Estudo do pentateuco



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IFITEPS – NOVA IGUAÇU

DISCIPLINA: PENTATEUCO

PROFESSOR: Carlos Frederico Schlaepfer

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ESTUDO DO PENTATEUCO

Nestes apontamentos, você vai encontrar os principais assuntos que foram tratados no estudo do Pentateuco. Trata-se de um subsídio, de uma ajuda para a sua reflexão e aprofundamento, complementando o estudo feito em aula. O aprofundamento deverá ser feito também com a ajuda oferecida pela bibliografia na última página. Portanto, boa leitura, bom estudo!

1. INTRODUÇÃO:


NOME: Os cinco primeiros livros da Bíblia: Gênesis, Êxodo, Levítico Números e Deuteronômio são conhecidos pelo nome de PENTATEUCO, derivado do grego: penta = cinco; teukos = palavra designativa do estojo onde se guardava o rolo de papiro. Mais tarde passou a significar o próprio rolo onde estavam contidos os cinco primeiros livros da Bíblia. Da palavra grega pentateukos, originou-se a latina pentateuchus e desta originou-se a palavra portuguesa PENTATEUCO. No hebraico, encontramos a palavra torah, sendo traduzida por lei. Entretanto, deve-se entender que esta lei não tem uma conotação simplesmente jurídica, mas trata-se de uma lei que aponta para a vida, daí ser a torah o coração da revelação de Deus para o povo judeu.
TEORIAS SOBRE A FORMAÇÃO DO PENTATEUCO: A questão sobre a formação do Pentateuco, ainda é uma questão aberta. A obra coletiva "O Pentateuco em questão", publicada em 1989, mostrou claramente, como se está, hoje, longe de uma solução satisfatória do problema da origem e composição do Pentateuco. Podemos dividir as tentativas de se chegar a algum entendimento em algumas etapas:

a) Período pré-crítico: desde a época de Malaquias e Esdras – Aqui a autoria do Pentateuco é atribuída a Moisés. Os textos bíblicos que fundamentam esta idéia são os seguintes: Ex 17,14; 24,4; Dt 31,9.22.24. Esta afirmação foi sustentada por muitos séculos, tanto no meio judaico quanto católico. Entretanto, já na Idade Média, o rabino Abraão Ibn Ezra (1090-1167) levanta a contradição de que Moisés não poderia ter escrito sobre a sua própria morte: Dt 34! Outros autores começam então a fazer uma série de questionamentos sobre esta teoria e principalmente sobre o Pentateuco em si: Karlstadt, Spinoza, Richard Simon e outros.

b) Período da Crítica: Nos séculos XVIII e XIX, com o período do Iluminismo, os estudos das obras clássicas gregas, levaram muitos estudiosos a voltar seus olhares para o estudo da Bíblia e principalmente ao Pentateuco. As questões levantadas colocam em foco a busca pelas fontes do Pentateuco:

Anacronismo: Além do texto de Dt 34, conforme mencionado acima, temos também os seguintes: Dt 26 com a lista dos reis de Edom, fora da época de Moisés; Gn 14,14 menciona Dan, região ao norte da palestina que na época de Abraão ainda não existia; Gn21,31, menciona filisteus.

Contradições: Gn1-2 – os animais foram criados antes ou depois do homem?; Gn7,2.15 – o número dos animais na arca de Noé; Gn 8,6; 7,24 – a duração do dilúvio; Gn4 – com a morte de Abel, como houve a continuidade da humanidade?

Duplicações: Criação: Gn 1-2; Aliança com Abraão: Gn 15; 17; vocação de Moisés: Ex 3;6; expulsão de Agar: Gn 16;21; Decálogo: Ex 20; Dt 5.

Diferença de nomes: Deus é chamado de Eloim e Javé. O monte da Aliança é Sinai e Horeb; o sogro de Moisés é Raguel e Jetro.
TEORIA DOS DOCUMENTOS: O médico francês Jean Astruc (1678-1766) foi quem primeiro lançou as bases para a crítica bíblica, através de seus estudos sobre os diferentes nomes de Deus: Javé e Eloim, no livro do gênesis e nos dois primeiros capítulos do êxodo. Segundo o autor, Moisés teria utilizado dois documentos, A e B que denominavam a Deus de modo diferente, junto com outros dez ou doze documentos para escrever o Pentateuco. Esta teoria foi mais tarde confirmada por outros autores como Ilgen (1789) que percebe no documento eloista, uma falta de unidade, sendo necessário distinguir duas fontes, E1 e E2. Neste tempo, já temos portanto, três fontes diferentes: E1, E2 e J.

