Estudos no Livro de apocalipse hernandes Dias Lopes Apostila que deu origem ao Livro



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I. DO PONTO DE VISTA DO CÉU (DE DEUS) OS SELADOS TÊM UM NÚMERO EXATO - V. 4-8

O número é visto e também ouvido. O número dos selados é declarado por revelação expressa. Deus conhece os que lhe pertencem (2 Tm 2:19). Esse grupo é contável para Deus. Esse número 144.000 é metafórico. Ele é mais um símbolo do que uma estatística. Ele representa a cifra completa e perfeita dos crentes em Cristo. As doze tribos de Israel não o Israel literal, mas o Israel verdadeiro, espiritual, a igreja. Toda a igreja de Cristo é selada, está segura (Jo 10:28,29; 17:12).

1. A interpretação dos Testemunhas de Jeová

• Os Testemunhas de Jeová, uma seita herética, entendem que a igreja que vai morar no céu limita-se apenas a este número. Todas as demais criaturas que receberão a vida eterna terão parte na igreja, mas viverão nesta terra, sob o domínio de Cristo Jesus e sua igreja nos céus.

2. A interpretação Dispensacionalista

• Esses são israelitas que estarão vivendo no tempo da angústia de Jacó (Jr 30:5-7). Embora as tribos tenham cessado, Deus as conhece (Is 11:11-16) e preservará um remanecente até restaurar o reino a Israel (At 1:6). Esse será o tempo da plenitude dos gentios (Lc 21:24), com a plenitude do número dos gentios completo (At 15:14, Rm 11:25), Entendem que esses 144.000 referem-se aos judeus que se converterão depois do arrebatamento e antes do milênio e que viverão na Palestina do período da grande tribulação e serão poupados dos juízos que virão sobre o anticristo.

• Esses judeus aguardarão Jesus Cristo, o seu rei em sua segunda vinda quando destruirá o anticristo e implantará o seu reino milenar.

3. A interpretação Pré-milenista histórica e Amilenista



a) Esse número é simbólico

• Primeiro o número 3, que significa a Trindade, é multiplicado por 4, que indica a inteira criação, porque os selados virão do Norte e do Sul, do Leste e do Oeste. 3 mulplicado por 4 são 12. Portanto, esse número indica: a Trindade (3) operando no universo (4). Assim, temos a antiga dispensação (3x4) 12 patriarcas e a nova dispensação 12 apóstolos. Para ter uma idéia da igreja da antiga e da nova dispensação, temos que multiplicar esse número 12 por 12. Isso nos dá 144. A Nova Jerusalém (a igreja) tem 12 portas, com o nome das 12 tribos e os 12 fundamentos com o nome dos 12 apóstolos (Ap 21:9-14). Lemos também que a altura do muro é de 144 côvados (Ap 21:17).

• Com o objetivo de acentuar o fato de que 144.000 significa não uma pequena parte da igreja, senão a igreja militante inteira, este número é multiplicado por 1.000. Mil é 10 X 10 x 10 que indica um cubo perfeito, inteireza reduplicada. De acordo com Apocalipse 21:16 Os 144.000 selados das doze tribos do Israel literal simbolizam o Israel espiritual, a igreja de Deus na terra.

b) Esse número não pode aplicar-se às tribos de Israel

• As 10 tribos de Israel já haviam desaparecido no cativeiro Assírio e as 2 tribos do Sul (Benjamim e Judá) haviam perdido sua existencial nacional quando Jerusalém caiu no ano 70 d.C.

• Se o símbolo significa Israel segundo a carne, por que foram omitidas as tribos de Efraim e Dã e colocadas em seu lugar Levi e José?

• A ordem das tribos foi trocada e não temos nenhuma lista das tribos semelhante a esta em toda a Bíblia.

• Segundo Apocalipse 14:3-4 os 144.000 foram comprados por Deus de entre os da terra e não da nação judaica somente.

• Assim João queria dizer que as doze tribos de Israel não são o Israel literal, mas o Israel verdadeiro, espiritual, a igreja.



c) A igreja é o Israel de Deus

1) No NT considera a igreja o verdadeiro Israel espiritual (Gl 6:16; Rm 9:6-8).

2) Quem é de Cristo é descendente de Abraão (Gl 3:29).

3) Abraão é o pai de todos os que crêem, circuncidados ou não (Rm4:11).

