde



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Estudante de Medicina como Agente de Saúde

DATA: 18/05/2012

HORÁRIO: 14:00

Auditório José Baldi – HCPA


COORDENAÇÃO: Profª. Evânia Luiza de Araújo (UPF)

CONVIDADOS:

Prof. Roberto Issler (UFRGS)

Profª Maria Helena Itaqui Lopes (PUCRS)

Acad. Felipe Nora Moraes (UFCSPA)
Palestra iniciada e apresentada pela coordenadora da mesa, professora Evania Luiza de Araujo que apresentou e agradeceu a presença dos convidados. Foi solicitado que voltassem a platéia para que assistissem individualmente cada apresentação.

O acadêmico de medicina da UFCSPA Felipe Nora de Moraes, iniciou o debate com uma anedota. Nesta o estudante exemplifica o papel social do futuro médico através de uma historia na qual se um estudante de medicina estivesse presente em um carro que sofreu um acidente a manchete no jornal seria: “estudante de medicina, estudante de direito e jovem morrem em acidente de transito”. Assim, ficou claro que o estudante da saúde tem credibilidade e legitimidade frente a sociedade. Através disso, o acadêmico deve aproveitar essas qualidades para promover a saúde, por meio de ações básicas que são aprendidas na universidade e que muitas vezes não são acessíveis ao público geral.

Continuando a palestra o professor Roberto Mario Issler da UFRGS abordou a promoção e prevenção a saúde em um aspecto comunitário. Relatando a importância do acadêmico de medicina de todos os níveis estar inserido na comunidade. Para isso, o professor exemplificou através do seu meio de atuação: a pediatria. No histórico da pediatria na UFRGS, até poucos anos se encontrava uma carência no contato dos acadêmicos com comunidades, na qual é realizada a atenção primária a saúde. A partir de de 2011 os alunos tiveram uma reintrodução às atividades docentes e assistenciais na UBS Vila dos comerciários. Os estudantes juntamente com a equipe de professores iniciaram a realização de atividades como: a primeira consulta pós alta hospitalar e acompanhamento de puericultura, sendo que as consultas pediátricas sempre são supervisionadas pelos preceptores, eventualmente consultas de retorno em situações especiais e ao fim das atividades há a discussão dos casos, atividades teóricas e seminários com os tutores.

Roberto Issler enfatizou a importância dos aspectos positivos dessa atividade, que são: a oportunidade de experiência, a promoção de bom vínculo, o bom relacionamento com a equipe técnica da UBS/PAM3, a satisfação e boa receptividade por parte da população, a percepção do papel do profissional de saúde em uma UBS, e o apoio logístico do HCPA para o deslocamento da equipe. Os aspectos menos favoráveis para a realização das atividades são: o pouco tempo de duração dos estágios, que é uma limitação do currículo acadêmico, o maior tempo no atendimento dos pacientes pela discussão do caso, mas que a maioria dos pacientes entendem a relevância disso para o atendimento, e a dificuldade de referência para especialidades e a falta de alguns equipamentos. O professor conclui a apresentação ressaltando a importância do atendimento e ensino integral na saúde.

A palestrante seguinte, professora Maria Helena Itaqui Lopes da PUCRS, iniciou a apresentação com um questionamento que ela fez a alguns estudantes: O estudante de medicina se vê como agente de saúde? A partir disso começou o debate sobre as duas possíveis respostas: sim e não. Os estudantes que se veem como agentes de saúde sabem da credibilidade e responsabilidade que tem as atividades de promoção e prevenção a saúde frente a população, ressaltando a ideia essencial de que o sistema de saúde tem que estar próximo a comunidade. E isso vai além do aspecto técnico da medicina, dos atendimentos e intervenções, incluindo a relação medico paciente e o envolvimento do indivíduo como um todo, incluindo os aspectos sociais em que esse esta inserido.

Dando sequência, a professora enfatizou uma pesquisa da OMS em que o fator que mais impacta no aumento da longevidade é o estilo de vida, sendo assim, o aluno deve passar de um modelo assistencial para um modelo de prevenção a fim de modificar hábitos equivocados da população para melhorar sua qualidade de vida e resultar na maior longevidade. Após isso, Maria Helena citou alguns exemplos de ações que estão dando resultados positivos nesse contexto.

Continuando a abordagem da questão inicial chegamos ao aluno que não se considera um agente de saúde. Segundo a a gastroenterologista, as maiores dificuldade para a mudança no pensamento acadêmico incluem: a persistência do paradigma prévio da formação medica, a pouca compreensão do significado do que é “ser médico” e o processo de amadurecimento dos estudantes. Como proposta para modificar essa realidade, a professora sugere a revisão do curso de medicina, atualizando-o no paradigma da integralidade e professores devem exercer suas funções como orientadores. Finalizando a apresentação a professora, termina com uma frase de um pensador “Uma cabeça bem-feita é uma cabeça apta a organizar os conhecimentos e, com isso, evitar a acumulação estéril”.

A partir de então Evania Luiza de Araujo convocou todos os participantes para retornar a mesa e deu abertura ao debate e as perguntas.





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