Evangelizar: despertar jesus



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EVANGELIZAR:

DESPERTAR JESUS

NOS CORAÇÕES

Segundo e Terceiro Ciclos


APOSTILA DE EVANGELIZAÇÃO ESPÍRITA INFANTIL

Segundo e Terceiro Ciclos

Esta apostila contém sugestões de aulas para o 2º e 3º Ciclos, conforme o Currículo de Evangelização Infantil da Federação Espírita Brasileira - FEB (mas que podem ser adaptadas para outros Ciclos), e que foram utilizados com êxito na Evangelização Infantil.

http://www.searadomestre.com.br/evangelizacao

Responsabilidade: Grupo Espírita Seara do Mestre – Santo Ângelo/RS

Organização/correção: Claudia Schmidt

Ilustração da capa: Patrícia Karina Saches Bolonha

Casa Espírita Missionários da Luz – Curitiba/PR.
Preserve os direitos autorais

A importância da ação evangelizadora

Esta aula também pode ser utilizada como primeira aula de um ano, na qual os alunos se conhecerão e compreenderão a importância de virem nas aulas de evangelização.



Prece inicial

Primeiro momento: distribuir pequenos pedaços de cartolina para que os evangelizandos escrevam o nome, série, idade e alguma coisa boa que aprenderam nas aulas de evangelização (os que nunca participaram da evangelização devem escrever coisas boas que desejam aprender). Recolher os cartões e distribuí-los de modo que cada criança pegue um cartão diferente do seu, e apresente ao grupo o colega que está descrito no cartão que pegou. O evangelizador poderá participar e, se necessário, começar as apresentações.

Segundo momento: contar a história O mapa do tesouro. Vide abaixo a história.

Para contar a história, o evangelizador precisará do seguinte material:

1 - Um quebra-cabeça que formará o cartaz. Poderá ser utilizado um papel mais grosso, do tamanho de uma cartolina ou maior. As peças do quebra-cabeça deverão ser previamente escondidas na sala de evangelização, antes de começar a aula. Para formar o cartaz utilizamos várias figuras de crianças e jovens e no centro uma imagem grande de Jesus, podendo ser utilizada também uma frase para complementar o cartaz.

2 - Quatro ou cinco mapas (dependendo da quantidade de grupos em que serão divididas as crianças) com o desenho da sala e o lugar onde estão escondidas as peças do quebra-cabeça. Podem ser utilizadas folhas de ofício brancas pintadas com café para desenhar os mapas. Interessante amassar e formar um rolinho amarrando com barbante, para dar impressão de ser um mapa antigo. Veja abaixo o modelo do mapa.

3 - Uma caixa de presente que deverá conter o livro O Evangelho Segundo o Espiritismo e o bilhete da história.

Terceiro momento - atividades:

1 - Distribuir a história O mapa do tesouro para ser lida em família e comentada;

2 - Distribuir folhas de ofício para desenhar O Evangelho Segundo o Espiritismo e escrever as coisas boas que eles aprenderam nas aulas de evangelização ou desejam aprender, que foram comentadas no início da aula.

Prece de encerramento

História:

O mapa do tesouro

Saulo, naquela tarde, não queria ir à Evangelização Espírita Infantil. Sua mãe já havia explicado, inúmeras vezes, que eram lições valiosas, porém, naquele dia foi diferente: ela não disse nada.

Pouco tempo depois, chamou o filho e contou-lhe que havia um tesouro escondido em casa. Disse também que ele tinha uma hora para encontrar o tal tesouro, que por sinal era muito importante.

O garoto imediatamente, aguçado pela curiosidade, se interessou pela “caça ao tesouro”. Lembrou que a casa era grande, que haviam muitos lugares, que não sabia exatamente o que procurava e que o tempo era curto.

- Quando você encontrar, saberá que é o que procura - disse apenas a mãe.

Saulo começou, então, a busca pelo tesouro. No início foi divertido, mas em pouco tempo estava cansado. Distraiu-se aqui e ali, e quando viu, o tempo estipulado estava acabando.

