Etar da horta



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Câmara Municipal da Horta

Projecto Base da ETAR da Horta







ETAR DA HORTA




Projecto Base

Setembro 05










Memória Descritiva e Justificativa do Processo de Tratamento e Equipamento






Câmara Municipal da Horta

Projecto Base da ETAR da Horta







ETAR DA HORTA




Projecto Base




Setembro 05













Memória Descritiva e Justificativa do Processo de Tratamento e Equipamento




ficheiro:

data: Setembro de 2005

versão: A


© DHVFBO Consultores, SA (grupo DHV)

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ÍNDICE DO TEXTO


1. INTRODUÇÃO 5

2. descrição sucinta da solução de tratamento 6

3. DADOS DE BASE 10

4. CONCEPÇÃO PROCESSUAL E FUNCIONAL 13

5. dimensionamento processual do esquema de tratamento 36

6. dimensionamento hidráulico do esquema de tratamento 37

7. equipamento mecânico 39

8. Consumos de utilidades e produção de lamas 40

9. Descrição do sistema de comando, automatismos e instrumentação 42

10. INFORMAÇÃO SOBRE O DOCUMENTO E AUTORES 50

ANEXOS

ANEXO I - CÁLCULOS DE DIMENSIONAMENTO PROCESSUAL

ANEXO II - cálculos de dimensionamento hidráulico

ANEXO IIi - lista de equipamentos e órgãos principais

ANEXO Iv - lista de consumidores

1.INTRODUÇÃO


A presente Memória Descritiva e Justificativa diz respeito ao Projecto Base da ETAR da Horta e encontra se subdividida em 3 memórias parciais, que de seguida passamos a enumerar:

  • I. Memória Descritiva e Justificativa do Processo de Tratamento e Equipamento

  • II. Memória Descritiva e Justificativa da Construção Civil

  • III. Memória Descritiva e Justificativa das Instalações Eléctricas, Automação e Instrumentação

A Memória Descritiva e Justificativa da Construção Civil integra os capítulos de Arquitectura, Estruturas e Arranjos Exteriores e Paisagismo.

No caso particular do presente texto, é apresentada a Memória Descritiva e Justificativa do Processo de Tratamento e Equipamento.

Após a presente Introdução, a memória propriamente dita inicia-se com o Capítulo 2 no qual se faz uma descrição sucinta da solução de tratamento desenvolvida.

No Capítulo 3 realiza-se a apresentação dos Dados de Base que serviram de suporte ao desenvolvimento do projecto da ETAR.

Nos Capítulos 4 e 5 apresenta-se em detalhe a descrição e justificação do processo de tratamento preconizado na presente solução, bem como o dimensionamento processual dos diversos órgãos e dos equipamentos electromecânicos.

No Capítulo 6 são apresentados os resultados do dimensionamento hidráulico da instalação com a apresentação do respectivo perfil hidráulico da fase líquida.

O Capítulo 7 refere-se à sistematização e especificação do conjunto de equipamentos electromecânicos previstos no esquema de tratamento.

No Capítulo 8 são apresentados os consumos das utilidades utilizadas no processo de tratamento.

No Capítulo 9 é apresentada a filosofia de automação e os regimes de funcionamento dos equipamentos associados a cada operação unitária, assim como a instrumentação necessária a essa automação e monitorização do esquema de tratamento preconizado.

2.descrição sucinta da solução de tratamento


O local seleccionado para a implantação da ETAR da Horta situa-se no terreno da antiga pedreira ao lado do campo de jogos nas Angústias, e é indicado à escala 1:5 000 na planta de localização 42031 PB GER 001.

A nova ETAR irá tratar as águas residuais veiculadas pelo sistema de drenagem da cidade da Horta. O meio receptor das águas residuais tratadas é o Oceano Atlântico. A localização da descarga final foi definida de acordo com um dos pressupostos que presidiu ao desenvolvimento da solução global de intercepção, elevação, transporte e tratamento das águas residuais domésticas, que procura evitar ou minimizar os impactes devidos à descarga de efluente na baía de Porto Pim em eventuais by-pass às estações elevatórias ou à ETAR. Nesse sentido, a descarga final do efluente tratado da ETAR, que também funcionará como eventual descarga de emergência, será feita após o parque de contentores.

O esquema de tratamento preconizado para a presente instalação desenvolve-se segundo duas linhas e está dimensionado, quer em termos hidráulicos, quer em termos processuais, para o ano horizonte de projecto. Baseia-se num sistema de tratamento biológico por lamas activadas operado em regime de arejamento prolongado, em dois reactores biológicos com a configuração de uma vala de oxidação do tipo Carrousel® da DHV. O esquema de tratamento desenvolvido é o que se afigura mais vantajoso, quer em termos económicos, quer em termos operacionais, se se tiver em consideração o quantitativo populacional a servir, e o quadro normativo aplicável à descarga das águas residuais na futura ETAR da Horta.

