Ficha da Azinheira



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Ficha da Azinheira

Características, ecologia e utilizações de uma espécie florestal particularmente bem adaptada aos meios secos e agrestes do interior, símbolo de robustez.



Nuno Cruz António (adaptado por Miguel Porto)

Identificação


A azinheira (Quercus ilex subsp. rotundifolia) insere-se na família Fagaceae, à qual pertencem todos os carvalhos (incluindo o sobreiro), mas também o castanheiro e a faia.

Características Gerais e Morfológicas


Árvore de porte médio, com uma copa ampla e uma altura média de 15 - 20 m. Pode atingir, em casos extremos, os 25 m de altura. As folhas são persistentes, de cor verde-escura, brilhantes nas faces superiores e com indumento (pêlos) esbranquiçado nas inferiores. Têm uma forma ovada e lanceolada, com margem inteira ou ligeiramente serrada. O fruto da azinheira é uma bolota oval, geralmente pedunculada. O aspecto geral pode ser muito similar ao sobreiro, contudo, não apresenta cortiça.


Distribuição Geográfica Global


A subespécie rotundifolia somente existe na Península Ibérica e Norte de África, no entanto a outra subespécie (ilex) distribui-se por todo o Sul da Europa (excepto Portugal).

Existe em todo o nosso país, espontaneamente, semeada ou plantada, adquirindo uma maior importância no interior alentejano. Aí forma povoamentos denominados montados de azinho, onde as azinheiras existem quase sempre em consociação com uma cultura agrícola ou pastagem. Encontram-se também em povoamentos mistos com sobreiro.


Preferências Ambientais


É chamada uma "árvore de sombra", é muito resistente ao ensombramento, pelo que cresce melhor debaixo de árvores adultas. Tolera climas com períodos estivais secos e pluviosidade baixa, bem como altitudes elevadas. Suporta bem todos os tipos de solos incluindo os esqueléticos e os calcários.

Distribuição e Abundância no Parque de Natureza de Noudar


A azinheira é uma das plantas mais frequentes e abundantes no Parque. A sua tolerância a condições ambientais diversas, por vezes extremas, permite-lhe ocupar quase todos os habitats aqui existentes. Assim, para além da típica estrutura que ela confere aos montados de todo o Parque, também a podemos encontrar nos bosques sombrios, nos zambujais soalheiros, nos estevais e até nos afloramentos rochosos. A abundância naturalmente difere de acordo com o habitat devido à maior ou menor apetência desta espécie para cada um, o que determina a sua capacidade de competir com as outras espécies. Nos dois primeiros habitats, que se desenvolvem em locais de elevado declive, ela não é muito expressiva pois o zambujeiro e a aroeira, entre outras, a superam. No entanto, podem ser encontrados indivíduos de azinheira de porte arbóreo mais ou menos isolados. Nos bosques que ocorrem em zonas mais favoráveis, a azinheira domina quase a totalidade do coberto arbóreo e uma boa parte do coberto arbustivo na forma de regeneração natural.

Nos estevais, a azinheira ocorre também pontualmente, mas geralmente sob a forma arbustiva. A falta de coberto arbóreo nestes locais provavelmente condiciona a regeneração da azinheira, pelo que estes matos se mantêm muito tempo nesta forma, dominada quase exclusivamente por esteva.

Nos afloramentos rochosos, é também pontual a sua ocorrência. A quase ausência de solo nestes locais impede que a espécie se desenvolva, mas ainda assim podem ser encontradas na forma arbustiva onde uma maior profundidade do solo o permite.


Propagação


Propaga-se por semente. As sementes perdem rapidamente a capacidade de germinar.

Utilizações


A sua principal utilização é a produção de fruto que serve de alimento para a produção de porcos de montanheira. Antigamente as bolotas eram também usadas para alimentação humana, já que esta subespécie, ao contrário da subespécie ilex, produz as bolotas mais doces. As folhas servem também como complemento de alimentação para o gado nas épocas do ano em que o pasto escasseia. A madeira é muito dura e compacta, resistente ao polimento, não sendo muito utilizada. É, no entanto, um óptimo combustível para lareiras.

FREIXO


Ficha do Freixo-comum

O Freixo-comum é uma árvore de solos frescos e profundos, que proporciona excelente madeira, boa comida para o gado e cuja casca e folhas são usadas na medicina popular na cura da gota e reumatismo, na redução da febre e cicatrização de feridas.



