Fé cristã e pluralidade religiosa – onde está a verdade? Gottfried Brakemeier



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4.6 O diálogo inter-religioso não será capaz de superar o pluralismo religioso e conduzir a uma só religião global. Seria ambição descabida, irreal. Mesmo assim, o diálogo trará frutos. Vai aproximar as religiões e irmanar os povos. Induzirá à aprendizagem transcultural e transreligiosa. Fomentará a paz. Mas a aproximação será possível apenas em parte. Não vai haver convergência integral em assuntos de fé. Que fazer então? Ora, o exclusivismo aberto está compromissado com a tolerância. Concede ao parceiro o “direito à diferença”, mesmo não concordando com a posição alheia. Tolerância equivale “a declarar que o intolerável mesmo é a intolerância” (74). Pois a lógica desta conduz ao extermínio do diferente, ou seja, ao homicídio. Vai provocar reação e, por sua vez, inspirar intolerância (75). Enquanto isso, espírito tolerante suporta e mesmo sofre sob a diferença, mas abdica de medidas violentas, assim como o fez o próprio Jesus. Sem um mínimo de tolerância, a sociedade plural se inviabiliza.

Tolerância não é sinônimo exato de paz. Mas é paz aproximativa. É preferível ao choque, à colisão, à guerra. E é mais honesta. A verdade não é sufocada. Mas também a paz tem chance. O beiro definitivo entre ambas, a paz e a verdade, é a esperança escatológica. Até lá devemos ensaiar a convivência tolerante e, por isso, dialógica. O bom êxito da mesma, porém, condiciona- se a mais outro parceiro, o amor. Sem ele, a paz e a verdade sofrem prejuízos irrecuperáveis. Até mesmo a viabilidade da vida humana e a sustentabilidade da convivência social se tornam duvidosas. O testemunho cristão pergunta: haverá perspectivas de futuro para a humanidade sem a fé no Deus que é amor e cuja “lei” é exatamente esta? É a provocação lançada por Jesus Cristo ao mundo das religiões.

Gottfried Brakemeier

Professor de Ecumenismo na Escola Superior de Teologia de São Leopoldo/RS


Estudos Teológicos, 42(2):23-47, 2002

http://www3.est.edu.br/publicacoes/estudos_teologicos/vol4202_2002/Brak_Fe02-2.pdf



Notas

(1) Ambas as citações se encontram em Andrés Torres QUEIRUGA, O diálogo das religiões, São Paulo: Paulus, 1997, p. 5 e 15.

(2) A primeira posição é rigidamente eclesiocêntrica, a segunda, cristocêntrica. Cf. Mário de França MIRANDA, O encontro das religiões, Perspectiva Teológica, Belo Horizonte, v. 26, p. 13s., 1994.

(3) Lourenço COSTA, Documentos do Concílio Ecumênico Vaticano II (1962-1965), São Paulo: Paulus, 1997, p. 339s.

(4) Pius HELFENSTEIN, Grundlagen des interreligiösen Dialogs, Frankfurt am Main: Otto Lembeck, 1998. O “Pacto de Lausanne”, firmado em 1974, ainda havia assumido postura rígida, negando qualquer conhecimento salvífico de Deus aos povos.

(5) Cf. Bernhard LOHSE, A fé cristã através dos tempos, São Leopoldo: Sinodal, 1972, p. 82; João PILOTTI, As “Sementes do Verbo” na teologia das religiões a partir do Vaticano II, Teocomunicação, Porto Alegre: EDIPUCRS, v. 31, n. 86, p. 125-150, 2000.

(6) Assim Eduardo Rosa PEDREIRA, Do confronto ao encontro: uma análise do cristianismo em suas posições ante os desafios do diálogo inter-religioso, São Paulo: Paulinas, 1999, p. 114s.

(7) Paul TILLICH, Teologia sistemática, São Leopoldo: Sinodal / São Paulo: Paulinas, 1984, p. 671s. Remetemos ainda para Ulrich H. J. KÖRTNER, Christus allein?: Christusbekenntnis und religiöser Pluralismus aus evangelischer Sicht, Theologische Literaturzeitung, v. 123, n. 1, col. 4s., 1998.

(8) Faustino TEIXEIRA, Teologia das religiões: visão panorâmica, São Paulo: Paulinas, 1995, p. 44. Quanto ao que segue, veja ibid.

