Fflch: Departamento de Filosofia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo



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FFLCH: Departamento de Filosofia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo.

Disciplina de Graduação: FLF02118: Estética e Arte Contemporânea (1970-2000).

Área: Filosofia – 1º. Semestre de 2013.

Professor: Ricardo N. Fabbrini.

Trabalho de fim de curso

Escolha um dos seguintes temas:
1ª) Comente a seguinte afirmação: “Produzir uma relação com o moderno que não signifique nem um apelo nostálgico nem uma denúncia edipiana de suas insuficiências repressivas constituiu uma missão complexa para nossa historicidade, cujo sucesso pode nos ajudar a recuperar algum senso de futuro e das possibilidades de mudança genuína” (Cf. Fredric Jameson, “’Fim da arte’ ou ‘fim da história’”. In A cultura do dinheiro: ensaios sobre a globalização. Petrópolis, Vozes, 2001, p. 91).
2ª.) Comente a seguinte afirmação: “O sentimento de que não estamos destinados a completar o projeto da modernidade (a frase é de Habermas) e de que nem por isso necessitamos cair na irracionalidade ou no frenesi apocalíptico e o sentimento de que a arte não persegue exclusivamente um telos de abstração, não-representação e sublimidade têm aberto um leque de possibilidades para os esforços criativos atuais. De certo modo, isso altera nossa concepção do próprio modernismo. Em vez de ficarmos atados a uma história unilinear da modernidade que a interpreta como desdobramento lógico em direção a um objetivo imaginário, e portanto fundada numa série de exclusões, começamos a explorar suas contradições e contingências, suas tensões e resistências internas a seu próprio movimento “para adiante”. O pós-modernismo está longe de tornar o modernismo obsoleto. Pelo contrário, ele joga uma nova luz sobre o modernismo e se apropria de muitas de suas estratégias e técnicas estéticas, inserindo-as e fazendo-as trabalhar em novas constelações” (Andréas Huyssen. “Mapeando o pós-moderno. In Heloísa Buarque de Hollanda (org.) Pós-modernismo e política. Rio de Janeiro, Rocco, 1991, p. 73).
3ª) Comente a seguinte afirmação: "Quando Le Corbusier pôde finalmente realizar seus projetos (...) justo as instalações comunitárias não foram utilizadas - ou foram suprimidas. A utopia de uma forma de vida pré-concebida (...) não se pôde encher de vida. E isto não apenas por causa da apreciação irremediavelmente subestimada da multiplicidade, complexidade e mutabilidade dos modernos mundos da vida, mas também porque as sociedades modernizadas, com suas conexões sistêmicas, excedem a dimensão que a fantasia do planejador acaso pudesse medir. As manifestações hoje evidentes da crise na arquitetura modernidade remontam menos a uma crise dela própria e, mais, ao fato de que ela se deixou voluntariamente sobrecarregar (cf. Jüergen Habermas, Arquitetura ´Moderna e Pós-Moderna. In "Novos Estudos CEBRAP", no 18, setembro de 1987, p. 122).
4o) Comente a seguinte afirmação: “No entanto, os próprios museus vão ser reformulados na medida desse novo contingente de visitantes-consumidores, tanto quanto de uma arte que se quer ela própria cada vez mais na escala das massas, na exata medida do consumo de uma sociedade afluente. Mas aí, a impressão animadora diante de uma pequena multidão de usuários que acorre aos novos museus e parece se divertir com a desenvoltura de futuros especialistas dura pouco – a abolição da distância estética resolve-se num fetiche invertido: a cultura do recolhimento como um descartável. Ou seja, na outra ponta do processo descrito por Benjamin, assistimos a um resultado inverso ao que ele imaginava: a massificação da experiência de recepção coletiva da obra de arte, onde a relação distraída não é mais do que apreensão superficial e maximamente interessada da obra enquanto bem de consumo” (cf. Otília Arantes, “O lugar da arquitetura depois dos modernos. São Paulo, Edusp, 1993, p. 240)
Data da entrega do trabalho: 18 de junho. (Limite: 14.700 caracteres).


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