António Mantas (adaptado por Miguel Porto)

Identificação


O Freixo-comum (Fraxinus angustifolia) inclui-se na família Oleaceae, a mesma família a que pertencem a oliveira e muitas outras árvores do género Fraxinus.

Características Gerais e Morfológicas

É uma árvore de porte médio que pode atingir cerca de 25 metros de altura e folha caduca. As folhas são distintivas por serem compostas (parecendo diversas folhas num mesmo pecíolo que recebem o nome de folíolos) de 5 a 13 folíolos, lanceolados (em forma de lança) e dentadas (na margem). As flores não têm cálice nem corola, sendo pouco vistosas e verdes, e dispõem-se em cachos pendentes, que surgem antes do aparecimento das folhas. Os frutos são sâmaras – pequenas sementes envolvidas por uma pele semelhante a uma folha em forma de asa que favorece o arrastamento pelo vento.



Distribuição Geográfica Global

Ocorre numa grande parte da Europa, nomeadamente a Sul e Leste, mas é raro nas zonas quentes do Sul.




Preferências Ambientais


O Freixo é uma árvore que tem clara preferência por solos frescos e profundos, clima sem excesso de calor nem secura. Raras vezes ocorre acima dos 1500 m e suporta mal as geadas, de que se defende abrolhando tardiamente.

Distribuição e Abundância no Parque de Natureza de Noudar


As condições climáticas do Parque não são, de todo, favoráveis à ocorrência de freixo, nem nos bosques mais sombrios e húmidos. Devido essencialmente à secura e calor extremos do clima, ele restringe-se apenas a locais onde existe água acessível durante todo o ano, ou seja, às margens das ribeiras. No entanto, apesar da disponibilidade de água ser suficiente, as outras condições ambientais não lhe são favoráveis, o que impede que ele forme bosques ripícolas como podem ser vistos noutras zonas do país. Aqui, a ocorrência de freixo limita-se a alguns indivíduos de porte arbóreo espalhados nas zonas das ribeiras com solos mais profundos, que são locais raros no Parque. De resto, as espécies que dominam as galerias ripícolas são plantas mais típicas das galerias do sul, como o loendro, o tamujo e o salgueiro, que toleram bastante melhor o regime temporário destes rios, e o calor.


O Freixo no Ecossistema


Raramente forma povoamentos puros mas é frequente na orla de povoamentos de outras espécies. Ocorre vulgarmente junto a uma linha de água, mas também em bordaduras de terrenos frescos (como os lameiros), onde forma pequenos bosquetes.

Utilizações


A madeira de freixo é de muito boa qualidade por ser elástica e dura; sendo usada em mobiliário, utensílios de madeira, escadas, etc. As suas folhas por vezes são, e foram, usadas como alimento para o gado. Popularmente, as folhas e as sementes são usadas para curar a gota e reumatismo, e a casca para combater a febre e auxiliar a cicatrização de feridas.

http://www.parquenoudar.com/pt/modules/smartsection/item.php?itemid=58

PINHEIRO MANSO
Pinheiro-manso


Nome comum

Pinheiro manso
Nome científico

Pinus pinea


Distribuição

É uma espécie mediterrânica, espontânea em Portugal Continental, ocupando a franja litoral em terrenos arenosos.


Descrição geral

O pinheiro-manso é uma espécie monóica, de folhas aciculares persistentes cuja copa caracteristicamente arredondada ou semi-esférica, está fortemente enraizada na nossa memória, já que caracteriza muitas zonas do nosso país. É uma árvore que pode atingir 30m de altura com um tronco direito e robusto. As agulhas (folhas aciculares) que surgem em pares numa bainha basal, têm 10-20 cm de comprimento e 1.5-2 mm de largura, são ligeiramente arqueadas, persistindo na árvores cerca de dois anos. As pinhas são grandes, sésseis, quase esféricas, com 8-15 x 7-10 cm, castanho-claras na maturação, que ocorre três anos após a fertilização dos óvulos. Na base de cada escama, desenvolvem-se 1 ou 2 sementes (os famosos pinhões) com cerca de 2 cm.


Habitat

O Pinheiro Manso é uma árvore que tem preferência por solos frescos, profundos e arenosos, adaptando-se mesmo a areais marítimos e dunas. Prefere solos ligeiramente ácidos mas adapta-se a solos calcários se não forem muito argilosos. Prefere boa luminosidade e temperaturas quentes, não suportando geadas fortes e/ou continuadas. É comum encontrá-lo entre o nível do mar e os 1000 metros de altitude.


