FederaçÃo do movimento estudantil de história I encontro regional de estudantes de história norte carta política do I encontro Regional de Estudantes de História Norte



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EDERAÇÃO DO MOVIMENTO ESTUDANTIL DE HISTÓRIA


I ENCONTRO REGIONAL DE ESTUDANTES DE HISTÓRIA - NORTE
Carta política do I Encontro Regional de Estudantes de História Norte

UNIFAP 2011


Diante da necessidade de articular os estudantes de história da região norte do Brasil, estudantes e centro acadêmico de história da UNIFAP trouxeram o I EREH para Macapá para contribuir com a organização destes do movimento estudantil de história e começar a estabelecer um efetivo contato da FEMEH no Norte do Brasil.

O I EREH se realizou entre os dias 20 e 23 de Abril de 2011 na UNIFAP, cidade de Macapá, com o tema “O imaginário no processo de construção e exclusão da Amazônia: das drogas do sertão a Belo Monte” contando com a participação de mais de 200 estudantes. Diante das dificuldades estruturais que separam e dificultam a articulação do movimento estudantil no Norte do país, o encontro contou pouca participação de estudantes de fora do Amapá. Porém, já foi um grande passo para a articulação da FEMEH no Norte trazer este encontro para cá, construindo um primeiro espaço de discussão sobre as bandeiras da Federação, aglutinando alguns centros acadêmicos do Norte do país.

Discutimos no I EREH que hoje o movimento estudantil brasileiro, passa ainda por um período de refluxo que tem suas raízes para além do próprio movimento estudantil, remontando ao descenso das lutas sociais e a um período de cooptação das grandes ferramentas da classe trabalhadora no Brasil. Onde é preciso hoje que se reinvente um modelo de movimento estudantil referenciado na luta e combatividade articulado com o conjunto dos estudantes e movimentos sociais. Trazendo assim uma reorganização do movimento estudantil a partir da base dos estudantes, entendendo que para superar os nossos desafios, é preciso uma unificação das lutas estudantis em prol da construção de um projeto de sociedade e educação alternativo ao projeto capitalista vigente.

Entendemos que o movimento estudantil brasileiro só vai conseguir enfrentar os ataques feitos a educação brasileira e o descaso a corrupção presente na política se construirmos mobilizações referenciadas diretamente na base estudantil, trazendo bandeiras históricas como os 10% do PIB para educação, e no caso do nosso curso, a construção de um currículo de história que supere a dicotomia bacharelado x licenciatura, mobilizando diretamente os estudantes a partir de seus próprios centros e diretórios acadêmicos.

Nessa conjuntura será necessário que enfrentemos os ataques do governo Dilma para os direitos dos trabalhadores e a educação, entendendo que é preciso que criemos um novo projeto de educação que se contraponha a este modelo de privatização do ensino superior e sucateamento da educação pública, projeto este que contemple os 10% do PIB para educação e que fomente a construção de um conhecimento universitário voltado para as necessidades da classe trabalhadora, contando com isso com grande participação dos movimentos sociais na universidade.

Para isso a FEMEH precisa ganhar corpo e organização no Norte, entendemos que o primeiro passo foi dado, mas que precisamos ainda de muita organização para construir as bandeiras da Federação nos estados do Norte do país, entendendo as especificidades e as dificuldades de articulação na nossa região.

Por isso se faz necessário a construção de ferramenta específicas para a comunicação dos estudantes de história do Norte do Brasil, como por exemplo a criação de uma lista de e-mails da FEMEH Norte. Também é fundamental para articulação da Federação nesta região a construção de um Seminário de Formação Política da FEMEH Norte para que possamos aprofundar a discussão a cerca das bandeiras e pautas do movimento estudantil de história, contribuindo para a melhoria da articulação das escolas no norte. Então indicamos a realização deste seminário para o segundo semestre de 2011.

Fica então a convocatória para o restante dos centros acadêmicos de história do norte a superar os desafios e participar da construção da FEMEH no Norte do Brasil, contribuindo assim para construção de uma nova referência de movimento estudantil combativo nos cursos de história na nossa região.




  • Por 10% do PIB para educação;

  • Contra a dicotomia Bacharelado x Licenciatura, pela construção de um currículo de história que paute os movimentos sociais da Amazônia e do Brasil;

  • Pela construção efetiva de políticas nas universidades voltadas aos estudantes, garantindo assim o acesso e permanência das e dos estudantes na universidade pública.

  • Contra a corrupção na política do Estado do Amapá e de todo Brasil;

  • Pela abertura dos arquivos da ditadura;

  • Pela revisão da lei da anistia;

  • Contra a criminalização dos movimentos sociais;


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