4) O verdadeiro judeu não é descendente físico de Abraão, mas o descendente espiritual (Rm 2:28-29).

5) Nós que adoramos a Deus no Espírito e nos gloriamos em Cristo Jesus é que somos a verdadeira circuncisão (Fp 3:3).

6) Em Esmirna havia judeus físicos que eram sinagoga de Satanás (Ap 2:9). Eram judeus de fato, mas não o Israel espiritual.

7) A igreja é a nova Jerusalém (Ap 21:12,14). É o povo de Deus (Ap 18:4; 21:3).

8) Concluímos que a igreja é o verdadeiro Israel espiritual.

9) Esta interpretação é que melhor faz jus ao sentido do texto e mostra o relacionamento que há entre as duas multidões. Elas são constituídas das mesmas pessoas, aquelas que foram seladas e guardadas por Deus.



II. DO PONTO DE VISTA DA TERRA (DOS HOMENS) OS SELADOS SÃO UMA MULTIDÃO INUMERÁVEL - v. 9-12

• De repente muda-se o cenário. O leitor é novamente transportado da terra para o céu. Agora João vê a igreja redimida no céu. No lugar de uma tensão cheia de desgraça em vista do perigo iminente ocorre o cântico da vitória.

• O céu não será apenas mudança de lugar, mas mudança de nós mesmos.

• No céu conservaremos a nossa individualidade. "Quem são?". São pessoas, indivíduos que vêm de lugares diferentes, mas que não perdem sua individualidade.

• As distinções que nos separam na terra, não nos separarão no céu. Lá não teremos ricos e pobres, nobres e servos, mas aqueles que foram lavados no sangue do Cordeiro.

• Quais são as características dessa igreja glorificada?

1. É uma igreja inumerável - v. 9

• Isso é o cumprimento da promessa feita a Abraão: "Olha para os céus e conta as estrelas, se é que o podes. E lhe disse: Será assim a tua posteridade" (Gn 15:5). Conforme Hebreus 11:12 ela é para ele incontável. Essa multidão também é incontável para João (Ap 7:9). A multidão contável por Deus é incontável para João.

2. É uma igreja universal - v. 9

• Incluem os eleitos, os selados judeus e gentios, procedentes de todas as culturas, línguas, povos e nações, de todos os lugares e de todos os tempos. Em Abraão haveriam de ser "abençoadas todas as nações, todas as famílias da terra" (Gn 12:3; 22:18). João vê na igreja a humanidade abençoada em Abraão.

3. É uma igreja honrada - v. 9

• Estar de pé diante do Trono significa ter companheirismo com o Cordeiro, servi-lo e participar em sua honra.

4. É uma igreja pura - v. 9

• As vestes brancas apontam para a absoluta pureza da igreja. A igreja não foi purificada pelo sofrimento, mas pelo sangue. O sangue do Cordeiro exclui a glória humana. A igreja que fora liberta da condenação do pecado, na justificação; do poder do pecado, na santificação; agora está livre da presença do pecado, na glorificação. Nada contaminado pode entrar no céu (Ap 21:27).

• Roupas brancas ainda indicam alegria e felicidade, além de santidade.

5. É uma igreja vencedora - v. 9

• Este é um símbolo de vitória. A igreja selada por Deus, protegida por ele, venceu e chegou ao lar, à sua Pátria, ao céu. A igreja é vitoriosa a partir da roupa, das palmas e dos gritos.

6. É uma igreja que tributa a Deus a sua salvação - v. 10

• Depois do símbolo da vitória, segue-se o grito de vitória. A salvação não é mérito, nem fruto das obras, nem do que a igreja faz. A salvação é de Deus, vem Deus e só ele merece a glória.

7. É uma igreja que une às vozes angelicais para exaltar a Deus - v. 11-12

• Os anjos e os querubins se unem à igreja glorificada, prostram-se e adoram a Deus. rendendo-lhe uma sétupla atribuição de louvor.

III. A PROCEDÊNCIA, IDENTIDADE E A MISSÃO ETERNA DA IGREJA

GLORIFICADA - V. 13-17

1. A procedência da igreja - v. 13,14

• A igreja vem da grande tribulação. Essa idéia da grande tribulação remonta a Dn 12:1. É vista em Mt 24:21-22, em 2 Ts 2:3-4 e também em Ap 13:7,15. Os crentes em todos os lugares, em todas as épocas enfrentaram tribulações (2 Tm 3:12; At 14:22). Mas os crentes que viverem nesse tempo do fim enfrentarão não apenas o começo das dores, mas também, a grande tribulação.