TEORIA DOS FRAGMENTOS: Dois teólogos deram um passo a mais, na pesquisa sobre as fontes do Pentateuco. Um, A. Gueddes, católico escocês (1792) observando que os documentos javista e eloista apresentavam estilos diferentes, divergência entre si, repetições e contradições, propõe uma explicação onde os autores dos documentos teriam utilizado fontes mais antigas, ou seja, o pentateuco poderia ser explicado através de uma aglomeração de diversos escritos. O segundo teólogo, Vater (1805), foi quem realmente levou adiante esta teoria, propondo 39 peças autônomas, cujo núcleo central era o Deuteronômio, escrito na época de Davi/Salomão, tendo como redação final o período do Exílio. Como conclusão, Moisés não poderia ser o autor do Pentateuco. Esta teoria tem como base os estudos que foram realizados nas obras clássicas de Ilíada e Odisséia. A diferença entre fragmento e documento está no tamanho, sendo o documento um conjunto de fragmentos.

TEORIA DOS COMPLEMENTOS: Esta teoria surge como reação às conclusões de Vater. Em 1832, Edwald elabora uma nova teoria, onde propõe um escrito fundamental (E1 e E2) que foi complementado por outro redator por meio do documento Javista. Esta teoria trouxe muitas questões não respondidas, como por exemplo, o fato do javista apresentar relatos contidos no eloista, não de forma complementar, portanto, além de desconhecer a sua originalidade. Por outro lado, o próprio escrito fundamental não é uma unidade, uma vez que se trata de dois documentos diferentes: E1 e E2, com repetições e divergências entre si.

NOVA HIPÓTESE DOCUMENTÁRIA: Em 1853, Hupfeld restaura a teoria documentária, admitindo o javista como um documento independente, conservado quase sem lacunas. Ao mesmo tempo, admite dois documentos eloistas, um de características sacerdotais e outro mais próximo ao javista. Em continuidade ao estudo de Hupfeld, outros autores acrescentaram um documento independente do Deuteronômio, chamado D. Em 1853, Vatke introduziu o esquema Hegeliano da história, fazendo uma divisão da história de Israel em três momentos: tempo dos juizes e primeiros reis (período de uma religião primitiva) – tese; tempo final da monarquia e idealismo profético (período de uma religião superior) – antítese; tempo do exílio (período onde a lei e a religião assumiram um caráter legalista e ritualista) – síntese. Ainda em 1866, Graf contribuiu com o estabelecimento de uma cronologia para as fontes, determinando que o documento E1, de características sacerdotais deveria ser chamado não mais de eloista, mas de Sacerdotal (Priesterkodex), P, sendo o documento mais recente dos quatro, da época exílica e pós-exílica.

Mas sem dúvidas, que mais contribuiu para esta nova teoria, foi Wellhausen (1844-1918), podendo ser assim simplificado:

Formam-se as tradições orais (podendo ser da época de Moisés). Na época dos Juizes começam a se formar ritos ou memórias das tribos. Na época da monarquia as tradições tornam-se composições escritas. Na divisão do reino as tradições são transmitidas em cada reino com coloridos diferentes, próprios de cada região.

Redação do Javista se dá no sul. Aos poucos vão sendo feitas releituras: J1, J2 e J3

Para datar a fonte Eloista, Wellhausen se baseia nos elementos proféticos: Século VIII a C. Para esta camada ele chama E1. Mais tarde a ela foi incorporada outra camada da época de Jeroboão II, a qual chamou de E2, provavelmente antes da queda de Samaria.

Após a queda de Samaria um redator juntou J e E formando JE

Em 622 a C, (2 Rs 22) com a reforma cúltica de Josias, os sacerdotes teriam escrito o Deuteronômio. Wellhausen entretanto diferencia uma camada mais antiga do Dt e outra mais recente. Tem-se a fonte D. Um redator faz a fusão das fontes JE + D na época do Exílio.