(9) Veja Carl E. BRAATEN / Robert W. JENSON (Eds.), Dogmática cristã, São Leopoldo: Sinodal, 1990, v. 1, p. 540s.

(10) Hans KÜNG, Ser cristão, Rio de Janeiro: Imago, 1976, p. 80.

(11) Esta é uma objeção de Hans Urs von BALTHASAR, a que alude Faustino TEIXEIRA, Teologia das religiões, op. cit., p. 53s.

(12) John HICK, O caráter não absoluto do cristianismo, Numen, Juiz de Fora: UFJF, v. 1, n. 1, p. 11- 44, 1998; Paul KNITTER, O cristianismo como religião verdadeira e absoluta?, Concilium, v. 156, n. 6, p. 19-33, 1980. Outro “pluralista” de renome é Perry SCHMIDT-LEUKE, Pluralistische Religionstheologie: Wozu?, Ökumenische Rundschau, Frankfurt am Main: Lembeck, v. 49, n. 3, p. 259-269, 2000.

(13) Quanto às suas raízes históricas, veja os interessantes comentários de Eduardo Rosa PEDREIRA, op. cit., p. 119s. bem como os de Faustino TEIXEIRA. op. cit., p. 56s.

(14) Jaques DUPUIS, O debate cristológico no contexto do pluralismo religioso, in: Faustino TEIXEIRA (Org.), Diálogo de pássaros, São Paulo: Paulinas, 1993, p. 81s.

(15) Cf. Christine AXT-PISCALAR, Evangelischer Glaube und die Frage nach den anderen Religionen, in: Das Wesen des Christentums in seiner evangelischen Gestalt, Neukirchen: Neukirchner, 2000, p. 87s.; H. J. KÖRTNER, op. cit., col. 12s.

(16) É no que o prefeito para a Congregação da Fé, da Cúria Romana, Cardeal J. K. Ratzinger, enxerga o grande adversário da fé no futuro. Depois de neutralizada a teologia da libertação, caberia fazer frente ao relativismo. Cf. Reinhold BERNHARDT, Die Herausforderung – Motive für die Ausbildung der pluralistischen Religionstheologie, in: Hans Gerd SCHWANDT (Ed.), Pluralistische Theologie der Religionen: Eine kritische Sichtung, Frankfurt am Main: O. Lembeck, 1998, p. 19. Uma primeira reação é a Declaração “Dominus Iesus”. Pergunta-se se o combate ao relativismo de fato terá por preço o recuo no ecumenismo.

(17) Confira os comentários em Carlos Alberto STEIL, O diálogo inter-religioso numa perspectiva antropo­lógica, in: Faustino L. C. TEIXEIRA (Org.), Diálogo de pássaros, p. 26s.; Mariasusai DHAVAMONY, Teología de las religiones. Madrid: San Pablo, 1998, p. 39-61; e outros.

(18) Em sua última preleção aberta, proferida em Chicago, no ano de 1957, Paul Tillich insistiu energicamente nesse capítulo negligenciado da teologia em seu tempo. O cristianismo não poderia isolar-se no mundo religioso e reivindicar posição ímpar. Veja Wolfhart PANNENBERG, Erwägungen zu einer Theologie der Religionsgeschichte, in: Grundfragen Systematischer Theologie: Gesammelte Aufsätze, Göttingen: Vandenhoeck, 1967, p. 252s.

(19) Faustino TEIXEIRA, op. cit., p. 12.

(20) Assim Walter ALTMANN, O pluralismo religioso como desafio ao ecumenismo e à missão, in: Desafios missionários na realidade brasileira, São Leopoldo: CECA, 1997, p. 61-72; cf. Mário França de MIRANDA, O pluralismo religioso como desafio e chance, Revista Eclesiástica Brasileira, v. 55, n. 218, p. 323-337, 1995; Claude GEFFRÉ, A fé na era do pluralismo religioso, in: Faustino Luiz Couto TEIXEIRA (Org.), Diálogo de pássaros, p. 61-74; etc.

(21) Claude GEFFRÉ, O lugar das religiões no plano da salvação, in: Faustino TEIXEIRA (Org.), O diálogo inter-religioso como afirmação da vida, São Paulo: Paulinas, 1997, p. 112.

