Fchs franca resumos das conferência de abertura



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PROGRAMA DA XVIII SEMANA DE HISTÓRIA

LINGUAGENS DA HISTÓRIA

15 a 18 de Agosto de 2011


UNESP

FCHS - Franca



RESUMOS DAS CONFERÊNCIAS

CONFERÊNCIA DE ABERTURA (15/08 – 19h30)

Conferencista: Ana Maria Mauad (UFF)

Título: Fotografia Pública e os sentidos da História na contemporaneidade
Resumo: A cultura visual do novecentos teve na fotografia um importante meio de expressão. Por meio do registro fotográfico, o sujeito moderno elaborou formas de ver, descrever, registrar e conhecer, bem como ampliou sua capacidade de imaginar, lembrar e fantasiar. Desde fins do século XIX, com a organização dos modernos aparatos de controle do estado; implementação de normas e códigos de conduta nos espaços públicos; delimitação dos contornos de um universo privado, devotado às lembranças pessoais e às sentimentalidades, a prática fotográfica foi adquirindo suas especialidades frente à demanda das várias agencias sociais: a família, o estado, a imprensa e os movimentos sociais.

Esta reflexão tem como objetivo apresentar a noção de fotografia pública compreendida como aquela produzida pelo estado com a finalidade de descrever, comprovar e arquivar registros associados ao controle do espaço público pela ação do estado; quanto aquela produzida pela sociedade civil, organizada nas suas diferentes agências: desde a imprensa burguesa de organização empresarial, passando pelo fotojornalismo independente e pela presença da prática fotográfica nos movimentos sociais, voltadas para o registro da experiência histórica coletiva. Entretanto, essa tipologia para ser eficiente deve considerar as possibilidades de encaixe e interseções considerando o papel do sujeito-fotógrafo: seus projetos, trajetórias e campos de possibilidades.




CONFERÊNCIA (16/08 – 19h30)

Conferencista: Diogo Ramada Curto (Univ. Nova de Lisboa)

Título: Facetas de uma história social da cultura da América portuguesa
Resumo: À identificação de um território chamado Brasil - representado através de descrições, geografias, histórias, discursos morais e arbítrios - contrapõem-se as relações comerciais, envolvendo sobretudo o tráfico de escravos, à escala do Atlântico Sul. Por sua vez, a imagem gloriosa de nobres cavaleiros e grandes capitães - tal como resulta dos discursos produzidos em torno das guerras contra os holandeses - contrasta com a consciência dos mecanismos da economia de mercado e das lógicas da extração colonial exemplificadas à escala do Atlântico e, mais em particular, do Maranhão. Finalmente, será possível pensar que os investimentos sistemáticos na produção escrita de jesuítas e frades capuchos, prolongados por escritores laicos dedicados sobretudo à poesia, como acontecia na Bahia, se contrapõem mas também se inserem num quadro cultural muito mais vasto, exemplificado neste capítulo pelos casos anteriores. Mas serão estes os casos mais representativos de uma história social da cultura da América portuguesa?


CONFERÊNCIA (17/08 – 19h30)

Conferencista: Ângela Maria Vieira Domingues (Univ. Nova de Lisboa)

Título: Oficiais, cavalheiros e concorrentes: o "Brasil" nas viagens de circum-navegação do século das Luzes
Resumo: Na segunda metade do século XVIII, os mares foram pontos de encontro de navios britânicos, franceses e espanhóis, que se cruzaram no Atlântico Sul, no Pacífico e no índico, ao largo da costa africana, das ilhas de Cabo Verde ou do Tahiti. De acordo com La Pérouse, a frequência e a segurança com que homens como Byron, Wallis, Carteret e Cook, bem como de Bougainville e La Pérouse, logo secundados por Malaspina, executavam as suas viagens de circum-navegação fariam com que estas expedições, de feitos extraordinários e heréticos, se transformassem em algo comum. Esta espécie de "bravata" camuflava a concorrência notória que existia entre chefes de expedição e equipações de navios, mas também entre monarcas e estados que, através da ciência, da coragem e da aventura, buscavam a glória e a riqueza das respectivas nações. Para isso estavam dispostos a enfrentar as tempestades mais extraordinárias, as condições de vida mais difíceis, os perigos mais incontroláveis.