Foi o profeta Ezequiel quem iniciou o escrito sacerdotal, tendo como primeiro complexo Lv 17-26. Pelo ano 400 um redator juntou as quatro fontes e no tempo de Alexandre Magno o Pentateuco foi considerado canônico
Após o trabalho de Wellhausen, outras pesquisas foram feitas, tendo sempre por base a teoria das 4 fontes. Como exemplo, Gunkel (final do século XIX) entende que JEDP não são escritores, mas sim colecionadores. Para Gunkel, J e E utilizaram ciclos de lendas, mas tendo na sua origem uma lenda autônoma. Esta lenda autônoma seria então pequeno relato de caráter etiológico, destinado a explicar a origem de um rito de um povo, dentro de uma cultura. Quanto mais curta a lenda, mais provável de ser original. Esta era a teoria aplicada aos escritos gregos. Cada lenda autônoma está enraizada em um contexto vital, social, da qual faz parte. A pesquisa deve portanto determinar através de uma análise critica este contexto. Esta teoria se fez pensar em unidades primitivas que poderiam formar unidades literárias maiores. O caminho percorrido dos livros do Pentateuco poderia ser: primeiramente lendas das tribos que eram contadas entre uma tribo e outra. Depois foram recontadas. Houve um ajuntamento de lendas. Aqui se pensaria em J, E e P como contadores de história. A redação final se dá muito tempo depois. Alguns exemplos destas unidades literárias: Gn 1,1-2,4a; 2,4b-3,24; 4,1-16.17-26; 5,1-32; 12,10-20; 22,1-19 Ex 1,1-7.8-14.15-22; 2,1-10. Não pertence a um trabalho do Estado e templo (como por exemplo, 2 Sm 6-1Rs2), por serem pequenas, tratando de grupos sociais como famílias, clã, meio agrícola. Trata-se de uma memória popular.
Albrecht Alt se preocupou com a origem do povo hebreu e desta forma resgatou o aspecto histórico dos patriarcas, anteriormente visto por Gunkel como sagas ou lendas. Da mesma forma fez com os relatos do Êxodo e da instalação de Israel em Canaã.
Outro nome que se destaca é Martin North (1902-1968). Este pesquisador procurou determinar a origem do povo hebreu através dos trabalhos elaborados por Gunkel que levantava as bases para uma pré-história monárquica. Sua tese era a formação das Tribos por meio das anfictionias do mundo grego, isto é, formação das tribos por questões cúlticas, religiosas, tese até pouco tempo bem aceita, porém hoje já abandonada. Por outro lado, North lança a idéia de um Tetrateuco, percebendo a diferença existente entre JEP e D. A este, foi pensado um novo conjunto de livros, dando início a Obra Deuteronomista de História. Esta coleção procura dar uma continuidade à história retratada no Tetrateuco. Esta Obra compreende os livros de Deuteronômio Josué; Juizes, 1,2 Sm; 1,2 Rs.
Ainda como uma grande contribuição para este controvertido assunto do Pentateuco, temos o estudo de Von Rad (1901-1971). Para o autor, a busca por uma origem do Pentateuco deve estar nos credos históricos: Dt 6,20-24; Js24, 2b-13 e principalmente Dt 26,5b-9, como o credo mais primitivo. Em torno destes credos estão os temas básicos que dão material para a formação dos livros, que na compreensão de Von Rad seria um Hexateuco, incluindo o tema da conquista da terra presente em Josué. Nesta sua tese falta o tema da Criação e do Sinai.

ALGUMAS CARACTERÍSTICAS DAS FONTES J E D P:

DOCUMENTO JAVISTA: Provavelmente do século X a.C., tendo como localização a região sul. O nome provém da forma Javé para designar a Deus. É uma síntese a partir de narrações unitárias bem distintas, caracterizadas tanto pela forma literária como pelo conteúdo. Nas narrações predominam a clareza e a simplicidade. O documento conservou a forma original, vivaz e vigorosa do relato popular, através das imagens e expressões primitivas. O Javista é caracterizado pelos aspectos universais a que soube dar ênfase, colocando cada acontecimento na visão do todo, ou seja, no plano salvífico de Deus. Nessa visão teocêntrica da história, porém, não se sacrifica a parte do homem, que é posta lado a lado com a divina.


DOCUMENTO ELOISTA: Provavelmente dos séculos IX-VIII a.C. Seu nome provém da forma de designar a Deus como Eloim, conforme costume das tribos do Norte. Para o Eloísta, a revelação e a Lei têm caráter primeiramente moral, só secundariamente cultual. O decálogo (Ex 20,1-17) e o livro da aliança referem-se aos deveres para com Deus e o próximo, e seu cumprimento é condição para a união com Deus, embora transgredi-lo seja facílimo. Diferente do Javista, onde existe uma proximidade entre Deus e o homem, o Documento Eloísta procura mostrar esta relação de modo diferente, onde a proximidade se dá através de uma espiritualização por parte do homem.