(22) Citado por Joachim TRACK, Kirche zwischen Fundamentalismus und Pluralismus, in: Dieter BECHER (Ed.), Globaler Kampf der Kulturen?: Analysen und Orientierungen, Theologische Akzente, v. 3, Stuttgart/Köln/Berlin: Kohlhammer, 1999, p. 34. Com relação ao todo, veja a coletânea de artigos editados por Hans KÜNG / Jürgen MOLTMANN et alii, Fundamentalismo: um desafio ecumênico, Concilium, Petrópolis: Vozes, n. 241, v. 241, n. 3, 1992; David TRACY, Para além do fundamentalismo e do relativismo, Concilium, v. 240, n. 2, 1992, p. 121s., 1992; Ivo Pedro ORO, O outro é o demônio: uma análise sociológica do fundamentalismo, São Paulo: Paulus, 1996 – além de nosso estudo Gottfried BRAKEMEIER, O imperativo ecumênico diante de pluralismo e fundamentalismo, in: Consecratio Mundi: Festschrift em homenagem a Urbano Zilles (ed. R. A. Ulmann), Porto Alegre: EDIPUCRS, 1998, p. 63-71.

(23) Quanto à tese de Samuel Huntington, veja o comentário de Konrad RAISER, Ist ein “Kampf der Kulturen” unausweichlich? Ökumenische Rundschau, Frankfurt am Main: O. Lembeck, v. 49, n. 4, p. 396-404, 2000.

(24) Cf. Gottfried BRAKEMEIER, O cânon do Novo Testamento – paradigma da unidade da Igreja?, Estudos Teológicos, São Leopoldo, v. 37, n. 3, p. 212s., 1997.

(25) A primeira Conferência Internacional sobre Missão, realizada em 1910, na cidade de Edimburgo, Escócia, estava imbuída do entusiasmo da “evangelização do mundo nesta geração”. Cf. James SCHERER, Evangelho, Igreja e Reino: estudos comparativos de teologia da missão, São Leopoldo: Sinodal, 1991, p. 12s. Porventura teria sido essa idéia a réplica do “império europeu”, portanto, uma “colonização religiosa e cristã” do mundo? Veja Matthias VÖTT, Dialogpraxis konkret, in: Urs BAUMANN / Bernt JASPERT (Eds.), Glaubenswelten: Zugänge zu einem Christentum in multi-religiöser Gesellschaft, Frankfurt am Main: O. Lembeck, 1998, p. 177s.

(26) Hans KÜNG, Projeto de ética mundial: uma moral ecumênica em vista da sobrevivência humana, São Paulo: Paulinas, 1992, p. 103. Este mesmo autor, com boas razões, insiste num ecumenismo das religiões. Mera tolerância não basta. Exige-se ecumenismo (ibid., p. 101). Veja nosso comentário em Gottfried BRAKEMEIER, Ecumenismo: repensando o significado e a abrangência de um termo, Perspectiva Teológica, Belo Horizonte, v. 33, p. 195-216, 2001.

(27) Interessante estudo é apresentado por Hans-Werner GENSICHEN, Weltreligionen und Weltfriede, Göttingen: Vandenhoeck, 1985. Mostra a ambigüidade de discurso e prática das religiões com referência ao assunto.

(28) É feliz a escolha do título para a seleção de artigos sobre a matéria, organizada por Faustino TEIXEIRA, O diálogo inter-religioso como afirmação da vida, São Paulo: Paulinas, 1997.

(29) “Sacrificar a questão da verdade é incompatível com a posição cristã.” Citação de W. Pannenberg, de acordo com Mário de França MIRANDA, O encontro das religiões, op. cit., p. 15.

30) Remetemos, entre outros, a VEREINIGTE EVANGELISCH-LUTHERISCHE KIRCHE IN DEUTSCHLAND, Religionen, Religiosität und christlicher Glaube: Eine Studie, Gütersloh: Mohn, 1991, p. 91-103; Pius F. HELFENSTEIN, op. cit., p. 335s.

(31) Os horizontes universais surpreendem num texto tão antigo. Cf. Gerhard von RAD, Teologia do Antigo Testamento, São Paulo: ASTE, 1973, v. 1, p. 167s.

(32) André Torres QUEIRUGA, op. cit., p. 30.