• A grande tribulação é caracterizado com o período da grande apostasia e também da manifestação do homem da iniqüidade (2 Ts 2:3-9). Nesse tempo o conflito secular entre Deus e Satanás estará no seu auge.

• A igreja será protegida não da tribulação, mas na tribulação. Ela emerge do meio da tribulação, como um povo selado e vitorioso.

2. A identidade da igreja - v. 14

• Os remidos são aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro. A base da salvação não está no mérito humano, na religiosidade humana, nos predicados morais, no conhecimento doutrinário. A base da salvação está na apropriação da redenção pelo sangue de Cristo.

• Ninguém entrará no céu por pertencer a esta ou àquela igreja ou por defender esta ou aquela doutrina.

3. A missão eterna da igreja - v. 15

a) Adoração - A igreja prestará a Deus um serviço litúrgico (latria) incessantemente - v. 15 - É uma igreja adoradora. Serviço cultuai em contraste com serviço escravo.

b) Comunhão - Intimidade contínua com Deus - v. 15b. O sexto selo trouxe a visão de um céu enrolado que se recolhe e de uma humanidade apavorada num mundo sem teto (6:15-17). Aqui, porém, a cena é oposta. A igreja está numa nova realidade cheia de paz. Deus vai armar uma tenda conosco. Ele vai acampar com a igreja. Deus mesmo habitará com a igreja (Ap 21:3).

c) Ausência completa de sofrimento - v. 16, 17b - João lista três afirmações negativas: Fome, sede e calor não existe mais. Isto está de acordo com Ap 21:4.

d) Presença completa da plenitude de vida - v. 17a - João lista três afirmações positivas: O Cordeiro as apascentará. O Cordeiro as guiará às fontes da água da via. E Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima. Gozam a felicidade mais perfeita. O Cordeiro agora é o seu pastor. O Cordeiro os guia a fonte e a fonte é Deus. O Cordeiro os traz de volta para Deus e para o paraíso. Ele então, enxugará dos nossos olhos toda lágrima. Ele nos tomará no colo e nos consolará para sempre!

CONCLUSÃO

1. O capítulo 6 termina mostrando os terrores dos ímpios enfrentarão no juízo. O capítulo 7 termina mostrando as glórias dos remidos na segunda vinda.

2. Enquanto os ímpios buscam a morte física e só encontram a segunda morte, a morte eterna, os remidos, mesmo enfrentando a morte física, desfrutam para sempre das bem-aventuranças da vida eterna.

3. De que lado você está? Em que grupo você estará quando Jesus voltar?



APOCALIPSE 8:1-13

TEMA:AS TROMBETAS COMEÇAM A TOCAR

INTRODUÇÃO

1. Até aqui vimos duas seções: os sete candeeiros (1-3) e os sete selos (4-7). Agora, estudaremos sobre as sete trombetas (8-11).

2. Não há sucessão cronológica. Este livro tem sete seções paralelas, todas trazendo uma abordagem que vai da primeira à segunda vinda de Cristo. Embora paralelas, são também progressivas. À medida que avançamos para o fim, as cenas vão ficando mais claras. As trombetas falam de um juízo parcial, enquanto as taças falam de um juízo total.

3. O sexto selo falou de catástrofes cósmicas que identificarão a vinda do dia do Senhor (6:17). De maneira semelhante a sétima trombeta anuncia a vinda do fim (11:15).

4. Os selos falam do sofrimento da igreja perseguida pelo mundo (6:9). As trombetas falam do sofrimento do mundo incrédulo em virtude das orações da igreja (9:4). Os selos mostram o que vai acontecer na história até o retorno de Cristo, dando particular atenção ao que a igreja terá de sofrer. As trombetas, começando no mesmo ponto, descrevem o que vai acontecer na história até o retorno de Cristo, dando ênfase no sofrimento que o mundo irá sofrer, como expressão da advertência de Deus.