DOCUMENTO DEUTERONOMISTA: Provavelmente entre os séculosVIII-VII a.C. É apresentado de forma compacta pelo Deuteronômio, exceto os capítulos 31-34 e os livros de Josué, Juizes. 1,2 Reis e 1,2 Samuel que sofreram sua influência. O Documento D diferentemente de J e E, contém mais lei que história (Dt 9,7-10,11). Seu conteúdo caracteriza-se pela unificação dos santuários. Talvez por primeiro, D formulou uma teologia da eleição e do povo de Deus. Existe de certa forma uma proximidade entre D e E, por ambos serem da região Norte. O monte da teofania é Horeb, diferente de J (Sinai); Os dois interessam-se mais pela salvação religiosa que pela expansão de Israel no mundo, como em J. O fundamento da relação entre Deus e Israel é através da aliança; O fundamento da legislação deuteronomista encontra-se justamente em Ex 20-23, decálogo ético e livro da aliança, pertencentes a E; Ex 34,10-26, decálogo cultual, e 13,3-16, lei sobre os ázimos e sobre os primogênitos, pertencentes também a E, com influência de J (Jeovista).


DOCUMENTO SACERDOTAL: Provavelmente século VI a.C. Sua denominação está baseada na proximidade do seu conteúdo à religião sacerdotal. Seu estilo é prosaico, erudito, esquemático, metódico e preciso nas descrições. Existe a tendência em produzir certo ritmo e a precisar o objeto até o formalismo, com pormenores desnecessários. Deus nunca se revela em forma humana, nem por meio de anjos ou sonhos. Simplesmente aparece aos homens ou se afasta deles em momentos muito importantes, mas nunca é descrito. Revela-se falando. P se acha longe das perspectivas universalistas e messiânicas de J. Seu ideal é a teocracia israelita, que encontra sua expressão clássica em Ex 29,43-46.

2. OBSERVANDO O PENTATEUCO COMO UM TODO

GÊNERO DE ITINERÁRIOS: Observando Nm 33, 3-49 encontramos uma síntese de todos os itinerários do deserto: Ex 12,37; 13,20; 14,2; 15,22; 19,1 e Nm 22,1. Este itinerário vai mostrando e marcando o aspecto do povo a caminho. Em cada lugar há sempre uma cena de murmuração e infidelidade a Javé. Este gênero literário dos itinerários tem a sua origem nas campanhas militares. Escrito no período do exílio vai mostrando o futuro dos exilados que se colocarão a caminho de sua terra. Nm 33,3 inicia a caminhada no primeiro mês do 15º dia, isto é, ano novo no calendário utilizado pelo Sacerdotal. Este fato é a nova criação, relido à luz do Exílio.


PROMESSA: O povo exilado sentia que ainda não havia sido realizada a promessa de Deus feita a Abraão. Ne 9,36-37 demonstra este fato uma vez que menciona o tributo que os israelitas deveriam pagar, perdendo desta forma sua liberdade e autonomia: "Somos escravos!". São oprimidos agora em sua própria terra. A promessa parece agora, na época do exílio, feita ao contrário, onde Judá pertencia à Satrápia Persa da Samaria e poucos exilados voltaram da Babilônia...Em Deuteronômio, aparece também a frustração da promessa, uma vez que existe uma forte crítica à monarquia. Em 2 Rs25,27 a libertação do rei Joaquin aponta para a possibilidade de começar uma nova história.
CAMINHO: O esquema do caminho serve ao redator final para elencar os grandes acontecimentos no Pentateuco: O primeiro casal tem de sair do lugar e caminhar; Caim tem de marchar para outras terras depois do fratricídio; Depois da construção da torre de Babel, todos saem dispersos; Abraão é o protótipo do povo a caminho; Jacó e seus filhos têm de marchar até o Egito; Moisés sai com o grupo do Egito e caminha pelo deserto. O esquema de base é o caminho para realizar um projeto: Buscar terra para descansar. Toda a temática do deserto é o caminho e até Javé se põe a caminho. Este aspecto é importante para a comunidade pós exílica que tem feito um longo caminho em busca de sua própria terra.
REPETIÇÕES: Muitas repetições são encontradas no Pentateuco. Isto é intencional. Por exemplo, Ex 16-17: O maná e a água de Meriba tem a sua duplicidade em Num 11 e 20. A origem dos relatos está na murmuração e na queda. A primeira vez, a murmuração sai por um desconhecimento de Deus, já a segunda vez trata-se de uma desobediência a Deus, uma vez que já lhe conhecem. A finalidade destas repetições é deixar claro que o Deus de Israel é um Deus dos acontecimentos e de palavra. Esta sua palavra reflete exatamente os acontecimentos que os antepassados experimentaram como presença de Deus. O acúmulo das experiências negativas do povo em seu comportamento com Deus leva o autor final do Pentateuco à conclusão de que a libertação do Egito foi um ato de bondade e graça de Deus.
NARRAÇÃO E GENEALOGIA: No Pentateuco se utilizam estes dois gêneros literários. A narrativa é fundamental no pensamento semítico, uma vez que ela revela a presença de Deus e a genealogia expressa a visão linear da história. A narrativa forma a grande parte do Pentateuco.
Genealogia e itinerários - apontam para a continuidade histórica