Interferência do evangelizador:

Dizer que ali na sala também tem um tesouro e convidá-los a procurar. Dividir a turma em grupos e entregar um mapa para cada grupo. Se o evangelizador perceber que eles estão tendo dificuldades poderá dar algumas dicas: localizar a sala no mapa; explicar que os grupos deverão trabalhar unidos para “formar” o tesouro. O tesouro se encontra em um cartaz que deverá ser formado através de peças de um quebra-cabeça.

Após formado o cartaz questionar:


    • Que figuras formam o cartaz?

    • O que significa a figura de Jesus?

    • Que Ele tem a ver com as crianças?

    • Se elas poderiam ser as crianças das fotos?

    • O que representa o tesouro no cartaz? Jesus e seus ensinamentos.

    • Quais são estes ensinamentos? Amor, perdão, amizade, respeito ao próximo e a si mesmo, etc.

    • Qual é o mapa para chegar até Jesus? A evangelização, porque é através dela que reforçamos e aprendemos os ensinamentos de Jesus.

A Doutrina Espírita representa o Cristianismo primitivo pregado e vivenciado por Jesus. Através das aulas de evangelização temos a oportunidade de estudar e praticar o Espiritismo, nos tornando pessoas melhores e mais felizes e assim, construindo um mundo melhor, de paz e amizade.

Retomar a história e no final convidá-los para abrir a caixa encontrada por Saulo, que deverá conter “O Evangelho Segundo o Espiritismo” e um bilhete que deverá ser lido pelo evangelizador. Lembrá-los que O Evangelho contém os ensinamentos de Jesus e é uma das obras básicas da Doutrina Espírita.

Final da história:

- Não achei. Se eu ao menos tivesse um mapa...- reclamou Saulo choroso.

- Aqui está - disse a mãe, estendendo um papel que parecia um mapa, com o desenho da casa e um “x” indicando o lugar.

Assim, logo encontrou o tal tesouro; seguindo as orientações do mapa, cuidadosamente traçado por sua mãe.

O tesouro? Era um bilhete, que estava em uma caixa de papelão, junto com o livro O Evangelho Segundo o Espiritismo.

Bilhete

Você encontrou o tesouro! Mas entenda... A casa é o mundo; o tempo que você tinha para achar o tesouro representa a sua encarnação atual, que deve ser bem aproveitada. O tesouro é a evolução espiritual, objetivo de cada espírito ao reencarnar. Evoluímos quando praticamos os ensinamentos de Jesus, que é nosso Mestre. Porém, para encontrar um tesouro é muito importante um mapa. A Evangelização Infantil é o seu mapa, pois nas aulas de evangelização aprendemos sobre os ensinamentos de Jesus, que são lições importantes de como agir nas diferentes situações que você encontrará durante a vida. Siga o mapa, indo às aulas de Evangelização, que mostram o caminho do amor e da felicidade.

Com amor,

mamãe


Modelo de mapa:



Amor a Deus

Prece inicial

Primeiro momento: ler o que os evangelizandos escreveram na aula anterior, sobre Deus.

Questionar:

Não basta não fazer o mal, é necessário fazer o bem. Citar exemplos.

Como demonstramos nosso amor a Deus? Demonstrando nosso amor e respeito pelas coisas que Ele criou e tendo atitudes no bem. Fazer um paralelo no quadro com as respostas das crianças.



DEMONSTRAMOS NOSSO AMOR A DEUS:

NA FAMÍLIA

* Ajudando os pais, cuidando dos irmãos;

* Lavando a louça, arrumando o quarto, guardando os brinquedos;

* Obedecendo aos pais, respeitando as regras da casa;

* Participando do Evangelho no Lar.

NA ESCOLA E COM OS AMIGOS

* Respeitando os colegas;

* Devolvendo o que pegou emprestado;

* Não colando nas provas;

* Não fazendo fofoca, perdoando;

* Dividindo os brinquedos;

* Estudando e fazendo os temas;

* Não empurrando na fila, não brigando;

* Recebendo com carinho os colegas novos;

* Sabendo ouvir e guardando segredo;

* Não querendo ser melhor que os outros;

* Tendo paciência, esperando a vez.