(33) “Falar de Jesus Cristo como objeto de fé (...) é, rigorosamente, teo-logizar.” Assim Henrique C. De Lima VAZ, A experiência de Deus, in: Arcângelo R. BUZZI / Leonardo BOFF (Orgs.), Experimentar Deus hoje, Petrópolis: Vozes, 1974, p. 74-89. Veja também os demais artigos neste volume, bem como nosso estudo Gottfried BRAKEMEIER, O Deus de Jesus no credo dos cristãos, in: Walter ALTMANN (Org.), Falar de Deus hoje, São Paulo: ASTE, 1979, p. 35-66.

(34) Conforme Rm 1.18s., Deus revela sua ira sobre o pecado humano contraído em razão do desprezo ao Deus criador. Quanto à problemática, veja Mariasusai DHAVAMONY, op. cit., p. 11s., bem como as reflexões nada ultrapassadas de Rudolf BULTMANN, A questão da revelação natural, in: Crer e compreender: ensaios selecionados, ed. revista e ampliada, São Leopoldo: Sinodal/IEPG, 2001, p. 192-217.

(35) Martinho LUTERO, O Debate de Heidelberg, in: Obras Selecionadas, São Leopoldo /Porto Alegre: Sinodal / Concórdia, 1987, v. 1, p. 18s. (especialmente tese n° 19 e 20). Cf. Wilfried HÄRLE, op. cit., p. 100s. 36 Veja CONGREGAÇAO PARA A DOUTRINA DA FÉ, Declaração Dominus Iesus, 4. ed., São Paulo: Paulinas, 2001, § 21, p. 41; cf. Ulrike LINK-WIECZOREK, Mit dem “solus Christus” allein unter den Religionen?, Ökumenische Rundschau, Frankfurt am Main: O. Lembeck, v. 49, n. 3, p. 315s., 2000.

(37) O quanto isto é importante foi muito bem mostrado por Euler R. WESTPHAL, As mediações das experiências do Espírito Santo, Estudos Teológicos, São Leopoldo, v. 40, n. 2, p. 11-20, 2000.

(38) Cf. Pius F. HELFENSTEIN, op. cit., p. 377s.; Reinhold BERNHARDT, Trinitätstheologie als Matrix einer Theologie der Religionen, Ökumenische Rundschau, Frankfurt am Main: O. Lembeck, v. 49, n. 3, p. 287-301, 2000. O assunto mereceria maior aprofundamento do que nos é possível neste espaço.

(39) Wilfried HÄRLE, op. cit., p. 102.

(40) Lothar Carlos HOCH, A voz de Deus em outros povos, Estudos Teológicos, São Leopoldo, v. 35, n. 2, p. 177-186, 1995.

(41) Cf. Roberto ZWETSCH, Perspectivas de diálogo entre fé indígena e fé cristã, Estudos Teológicos, São Leopoldo, v. 36, n. 1, p. 50s., 1996.

(42) Veja nosso estudo Gottfried BRAKEMEIER, “Ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14.6) – salvação somente por Jesus? in: Testemunho da fé em tempos difíceis, São Leopoldo: Sinodal, 1989, p. 75s.

(43) A fé de Abraão tem forte afinidade com o que Hans-Martin BARTH, Dogmatik: evangelischer Glaube im Kontext der Weltreligionen, Gütersloh: Chr. Kaiser, 2001, p. 114s., chama de “fé ômega”. Enquanto a “fé alfa” teria conteúdos dogmáticos definidos, a “fé ômega” seria algo como uma confiança absoluta, intuitiva, suscetível de ser encontrada também em outras religiões. Essa distinção não pretende desabonar a “fé alfa”. Ela sempre está na origem da “fé ômega”. Mas não é o dogma que salva.

(44) Carl E. BRAATEN, op. cit., (n. 9), p. 551; cf. também Wilfried HÄRLE, op. cit., p. 101s.

(45) O texto mereceu muita atenção por parte da teologia, principalmente a latino-americana. Existe salvação à parte da fé, por obras do amor somente? É esta a concepção de Joachim JEREMIAS, As parábolas de Jesus, São Paulo: Paulinas, 1976, p. 204s. Enquanto os cristãos são justificados pela fé, os pagãos seriam justificados pela caridade. Na nossa opinião, não se pode depreender isto do texto. Porventura não necessitam também os pagãos da graça de Deus? Veja Gottfried BRAKEMEIER, “O que fizestes a um destes meus pequeninos irmãos”, in: Testemunho da fé em tempos difíceis, p. 105-119; remetemos ainda para Walter ALTMANN, Lutero e libertação: releitura de Lutero em perspectiva latino-americana, São Leopoldo: Sinodal / São Paulo: Ática, 1994, p. 295-306.

