Fatos que antecederam a Semana da Arte Moderna



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Fatos que antecederam a Semana da Arte Moderna


  • 1911 – Oswald de Andrade e Emílio de Menezes fundam o jornal “O Pirralho”




  • 1912 - Oswald de Andrade retorna da Europa (divulgação do Futurismo e da técnica do verso livre)




  • 1913 - Lasar Segal realiza a Primeira Exposição de Pintura não Acadêmica, com quadros expressionistas




  • 1914 - Anita Malfatti, que estudara na Alemanha, faz sua primeira exposição não acadêmica e publica na jornal “O Estado de São Paulo” uma série de artigos sobre o Futurismo.




  • 1915 - Fundação da Revista Orpheu em Portugal (Ronald de Carvalho e Luís Montalvor - Rio de Janeiro).




  • 1917 - fundamental para o início do Movimento Modernista. Mário de Andrade: Uma Gota de Sangue em Cada Poema - contra a Primeira Guerra Mundial.

  • Manuel Bandeira: Cinza das Horas - queixas de um doente desesperado.

  • Menotti del Picchia: Moisés e Juca Mulato

  • Guilherme de Almeida: Nós

  • Cassiano Ricardo: A Frauta de Pã

  • Murilo de Araújo: Carrilhões

  • Villa-Lobos: Balé Amazonas (marcas do folclore nacional)

  • Gravação do primeiro samba em disco (“Pelo Telefone” – Donga), transformando-se em sucesso carnavalesco




  • 1917 - (12 de dezembro) Exposição de 53 trabalhos de Anita Malfatti que provocou uma grande reação da crítica e de Monteiro Lobato, no artigo Paranóia ou Mistificação?

"Há duas espécies de artistas. Uma composta dos que vêem normalmente as coisas e em conseqüência fazem arte pura (...) A outra espécie é formada dos que vêem anormalmente a natureza e a interpretam à luz de teorias efêmeras, sob a sugestão estrábica excessiva. São produtos do cansaço e do sadismo de todos os períodos de decadência; são frutos de fim de estação, bichados ao nascedouro. Estrelas cadentes brilham um instante, as mais das vezes com a luz do escândalo, e somem-se logo nas trevas do esquecimento... "




  • 1917 - 1921 - destacam-se:

- o escultor Victor Brecheret com a maquete do Monumentos às Bandeiras

- Manuel Bandeira publica “Carnaval” em verso-livre

- exposição de Di Cavalcante, em São Paulo.

- publicação em jornais de artigos de Mário de Andrade


Semana da Arte Moderna


A Semana da Arte Moderna realizada nos dias 13, 15 e 17 de fevereiro de 1922, no Teatro Municipal de São Paulo, representou o marco cultural do início de um novo movimento literário: o Modernismo. A sua realização buscou renovar e transformar o contexto artístico brasileiro tanto na arte como na literatura.

Os objetivos da Semana era trazer o direito à pesquisa estética rompendo com o passado acadêmico e propondo a liberdade na escrita e expressão linguística, sem pudores de linguagem culta e de métricas rígidas.

Após essa Semana, houve um rompimento com o academicismo literário e com a gramática normativa, levando a incorporação, na poesia e na prosa, da liberdade na expressão de ideias e nas formas (versos livres), da pontuação subjetiva ou ausência da mesma, da linguagem vulgar e do coloquialismo.
Os artistas modernistas mais importantes da época participaram deste evento, entre eles:

- Di Cavalcanti (Pintor, desenhista, ilustrador)

- Anita Malfatti (Pintora);

- Tarsila do Amaral (Pintora);

- Mario de Andrade (Escritor, Poeta);

- Oswald de Andrade (Escritor, Poeta);

- Heitor Villa-Lobos (Compositor);

- Manuel Bandeira (Escritor, Poeta);

- Víctor Brecheret (Escultor);





13 de fevereiro (Segunda-feira)

ROTEIRO

1ª PARTE

  • Conferência de Graça Aranha: "A emoção estética na arte moderna".

