Festa do tempo comum



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A CELEBRAÇÃO DO DIA DO SENHOR É A GRANDE

FESTA DO TEMPO COMUM

Para o Cristianismo, todos os dias podem ser dias de festa, consagrando-os ao Senhor de todos os dias!



Todos os dias devem ser “santificados” pela presença do Senhor. “SÓ GUARDA BEM O DOMINGO QUEM GUARDA COMO SANTOS TODOS OS DIAS DA SUA VIDA”.
Mas, o ritmo vital da existência humana precisa de TEMPOS FESTIVOS para ultrapassar a mecanização do quotidiano, revitalizar a dimensão transcendente da vida humana e o sentido evangélico da existência.
A FESTA DOMINICAL é a grande festa do Tempo Comum: exprime-se e projecta-se no quotidiano, e o quotidiano da vida culmina nela.
É uma festa tipicamente cristã embora haja alguns vestígios dela no paganismo.
As próprias designações de DOMINGO contêm em si as dimensões fundamentais da festa dominical: a perspectiva do PASSADO que se reactualiza e a do FUTURO que se antecipa.
A designação mais antiga, por influência do calendário judaico, foi “prima feria”.
Uma importante referência é o facto de os Evangelistas situarem “as aparições pascais” NO PRIMEIRO DIA DA SEMANA (cf. Jo 20, 19; Mc 16, 14; Lc 24, 36)
O Domingo evoca e celebra a ressurreição do Senhor; por isso, é chamado também “dia da ressurreição”. Assim como a Páscoa cristã substitui a “páscoa judaica”, também o Domingo cristão substitui o “Sábado judaico”.
Porque a celebração da festa dominical é um REGRESSO ÀS RAÍZES PRIMORDIAIS. È o regresso ao dia primordial da Criação do Mundo, o dia originário do Mundo: para celebrar a bondade radical das coisas e a Providência criadora do Deus da vida e para educar a dimensão transcendente do homem.
Porque a ressurreição de Cristo é “o primeiro dia da nova criação”, LUZ que dissipou as trevas com a qual tudo é contemplado. Por isso, o Domingo foi designado, muitas vezes, por “O DIA DA LUZ” – personificação do poder libertador da luz - , e “DIA DO SOL”.
Domingo, que significa O DIA DO SENHOR, é uma designação de origem apostólica. É o dia “senhorial” – dies Dominica - , o Dia da grande libertação (Ap. 1, 10).
Porque Jesus foi constituído, pela ressurreição, Senhor da vida e da morte, Soberano do Mundo e SENHOR DA HISTÓRIA.
Porque é o dia do ENCONTRO de Deus com o Seu POVO, e dos HOMENS no Mistério de Cristo.
Porque, com a Ressurreição de Cristo – Alfa e Ómega, Principio e Fim – começou o FUTURO prometido, o PRINCÍPIO de outro Mundo.
Porque a soberania de Cristo, desde a criação do Mundo, caminha para a sua CONSUMAÇÃO definitiva no fim dos tempos.
Porque, biblicamente, o número oitavo é um número perfeito que simboliza a PLENITUDE – consumação, designando a nova criação.
Porque o Domingo, como imagem do mundo futuro, é o símbolo do tempo da POSSESSÃO gozosa dos bens eternos!

Páscoa Semanal

Cada semana, no dia em que se chamou do “Senhor”, comemora a Sua ressurreição que se celebra uma vez por ano, juntamente com a Sua Paixão, na máxima solenidade da PÁSCOA (SC 102).

A Igreja, por uma tradição apostólica, celebra o Mistério Pascal cada oito dias; no dia que se chama o “DIA DO SENHOR” ou DOMINGO… (SC 106)
O Dia do Senhor

O Domingo é a Festa primordial. Deve ser proposto aos fiéis de tal maneira que o Dia do Senhor seja também dia de alegria e da libertação do trabalho. Não se anteponham outras solenidades, porque o Domingo é o fundamento e o núcleo do Ano Litúrgico. (SC 106)

A Festa Dominical

A liturgia da FESTA DOMINICAL é formada: pela REUNIÃO DA ASSEMBLEIA, pela PROCLAMAÇÃO DA PALAVRA e pela CELEBRAÇÃO DA EUCARISTIA.


