Festa da Madre 2010 Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora



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Festa da Madre 2010


Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora

Via dell’Ateneo Salesiano, 81

00139 ROMA

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Às Inspetoras e

Superioras de Visitadoria


Caríssimas,
é com alegria que chego até vocês para lhes anunciar o tema da festa da gratidão e para iniciar com todo o Instituto a preparação para este momento que une, nos cinco Continentes, cada FMA e cada comunidade educativa em torno à Madre. Este é para todas nós um encontro querido, uma experiência de comunhão e de unidade. Juntas, expressemos o obrigada ao Senhor por cada Irmã, pelas jovens e pelos jovens, por todos os que partilham conosco a missão educativa. Especialmente, demos espaço às manifestações de carinho e gratidão pela nossa Madre, pela sua contínua doação, pelo seu ser sinal do amor do Pai, guia que aponta, com clareza de vida e de palavra, o Senhor Jesus.
De modo particular, nos sentimos em comunhão de afeto, oração e solidariedade com nossas Irmãs do Haiti, provadas por tanta dor e chamadas a ser sinal de esperança para o seu povo.
A festa de 26 de abril nos levará a Madagascar, a ilha vermelha, onde desde 1986 a nossa presença educativa se desenvolveu como uma resposta criativa e generosa às exigências educativas das novas gerações.

Reconciliados e unificados no Amor, anunciemos Jesus aos jovens
é o tema que a comunidade inspetorial escolheu com a participação de todas as Irmãs. Lemos nesta proposta os horizontes missionários abertos também pelo recente Sínodo da África e acolhemos o convite para viver em profundidade os caminhos de conversão indicados pelo CG XXII para unificar a nossa vida no Amor e ser sinais no mundo de hoje. É esta a via carismática para um anúncio eficaz de Jesus e da sua mensagem às jovens e aos jovens, para além da própria Inspetoria ou Nação, até os confins da terra.
O tema mergulha no mistério do amor de Deus que, em Jesus, fez da humanidade um só povo, derrubando toda divisão e separação (cf Ef 2,14). Deus entregou o seu Filho por nós até a Cruz, para reconciliar-nos consigo. O Cristo crucificado e ressuscitado é a nossa paz e reconciliação. Por meio Dele o Pai uniu “a si todas as coisas, pacificando com o sangue da sua cruz... as coisas que estão sobre a terra e aquelas nos céus” (Col 1,20). É uma reconciliação de grandes horizontes, doada pela gratuidade do amor de Deus que nos amou por primeiro e fez de nós filhos do seu Amor.

A nós, pessoas consagradas, nos é solicitado sermos testemunhas e artífices deste projeto de comunhão que está no vértice da história da humanidade, quando tudo será unificado no Senhor Jesus.


O CG XXII deu ao Instituto um novo sopro de missionariedade, uma nova e mais explícita consciência de que o carisma possui os confins do mundo. Não podemos calar aquilo que conhecemos e experimentamos: o Amor incondicionado e fiel de Deus. Na experiência de uma vida reconciliada e unificada Nele urge de fato o anúncio missionário.
A reconciliação é graça que gera paz: com Deus, conosco mesmas, nos outros e com os outros, no cosmos e na criação. Abraça toda a realidade e manifesta que o mundo é amado por Deus, objeto dos seus cuidados, habitado pela sua presença, orientado em direção a uma prospectiva de comunhão. Somos chamadas a converter-nos a este amor, a deixarmo-nos reconciliar! “Novos céus e nova terra” são o anúncio da plena reconciliação esperada com uma ativa esperança, continuamente gerada pela misericórdia e pelo perdão de Deus que pede de nós e torna possíveis, em nós, gestos de perdão e de paz.
Desde o momento em que Deus nos amou por primeiro (cf 1 Jo 4,10) o amor não é somente um mandamento, é resposta, a resposta a um amor que redime e salva, pede e sustenta o nosso sim, libertando-o de todo dualismo ou fragmentação.

A escuta cotidiana da Palavra e a Eucaristia são graça de reconciliação, fontes de unidade vocacional. Renovam cada dia e tornam mais profundo o encontro com o Senhor Jesus, centro e coração da nossa vida. Convidam a percorrer como discípulas e missionárias os caminhos do Mestre, com a paixão de quem vai anunciar a paz que Jesus dá, “derramando” a própria vida na missão educativa vivida com as Irmãs e os leigos.