NO TRABALHO

* Colaborando, trabalhando em grupo;

* Obedecendo às regras (horário, uniforme);

* Não levando para casa material do trabalho;

* Respeitando os colegas;

* Não fazendo fofoca;

* Não se atrasando;

* Tendo paciência com os colegas e clientes.

NA NATUREZA

* Não largando animais nas ruas;

* Não jogando lixo no chão;

* Não maltratando os animais;

* Cuidando dos animais de estimação;

* Cuidando dos animais doentes;

* Não jogando fogo no mato seco;

* Não colocando lixo nos rios (poluição);

* Não quebrando os galhos das árvores;

* Molhando as plantas.

NA CIDADE

* Não quebrando as árvores, nem as calçadas;

* Atravessando na faixa de segurança;

* Auxiliando as pessoas portadoras de necessidades especiais e idosos a atravessar a rua;

* Colocando o lixo nas lixeiras;

* Respeitando os sinais de trânsito;

* Não quebrando as placas e sinais;

* Não brigando na rua e nos locais públicos;

* Não pixando os muros e as construções.

Segundo momento - atividade: dividir a turma em cinco grupos. Distribuir a cada grupo gravuras de revistas, por assunto, para que eles recortem e façam cartazes sobre como demonstramos nosso amor a Deus * na família * na escola e com os amigos * no trabalho * na natureza * na cidade. Nos cartazes poderão ser utilizadas as frases que estarão escritas no quadro. Fica um lindo trabalho e os cartazes poderão ser expostos na sala de evangelização.

Terceiro momento - tema: distribuir corações duplos com a frase: FAÇA ALGUÉM FELIZ. O evangelizador deve sugerir que, durante a semana, eles aproveitem os acontecimentos do dia a dia e façam alguém feliz. Aqueles que quiserem podem escrever sua experiência no coração e relatar para os colegas na próxima aula.

Prece de encerramento

Amor ao próximo

Prece inicial

Primeiro momento: escrever no quadro a frase abaixo:

AMAR AO PRÓXIMO É FAZER AOS OUTROS O QUE DESEJAMOS QUE FAÇAM A NÓS.



Segundo momento: pedir que os evangelizandos façam comentários acerca da frase, relatando situações e exemplos.

Terceiro momento: dividir as crianças em duplas (ou trios) e entregar um papel com uma situação diferente para cada dupla. As crianças devem conversar, expor sua opinião dentro da dupla (trio), decidindo qual deve ser a solução ou a atitude a ser tomada pelos envolvidos, com base na frase escrita no quadro: Amar ao próximo é fazer aos outros o que desejamos que façam a nós. Veja abaixo sugestões de situações.

Obs: o evangelizador deve se colocar a disposição para auxiliar os grupos e incentivar as crianças com perguntas: Como a pessoa está se sentindo? O que você acha que vai acontecer? O que você faria no lugar dele(s)?



Quarto momento: fazer um grande círculo com os evangelizandos, de madeira que as duplas ou trios fiquem próximas. Pedir que cada dupla (trio) relate a situação e a solução encontrada ao restante do grupo. O evangelizador deverá fazer comentários, bem como solicitar a opinião dos demais grupos, após cada apresentação.

Obs.: após cada apresentação é importante que todos aplaudam, como forma de valorização e incentivo às crianças.



Prece de encerramento

Sugestões de situações:

  • Mário saiu com a avó e a mãe para um passeio. Foram ao parque de diversões e ele andou em vários brinquedos. Depois Mário decidiu que queria comer sorvete, mas estava gripado e sua mãe não permitiu. O menino se emburrou e passou o resto da tarde reclamando e brigando com a mãe e a avó, impedindo que elas aproveitassem o passeio.

  • Rafael estava em um aniversário na casa de Antônia. Entrou sozinho em uma sala escura e, sem querer, derrubou um vaso azul, que estava sobre a mesa. Quando a mãe de Antônia ouviu o barulho do vaso quebrado, entrou na sala, mas não havia mais ninguém. Perguntou, então a Rafael, que estava próximo à porta da sala, se ele sabia quem tinha quebrado o vaso. Rafael disse que não tinha sido ele, mas que tinha visto Pedro e Henrique sair da sala depois de ouvir o barulho do vaso quebrado.