  • Música de câmara: Villa-Lobos.


2ª PARTE

  • Conferência de Ronald de Carvalho: "A pintura e a escultura moderna no Brasil".

  • Solos de piano por Ernani Braga: "Valsa Mística" (1917, da Simples Coletânea);

  • Apresentação de uma série de peças musicais.






15 de fevereiro (Quarta-feira)

ROTEIRO

1ª PARTE

  • Palestra de Minotti del Picchia.

  • Solos de piano por Guiomar Novaes


INTERVALO

  • Palestra de Mário de Andrade no saguão do Teatro.


2ª PARTE

  • Conferência de Ronald de Carvalho: "A pintura e a escultura moderna no Brasil".

  • Palestra de Renato Almeida:"Perennis poesia"

  • Apresentações musicais, incluindo Villa-Lobos..




  • A palestra de Menotti del Picchia apresenta os novos escritores dos novos tempos - surgem vaias e barulhos diversos (miados, latidos, grunhidos, relinchos...) que se alternam e confundem com aplausos.

  • Mário de Andrade foi vaiado quando, em pé na escadaria interna do Teatro Municipal, leu algumas páginas de “A Escrava que não é Isaura” - futuro trabalho sobre poética moderna que se referia ao "belo horrível" e enfoca a necessidade do abrasileiramento da língua e da volta ao nativismo.

  • Mas a grande atração foi mesmo quando Ronald Carvalho leu 'Os Sapos', de Manoel Bandeira, numa crítica aberta ao modelo parnasiano, cujo refrão imitava o coaxar de um sapo.("foi! Não foi! Foi!"). O poema de Manual Bandeira está apresentado a seguir:

  • Quando Heitor Villa-Lobos, como bom maestro, entrou no palco usando a devida casaca, mas arrastando chinelos e um guarda-chuva como bengala, o público volta a vaiar, indignado com o acinte desta atitude futurista. E não era nada disso: casualmente, o compositor fora atacado de ácido úrico nos pés e não podia calçar sapatos.




Os Sapos

Enfunando os sapos,

saem da penumbra,

Aos pulos, os sapos

A luz os deslumbra. Em ronco que

aterra,


Borra o sapo-boi:

Meu pai foi à guerra!

Não foi! - Foi! - Não Foi! O sapo-

tanoeiro

Parnasiano aguado,

Diz: -Meu cancioneiro é bem martelado. O meu verso é bom

Frumento sem joio

Faço rimas com

Consoantes de apoio. Vai por cinquenta anos

Que lhes dei a forma:

Reduzi sem danos

A formas e a forma.

Clame a saparia

Em críticas céticas:

Não há mais poesia,

Mas há artes poéticas...


Urra o sapo-boi:

- Meu pai foi rei! - Foi!

- Não foi! - Foi! - Não foi!

Brada era um assomo

O sapo tanoeiro

A grande arte é como lavor de joalheiro Outros, sapos-pipas

(Um mal cabe em si)

Falam pelas tripas

- Sei! - Não sabe! - Sabe! Longe dessa grita,

Lá onde mais densa

A noite infinita

Verte a sombra imensa

Lá, fugido ao mundo,

Sem glória, sem fé,

No perau profundo

E solitário, é Que soluças tu,

Transido de frio

Sapo-cururu

Da beira do rio...




17 de fevereiro (Sexta-feira)

ROTEIRO

1ª PARTE

  • Apresentação musical de diversos artistas, entre eles Villa-Lobos com seu repertório conhecido do público


2ª PARTE

  • Solos de piano por Ernani Braga.




  • A tranquilidade prevaleceu, com apenas metade do público aplaudindo o programa musical, baseado num repertório já conhecido de Villa-Lobos.