No que se refere à fase líquida, o esquema de tratamento concebido é composto por um sistema compacto de pré-tratamento mecânico (gradagem e remoção de areias, óleos e gorduras), protegido com gradagem grosseira a montante, seguido do tratamento biológico das águas residuais que ocorre em duas valas de oxidação, cada uma com quatro canais e com a oxigenação proporcionada por um par de arejadores de superfície de eixo vertical. Para evitar fenómenos de bulking, prevê se um tanque de contacto anóxico (selector) a montante dos tanques de arejamento, por onde passa o afluente pré tratado juntamente com uma parte das lamas em recirculação, sendo depois misturado com o restante das lamas em recirculação e repartido pelas duas valas de oxidação. A decantação secundária é assegurada por dois órgãos de planta circular. Preconiza se ainda uma etapa final de desinfecção em dois canais equipados com módulos de lâmpadas de UV, antes da descarga do efluente tratado no meio receptor. Parte do efluente tratado será bombeado a partir da saída dos decantadores secundários para um sistema compacto de filtração e desinfecção, para reutilização como água de serviço na instalação.

A fase sólida do esquema de tratamento proposto é composta pelo espessamento e desidratação das lamas biológicas em excesso num sistema compacto combinado, constituído por mesa de espessamento montada sobre filtro de bandas de elevado rendimento (configuração tipo “cascata”), com condicionamento prévio com polielectrólito. Prevê se o armazenamento das lamas desidratadas num silo de lamas.

Preconiza se ainda a recepção das lamas provenientes de fossas sépticas das zonas mais próximas da ETAR da Horta, sofrendo um tratamento conjunto com as águas residuais afluentes. Para isso, considera-se a instalação de uma estação compacta de recepção e pré-tratamento de lamas de fossas sépticas, na zona da obra de entrada, onde o camião limpa-fossas é directamente ligado a um equipamento que realiza uma gradagem fina. A fase líquida é conduzida para um tanque de armazenamento provido de agitação, a partir do qual é feita a alimentação gradual à cabeça da ETAR, a um caudal uniformemente distribuído ao longo dos períodos de menor afluência, de forma a minimizar o impacto no seu funcionamento.

Todos os órgãos e locais susceptíveis de produzir odores, nomeadamente toda a zona de tratamento preliminar, a sala de tratamento de lamas, o tanque de armazenamento de escorrências e o silo de lamas desidratadas são devidamente confinados e servidos por uma rede de ventilação que conduz o ar viciado para tratamento. Este tratamento far se á através de um processo de biofiltração. Pretende se, por um lado, criar boas condições de trabalho para o pessoal operador, e por outro, minimizar a emissão de cheiros desagradáveis para o exterior da ETAR, tendo em conta que a mesma se encontra junto a zonas habitadas.

Apresenta-se de seguida de forma sistematizada a sequência de operações unitárias que compõem o esquema de tratamento:



Fase líquida

  • Gradagem grosseira manual (1 linha);

  • Tamisação e remoção de areias, óleos e gorduras em sistema compacto (1 linha)1;

  • Tratamento preliminar, armazenamento e trasfega de lamas provenientes das fossas sépticas (1 linha);

  • Medição do caudal afluente ao tratamento biológico (1 linha);

  • Tanque de contacto (selector) (1 linha);

  • Reactores biológicos tipo valas de oxidação (2 linhas);

  • Decantação secundária em decantadores circulares (2 linhas);

  • Recirculação de lamas (2 linhas)2;

  • Aproveitamento de parte do efluente secundário para água de serviço por filtração em linha e desinfecção por radiação UV em tubagem (1 linha);

  • Desinfecção final do efluente secundário por radiação UV em canal (2 linhas);

Fase sólida

  • Elevação das lamas biológicas em excesso (2 linhas)3;

  • Condicionamento com polielectrólito (1 linha);

  • Espessamento (mesa de espessamento) e desidratação mecânica (filtro de bandas) das lamas biológicas em excesso em equipamento compacto (1 linha, 7 h/dia em 5 dias/semana);

  • Elevação de lamas desidratadas (1 linha);

  • Armazenamento de lamas desidratadas em silo (1 linha).

Desodorização

  • Extracção e tratamento em biofiltro do ar viciado dos seguintes locais e equipamentos, todos devidamente confinados:

    Obra de entrada

  • Canal de gradagem grosseira;

  • Sistema compacto de pré tratamento;

  • Sala dos contentores de gradados e areias;

  • Tanque de armazenamento de lamas das fossas sépticas;

    Tratamento de lamas

  • Equipamento de espessamento / desidratação;

  • Sala de instalação do equipamento de espessamento / desidratação;

  • Elevação e armazenamento de lamas desidratadas;

  • Tanque de armazenamento de escorrências.

O diagrama de processo simplificado da ETAR da Horta é apresentado na figura seguinte:

Figura 1 – Diagrama de processo simplificado.
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