A celebração do Dia do Senhor:
É o momento forte da espiritualidade cristã, base da renovação litúrgica, da educação divina do homem.


  1. É o dia do encontro amoroso de Deus com o seu povo; memorial da nossa salvação;

  2. É o dia eclesial, orientado a promover uma integração comunitária e responsável dos membros do Corpo de Cristo;

  3. É o “testemunho-manifestação” da Ressurreição, porque a Igreja é formada por comunidades pascais.


A Reunião da Assembleia

A REUNIÃO DA ASSEMBLEIA é o grande símbolo da festa dominical. Os cristãos, dispersos e vivendo “em diáspora” no Mundo, são convocados à reunião, que deve ser uma “com-união”.

A reunião dos “dispersos” é, já em si mesma, uma festa de alegria. Há sempre festa quando há uma reunião feita em nome de Cristo; é a festa da Sua presença no meio dos Seus: “Onde dois ou três se reunirem em MEU nome, EU estarei no meio deles” (Mt 18, 20).
Para que a reunião da assembleia seja um verdadeiro SÍMBOLO DA IGREJA E REALIZE o que significa, deve ser:


  1. Uma ASSEMBLEIA CRENTE na presença de CRISTO em cada irmão que se reúne. De facto, um irmão que canta e ora com os outros é um sinal da presença de Cristo na Assembleia;

  2. Uma ASSEMBLEIA ABERTA onde “não há judeu nem grego… “ (Gal 3, 28), onde todos se entendem apesar de falarem diferentes línguas, para serem o sinal escatológico do Pentecostes contraposto à confusão de Babel.

  3. Uma ASSEMBLEIA RECONCILIADA, porque a Igreja reúne-se para “juntar-unir” e não para dividir.

  4. Uma ASSEMBLEIA ACTIVA pelo “diálogo horizontal” de Presidente-Diácono, Leitor, Cantores, que é o símbolo sacramental do “diálogo vertical” de Deus com a Comunidade em Cristo, pela acção do Espírito Santo.


A proclamação da Palavra

Toda a assembleia festiva é sempre uma assembleia “CONVOCADA” PELA PALAVRA DE DEUS, como o indica o significado do termo “Igreja”, e o exige a estrutura dialogal da Liturgia cristã, porque o diálogo da Salvação começa sempre pela iniciativa divina.

É uma das formas da presença de Cristo, que faz da Assembleia litúrgica uma assembleia evangélica, sendo “Ele quem fala quando se lêem as Escrituras na Igreja” (SC 7; 23).
A Celebração da Eucaristia

O Domingo é a festa principal na qual os reunidos escutam a Palavra de Deus e participam no Mistério Pascal, participando no sacrifício e comendo a ceia do Senhor. É forma primordial da incorporação no Mistério da Paixão, Morte e Ressurreição santificadora de Cristo, com Cristo e por Cristo.

Por isso, A FESTA DOMINICAL é central e fundamental de todo o Tempo Comum. É o dia por excelência do Senhor Ressuscitado e da Comunidade cristã, que se reúne ao redor d’ Ele, para celebrar a sua fé. Mas, o centro do Domingo é a CELEBRAÇÃO DA EUCARISTIA.

Nas missas que se celebram nos Domingos e Festas de preceito, com assistência do povo, nunca se omita a homilia” (SC 5).


Restabeleça-se a Oração Comum ou dos Fiéis, sobretudo nos Domingos e dias de preceito, para que se façam preces com o povo, pela Igreja, por todos os homens e pela salvação do mundo” (SC 53)


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