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Modernismo Brasileiro e seus pressupostos


  • Os escritores modernistas queriam utilizar uma linguagem que estivesse mais próxima da fala cotidiana do Brasil. Com isso pretendiam elevar o nível coloquial da fala brasileira à categoria de valor literário.




  • O conceito de poesia, a partir de 1922, torna-se mais elástico, pois qualquer coisa da realidade pode ser objeto de poesia.

  • Para Mário de Andrade todos os temas são poéticos: “pode nascer tanto de uma réstia de cebolas como de um amor perfeito”, “Não há temas poéticos. Todos os assuntos são vitais. Não há épocas poéticas.”

  • Oswald de Andrade disse a mesma coisa:

“Há poesia

Na dor


Na flor

No beija-flor

No elevador.”


  • Implantação de novos recursos formais à poesia: tom elíptico e concisão da linguagem; ritmos novos e abandono de pontuação e, também a conquista do verso livre (que não obedece a nenhum esquema de métrica ou rima)

Irene do Céu

“Irene preta

Irene boa

Irene sempre de bom humor

Imagino Irene entrando no céu:

- Licença, meu branco!

E São Pedro bonachão:

- Entra, Irene. Você não precisa pedir licença.” (Manuel Bandeira)




  • Pretendiam a propagação da cultura nacional brasileira e, também, a tomada de consciência da realidade brasileira (principalmente na fase inicial)




  • A poesia abre-se para a participação social, alimentando-se da realidade concreta




  • Os modernistas empenhavam-se na valorização das coisas nacionais, diferenciando-se do comportamento tradicional que imitava a cultura europeia.




  • Os jovens intelectuais de 1922 deram um tratamento objetivo à vida social e à cultura do país, adotando uma postura diferente para o tratamento dos valores da terra. Como por exemplo: o índio, que não é mais aquele ser artificial, idealizado pelos românticos.




  • Carlos Drummond de Andrade disse em um poema:

“Precisamos descobrir o Brasil

Escondido atrás das florestas,

Com a água dos rios no meio,

O Brasil está dormindo, coitado

Precisamos colonizar o Brasil.”


  • Tristão de Athayde disse que o Modernismo seria, na sua fase inicial, o movimento do contra, com o objetivo de demolir a estética vigente.

O Modernismo se apresentou como revolução literária, não só por se contrapor ao passado (atitude comum a toda a nova estética literária), mas por romper com todo o passado literário. Os jovens estavam contra todo e qualquer tipo de passadismo.


  • Os Modernistas, no início do século XX, a fim de demolir o academismo vigente, utilizaram-se da sátira e do humor agressivo para ridicularizar os costumes burgueses, através do poema-piada.

“Hora de comer - comer!

Hora de dormir - dormir!

Hora de vadiar - vadiar!

Hora de trabalhar?

- Pernas para o ar, que ninguém é de ferro!”


  • Antiacademicismo - procuravam destruir o espírito conservador da época (abolir o soneto, a rima, a métrica, a estrofação e a perfeição da língua.). Mário de Andrade e Oswald de Andrade mostram que se pode escrever em brasileiro, repudiando a afetação e o deslumbramento diante dos modismos europeus.




  • Oralidade: aproximação da linguagem poética da linguagem da fala cotidiana, ou seja, a fala cotidiana ganha valor poético.




Pronominais

Dê-me um cigarro

Diz a gramática

Do professor e do aluno

E do mulato sabido

Mas o bom negro e o bom branco

Da Nação Brasileira

Dizem todos os dias

Deixa disso camarada

Me dá um cigarro


Vícios na fala

Para dizerem milho, dizem mio

Para melhor dizem mió

Para pior pió

Para telha dizem teia

Para telhado dizem teiado

E vão fazendo telhados





  • Verso livre e branco - a poesia deveria apresentar-se sem métrica e sem rima para o desenvolvimento de ritmos novos sem a preocupação com o rigor métrico.

