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CONCLUSÕES FINAIS

O presente estudo revelou-se uma tarefa emocionante e gratificante do ponto de vista do enriquecimento do conhecimento científico, ainda que a mesma tenha sido extremamente árdua. Assim, de tudo quanto se disse em páginas anteriores, nada mais se nos oferece que não sejam as respetivas conclusões. Será pois, neste espaço, por meio de um resumo que denunciaremos a sua visão de conjunto assim como as ideias finais.

De um modo em geral, como vimos, o presente trabalho centrou-se no estudo de uma região – o Lima – e à luz do conhecimento produzido pela Arqueologia procurou analisar e caracterizar a evolução do pão e das estruturas que lhe são inerentes. Nesse sentido, recuámos ao V milénio a.C., época em que surgem por aqui os primeiros indícios do cultivo dos cereais. Tais indícios, muito ténues por sinal nos primeiros tempos, resumem-se por cá à presença de algumas sementes de trigo e de cevada, a umas quantas ervas daninhas que lhes andam associadas, assim como ao aparecimento de novas manifestações artísticas e religiosas, mormente antas, mamoas e menires, as quais por sua vez nos falam de novos hábitos e de novas atitudes perante o Meio. Estas novas manifestações artísticas e religiosas por sua vez parecem surgir que a agricultura surgiu em primeiro nas terras altas da região e depois, sobretudo à medida que nos aproximamos do III milénio a.C., difundiu-se pelas zonas baixas. Independentemente deste facto, o que começou por ser uma atividade complementar ao modo de vida paleolítico, patenteado por exemplo na exumação de pontas de seta facilmente conotadas com a transumância, tornou-se com o avançar do próprio tempo numa atividade primordial. Quem o diz são as intervenções arqueológicas efetuadas na região pois que entre o III e o II milénio a.C., surgem evidências arqueológicas de princípios e práticas mais consentâneas com o sedentarismo, o que por sua vez indiciam que a agricultura e o cultivo dos cereais se havia entranhado no seio das comunidades aqui fixadas. Com efeito, povoados como Bitarados, Regueiras e Penedos Grandes exibem já vestígios de estruturas mais ou menos permanentes. Entre outras, nestes povoados há pequenos buracos de poste associados a cabanas habitacionais, fossas cavadas no substrato rochoso para armazenamento de produtos, recipientes cerâmicos com alguma capacidade de armazenamento e, entre outros artefactos, moinhos de manuseamento manual.

A investigação arqueológica produzida na região, respeitante agora sobretudo à Idade do Ferro, Romanização e Idade Média, relata-nos no essencial, de forma indireta até, a evolução da agricultura e do cultivo do cereal. Tal exibe-se primeiramente no aparecimento dos povoados amuralhados (a partir do século IV a.C.), todos agora em pedra e que denotam não só evolução urbanística como também alguma pujança económica, sendo que esta só pode advir para o período em questão das atividades relacionadas com a exploração dos recursos aqui existentes. Além deste aspeto, e da exumação de certas alfaias agrícolas retiradas no campo arqueológico, é de assinalar também, sobretudo a partir mais ou menos do câmbio da Era, a procura das terras baixas, das terras onde enfim se encontravam os melhores solos. É pois durante a Romanização que se assiste à descida das populações do alto dos montes para se fixarem nas zonas mais baixas ou próximas da planície. É assim que começam a nascer as primeiras leiras e os primeiros casais que depois com o avançar da própria Romanização evoluem para villas como aconteceu por exemplo na Agra do Relógio, em Prazil ou ainda em Santa Maria de Geraz do Lima. Este processo, a descida das populações do alto dos montes para zonas mais próximas da planície, que se iniciou nos alvores da Romanização, parece ter perdurado no tempo. Certo ou não, a verdade é que com o advento da Idade Média a documentação, agora fundamentalmente escrita, diz-nos que as zonas baixas e planas da região não só são povoadas como são também agricultadas.