  • A turma estava jogando um torneio de vôlei na escola de Ana. O time adversário sacou, e a bola foi dentro, prejudicando o time de Ana. Mas, antes que todos percebessem que a bola tinha sido dentro, Ana falou: Fora! E gritou tão alto e tão forte, que todos acreditaram que a bola tinha sido fora. O time de Ana ganhou o ponto e a partida.

  • João saiu com Paulo e Tide para ir ao cinema. No caminho pararam no Armazém de seu Joaquim. Paulo e Tide pegaram, cada um, duas barras de chocolate, sem que o dono do Armazém percebesse. João ficou surpreso e tentou alertá-los de que aquela atitude estava errada. Paulo e Tide riram de João, chamando-o de covarde por não ter roubado nada. João acabou voltando para casa sozinho, sem ir ao cinema, bastante preocupado com a atitude de seus companheiros.

  • Mariane foi dormir na casa de Luísa. A mãe de Luísa apagou a luz do quarto e mandou as meninas dormirem quando eram 11 horas da noite. As duas meninas não obedeceram e conversaram e brincaram até as 3 horas da madrugada. No dia seguinte, tiveram dificuldade para acordar na hora certa e chegaram atrasadas na escola. Não conseguiram prestar atenção na explicação de matemática e estavam mal-humoradas. No recreio, elas tiveram uma discussão, pois ambas pareciam estar cansadas, com pouca paciência e acabaram brigando.

  • Merlin está arrumando seu quarto com a ajuda da mãe. As duas separaram uma porção de brinquedos que Merlin não brinca mais há muito tempo. A mãe de Merlin pediu que a menina trouxesse uma sacola para colocar os brinquedos que a menina não usa mais, a fim de que possam levar até o Centro Espírita, onde serão doadas para crianças carentes. Quando Merlin trouxe a sacola, disse que não queria dar os brinquedos que haviam sido separados, pois gostava muito deles e não queria que mais ninguém brincasse com eles. A menina queria que eles ficassem guardados no guarda-roupa, pois sabia que não iria mais brincar com eles, mas eram muito bonitos e ela queria guardá-los.

  • Na casa de Ana a família faz o Evangelho no Lar todas as sextas-feiras, às 9 horas da noite. Nesta semana, Antônia não queria participar do Evangelho porque tinha ganhado um jogo novo e queria continuar brincando. A mãe de Ana disse que a menina tinha que participar e a garota teve que obedecer. Durante a realização do Evangelho no Lar Ana não quis fazer a prece, nem a leitura e ficou o tempo todo empurrando o irmão menor.

  • Lívia é aluna nova na classe de Beti. Elas nunca conversaram, mas Beti disse que não gosta de Lívia e que ela é uma chata. Lívia tem tido dificuldade para fazer novos amigos porque Beti não quer que suas amigas sejam também amigas de Lívia.

  • A turma de Taís vai fazer uma excursão. Eles vão decidir o destino através de uma eleição. Taís quer muito ir para uma fazenda. Durante a última semana ela fez campanha para que todos votem para irem à fazenda. Para convencer os colegas Taís inventou que na fazenda há muitas coisas legais, como piscina e um parque, que ela sabe que não existem no local.

  • A turma de Antônia está fazendo uma prova de matemática. Antônia não sabe a resposta da última questão. Ela olha para a prova de Clarissa e vê que a menina já respondeu a última questão. Antônia olha mais uma vez e consegue ver a resposta da colega. Clarissa não percebe o que Antônia fez, mas Gil, que está sentado ao lado de Clarissa, vê tudo.


Antecedentes do Espiritismo

Prece inicial

Primeiro momento: contar a história Os Fenômenos de Hydesville e as Mesas Girantes. Veja abaixo a história.

Para contar a história contamos com a participação dos evangelizandos. Iniciamos a aula distribuindo pequenos cartões de cartolina colorida com diversas frases que complementavam a história. As palavras em negrito, na história, são as perguntas que o evangelizador deve fazer durante a narrativa, e o evangelizando que achar que tem a resposta certa (no cartão) deve ler em voz alta para toda a turma.