Promessa - revela o conteúdo da história

Narrações - dão o sentido da história
ORIGENS:

Gn 1-4 – Narrativa / Gn 5 – Genealogia /Gn 6-9 – Narrativa / Gn 10 – Genealogia / Gn 11,1-9 – Narrativa / Gn 11,10-32 – Genealogia

CANAAN:

Gn 12-25,11 (Abraão) – Narrativa / Gn 25,12-18 (Ismael) – Genealogia / Gn 25,19-35,29 (Isaac) – Narrativa / Gn 36,1-37,1 (Esaú) – Genealogia / Gn 37,2-46,7 (Jacó) – Narrativa / Gn 46,8-27(Filhos de Jacó) - Genealogia



EGITO:

Gn 46,28-Ex 6,13 (Entrada no Egito) – Narrativa / Ex 6,14-27 (Moisés e Aarão) – Genealogia / Ex 6, 28-Nm2, 34 (libertação) - Narrativa. / Num 3,1-4 (Aarão) – Genealogia / Num 3,5-36,13 (deserto) - Narrativa

ESTRUTURA LINEAR: Os cinco livros do Pentateuco são esquematizações, isto é, tradições independentes são integradas num esquema linear. Nesta reconstrução linear da história, ocorre que alguns grupos ficam de fora, enquanto que outros predominam. Toda releitura de um acontecimento significa modificação. É distinto de como ocorreu. É re-dito para outro momento histórico.
DIVISÃO DO PENTATEUCO:

Sempre que se estuda a história, facilita a divisão em etapas. Isto revela um tipo de pensamento ou visão da história. Por exemplo, temos a divisão da história do Brasil, onde é dividida em Descobrimento, Colônia, Império, República. Quanto mais próxima de nossa época, mais subdivisões vão aparecendo, devido ao fato de termos mais informações. Porém, esta divisão não leva em conta a história do povo indígena. Por outro lado, o povo negro já dividiria a sua história em antes e depois da escravidão. A divisão na verdade revela o quadro referencial. Também a história na Bíblia está dividida em etapas que ajudam a compreensão, uma vez que temos sempre de lembrar que a Bíblia é um livro da história da fé do povo. Antes de ter uma preocupação historiográfica, tem uma preocupação teológica, isto é, com a fé do povo.

Vejamos como está dividido o Pentateuco:


1º Bloco

CRIAÇÃO


2º Bloco

ORIGENS


3º Bloco

PATRIARCAS E MATRIARCAS



4º Bloco

LIBERTAÇÃO



5º Bloco

AS LEIS


6º Bloco CAMINHADA DO POVO

7º Bloco

DEUTERONÔMIO
























Gn 1-2

Gn 2-11

Gn 12-50

Ex 1-18

Ex19,1-Nm 10,11

Lv 1-27


Nm 10,12-36,13

Dt 1-34

TEMAS




POVO E DESCENDÊNCIA ALIANÇA TERRA


LOCAL

CANAÃ / EGITO SINAI DESERTO

Um segundo esquema para o Pentateuco, podemos perceber, dentro de uma estrutura circular, não linear, conforme abaixo.

ORIGEM DO MAL



RELAÇÕES HUMANAS









RELAÇÕES SOCIAIS E ORGANIZATIVAS

CONSTITUIÇÃO DA NOVA SOCIEDADE




Neste esquema, o centro do Pentateuco é o evento do êxodo, libertação.


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