Faculadade de enfermagem luiza de marillac



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10.9 ENVELHECIMENTO E AIDS

A epidemia de HIV e AIDS em pessoas idosas no Brasil tem emergido como um problema de saúde pública, nos últimos anos, devido a dois aspectos emergentes: incremento da notificação de transmissão do HIV após os 60 anos de idade e o envelhecimento de pessoas infectadas pelo HIV.

Segundo o IBGE, o grupo populacional com 60 anos ou mais representa 8,6% da população em geral: cerca de 15 milhões de pessoas. A incidência de aids entre as pessoas idosas está em torno de 2,1%, sendo a relação sexual a forma predominante de infecção pelo HIV. Mas há uma crescente evidência de que esse grupo está se infectando cada vez mais não só pelo HIV, mas também, por outras doenças sexualmente transmissíveis como sífilis, gonorréia, etc.

O número de casos de aids, em pessoas idosas, notificados ao Ministério da Saúde, na década de 80, eram apenas 240 em homens e 47 em mulheres. Na década de 90, verifica-se um total de 2.681 homens e 945 mulheres. Do primeiro caso, nessa população até junho de 2005, o total de casos passou para 4.446 em homens e 2.489

em mulheres.

O avanço das tecnologias de diagnóstico e assistência em HIV / AIDS, associado à política brasileira de acesso universal à terapia anti-retroviral (TARV) e à implementação de uma rede de serviços qualificada para o acompanhamento promove o aumento da sobrevida e da qualidade de vida das pessoas que vivem com HIV ou com aids.

Quando nos reportamos ao envelhecimento e aids uma primeira questão a ser abordada é a sexualidade das pessoas idosas, mas esta questão não é exclusiva e está relacionada a outros fatores que também são determinantes da infecção pelo HIV.

Os profissionais de saúde, e em especial os médicos, do clínico geral ao geriatra, não valorizam as queixas sexuais do paciente idoso. Evitam tocar nesse assunto, seja por medo de não saberem lidar com ele, seja por não saberem o que fazer com as respostas que as pessoas podem dar. As pessoas idosas, nas quais ainda é intenso o desejo sexual, experimentam por essa razão, um sentimento de culpa e de vergonha.

Se o profissional de saúde considerar com naturalidade a ocorrência de atividade sexual na terceira idade, o encaminhamento dessa pessoa para o exame do HIV tornar-se-ia um procedimento rotineiro, da mesma forma como é feito junto ao segmento mais jovem da população. Do ponto de vista da aids não é a sexualidade que torna as pessoas vulneráveis ao HIV/aids, mas as práticas sexuais que são realizadas de forma desprotegida, e este é um pressuposto válido para todas as idades. No entanto, convém ressaltar que o profissional de saúde deve estar atento para as queixas específicas das pessoas idosas.

É responsabilidade pública colocar à disposição das pessoas idosas os insumos necessários à adoção de práticas sexuais mais seguras, como o preservativo masculino e feminino e gel lubrificante.




10.9 QUEDA DA PRÓPRIA ALTURA
A cada ano no Brasil vem aumentando o índice de internações de idosos por quedas. Comprovação de uma real necessidade de realização desta pesquisa e muitas outras, com relação ao uso da residência, em especial do banheiro, por idosos com segurança e conforto.

A maior suscetibilidade dos idosos a sofrerem lesões decorrentes de uma queda se deve a alta prevalência de diferentes doenças presentes nesta população, associado ao declínio funcional decorrente do processo de envelhecimento, como o aumento do tempo reação e diminuição da qualidade das coordenações motoras e do equilíbrio corporal, fazendo de uma queda leve um evento potencialmente perigoso.

A queda pode ser o reflexo de uma doença aguda como infecção urinária ou respiratória, arritmia cardíaca, acidente vascular encefálico, delírio, dentre outras. A mesma pessoa pode cair em diferentes momentos por várias razões.

O objetivo é manter a capacidade funcional da pessoa, entendendo esse novo conceito de saúde particularmente relevante para os idosos como a manutenção plena das habilidades físicas e mentais, prosseguindo com uma vida independente e autônoma.

A perda gradativa da saúde vem, de alguma forma sendo monitorada pelo idoso, mas a ocorrência de acidentes pode antecipar restrições e mudar drasticamente o quadro de vida deste indivíduo; ele torna-se parcial ou completamente dependente de terceiros, sofre constrangimentos físicos pelas próprias dificuldades, seja dentro ou fora de casa.