A evolução da prática agrícola, percetível no processo que temos vindo a descrever – aparecimento de novas manifestações artísticas e religiosas, povoados permanentes e procura de novas áreas de cultivo – foi mormente acompanhada pela cultura do cereal. Graças ao contributo e labor de muitos arqueólogos que se têm debruçado sobre a região, sabemos em concreto que os cereais primordiais foram o trigo e a cevada. Em geral, são as sementes destes que surgem nos contextos mais antigos das estações arqueológicas da região, nomeadamente em Bitarados. Mais tarde, com o avançar do tempo, surge no panorama cerealífero outros cereais. É o caso dos milhos-miúdos e do centeio, os quais se começam a documentar em vários povoados do Norte de Portugal e mais especificamente nos do Entre-Douro-e-Minho a partir sobretudo da Idade do Bronze. Na região em estudo porém, sobretudo no caso do centeio, ele documenta-se no castro São Lourenço fundamentalmente a partir do século III d.C., o que em certa medida não quer dizer que não seja anterior. Em geral, a cronologia que lhe é atribuída advém do sector de onde se recolheram as amostras para estudo. Independentemente deste aspeto, certo é que por volta de meados da Romanização já por aqui circulam todos os cereais clássicos, ou seja, todos aqueles que mais tarde, na Idade Média, figurarão na documentação escrita como forma de pagamento de renda e de pão. Por fim, o milho-maís. Este foi o último cereal a surgir e é hoje o mais importante e o mais cultivado em toda a região. A sua aparição deu-se ainda no século XVI, pois um ou outro documento o refere explicitamente, contudo o verdadeiro incremento do seu cultivo e produção só se dá a partir do século XVII. Trata-se, no geral, de um cereal de regadio que se tornou muito popular na região e que encontrou aqui condições únicas. Por um lado, a riqueza da região em água e por outro um conhecimento profundo do aproveitamento da água alcandorado em práticas e costumes bem mais antigos do que aquilo que se pensa.

O cereal, seja ele qual for, constitui hoje, tal como no passado a base da dieta alimentar humana. Por isso, semeado no Inverno ou na Primavera, consoante o tipo e o género, é depois colhido no Verão ou nos meses do Outono e acondicionado em estruturas apropriadas capazes de garantir o seu bom estado de conservação. Estas estruturas porém foram ao longo dos tempos muito diversificadas e nenhuma delas extinguiu as existentes, pelo contrário, em muitos casos coabitaram os mesmos espaços físicos e temporais. Os primeiros sistemas de armazenamento foram pois os recipientes cerâmicos, a cestaria e os silos cavados no substrato rochoso, os quais perduraram na região com maior ou menor evidência arqueológica, consoante as épocas e os contextos, pelo menos até aos finais da Idade Média. Além destes, muito provavelmente os primordiais, surge no registo arqueológico, sobretudo no da Idade do Ferro, o celeiro, uma estrutura retangular totalmente pétrea cujas características arquitetónicas a distinguem das demais que se fixam nos meandros habitacionais castrejos. Depois deste sistema, entre muitos outros, a maioria dos quais secundários, nunca dominantes portanto, surgem os caniços, os espigueiros e os varandões, cujas características e morfologias variam de região para região de acordo com hábitos e costumes há muito enraizados no seio das comunidades. Trata-se, em geral, de sistemas de armazenamento que diferem no essencial dos antecessores por desempenharam também a função de secagem do cereal. A sua origem, dúbia é certa para alguns, parece ser anterior à introdução do milho-maís na região, contudo a vulgarização deste tipo de estruturas, que hoje pontificam em vários locais do Lima, umas vezes de forma isolada e outras em núcleos significativos, deu-se fundamentalmente no século XVIII e XIX.

Desde que a agricultura fez aqui a sua aparição que a ela se associou o cultivo do cereal. Este cultivo, tal como acontece noutras partes do globo, onde a agricultura fez também a sua aparição, destinou-se na maioria dos casos à produção de pão. Tal destino porém implicava o prévio descasque e esmagamento do grão, pelo que o início da moagem do cereal deverá recuar aqui aos próprios primórdios da agricultura. Assim, os primeiros sistemas de moagem, documentados em vários povoados da região, desde o Calcolítico à Idade do Ferro e até mesmo à Idade Média, foram as mós oblongas de movimento vaivém e os almofarizes. Estes perduraram pois no tempo, conheceram larga diacronia e por isso mesmo coexistiram no tempo e no espaço juntamente com outros sistemas, estes mais recentes. É o caso, por exemplo do moinho manual rotativo que se torna visível no registo arqueológico a partir do século II a.C., e que conheceu pela simplicidade e graciosidade do seu manuseamento grande aceitação no seio das comunidades aqui fixadas. É do seu princípio funcional que sairá mais tarde a moinhola, artefacto de moagem manual que além de popular perdurou até aos nossos dias. O moinho manual rotativo, juntamente com as mós oblongas e os almofarizes, não foram de forma alguma os únicos sistemas de moagem introduzidos na região. Com efeito, nos últimos dois milénios coexistiram no tempo e no espaço da região muitos outros sistemas, designadamente a atafona e o moinho de vento, estes menos populares, assim como o moinho de água, seja ele o moinho de rodízio ou a azenha. O momento da sua introdução é porém dúbio e incerto. Sabe-se que é uma a invenção grega, sabe-se que foram os romanos quem o difundiram e até se conhecem algumas estruturas em várias partes da Península Ibérica. Porém, não conhecemos quaisquer vestígios romanos seus na região. Em geral, no registo arqueológico romano e altimedieval da região o que surge, de forma abundante até, são os moinhos manuais rotativos. É possível pois que o moinho de água tenha conhecido aqui uma implantação mais lenta e tardia. Em todo o caso, através da leitura e análise dos escritos medievais, sabemos que o mesmo já por aqui figurava na paisagem. Independentemente deste aspeto, certo é que o moinho de água não só vingou na região como destronou todos os outros sistemas de moagem, sobretudo após a introdução do milho-mais.

