Estudo de caso aplicando modelo para identificação de potenciais geradores de intangíveis Rodney Wernke



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Estudo de caso aplicando modelo para identificação de potenciais geradores de intangíveis


Rodney Wernke *


Antonio C. Bornia **

Brasil


Universidade do Sul de Santa Catarina – UNISUL *

Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC **

rodneyw@unisul.br

cezar@inf.ufsc.br



Palavras-chave: Ativos Intangíveis, Modelo para Identificação, Estudo de Caso

Tema do Trabalho: Valorização de Intangíveis

Recurso Audiovisual: Retroprojetor ou projetor multimídia



Estudo de caso aplicando modelo para identificação de potenciais geradores de intangíveis



Palavras-chave: Ativos Intangíveis, Modelo para Identificação, Estudo de Caso

Tema do Trabalho: Valorização de Intangíveis

Resumo: Relata estudo de caso em que foi aplicado o modelo Mapa para Identificação de Potenciais Geradores de Intangíveis. Após apresentar resumidamente a ferramenta utilizada, apresenta-se os procedimentos seguidos para implementar tal modelo numa empresa industrial, evidenciando os passos seguidos, as análises realizadas, os resultados alcançados e as limitações inerentes.

1. CONSIDERAÇÕES INICIAIS


A partir da última década do século passado têm se tornado mais relevantes os aspectos intangíveis de uma organização, em detrimento de seus ativos tangíveis (como máquinas, prédios, veículos etc). Isso deriva da modernização da economia mundial, que passou a considerar fatores como capacidade de inovação, conhecimento e perícia do quadro de funcionários, habilidades de negociação, localização geográfica, produtividade, qualidade, dentre outros itens, como indicadores da competitividade das empresas. Em função disso, referido tema vem despertando a atenção de estudiosos e pesquisadores de várias áreas e na seara contábil diversos artigos já foram publicados a respeito. Mesmo com divergências conceituais entre os autores, resta evidente a importância que este fator assume nas empresas que competem em mercados acirrados, no contexto econômico atual, notadamente no que tange à avaliação das mesmas.

Entretanto, a relação dos ativos intangíveis com a área contábil ainda não está totalmente esclarecida. As demonstrações contábeis, por serem elaboradas segundo os princípios e convenções que norteiam a ciência contábil, têm dificuldades para expressar os componentes intangíveis das entidades. Assim, diversos pesquisadores apresentaram métodos que se propõem a contribuir com a mensuração deste tipo de ativo, tentando minimizar os efeitos nocivos do seu não conhecimento por parte dos investidores. Nesta direção, este artigo objetiva relatar estudo de caso em que foi aplicado um modelo que possibilitou identificar potenciais geradores de intangíveis. Para tanto, apresenta-se resumidamente o modelo utilizado e em seguida são descritos os procedimentos seguidos no estudo efetuado. Por último são evidenciadas conclusões oriundas e as limitações detectadas na aplicação do modelo numa empresa industrial.



2. O MODELO UTILIZADO

O modelo empregado neste estudo de caso foi o “Mapa para Identificação de Potenciais Geradores de Intangíveis”, proposto por Wernke (2002). Esse modelo de identificação de Ativos Intangíveis não segue os procedimentos contábeis regulamentados legalmente, sendo uma ferramenta de cunho exclusivamente gerencial para uso interno e externo, conforme a conveniência da divulgação a ser determinada pela empresa que o adotar. Com isso, se exime de seguir critérios contábeis geralmente aceitos, priorizando aspectos notadamente de cunho gerencial que talvez não estejam totalmente de acordo com a prática contábil vigente na atualidade.


Tal modelo fundamenta-se, basicamente, nas três fases que compõem a ferramenta The Value Chain Scoreboard®, pugnado por Lev (2001) e nas quatro perspectivas do Balanced Scorecard (BSC), de Kaplan & Norton (2000). Como as perspectivas “Clientes”, “Aprendizado & Crescimento” e “Processos Internos” do BSC podem ser englobadas ou equivalerem às fases “Comercialização”, “Descobertas & Aprendizagem” e “Implementação” do Scoreboard respectivamente, tal modelo adotou a estrutura básica do modelo de Lev (considerado mais adequado que o BSC para a avaliação de intangíveis) com algumas alterações, adicionando-se a perspectiva “Financeira” num enfoque distinto daquele que originalmente tem sido imputado a este grupo de indicadores no Balanced Scorecard. O Quadro 1 exibe o modelo em lume.
MAPA PARA IDENTIFICAÇÃO DE POTENCIAIS GERADORES DE INTANGÍVEIS

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PERSPECTIVAS GRUPOS DE INDICADORES

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GASTOS [associados a fatores] INTANGÍVEIS

Gastos Ambientais

Gastos da Qualidade – Falhas Externas

Gastos com Pesquisa & Desenvolvimento

Gastos de Desenvolvimento de Software

Gastos de Aquisição de Clientes

Gastos relacionados às Marcas

Gastos de (Re) Organização


FINANCEIRA


AMORTIZAÇÃO DE INTANGÍVEIS

Vida útil estimada (em anos) dos Intangíveis identificáveis


DESEMPENHO FINANCEIRO

ROI (Return on Investments)

EVA (Economic Value Added)

MVA (Market Value Added)

Lucro Operacional

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RENOVAÇÃO INTERNA


Pesquisa & Desenvolvimento

Desenvolvimento de Tecnologia da Informação

Treinamento de Funcionários

Práticas Internas

Aquisição de Clientes

DESCOBERTAS &

APRENDIZAGEM CONHECIMENTO ADQUIRIDO

Tecnologia Adquirida

Engenharia Reversa

Aquisição de Tecnologia da Informação


REDE DE RELACIONAMENTOS

Alianças para Pesquisas & Desenvolvimentos


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