11. MEDICAÇÕES PADRONIZADAS

11.1 ANTI-HIPERTENSIVOS

As drogas anti-hipertensivas padronizadas pelo Ministério da Saúde estão disponíveis em seis classes de anti-hipertensivos: os diuréticos, os inibidores adrenérgicos (os de ação central, os alfa-1 bloqueadores e os betabloqueadores), os vasodilatadores diretos, os inibidores da enzima conversora da angiotensina (IECA), os antagonistas dos canais de cálcio e os antagonistas do receptor da angiotensina II.


11.1.1 DIURÉTICOS

Os diuréticos são as drogas mais usadas no tratamento da Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), em todo o mundo, há mais de trinta anos. Têm papel vital no controle dessa condição, seja isolado ou em associação com outras drogas.

A Hidroclorotiazida (HCT) - é o diurético padronizado pelo Ministério da Saúde para uso rotineiro. Deve ser usado, na maioria das vezes, como droga inicial, permitindo uma ação anti-hipertensiva lenta, com reações compensatórias reflexas menos intensas.

Pacientes com insuficiência cardíaca e insuficiência renal crônica (creatinina > que 3,0 mg/dl) deverão usar a furosemida, ao invés da hidroclorotiazida.



11.1.2 INIBIDORES SIMPÁTICOS

O cérebro exerce grande controle sobre a circulação. Portanto, atuar farmacologicamente, nesta área, é imprescindível para diminuir a pressão arterial nos hipertensos – clonidina e alfametildopa são as drogas preferenciais.



Mecanismo de ação - estas drogas deprimem o tônus simpático do sistema nervoso central.

Os Betabloqueadores são drogas que antagonizam as respostas às catecolaminas, mediadas pelos receptores beta. São úteis em uma série de condições, tais como: arritmias cardíacas, prolapso da valva mitral, infarto do miocárdio, angina do peito e hipertensão portal esquistossomótica. Mecanismo de ação – ainda não está bem esclarecido como estas drogas produzem redução da pressão arterial. Diminuição da freqüência e do débito cardíaco são os resultados encontrados após a administração das mesmas.



Tipos de betabloqueador:

  • Propranolol - foi o primeiro betabloqueador sintetizado e ainda é o mais usado. Efeitos adversos - contra-indicado em atópicos ou asmáticos, pelo desencadeamento ou agravamento do broncoespasmo, podendo levar à insuficiência respiratória aguda. Também, contra-indicado em bloqueios cardíacos e insuficiência vascular periférica. Importante lembrar que, no paciente diabético, além das suas clássicas contra-indicações, como a insuficiência arterial periférica, os betabloqueadores podem mascarar e prolongar os sintomas de hipoglicemia.


11.1.3 VASODILATADORES DIRETOS

Os Vasodilatadores Diretos são drogas que têm efeito relaxador direto no músculo liso vascular, sem intermediação de receptores celulares.



Mecanismo de ação - leva à vasodilatação da arteríola pré-capilar e conseqüente queda da resistência vascular periférica. Isto pode, por mecanismo de compensação, levar ao aumento da retenção de sódio e água. Esta é uma das razões porque essas drogas só devem ser usadas em associação prévia com betabloqueadores e diuréticos em hipertensão grave e resistente.
Tipos de vasodilatador direto:

  • Minoxidil - deve ser usada como quarta droga em HA grave.



11.1.4 INIBIDORES DA ENZIMA CONVERSORA DA AGIOTENSINA (IECA)

Mecanismo de ação - esses compostos inibem a formação de angiotensina II, bloqueando a enzima conversora de angiotensina (ECA). A angiotensina II é um dos maiores vasoconstrictores conhecidos e se origina por uma clivagem seqüencial do angiotensinogênio pela renina e enzima conversora. Para a formação da angiotensina II, vindo da angiotensina I, faz-se necessária a presença da enzima conversora (ECA). Essas drogas bloqueiam essa enzima, que transforma a AI em AII (convertase). Do ponto de vista terapêutico, os inibidores da enzima de conversão da angiotensina (ECA), além da redução da pressão arterial sistêmica, reduzem a pressão intraglomerular, que tem como conseqüência proteção renal específica.
Tipos de IECA:

  • Captopril - foi o primeiro inibidor da conversão da angiotensina. Tem indicação formal para os hipertensos portadores de diabetes, haja vista o fato de provocar queda da pressão intraglomerular, tão danosa para a função renal, e evitar perda de albumina pela urina (albuminúria). Apresenta a vantagem de não prejudicar a sensibilidade à insulina e o perfil lipídico do plasma, e associa-se à redução da Hipertrofia Ventricular Esquerda – HVE. Na neuropatia autonômica do diabetes, a possibilidade de hipoaldosteronismo hiporreninêmico com elevação de potássio pode limitar o uso de IECA. Dosagem de potássio e de creatinina auxiliam na avaliação da função renal.