Por fim o pão. As mais recônditas origens do pão, tal qual o concebemos hoje, encontram-se inevitavelmente nos primórdios da agricultura, pois foi nessa época que o homem começou a cultivar os cereais, porém pouco sabemos sobre o mesmo. É possível que no início o homem o tenha consumido ainda no estado cru, porém, com avançar do tempo e da experiência que entretanto foi acumulando esse mesmo homem começou a desenvolver outras formas de o consumir. A Arqueologia da região é pois a este respeito bastante clara. O aparecimento de mós e almofarizes dizem-nos pois que o cereal era moído. Se a este facto lhe juntarmos certo tipo de louças domésticas, malgas e panelas de ir ao lume por exemplo, então facilmente se poderá concluir que o homem, pelo menos desde o Calcolítico, consumia o pão sob a forma de papas. Se este argumento é certo e válido para o Calcolítico, para a Idade do Bronze e até para a Cultura Castreja, ficam-nos no entanto duas questões no ar. Por um lado, qual o cereal utilizado na elaboração das papas? Por outro, haveria outras formas de pão, mais sólidas porventura? A primeira questão é quanto a nós de fácil resposta pois a Arqueologia da região documenta para os períodos em questão a recolha de bolotas, de trigo, de cevada, de milho-miúdo e até de centeio, pelo que estes cereais entrariam certamente na confeção das papas, principalmente o milho-miúdo, como mais tarde se explicitará na documentação medieval. A segunda questão é mais complexa, pois os indícios, muito ténues por sinal, não permitem asseverar com razoável segurança a existência de pão na forma sólida. Em todo o caso, julgamos que o mesmo não só existia como era consumido, senão vejamos. É certo que o forno, um pouco como o concebemos hoje, surgiu mais ou menos por volta do câmbio da Era pois, entre outros locais, ele documenta-se na cidade velha de Santa Luzia, em São Lourenço, no castro do Vieito, na Terronha e em Santo Estevão por exemplo, contudo sabe-se que noutras áreas do globo um dos costumes mais propalados de produzir pão passou pela lareira. Ora esta estrutura está sempre presente nas estações arqueológicas da região pelo que é perfeitamente admissível a ideia delas terem facultado também a produção de pão sobre as brasas. É possível pois, como sugere Brochado de Almeida, a respeito agora sobretudo do pão castrejo, que o mesmo fosse aqui do tipo bolo de telho, uma espécie de pão cozido entre cinzas quentes. Em suma, fica-nos pois em todo o caso a ideia de que o pão assumiu durante estes períodos formas ainda muito embrionárias.

Para o período subsequente, isto é, para a Idade Média, conhece-se melhor o pão. A documentação escrita, produzida pelo homem medieval, é pois bastante clara quanto a ele. Na região circulam pães de trigo e de centeio, sendo no entanto muito populares por cá as fogaças, as papas, a boroa e as mondas que não só se destinavam às camadas populares mais pobres como também parecem representar a prevalência de certos hábitos, costumes e tradições, estas muito provavelmente anteriores. O pão de trigo e de centeio, tal como a boroa eram cozidas no forno. A documentação medieval refere esta prática e a Arqueologia deteta a presença desta estrutura desde o câmbio da Era. As fogaças e as papas de acordo como vários especialistas seriam cozidas à lareira. No caso das segundas, as papas portanto, os resultados arqueológicos obtidos em torno de uma lareira do castro Santo Estevão parecem confirmar igualmente esta prática.

Com o advento da Época Moderna e Contemporânea muito se alterou no panorama cerealífero da região. Os cereais clássicos entraram pois em declínio face à expansão e à popularidade que o milho-maís obteve entre as comunidades locais. Tal repercutiu-se também no pão. Com o triunfo do milho-maís assiste-se pois ao nascimento de uma nova farinha, esta mais pobre, pelo que à confeção do seu pão será necessário adicionar-lhe alguma farinha de trigo ou de centeio. O pão que dela sai, levedado, cozido no forno, compacto e mais pesado que os medievais é aqui a boroa de milho a qual se consubstancia não como um novo tipo de pão mas antes como uma evolução da boroa medieval à qual se retira o milho-miúdo e se lhe junta a farinha de maís. Quanto aos outros pães, eles parecem hoje perpetuar-se sob a forma de regueifas e sêmeas.



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