Reconciliadas com Deus, somos chamadas a ser pessoas de reconciliação, antes de tudo em relação a nós mesmas, à nossa história, reconhecendo com realismo e esperança também os limites e sofrimentos. O pedido de perdão a Deus é entrega da nossa vida a Ele, para que a salve e a recrie. O Pai nos ama assim como somos, não porque somos boas, mas porque Ele é bom e, amando-nos, nos chama a fazer também das nossas pobrezas uma possibilidade de dom incondicionado aos outros.
A reconciliação conosco mesmas é caminho para reconciliarmo-nos com os outros, com as Irmãs e os jovens na lógica exigente do primeiro passo. Tornamo-nos assim semelhantes ao Pai, pessoas de reconciliação e comunhão, que amam segundo a medida indicada por Jesus: a gratuidade que dá a vida. O cenáculo é escola permanente de gratuidade. O Lava-pés e a Eucaristia são o sinal sacramental, convite a construir comunidades sinais de vida reconciliada, caracterizadas pela confiança, pelo perdão recíproco, pela acolhida e valorização das diferenças, pela superação da indiferença, pelo compromisso em construir relações autênticas. Cada uma é espaço reconciliado e habitado por Deus e espaço a ser habitado na acolhida dos outros. A comunidade se torna, deste modo, o lugar das passagens rumo ao amor. O espírito de família, a amorevolezza salesiana exigem a purificação da memória de acontecimentos, hábitos, palavras contrárias à comunhão que ameaçam fechar o coração na amargura, caruncho perigoso para a alegria e a generosa disponibilidade em viver a própria vocação.
A experiência pessoal e comunitária de uma vida reconciliada e unificada no Amor torna possível e dá eficácia ao nosso empenho de educar as jovens gerações a serem construtoras de reconciliação na própria vida, hoje particularmente fragmentada, no relacionamento com os outros, no nosso mundo dramático e maravilhoso. Um mundo dilacerado por tantas guerras e injustiças, mas sedento de diálogo, respeito e relações verdadeiras.
Se a vida das pessoas e das comunidades, mesmo que com suas fragilidades, se centraliza cada dia no Senhor Jesus, se Ele se torna sempre mais o coração do nosso existir, então podemos fazer nascer e cultivar nos jovens o desejo por Jesus. Em Jesus, de fato, podemos ser para eles mediação de um Encontro que muda a vida, lhe dá significado e futuro, presenteia de modo especial a experiência da gratuidade do Amor. Tal experiência de perdão e de salvação interpela a ser agentes de reconciliação, capazes de acolher as diferenças culturais e religiosas, de respeitar os direitos e a dignidade de todos, porque todos são filhos do mesmo Pai.
Nos horizontes de uma vida reconciliada no Amor acolhemos também o chamado do CG XXII a uma verdadeira conversão ecológica, para cuidar e entregar a natureza às futuras gerações como casa habitável e lugar de paz para todos.
O símbolo proposto pela Inspetoria Maria Fonte de Vida é o barco, instrumento de trabalho, de transporte, meio de comunicação e comunhão. Exprime a vida cotidiana e simples do povo malgaxe, narra a história e as origens. O barco se mantém equilibrado por um balanceiro, um pequeno instrumento de madeira, que permite longas navegações mesmo que com cargas pesadas. Fala-nos da força, do equilíbrio, da paz de uma vida centrada e unificada no Amor. A vela abre o barco à força do vento, imagem do sopro criativo do Espírito que doa a urgência e a coragem das grandes travessias para levar Jesus. A Pastorinha do sonho missionário de Dom Bosco indica os grandes horizontes da evangelização.
No seu conjunto o símbolo escolhido constitui um chamado a ir e levar a alegria do evangelho, com a graça de uma vida unificada por uma só paixão, aquela de anunciar Jesus, de ser memória viva Dele, transpondo toda barreira de cultura, nacionalidade, língua e religião. Confirma em nós a certeza da presença de Maria na nossa missão, a mulher fiel a um só Amor, a Auxiliadora e a Mãe da Igreja e do Instituto. Com ela somos chamadas a ser sinal de Jesus com a força do da mihi animas cetera tolle e a consciência responsável do A ti as confio.
Neste tempo de preparação à festa, as Irmãs de Madagascar nos convidam a duas experiências de encontro: invocar a graça da reconciliação entre as pessoas de todo o mundo com a oração a Maria composta por Dom Bosco ou com outra oração; empenhar-se em viver atitudes e momentos de reconciliação e enviar para Ir. Ciri Hernandez a comunicação de uma experiência de reconciliação. Convido cada Inspetora a estudar, para a própria Inspetoria, as modalidades mais oportunas para partilhar e escolher as experiências a serem enviadas.
Inicialmente o projeto para o qual seriam direcionadas as doações das diferentes Inspetorias era a reestruturação da casa para uma nova presença que a Inspetoria iniciará na diocese de Ambanaja.
Mas uma recente mensagem da Inspetora Ir. Ciri comunica que, sensibilizada pela situação tão trágica do povo Haitiano, com o seu Conselho decidiu pedir à Madre para direcionar a oferta das Inspetorias às nossas Irmãs do Haiti, destacando: “Nós continuamos nos confiando à providência que a cada dia nos surpreende com a sua presença cheia de amor”.

Agradecemos as nossas Irmãs por este gesto de solidariedade que constitui um dom para a Madre e para todas nós.


Convido-lhes a prepararem a festa dando espaço à atitude da gratidão. É a atitude própria do Magnificat, indicado a nós por Dom Bosco como característica peculiar da nossa identidade. Corre o risco de ser hoje uma atitude rara, mesmo entre nós. Por isto gostaria de propor para fazermos de cada dia uma experiência de comunhão na recíproca gratidão. É este o obrigada mais lindo e mais verdadeiro que podemos expressar à nossa Madre, de quem acolhemos e carregamos na vida a palavra, o testemunho, especialmente o forte convite a ser, cada uma, responsável pela vitalidade do carisma e pela sua fecundidade missionária.

Cumprimento-lhes em nome da Madre e das Irmãs do Conselho. Sintam-nos em comunhão com vocês no empenho de testemunhar e de propor às jovens a beleza da nossa vocação. A Auxiliadora multiplique as suas filhas em beneficio da vida e do futuro dos jovens e das jovens.


Com grande carinho
Irmã Emilia Musatti
Roma, 31 de janeiro de 2010.


N.B. As mensagens para a Madre podem ser enviadas à Casa Geral ou à Casa inspetorial de Madagascar. Obrigada!


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