11.2. CLASSES DE ANTI-DIABÉTICOS
11.2.1. ANTIDIABÉTICOS ORAIS

Os antidiabéticos orais devem ser empregados, no DM tipo 2, quando não se tiver atingido os níveis glicêmicos desejáveis, após o uso das medidas dietéticas e do exercício. A natureza progressiva do DM, caracterizada pela piora gradual da glicemia de jejum, ao longo do tempo, provoca a necessidade de aumento da dose dos medicamentos e acréscimo de outros, no transcorrer da doença.



11.2.1.1 SULFONILURÉIAS

Esses agentes têm sido utilizados, há mais de 40 anos, no tratamento da hiperglicemia do DM tipo 2. A clorpropamida foi um dos primeiros fármacos desenvolvidos nessa classe de medicamentos, conhecida como sulfoniluréia de “primeira geração”. Subseqüentemente, outros agentes mais potentes, tais como a glibenclamida, glipizida e gliclazida, foram sintetizados e são denominados agentes de “segunda geração” – e, mais recentemente, a glimepirida.

O mecanismo de ação da droga se faz a partir do estímulo à célula beta a secretar insulina, sendo, portanto, ineficazes em pacientes com redução importante na função destas células. Após alguns meses de terapia, os níveis de insulina retornam aos valores pré-tratamento, enquanto os níveis glicêmicos permanecem mais baixos.

Tipos de Sulfoniluréias:


  • Clorpropamida - de 1ª geração, este fármaco tem maior duração de ação, sendo por isso usado em dose única. Pode provocar icterícia colestática, hiponatremia, especialmente em idosos e em combinação com tiazídicos. Pode causar reação tipo dissulfiram (Antabuse), quando usada com álcool. Por estas razões, não é apropriado como terapêutica de primeira escolha, especialmente em pessoas idosas (> 60 anos). Deve-se dar preferência às sulfoniluréias de 2ª geração, considerando-se sua boa eficácia e menor incidência de efeitos adversos.

  • Glibenclamida - tem duração de ação de 16 a 24 horas e pode ser usada em uma ou duas doses diárias.

  • Glipizida - tem vida plasmática curta, podendo ser usada em idosos e em uma ou duas doses diárias.

  • Gliclazida - se houver insuficiência renal crônica leve (creatinina sérica < 2 mg/dl), é preferencialmente indicada. Existem evidências de que possa ter efeito antioxidante.

  • Glimepirida - deve ser usada em dose única. Existem evidências de haver uma menor interação com o sistema cardiovascular, o que poderia resultar em efeito cardiovascular benéfico.


Contra-indicações


  • DM tipo 1 ou DM pancreático (pancreatite crônica, pancreatectomizados).

  • Gravidez.

  • Grandes cirurgias, infecções severas, estresse, trauma.

  • História de reações adversas graves às sulfoniluréias ou similares (sulfonamidas).

  • Predisposição a hipoglicemias severas (hepatopatias, nefropatias), ou seja, pacientes com diminuição da função hepática ou renal.

  • Acidose ou estado pré-acidótico.


Fármacos que aumentam o risco da hipoglicemia:

  • Ácido acetil-salicílico (AAS) e trimetropim.

  • Álcool e anticoagulantes.

  • Probenecida e alopurinol.


Fármacos que pioram o controle glicêmico:

  • Barbitúricos, rifampicina.

  • Tiazídicos, diuréticos de alça, corticóide, estrógeno.


11.2.1.2 BIGUANIDAS

Metformina é a biguanida em uso. O Mecanismo de ação se dá através do aumento da sensibilidade à insulina nos tecidos periféricos (muscular e adiposo) e, principalmente, no fígado. A redução da glicemia provocada pela metformina deve-se especialmente à diminuição da produção hepática de glicose. A magnitude na diminuição da glicose plasmática em jejum e da glicohemoglobina é semelhante à das sulfoniluréias.

É indicada para diabéticos tipo 2 obeso, com hiperglicemia não controlada com dieta e exercício e também para diabéticos tipo 2, associado às sulfoniluréias, quando há falha secundária a estes fármacos. É contra indicado para diabéticos tipo 1 e durante a gravidez.