(46) Leonhard GOPPELT, Begründung des Glaubens durch Jesus, in: id., Christologie und Ethik, Göttingen: Vandenhoeck, 1969, p. 53. A tradução é nossa. Sobre o assunto, veja também Uwe WEGNER, Der Hauptmann von Kafarnaum, Tübingen: J. C. B. Mohr, 1985, especialmente p. 392s.

(47) Remetemos ainda a Leonhard GOPPELT, Teologia do Novo Testamento, São Leopoldo: Sinodal / Petrópolis: Vozes, 1976, v. 1, p. 174s.; Gerhard EBELING, Jesus und Glaube, in: id., Wort und Glaube, Tübingen: J. C. B. Mohr, 1960, p. 203-254.

(48) Missão é serviço à obra de Deus no mundo, não promoção da Igreja – muito embora também o crescimento da comunidade como instrumento da missão mereça atenção. Veja Georg VICEDOM, A missão como obra de Deus, São Leopoldo: Sinodal/IEPG, 1996.

(49) Assim, com muito acerto, Christoph GESTRICH, Der “Absolutheitsanspruch” des Christentums, Zeitschrift für Theologie und Kirche, Tübingen: J. C. B. Mohr, v. 77, n. 1, p. 108s., 1980.

(50) Jürgen MOLTMANN, Dient die “pluralistische Theologie” dem Dialog der Weltreligionen?, Evangelische Theologie, München: Kaiser, v. 49, n. 6, p. 535, 1989. A tradução é nossa.

(51) eja Faustino TEIXEIRA, Teologia das religiões, op. cit., p. 212s.

(52) Assim Hans KÜNG, Dialogfähigkeit und Standfestigkeit, Evangelische Theologie, München: Kaiser, v. 49, n. 6, p. 492s., 1989. Referência a Küng também em Faustino TEIXEIRA, ibid.

(53) O que se pretende é a existência dialógica (!). Cf. Bernhard MARX, Dialogik als ethisches Prinzip, Evangelische Theologie, München: Kaiser, v. 49, n. 6, p. 537-550, 1989.

(54) Veja a já citada obra de Ivo Pedro ORO, O outro é o demônio.

(55) Claude GEFFRÉ, A fé na era do pluralismo religioso, in: Faustino TEIXEIRA (Org.), Diálogo de pássaros, op. cit., p. 62s.

(56) Faustino TEIXEIRA, Teologia das religiões, op. cit., p. 177, se reporta à discussão sobre a relação entre diálogo e anúncio na Igreja Católica. Cf. também Arnulf CAMPS, Die Notwendigkeit des Dialogs in der Mission, in: Theodor SUNDERMEIER (Ed.), Fides Pro Mundi Vita, Gütersloh: Gütersloher Verlagshaus, 1980, p. 168-183.

(57) Eduardo Rosa PEDREIRA, op. cit., p. 132.

(58) Cf. Klaus OTTE, Das Absolute und die Absolutisten, in: Hans-Gerd SCHWANDT (Ed.), Pluralistische Theologie der Religionen, op. cit., p. 175-190.

(59) Cf. Donald WIEBE, Religião e verdade: rumo a um paradigma alternativo para o estudo da religião, São Leopoldo: Ed. Sinodal/IEPG, 1998.

(60) Assim Jürgen MOLTMANN, Dient die “pluralistische Theologie” dem Dialog der Weltreligionen?, op. cit, p. 532s.

(61) Continua instrutivo o livro de Rudolf OTTO, O sagrado: um estudo do elemento não-racional na idéia do divino e sua relação com o racional, São Bernardo do Campo: Imprensa Metodista, 1985.

(62) A “volta da religião” na atualidade não acontece por mero acaso. Cf. Pablo RICHARD, O Deus da Vida e o ressurgimento da religião, Concilium, n. 258, p. 138-152, 1995; João Batista LIBÂNIO, O sagrado na pós-modernidade, in: Cleto CALIMAN (Org.), A sedução do sagrado: o fenômeno religioso na virada do milênio, Petrópolis: Vozes, 1999, p. 61-78. Veja ainda Albert SAMUEL, As religiões hoje, São Paulo: Paulus, 1997, especialmente p. 5s.