Poética

Estou farto do lirismo comedido

Do lirismo bem-comportado(...)

Quero antes o lirismo dos loucos

O lirismo dos bêbados

O lirismo difícil e pungente dos bêbados

O lirismo dos clowns de Shakespeare

- Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.




  • Nacionalismo: procura renovar a literatura brasileira valorizando os temas da realidade do país, incluindo o folclore e todos os aspectos da cultura brasileira. Valorização do Brasil e o orgulho de ser brasileiro.




  • Poema-minuto - a poesia modernista adotou uma linguagem telegráfica, simples, direta e coloquial com o abandono da pontuação para combater a embromação verbal.

O capoeira

— Qué apanhá sordado?

— O quê?

— Qué apanhá?

Pernas e cabeças na calçada.


  • Paródia - os modernistas ridicularizavam costumes e hábitos da tradição para construir um saboroso humor. Na maior parte das vezes utilizavam textos consagrados da literatura de Informação e do Romantismo, bem como alguns trechos de orações e da época da colonização como fonte das paródias.


As meninas da gare

Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis

Com cabelos mui pretos pelas espáduas

E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas

Que de nós as muito bem olharmos

Não tínhamos nenhuma vergonha




Meus Oito Anos

(Casimiro de Abreu)

Oh! Que saudades que tenho

Da aurora da minha vida,

Da minha infância querida

Que os anos não trazem mais!

Que amor, que sonhos, que flores,

Naquelas tardes fagueiras

À sombra das bananeiras,

Debaixo dos laranjais !


Como são belos os dias

Do despontar da existência!

Respiro a alma inocência

Como perfumes a flor;

O mar é – lago sereno,

O céu – um manto azulado,

O mundo – um sonho dourado,

A vida – um hino d ‘amor !



MEUS OITO ANOS

(Oswald de Andrade)


Oh que saudades que eu tenho

Da aurora de minha vida

Das horas

De minha infância

Que os anos não trazem mais

Naquele quintal de terra!

Da rua de Santo Antônio

Debaixo da bananeira

Sem nenhum laranjais


Autores do Primeiro Tempo Modernista

Mário de Andrade (1893 - 1945)


  • diplomou-se no Conservatório Dramático Musical

  • Participou das revistas Klaxon, Estética, Terra Roxa e outras Terras




  • Obras mais importantes




  • Uma Gota de Sangue em Cada Poema (1917)

- pseudônimo: Mário Sobral

- procura denunciar as atrocidades da Primeira Guerra Mundial, ainda com influência dos parnaseanos.




  • Paulicéia Desvairada (1922 - poesia)

- usou como tema a cidade de São Paulo.

- procurou desciar dos velhos códigos, dos temas tradicionais, adotando as proposições do Cubismo, Dadaísmo e Futurismo com presença do coloquial e do irônico.

- tem afinidade com a teoria de escrita automática, que os Surrealistas pregavam, como forma de libertas o psiquismo, ou seja, o inconsciente.

- privilegia a teoria da palavra em liberdade, os princípios da montagem, as rupturas sintáticas com a finalidade de mostrar o ambiente em que vive o homem da grande cidade.




  • Amar, Verbo Intansitivo (1927 - romance)

- narra a estória de uma governanta alemã, Fraulein, que é contratada pelo Sr. Felisberto Sousa Costa, um burguês bem posto na vida, para iniciar sexualmente o primogênito da família, o jovem Carlos. Dessa maneira, o pai visava resguardar o menino das explorações e das doenças das mulheres da vida.

- a trama serve como contraponto para Mário desenvolver processos psicanalíticos freudianos aplicados à literatura e, também, o desmascaramento das relações familiares, típicas da hipocrisia burguesa.




  • Macunaíma (romance - 1928)

- privilegia o folclore (lendas, superstições, provérbios, modismos de linguagem) fazendo uma ligação entre a paisagem do Brasil e a figura do Brasileiro comum.