11.2.2 INSULINAS
A insulina é um hormônio produzido pelas células beta das ilhotas de Langerhans do pâncreas. A molécula de insulina é uma proteína formada por duas cadeias interligadas de aminoácidos, não tendo ação, quando administrada por via oral.

Os efeitos da insulina consistem em reduzir os níveis sangüíneos de glicose, ácidos graxos e aminoácidos e estimular a conversão destes para compostos de armazenamento, que são o glicogênio, os triglicerídeos e as proteínas. Classificação

As insulinas geralmente são classificadas de acordo com:


  • Sua origem - podem ser bovinas, suínas ou humanas.

  • Grau de purificação - as preparações de insulina são altamente purificadas, em particular as humanas, por DNA recombinante. As de origem animal podem ou não ser monocomponentes (grau máximo de purificação).

  • Tempo de ação:

    • Curta - Ultra-rápidas e Rápidas

    • Intermediária - Lentas e NPH (Neutral Protamine Hagedorn)

    • Prolongada – Ultralenta

As insulinas humanas apresentam ação mais rápida e de menor duração do que as insulinas suínas.

Para o uso de insulina dos pacientes diabéticos tipo 1, é importante considerar a fase de crescimento e desenvolvimento em que o paciente se encontra, a secreção residual de insulina, a fase da doença, o estilo de vida e a atividade profissional.

O uso de insulina nos pacientes diabéticos tipo 2 é indicado quando os níveis de glicose plasmática estiverem acima de 270 mg/dl, especialmente se acompanhados de perda de peso, cetonúria e cetonemia, durante a gravidez, quando não houver normalização dos níveis glicêmicos com dieta, quando os medicamentos orais não conseguirem manter os níveis glicêmicos dentro dos limites desejáveis.

O uso de insulina, nos pacientes com diabetes tipo 2, pode ser combinado com os antidiabéticos orais que serão usados durante o dia, e a insulina de ação intermediária ou ultralenta, ao deitar.

A hipoglicemia constitui a principal complicação da insulinoterapia. Existem estudos que demonstram estar a hipoglicemia envolvida como fator primário ou secundário de morte em 4% dos pacientes com DM tipo 1.



11.3 MEDICAMENTOS PROTOCOLADOS PARA ALZHEIMER
Os medicamentos abaixo poderão ser utilizados para o controle do Alzheimer, porém não serão permitidas associações entre estes fármacos.

  • Rivastigmina: Início com 1,5 mg duas vezes ao dia com aumento gradual até 6mg duas vezes ao dia.

  • Galantamina: Início com 5 a 8 mg ao dia com aumento gradual até 24 a 25mg ao dia.

  • Donepezil: dose inicial de 5 mg ao dia, podendo ser aumentada para 10mg ao dia não havendo resposta em algumas semanas.



Critérios de Interrupção de Tratamento


  1. Após 3-4 meses do início do tratamento o paciente deverá ser reavaliado; não havendo melhora ou estabilização da deterioração do quadro o tratamento deve ser suspenso por falta de benefício;

  2. Mesmo que em tratamento continuado, este deve ser mantido apenas enquanto o Mini-exame de Estado Mental estiver acima de 12 para pacientes com mais de 4 anos de escolaridade e acima de 8 para pacientes com menos de 4 anos de estudo, abaixo do que não existe nenhuma evidência de benefício da medicação e esta deve ser suspensa; de forma semelhante, somente deve ser mantido em tratamento pacientes com Escala CDR igual ou inferior a 2;

  3. Intolerância da medicação.



11.4 MEDICAMENTOS PROTOCOLADOS PARA OSTEOPOROSE

O tratamento preventivo das fraturas por osteoporose está fundamentado na melhora geral das condições necessárias para saúde esquelética que consistem de uma alimentação balanceada, rica em cálcio lácteo, de uma atividade muscular regular com carga, da melhoria das condições de equilíbrio e visão e, da intervenção farmacológica.

Os Medicamentos usados são: Bisfosfonados, Calcitonina, Carbonato de Cálcio, Vitamina D, Estrógenos e Raloxifeno. Caso não seja assegurada pela dieta 1000 a 1500mg de cálcio(3,14) ao dia e de 400 a 800 UI de vitamina D a reposição destes deve ser realizada. A suplementação de cálcio e de vitamina D mostrou-se capaz de melhorar a densidade mineral óssea e de reduzir fraturas em vários estudos, especialmente nos idosos e institucionalizados.

A terapia de reposição hormonal tem sido extensamente estudada. Estudos observacionais sugerem um benefício desta terapia nos ossos, entretanto, tais estudos são passíveis de vieses, principalmente de seleção e o efeito de “querer viver”.