(63) Sigmund Freud, assim como Ludwig Feuerbach com sua tese da projeção dos anseios humanos para um imaginário “além”, entendiam religião como distúrbio psíquico, transformando desse modo a teologia em apêndice da psicologia. Trata-se de flagrante reducionismo. Religiosidade faz parte da estrutura antropológica do ser humano e diz respeito a uma realidade transubjetiva. Assim, com justa insistência, Wolfhart PANNENBERG, Erwägungen zu einer Theologie der Religionsgeschichte, op. cit., p. 252s.

(64) Importa não antecipar o juízo de Deus. Pois a verdade última é “patrimônio de Deus”. Adolphe GESCHÉ, O cristianismo e as outras religiões, in: Faustino L. C. TEIXEIRA (Org.), Diálogo de pássaros, op. cit., p. 42.

(65) Com relação ao conceito do absoluto, veja Klaus OTTE, Das Absolute und die Absolutisten, op. cit.

(66) No entender de Jürgen MOLTMANN, Toleranz lernen, Evangelische Kommentare, p. 86-89, 1998, trata-se, nesses casos, de “diálogo indireto” que não coloca em pauta a verdade, e, sim, projetos. Acreditamos, porém, que diálogos dessa natureza muito rapidamente vão transformar- se em “diálogos diretos”.

(67) Hans KÜNG, Projeto de ética mundial, op. cit., p. 49.

(68) Veja a discussão em Karl Josef KUSCHEL, As grandes religiões, os direitos humanos e o humano, Concilium, n. 22, p. 105-112, 1990; Mario de França MIRANDA, Religiões e promoção da justiça, in: Reinholdo A. ULMANN (Org.), Consecratio Mundi, op. cit., p. 145-152; Ulrich H. J. KÖRTNER, Christus allein? op. cit., col. 18; e outros.

(69) Carl E. BRAATEN, op. cit. Para a discussão, confira João Batista LIBÂNIO, Reflexões teológicas sobre a salvação, Síntese (Nova Fase), v. 1, n. 1, p. 67-93, 1974; n. 2, p. 67-83; Mário de França MIRANDA, Salvação ou salvações?: a salvação cristã num contexto inter-religioso, Revista Eclesiástica Brasileira, v. 58, fasc. 229, p. 136-163, 1998; e outros.

(70) Mário de França MIRANDA, O encontro das religiões, op. cit., p. 12.

(71) Veja nosso estudo em Gottfried BRAKEMEIER, O ser humano em busca de identidade, São Leopoldo: Sinodal / São Paulo: Paulus, 2002, p. 191s.

(72) Norbert GREINACHER, Cristianismo: uma experiência multicultural, Concilium, n. 251, p. 3- 7, 1994; Marcelo AZEVEDO, Cristianismo, uma experiência multicultural: como viver e anunciar a fé cristã nas diferentes culturas, Revista Eclesiástica Brasileira, n. 220, p. 771-787, 1995; Felix WILFRED, Interkulturelle Begegnung statt Inkulturation, Jahrbuch Mission 1995, Hamburg: Missionsverlag, v. 27, p. 114s., 1995; Paulo SUESS, Apontamentos para a construção do paradigma da inculturação, in: Ervino SCHMIDT / Walter ALTMANN (Orgs.), Inculturação e sincretismo, São Leopoldo: Sinodal / Porto Alegre: CONIC, 1994, p. 20-34; e outros.

(73) Cf. Gottfried BRAKEMEIER, Os princípios missionários do apóstolo Paulo conforme 1 Coríntios 9.19-23, in: Martin DREHER (Org.), Peregrinação: estudos em homenagem a Joachim Herbert Fischer, São Leopoldo: Sinodal, 1990, p. 64-74.

(74) Paulo MENEZES, Tolerância e religiões, in: Diálogo inter-religioso como afirmação da vida, op. cit., p. 42s.; cf. também Pierre SANCHIS, A propósito da tolerância religiosa, ibid., p. 55s.; Monique AUGRAS, Tolerância: os paradoxos, ibid., p. 77s.



(75) Ulrich H. J. KÖRTNER, Christus allein? op. cit., p. 16.





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