Palavras utilizadas:

    • - Hydesville - era uma pequena cidade no interior do estado de Nova Iorque, nos Estados Unidos.

    • - Família Fox – constituída do Sr. John Fox e sua esposa e de suas filhas, Margaret então com 12 anos e Kate, de 09 anos. A família Fox era composta de seis crianças, mas apenas Margaret e Kate Vivian com seus pais.

    • - Interrogar as pancadas – fazer perguntas que pudessem ser respondidas por batidas.

    • - Morto – espírito sem corpo físico; desencarnado.

    • - Médiuns - pessoas que servem de "meio", de "instrumento" de comunicação entre encarnados e desencarnados.

    • - Fenômenos – acontecimentos que chamam a atenção por serem diferentes, incomuns.

    • - Mesas girantes – mesas que se moviam, ficando equilibradas em um só pé, que corriam pelo salão, ou ficavam suspensas no ar.

    • - Manifestações físicas – acontecimentos que podem ocorrer através de batidas, ruídos ou movimentação de objetos.

    • - Rivail – professor francês. Seu nome completo era Hippolyte Léon Denizard Rivail.

    • - Sr. Fortier – estudioso, amigo de Rivail. Contou a Rivail sobre as mesas girantes.

    • - Céptico – aquele que duvida.

    • - Codificação do Espiritismo – organização das informações recebidas dos espíritos superiores através dos médiuns.

Obs.: só distribuir a parte da resposta aos evangelizandos. Se o número de crianças for maior, poderão ser repetidos alguns ou todos os cartões, de maneira que ninguém fique sem participar. Após a leitura das respostas o evangelizador deverá repeti-las e complementá-las, se houver necessidade. Durante a narrativa também é possível questionar as crianças com relação a outras partes da história, exemplo: o que é brincadeira de 1º de abril, qual o significado de adega, etc.

Segundo momento: ao término da história o evangelizador deve concluir que os fenômenos mediúnicos existiram em todas as épocas da humanidade. Citar os dez mandamentos recebidos por Móises no Monte Sinai, o aparecimento de Jesus em espírito aos apóstolos, entre outros.

Lembrar também que as experiências realizadas naquela época com as mesas girantes foram importantes para o nascimento da Doutrina Espírita e por isso foram conduzidas e supervisionadas pela Espiritualidade Superior. E que nos dias atuais não devemos chamar espíritos, fazendo experiências ou brincadeiras com copos, compassos ou qualquer outro utensílio, porque (como não há um propósito digno e superior), não há o amparo espiritual necessário, e podem se manifestar espíritos que venham a desarmonizar o ambiente e a vida de quem os chama.

Sugerimos ao evangelizador, a leitura do texto Brincadeira do copo. É uma brincadeira?, retirado do Boletim Informativo Seara de julho de 2000. Veja abaixo o texto.

Terceiro momento – atividade: uma cruzada, utilizando palavras da história. Vide abaixo a cruzada.

Prece de encerramento

História:

Os fenômenos de Hydesville e as Mesas Girantes

Em 1846, Hydesville era uma pequena cidade no interior do estado de Nova Iorque, nos Estados Unidos. Poucas casinhas de madeira, alguns estabelecimentos comerciais e muita calma. Nessa época foi morar lá, a família Fox, composta do Sr. John Fox (fazendeiro), sua esposa e suas filhas, Margaret então com 12 anos e Kate, de 09 anos. A família Fox tinha seis filhos, mas apenas Margaret e Kate viviam com seus pais.

O primeiro ano da família Fox em Hydesville correu sem incidentes, embora vez por outra, observassem ruídos estranhos à semelhança de "arranhaduras" nas paredes.

Em meados de março de 1848, tais ruídos atingiram proporções gigantescas: pancadas, arrastar de móveis e tremores nas camas. A família estava decidida a mudar-se quando, na noite de 31 de março de 1848 (data que os americanos consideram como de fundação do “Novo Espiritualismo”), a menina Kate, então com 11 anos de idade, decide "interrogar as pancadas":

- Senhor Pé Rachado, faça o que eu faço”, e bateu três palminhas.