Nestas viagens de longo curso, os portos brasileiros significavam locais seguros para reparo de navios, abastecimento de água e víveres, descanso de tripulações e convalescença de doentes. Mas, e apesar das estadias destes viajantes no litoral brasileiro terem sido curtas, os viajantes, homens do seu tempo, aproveitavam-nas para elaborar relatos textuais e representações visuais e para recolher artefatos, que correspondiam às exigências científicas e estéticas da época e que eram destinados a elucidar os leitores europeus de novos mundos e de novas gentes. Textos, mapas, desenhos, esboços, produções naturais e objetos fabricados eram garantia de verdade, mas também da riqueza, variedade e potencialidades econômicas de um mundo que se abria aos europeus e onde a Europa tinha determinado para si uma posição de liderança. 



CONFERÊNCIA DE ENCERRAMENTO (18/08 – 19h30)

Conferencista: Lilia Moritz Schwarcz (USP)

Título: História e imagem: produto e produção ou quando a metáfora é realidade
Resumo: O objetivo dessa palestra é refletir, a partir de alguns exemplos particulares, acerca do uso que a imagem em sentido amplo pode ter nas pesquisas de história. Mais do que produto, mas produção, a iconografia e a imagística podem ser entendidos como documentos diletos do cientista social e são, portanto, passíveis de interpretação e análise. Telas, fotos, cartões postais, objetos de uso cotidiano, calendários, lápides, arquitetura ... mais do que “reflexos” fáceis de sua realidade ou meras “ilustrações” da mesma, são grandes criadores de costumes, crenças, hábitos e mentalidades. Fazendo uso de farto material visual, a palestra pretende abordar esse domínio, mostrando potencialidades desse tipo de material.

RESUMOS DOS MINI-CURSOS

Mini-curso I (16 e 17/08 – 8h00 às 12h00)

Ministrante: Prof. Dr. Wagner Pinheiro Pereira (UFRJ)

Título: História e Cinema: Política cultural, cinema e propaganda política nos fascismos europeus e nos populismos latino-americanos (1922-1955)
Resumo: O estudo da propaganda política e do controle dos meios de comunicação, em especial do cinema, realizados pelos governos de Benito Mussolini (1922-1945), na Itália; de Adolf Hitler (1933-1945), na Alemanha; de Getúlio Vargas (1930-1945), no Brasil; e de Juan Domingo Perón (1946-1955), na Argentina, torna-se indispensável para delinear um quadro de referência da política de comunicação e dos órgãos estatais de propaganda dos fascismos europeus e dos populismos latino-americanos.

Neste sentido, o mini-curso propõe a análise das políticas culturais fascistas e populistas, responsáveis pela criação de sofisticados mecanismos estatais de propaganda e pela coordenação da produção artístico-cultural, da educação e dos meios de comunicação, visando conquistar a adesão da sociedade em torno de um projeto político-pedagógico nacionalista, segundo os princípios ideológicos destes regimes políticos de massas na Europa e na América Latina.


Mini-curso II (16 e 17/08 – 8h00 às 12h00)

Ministrante: Profa. Dra. Karina Anhezini (UNESP/Assis)

Título: A linguagem na escrita da história
Resumo: O curso tem como proposta apresentar as principais discussões acerca da escrita da História entendida como a construção de uma narrativa. Busca-se, para tanto, traçar a história da constituição de um campo de estudos, denominado História da Historiografia, por meio da apresentação de algumas obras que colocaram, nas décadas de 60 e 70, o conhecimento histórico em questão.
Mini-curso III (17/08 – 14h00 às 18h00; 18/08 – 8h00 às 12h00)

Ministrante: Prof. Dr. José Adriano Fenerick (UNESP/Franca)

Título: História e Música: a canção popular
Resumo: O curso está voltado para uma introdução à problemática da utilização da canção popular na pesquisa em história, pensada tanto como “fonte” quanto objeto de pesquisa. Partindo do pressuposto de que a música estabelece uma relação polissêmica com a sociedade (no caso, por exemplo, da canção popular, indo além da compreensão da “letra da música” apenas), o curso visa caracterizar algumas das principais abordagens de pesquisa entre história e a moderna canção popular.
Mini-curso VI (17/08 – 14h00 às 18h00; 18/08 – 8h00 às 12h00)

Ministrante: Profa. Dra. Karen Macknow Lisboa (UNIFESP)

Título: Narrativas de viagem sobre o Brasil: história e historiografia
Resumo: O curso propõe discutir alguns aspectos da literatura de viagem sobre o Brasil do século XIX a meados do XX, contemplando as seguintes questões: especificidades da literatura de viagem como gênero literário e produção intelectual numa perspectiva histórica; uso da literatura de viagem como documento e como objeto de estudo nas ciências humanas; tipologias de viajantes, itinerários e diversidade temática; a relação entre literatura de viagem, historiografia e discursos da nação; literatura de viagem e (crise do) imperialismo.


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