5. Tanto os selos como as trombetas são interrompidos por um interlúdio (cap. 7)e(cap. 10-11)



I. ANTES DAS TROMBETAS TOCAREM, HOUVE SILÊNCIO E SÚPLICAS NO CÉU-v. 1-5

1. O silêncio no céu pode representar duas verdades - v. 1

a) O céu fica em silêncio para ouvir as orações dos santos - As

orações dos santos estão a ponto de serem elevadas para Deus. Quando os santos oram todo o céu faz silêncio para que se possa escutar. As necessidades dos santos significam muito mais para Deus do que todas as músicas do céu. A música celestial silencia para que o clamor dos santos chegue ao trono de Deus.

b) O céu fica em silêncio como atitude de suspense e tremor diante do julgamento de Deus ao mundo - Antes desse tempo havia apenas regozijo e música no céu. Houve a celebração da igreja, dos querubins, dos anjos e de todo o universo. Agora toda a música cessa. Os exércitos celestiais, vendo os julgamentos de Deus que desabarão sobre o mundo, ficam em silêncio. É o silêncio da terrível expectativa dos acontecimentos que estão por vir.

2. As orações dos santos que chegam ao céu - v. 3-5

a) As orações dos santos sobem aos céus - v. 4 - Orar não é apenas um exercício meditativo. Nossas orações sobem à presença de Deus. Quando oramos, unimo-nos a Deus no seu governo moral ao mundo. Assim como o juízo de Deus veio ao Egito como resposta ao clamor do povo de Israel (Ex 3:7-8), assim também, em resposta ao clamor dos santos Deus envia o seu juízo aos ímpios (6:9-10; 8:3-5).

b) As orações dos santos provocam o justo juízo de Deus sobre os ímpios - v. 5 - O mesmo incensário que leva as orações é o incensário que derrama o juízo. O mesmo fogo que queimou o incenso sobre o altar, causa destruição sobre a face da terra. As orações dos santos desatam a vingança de Deus sobre os ímpios. Os trovões, vozes, relâmpagos e terremoto são sinais da advertência do julgamento de Deus que se aproxima. O mundo que perseguiu e oprimiu a igreja agora está sendo alvo do juízo divino em resposta às orações dos santos. Quem é inimigo do povo de Deus é inimigo de Deus. Quem toca na igreja, toca na menina dos olhos de Deus. O julgamento de Deus cairá sobre o mundo em resposta a oração dos santos. "Não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que a ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defendê-los? Digo-vos que, depressa, lhes fará justiça" (Lc 18:7-8). A igreja que ora faz história.

c) As orações dos santos provam que o altar e o trono estão muito próximos - As orações que sobem do altar chegam ao trono. Orar é algo extremamente sério. Quando oramos, estamos nos unindo ao que está assentado no trono. Altar e trono trabalham juntos. Somos cooperadores de Deus na medida em que oramos. Não podemos afastar o altar do trono.

d) As orações são de todos os santos e não apenas dos mártires - v. 3 - Isso é uma forte evidência de que o Apocalipse está se preocupando com o destino de toda a igreja na terra em todas as épocas. Os julgamentos de Deus atingem a terra em resposta às orações dos santos.



II. AS TROMBETAS SE PREPARAM PARA TOCAR - V. 6

1. As trombetas são divididas em dois grupos: catástrofes naturais e sofrimentos impostos diretamente aos homens

• As quatro primeiras trombetas falam de catástrofes naturais que atingem a terra, o mar, os rios e os astros. As três últimas trombetas falam de sofrimentos impostos diretamente aos homens. Elas são chamadas também de AIS.

• Em Mateus 24:4-8 e 24:13-22 encontramos uma divisão semelhante.

• As quatro primeiras trombetas se distribuem sobre a terra. mar. rios e astros. Deus derruba o edifício cósmico, que ele próprio levantara (14:7). Seu habitante, o ser humano, até agora tão familiarizado com sua moradia, instalado nela de maneira tão segura, experimenta esse "e houve". Sua casa está sendo demolida de fora para dentro, o telhado descoberto de cima para baixo e o chão abalado de baixo para cima. Essa irrupção do caos anuncia a ira de Deus.

• As trombetas falam dos juízos divinos que precedem a volta de Cristo. Considerar tais descrições como profecias de sentido literal, ou procurar interpretar os símbolos em termos de eventos específicos seria enveredar pelo caminho da fantasia e do grotesco.