Imediatamente ouviu três pancadas.

Margarete, sua irmã de 14 anos de idade, achou interessante e disse:

-"Agora sou eu; faça assim”, e bateu quatro palmas. Quatro pancadas ressoaram. Ela teve medo de fazer novamente a brincadeira. Então Kate disse, na sua simplicidade infantil:

- Oh! Mãe! Eu já sei o que é. Amanhã é 1º de abril e alguém quer nos fazer uma brincadeira.

Então a Sra. Fox resolveu fazer um teste que ninguém seria capaz de responder. Pediu que fossem indicadas as idades de seus filhos, sucessivamente. No mesmo instante foi dada a idade exata de cada um, fazendo-se uma pausa de um para o outro, a fim de os separar, até ao sexto. Então houve uma pausa maior, depois se ouviu três batidas mais fortes, correspondentes à idade do menor, que havia morrido, sendo no total sete com este último. O fato muito surpreendeu a Sra. Fox.

A partir daí centenas de pessoas foram chamadas a presenciar o fenômeno. Através de pancadas nas paredes de madeira, criou-se um código onde uma pancada significava “sim”, duas significava “não”, e outro onde cada letra do alfabeto significava um número. Foi dessa maneira que as pessoas começaram a se comunicar, descobrindo assim que estavam conversando com um "morto". Chamava-se Charles Rosma, profissão mascate, que tinha 31 anos quando a pessoa com a qual morava, matou-o a facadas para roubar suas mercadorias e seu dinheiro (em torno de 500 dólares), informando ainda que esse fato acontecera há cinco anos. Seu corpo estava enterrado na adega, três metros abaixo do solo, o que posteriormente foi confirmado.

As meninas cresceram e foram para a Europa onde puderam ser avaliadas por estudiosos da época, confirmando que não houvera nenhum truque nos acontecimentos de Hydesville. A história nos mostrou que elas eram médiuns. Os fenômenos de Hydesville, abriram a porta para muitos outros fenômenos.

Em 1850, na França, surgiu um tipo de brincadeira chamada "mesa falante" ou "mesa girante", que tomou conta dos salões festivos da época.

As mesas girantes eram mesinhas comuns, de madeira, de três ou quatro pés, em torno da qual se reuniam as pessoas para provocar manifestações de forças desconhecidas na época.

As mãos dos presentes eram colocadas sobre a superfície da mesa ou acima das mesas e estas, através de um fenômeno de efeitos físicos, davam saltos, ficavam em um só pé, giravam, davam pancadas. As pessoas perguntavam as mais diversas questões e as “mesinhas” respondiam, dando soluções para diversos problemas da época.

Informam os historiadores que, nos anos de 1853 a 1855, as mesas girantes constituíam, em Paris, verdadeiro passatempo, sendo diversão quase obrigatória nas reuniões sociais.

Foi em 1854 que um professor de nome Rivail ouviu, pela primeira vez, falar das mesas girantes. Um magnetizador, o sr. Fortier, antigo conhecido de Rivail, foi quem o informou a esse respeito, dizendo que um fato extraordinário estava acontecendo; tratava-se de mesas que falavam e respondiam nas festas dos salões.

Neste ponto Rivail mostrou-se céptico, dizendo-lhe que só acreditaria se visse o fenômeno. Para ele era um absurdo atribuir-se inteligência a uma coisa puramente material.

Em maio de 1855, o professor Rivail teve a oportunidade de, pela primeira vez, presenciar o fenômeno das mesas girantes. Percebeu que não eram as mesas que falavam, mas que se tratava de algo muito importante. Resolveu investigar e estudar como aconteciam essas manifestações físicas.

Através de muitas pesquisas ele percebeu que as mesinhas não falavam, que quem se comunicava eram espíritos de pessoas que já havia morrido. O que ninguém poderia imaginar é que dessa brincadeira de salão surgiria o impulso inicial para a codificação do Espiritismo.

Texto adaptado do original retirado do site www.espirito.org.br




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