- considerado como um romance-rapsódia pois junta uma série de lendas indígenas e tradições populares.



Oswald de Andrade (1890 - 1953)


  • mais radical dos modernistas de 1922 (personagem de perpétua revolta guiado por uma infinita curiosidade: “Encaixo tudo, somo, incorporo”)




  • 1912 - com 22 anos vai para a Europa e, quando regressa, traz os “Ismos” da vanguarda, principalmente o Futurismo.




  • 1917 - forma-se em Direito pela Faculdade de Direito de São Paulo




  • 1925 - casa-se com Tarsila do Amaral com quem funda o Movimento Antropofágico. Lança o livro Pau-Brasil, ilustrado por Tarsila do Amaral.




  • 1929 - vai a falência com a crise internacional, e cai na mão dos “Reis da Vela”(agiotas do centro comercial de São Paulo), se transformando no vira-latas do modernismo. A partir da experiência da miséria do mundo das finanças escreve a peça “O Rei da Vela




  • 1930 - passa a viver com Patrícia Galvão (Pagu), filiando-se ao Partido Comunista e funda o jornal “O Homem do Povo”




  • Obras Principais




  • Pau-Brasil (poesia - 1925)

- foi composta em Paris e era considerada como poema de exportação

- composto de poemas-pílulas (poemas pequenos, rápidos) usavam uma mistura de linguagem antiga com o falar coloquial do seu tempo, reiventando composições consagradas do Romantismo em tom paródico.


Escapulário (pedaço de pano que se coloca no pescoço com orações ou imagens de santos)

No Pão de Açúcar

De cada dia (Oswald parodia a linguagem religiosa substituindo

Dai-nos Senhor o termo “pão” do Pai Nosso por “Pão de Açúcar” e

A poesia poesia)

De cada dia




  • Primeiro Caderno do Aluno de Poesia

- poemas-minuto para romper com o excesso de palavras dos românticos e dos parnasianos
Velhice

O netinho jogou os óculos Adolescência

Na latrina Aquele amor

nem me fale


Maturidade

O Sr. e a Sra. Amadeu

Participam a V. Exa.

o fefiz nascimento

De sua filha

Gilberta



  • O Rei da Vela (teatro - 1937)

- demorou 30 anos para ser encenada em São Paulo, marcando época na história do teatro Brasileiro.

Manuel Bandeira (1886 - 1968)


  • em suas primeiras obras ainda conserva alguns aspectos tradicionais da poesia parnasiana e simbolista, mas inovava através desses aspectos tradicionais.

“Trouxe o novo através do velho”

  1. uso do verso arremate, que dava uma conclusão ao poema (trovadores)




  1. ressonâncias parnasianas: uso da forma fixa (soneto), rimas ricas, presença da cultura greco-romana, subjetivismo.




  1. o passado, a infância e a confidência: temas de vários poemas, sempre ligados com o passado da região (Recife) ou do país.




  1. tédio, morte e melancolia: liga-o ao romantismo, com a presença constante do “eu”do poeta, principalmente a profunda tristeza, o desencanto, a desesperança, a melancolia, ligadas, na maioria das vezes, à morte.




  1. fuga do espaço - escapismo: necessidade de encontrar espaços ideais, onde o “eu”pudesse tornar-se feliz. (ex: “Vou-me embora prá Passárgada”)




  1. presença do popular e do folclórico: principalmente ligado ao infantil, onde viveu sua infância / moleque da vida de rua no Recife.


Rondó do Capitão

Bão Balalão

Senhor capitão,

Tirar este peso

Do meu coração.

Não é de tristeza,

Não é de aflição:

É só de esperança,

Senhor capitão!

A leva esperança,

A aérea esperança...

Aérea, pois não!

- Peso mais pesado

Não existe não.

Ah, livrais dele,

Senhor Capitão!






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