• Essas trombetas indicam uma série de calamidades que ocorrem muitas vezes durante toda esta dispensação.

2. As trombetas têm o propósito de advertir os homens e chamá-los ao arrependimento

• O propósito desses juízos preliminares é levar os homens ao arrependimento (9:20). Antes de Deus derramar o seu completo juízo sobre a terra, ele oferece uma oportunidade de arrependimento aos homens. Essa é a ira misturada com a graça.

. • Em sua ira Deus se lembra da misericórdia. Entretanto, o sofrimento em si não é suficiente para levar os ímpios ao arrependimento (9:20; 16:9-10).

• Calamidades terríveis sucedem aos ímpios com o fim de castigá-los por sua oposição à causa de Cristo e por sua perseguição aos santos. Mas por meio desses juízos, Deus está continuamente chamando os ímpios ao arrependimento. A função das trombetas é admoestar.

3. As trombetas são o símbolo das intervenções de Deus na história

a) Pode ter o sonido do alarme convocando para a batalha -É a chegada do perigo. O Cordeiro que está no trono também é o juiz que julga o mundo (SI 2:1-5). As trombetas avisam a chegada do juízo de Deus sobre a terra.

b) Pode ter o sonido que anuncia a presença gloriosa de Deus - O Sinai tremeu pela manifestação de Deus e ouviram o sonido de fortes trombetas (Ex 19:16,19). A segunda vinda de Cristo, em sua gloriosa manifestação, será acompanhada com clangor de trombetas (1 Co 15:52-53; 1 Ts4:16).

c) Pode ter o sonido de convocação do povo - Foi uma voz como de trombeta que convocou João ao céu (4:1). Mateus fala do sonido da trombeta que reunirá os escolhidos (Mt 24:31).

4. As trombetas são semelhantes às pragas enviadas ao Egito

• As pragas no Egito foram a manifestação do juízo de Deus em resposta ao clamor do povo de Israel oprimido no cativeiro. Assim, também, as trombetas anunciam os juízos de Deus sobre os habitantes da terra em resposta às orações dos santos.

• A primeira trombeta relaciona-se à sétima praga; a segunda trombeta relaciona-se à primeira praga; a terceira trombeta às águas amargas; a quarta trombeta relaciona-se nona praga.

5. As trombetas mostram que os juízos de Deus são universais

• Estas trombetas de juízo afetam as diferentes partes do universo: terra, mar, rios, astros. Não há em nenhuma parte refúgio para os maus. As quatro primeiro trombetas fazem dano aos maus em seu ser físico; as últimas três causam angústia espiritual: o próprio inferno é aberto.



III. AS TROMBETAS COMEÇAM A TOCAR - V. 7-13

1. A Primeira Trombeta - v. 7

• Há uma tempestade de granizo, fogo e sangue que atinge a terra. Ela é semelhante à sétima praga no Egito com uma chuva de pedra com fogo (Ex 9:23). Aqui, porém, acrescenta-se sangue, o que acentua o seu caráter destrutivo.

• Nessa forma simbólica, o livro de Apocalipse bem como todas as Escrituras, nos diz que calamidades tais como terremotos, vulcões e inundações estão sob a mão de Deus e são parte do seu método de castigar o pecado e de anunciar ao mundo que ele não pode perseguir o seu povo impunemente. Ele é Senhor e exerce punição por tais atos.

• O significado é que o Senhor que está reinando afligirá os perseguidores da sua igreja, desde a primeira até a segunda vinda com vários desastres que sucederão na terra. Esses eventos não podem ser datados. Mas o espaço de habitação das pessoas e seu alimento são durante atingidos.

• Esses desastres "foram atirados à terra". Esses desastres são controlados no céu. São enviados por aquele que está no trono. Todas as coisas acontecem sob total controle de Deus.

• A destruição ainda é parcial. É apenas o prelúdio do fim. Ainda há chance de arrependimento.

2. A Segunda Trombeta - v. 8-9

• Desde a primeira vinda de Cristo é que os ímpios têm perseguido a igreja. Deus tem enviado o seu juízo sobre o mundo em forma de catástrofes, tragédias, calamidades terríveis, pestilências que atingem a terra e agora também o mar.