Os Bisfosfonados são a classe de drogas de primeira escolha no manejo da osteoporose, devendo ser utilizados com suplementação de cálcio e de vitamina D. Estas drogas já demonstraram serem capazes de melhorar a densidade mineral óssea ereduzir a incidência de fraturas em prevenção secundária.

Entre os bifosfonados, o alendronato e o risendronato são preferíveis devido à maior documentação de benefício em prevenção de fraturas e à maior comodidade posológica.

O Raloxifeno, um modulador seletivo dos receptores estrogênicos, comprovou ser eficaz na redução da perda da massa óssea da menopausa e na redução do número de fraturas vertebrais de mulheres com osteoporose e com osteoporose estabelecida, mas não em outros tipos de fraturas osteoporóticas. Comparado com placebo o raloxifeno produziu melhora da massa óssea e redução de fraturas.

A Calcitonina já demonstrou ser capaz de melhorar densidade mineral óssea e de reduzir fraturas vertebrais em pacientes com osteoporose estabelecida, embora seu benefício seja inferior aos bifosfonados, especialmente em relação às demais fraturas osteoporóticas. A calcitonina pode ser uma alternativa para casos de doença péptica ou insuficiência renal.



11.5 MEDICAMENTOS PROTOCOLADOS PARA DOENÇA DE PARKINSON
Os medicamentos antiparkinsonianos aprovados para uso pelo presente protocolo são descritos abaixo:

  • Levodopa/carbidopa

  • Levodopa/benserazida

A levodopa, através da enzima L-aminoácido-descarboxilase, é convertida em dopamina, principal neurotransmissor depletado na Doença de Parkinson (DP).

Acredita-se que a levodopa reponha parte dos estoques deficientes de dopamina no estriado, produzindo, portanto, melhora dos sintomas. Apesar de não haver estudos de nível I placebo-controlado para levodopa, sua eficácia no controle sintomático da DP está claramente estabelecida.

A levodopa, após administração oral, é completamente absorvida pelo tubo gastrointestinal alcançando nível sérico máximo em 15 a 45 minutos. Na circulação, além da conversão pela levodopa-descarboxilase para dopamina, uma fração da droga é convertida de maneira irreversível para 3-O-metildopa, através da enzima catecol-O-metiltransferase.

Somente 5% da levodopa chegariam ao cérebro caso ela não fosse associada aos inibidores da descarboxilase, carbidopa e benserazida, que diminuem a conversão a nível periférico. A meia vida da levodopa é de 1 a 2 h.

A levodopa de liberação lenta é absorvida no trato gastrointestinal de maneira controlada, modificando o pico de concentração máximo da droga para 45 a 90 minutos. Apresenta uma baixa biodisponibilidade, o que requer aumento da dose em relação à levodopa.

As doses diárias iniciais de levodopa são usualmente de 250/25 mg/d (levodopa/carbidopa) ou 200/50 mg/d (levodopa/benserazida) divididas em pelo menos duas tomadas.


12. BIBLIOGRAFIA

  • MINISTÉRIO DA SAÚDE, Campanha Nacional de Vacinação do Idoso, 10a ed,2008, p.2.

  • MINISTÉRIO DA SAÚDE, Atenção à Saúde do idoso – Instabilidade e Queda, 2000.

  • MINISTÉRIO DA SAÚDE, Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa, 2003.

  • MINISTÉRIO DA SAÚDE, Envelhecimento e Saúde da Pessoa Idosa, 2006.

  • MINISTÉRIO DA SAÚDE, Estatuto do idoso, 1ª Edição, 2003.

  • MINISTÉRIO DA SAÚDE, Políticas de Saúde do Idoso, 2006.

  • MINISTÉRIO DA SAÚDE, Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas - Alzheimer, 2002.

  • MINISTÉRIO DA SAÚDE, Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas – Osteoporose, 2002.

  • MINISTÉRIO DA SAÚDE, Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas – Parkinson, 2002.

  • MINISTÉRIO DA SAÚDE, Manual de Hipertensão e Diabetes, 2002.

- www.Ibge.gov.br (Acessado em: 17/03/08)
- www.parkinson.org.br (Acessado em:17/03/08)
- www.abcdasaude.com.br (Acessado em:10/04/08)
- www.parkinson.med.br (Acessado em:17/03/08)
- www.alzheimer.com.br (Acessado em:10/04/08)

- http://pt.wikipedia.org/wiki/diabetes_mellitus (Acessado em:18/03/08)


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