Estudo dirigido língua portuguesa



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NOME: ANO: 8º Nº:

PROFESSOR(A): Lucimar Medeiros DATA: 01/08/16

ESTUDO DIRIGIDO

LÍNGUA PORTUGUESA


Texto para a questão 1

RISCO

Pegaram o cara em flagrante roubando galinhas de um galinheiro e levaram para a delegacia.

- Que vida mansa, hein, vagabundo? Roubando galinha pra ter o que comer sem precisar trabalhar. Vai pra cadeia!

- Não era pra mim não.

- Pior. Venda de artigo roubado. Concorrência desleal com o comércio estabelecido. Sem vergonha!

- Mas eu vendia mais caro.

- Mais caro?

- Espalhei o boato que as galinhas do galinheiro eram bichadas e as minhas não. E que as do galinheiro botavam ovos brancos, enquanto as minhas botavam ovos marrons.

- Mas eram as mesmas galinhas, safado.

- Os ovos das minhas eu pintava.

- Que grande pilantra ...

Mas havia um certo respeito no tom do delegado.

- Ainda bem que tu vai preso. Se o dono do galinheiro te pega ...

- Já me pegou. Fiz um acerto com ele. Me comprometi a não espalhar mais boato sobre as galinhas dele, e ele se comprometeu a aumentar os preços dos produtos dele em 20% para ficarem iguais aos meus. Convidamos outros donos de galinheiro a entrar no nosso esquema. Formamos um oligopólio. Ou, no caso, um "ovigopólio".

- E o que você faz com o lucro do seu negócio?

- Aplico no Open. Especulo com dólar. Invisto alguma coisa no tráfico de drogas. Comprei alguns deputados. Dois ou três ministros. Consegui a exclusividade no suprimento de galinhas e ovos para os programas de alimentação do governo e superfaturo os preços.

O delegado mandou pedir um cafezinho para o preso e perguntou se a cadeira estava confortável, se ele não queria uma almofada. Depois perguntou:

- Doutor, não me leve a mal, mas, com tudo isso, o senhor não está milionário?

- Trilhionário. Sem contar o que eu sonego do Imposto de Renda e o que tenho depositado ilegalmente no exterior.

- E, com tudo isso, o senhor continua roubando galinhas?! - Às vezes. Sabe como é.

- Não sei não, excelência. Me explique.

- É que, em todas essas minhas atividades, eu sinto falta de uma coisa. Do risco, entende? Daquela sensação de perigo, de estar fazendo uma coisa proibida, da iminência do castigo. Só roubando galinhas eu me sinto realmente um ladrão, e isso é excitante.

Como agora. Fui pego, finalmente. Vou para a cadeia e ...

- O que é isso, excelência? O senhor não vai preso não.

- Mas fui pego em flagrante, pulando a cerca do galinheiro!

- Sim, mas com os seus antecedentes ...


(Luís Fernando Veríssimo – ZH, 2002.)

a) Que relação há entre o título e o conteúdo do texto? Explique.


b) O texto de Luis Fernando Veríssimo faz uma crítica a uma situação muito comum no cotidiano brasileiro. Que situação é essa?
c) O final da história se mostra bastante surpreendente. Por quê?
d) À medida que a história evolui, o delegado muda a forma de tratamento para com o ladrão de galinhas. Cite duas dessas formas e explique por que o delegado tem essa atitude.
e) Transcreva do texto dois exemplos de linguagem coloquial.
f) Retire do texto uma oração com sujeito indeterminado e explique como você chegou a essa conclusão. (gramaticalmente)
g) Retire do texto uma oração sem sujeito e explique como você chegou a essa conclusão. (gramaticalmente)
2-) Passe as orações abaixo da voz ativa para a voz passiva analítica e sublinhe o agente da passiva, e para voz passiva sintética
a) O médico aplicou a anestesia no paciente.

b) O treinador impediu o jogador de entrar em campo.

c) O paciente folheava a revista na sala de espera.

d) O ator usa a peruca.

e) O namorado encomendou rosas vermelhas.
3-)

3-) Qual das afirmações seguintes é coerente com o que é proposto na figura apresentada?

a) Em uma mesma turma, todos os alunos devem ser submetidos às mesmas estratégias de ensino.

b) É injusto conceder bolsas de estudos a alunos provenientes de famílias de baixa renda.

c) Para que todos possam atingir os mesmos objetivos, é necessário o uso de estratégias diferenciadas

que considerem desigualdades impeditivas.



d) Na sociedade justa, todos, independente de suas particularidades, devem ter acesso aos mesmos recursos para atingir a mesma finalidade.

e) Em nenhuma situação se deve tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, sob pena de disseminar preconceito com relação às diferenças.


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