• Esta trombeta fala das espantosas calamidades marítimas, bem como de todos os desastres que acontecem no mar. Esse juízo é mais severo que o primeiro. Pois aqui não só há dano na natureza, mas também danos materiais e por inferência de pessoas que viajavam nessas embarcações.

• A ira de Deus queimará todas as seguranças deste mundo. A pesca e a navegação são submetidas a uma tragédia. Aqui tanto o comércio como vidas estão sofrendo. São desastres ecológicos e econômicos em proporções gigantescas.

• A segunda trombeta é semelhante à primeira praga no Egito quando as águas do Nilo transformaram-se em sangue e os peixes morreram (Ex 7:20-21).

• Mais uma vez o juízo permanece delimitado. O juízo ainda não é total.

3. A Terceira Trombeta - v. 10-11

• O juízo agora é que a água doce é transformada em água amargosa, o contrário do que aconteceu em Mara (Ex 15:25). A bênção torna-se maldição. Deus faz sua criação retroceder. Deus ataca a água potável. Estima-se que o maior problema do século XXI não será de energia nem de petróleo, mas de água potável. Os recursos naturais estarão entrando em colapso.

• Pragas têm visitado o mundo, doenças têm provindo de rios e fontes poluídas, e inundações têm ocorrido. Pessoas têm sido destruídas nesses castigos divinos, que são a vara da ira de Deus contra um mundo hostil à sua igreja.

• Os perseguidores ímpios não encontrarão em nenhuma parte do universo verdadeiro descanso nem tampouco gozo permanente. Não somente a terra e o mar, mas também as fontes e os rios durante essa época, estarão contra essas pessoas malignas.

• Às vezes nos esquecemos que as enchentes, as inundações são atos do juízo de Deus. Os jornais anunciam sobre tempestades, inundações, epidemias originados por essas calamidades, mas não explicam que estes juízos são a voz de Deus admoestando os ímpios. Esses desastres naturais são trombetas de Deus chamando os homens ao arrependimento.

• Uma aflição amarga encherá o coração dos ímpios como resultado dessa praga indicada. Muitos homens morrem, mas nem todas. O juízo ainda não é final (8:11). Consequentemente, esse juízo é mais grave do que os outros dois primeiros, pois aqui a morte de pessoas é explícita.

4. A Quarta Trombeta - v. 12

• Os astros, o sol, a lua e as estrelas, desde as suas órbitas lutam contra os inimigos da igreja de Deus. Deus está usando os astros celestes para admoestar aqueles que não lhe servem e perseguem os seus filhos.

• Calamidades têm vindo à humanidade como resultado das coisas que ocorrem nos céus, meteoros caindo sobre a terra, eclipses, tempestades de areia, furacões, tornados e outras calamidades terríveis vindas do céu têm visitado a terra. Essas tragédias são trombetas de Deus alertando os homens a se arrependerem.

• A terra, o mar, os rios e os astros são trombetas de Deus que anunciam o seu juízo e convocam os homens ao arrependimento. O ser humano encontra adversidade em quatro lados, isto é, por todos os lados. É terrível como a bênção vai abandonando uma região após a outra e como o caos vai tomando conta.

5. Uma águia voando no céu, avisando sobre o caráter trágico das últimas três Trombetas — v. 13

• João vê e ouve uma águia predizendo as calamidades mais terríveis que sobrevirão aos homens como resultado das últimas três trombetas. Em outras palavras ele estava dizendo: "Se vocês pensam que as coisas que já aconteceram são terríveis, simplesmente esperem, pois coisas piores virão".

• Em grande voz a águia dizia: "Ai! Ai! Ai dos que moram na terra, por causa das restantes vozes da trombeta dos três anjos que ainda têm de tocar". A tríplice repetição é ênfase superlativa. As últimas três trombetas são denominadas "Ais", e isso demonstra que serão pragas extremamente severas. A quinta e a sexta pragas destruirão os homens, enquanto a sétima destruirá as obras dos homens.

• Essas três últimas calamidades serão piores que as primeiras. Elas atingirão não os elementos da natureza, mas diretamente os homens.

• Assim como o povo de Israel foi poupado das pragas que sobrevieram ao Egito, a igreja será poupada das pragas decorrentes das trombetas.

, Enquanto os selos tratam da perseguição do mundo à igreja, a grande tribulação; as trombetas falam do juízo da ira de Deus sobre o mundo. A igreja não sofrerá essa ira.

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