Curiosidades

As naus que dobraram o Cabo da Boa Esperança tiveram na sua construção Pinheiros Mansos de Alcácer do Sal, tendo o próprio Bartolomeu Dias escolhido as árvores nesta região.


ÁRVORES NATIVAS DO BRASIL


PAU-DE-VIOLA – PINHEIRO CARRASCO

Nomes(primeiro científico depois os populares):

Cythalexyllum myrianthum - tucaneiro, pau-de-viola, baga-de-tucano, jacaraúba, pombeiro, tarumã-branco

Família: Verbenaceae
Distribuição geográfica: Bahia ao Rio Grande do Sul, na floresta pluvial atlântica e matas de galeria.
Filotaxia: Altura de 8-20 m, com tronco de 40-60 cm de diâmetro. Folhas subcoriáceas, face inferior de coloração mais clara e com nervuras pubescentes e de coloração marrom-clara, de 10-20 cm de comprimento por 3-7 cm de largura.
Obtenção de sementes: Colher os frutos diretamente da árvore quando iniciarem a queda espontânea. Em seguida deixa-los amontoados alguns dias para iniciar sua decomposição e despolpá-los manualmente em peneira sob água corrente, deixando as sementes ao sol para secagem. Um quilograma de sementes contém aproximadamente 19.000 unidades. Sua viabilidade em armazenamento é superior a 6 meses.

Produção de mudas: Colocar as sementes para germinação, logo que colhidas e sem nenhum tratamento, em canteiros ou diretamente em recipientes individuais contendo substrato organo-argiloso e mantidos em ambiente semi-sombreado; cobri-las com uma fina camada do substrato peneirado e irrigar duas vezes ao dia. A emergência ocorre em 20-40 dias e, a taxa de germinação geralmente é superior a 80%. Transplantar as mudas dos canteiros para embalagens individuais quando alcançarem 4-6 cm, as quais atingirão o tamanho adequado para o plantio no local definitivo em menos de 4 meses. O desenvolvimento das plantas no campo é bastante rápido, podendo atingir 4 m de altura aos 2 anos.



Popularity: 2% [?]

  http://www.ecologiaonline.com/arvores-nativas-do-brasil-pau-de-viola/

O medronheiro

O Medronheiro

Nome cientifico: Arbutus unedo

Características do medronheiro:
        O medronheiro é um arbusto ou pequena árvore de folha persistente (existem folhas na sua copa durante todo o ano). Esta árvore pode atingir os 8 a 10 m de altura, embora nos tenham informado que normalmente não passa dos 5 metros. O medronheiro possui ramos erectos e copa arredondada, dotada de um tronco coberto por uma casca castanha ou vermelha, fissurada que se desprende nas árvores já mais antigas.
        As suas folhas são muito parecidas com as do loureiro e medem entre 4 a 11 cm de comprimento. As folhas, elípticas, apresentam uma cor cinzento - esverdeadas, não dentadas, de margens serradas, são brilhantes e enceradas. A parte superior da folha é mais escura e a inferior mais pálida.
        As flores são brancas com toques cor de rosa, são flores pequenas que surgem no Outono em cachos pendentes de até 20 flores, entre os frutos do ano anterior.

Os frutos são uma baga redonda e verrugosa com aproximadamente 3 cm de diâmetro. Os seus frutos surgem nos raminhos verdes dando cor à árvore, uma vez que nascem amarelos e progressivamente vão tornando-se vermelhos.


O Medronheiro desenvolve - se nos bosques, no mato e nas regiões rochosas, principalmente em solos ácidos, da Península Ibérica à Turquia.
Os frutos, bagas vermelhas comestíveis são utilizadas para fazer licores, aguardentes e conservas.
Em Portugal cultiva - se como árvore de fruto e como árvore ornamental, já que quando está carregadinha de frutos e flores é uma árvore muito bonita.


  
    Utilizações:

O fruto é comestível e com ele pode-se preparar uma aguardente de excelente qualidade (aguardente de medronho). As folhas são usadas na medicina popular pelas suas propriedades diuréticas e anti-sépticas. As folhas e a casca são muito ricas em taninos e eram usadas para curtir peles. A sua madeira é apreciada para fabricar carvão vegetal.


O medronheiro é uma espécie relativamente comum aqui perto da nossa escola.
Esta espécie aparece, normalmente, com porte arbustivo, podendo no entanto, com a idade e quando as condições ecológicas são favoráveis, aparecer como pequena árvore.
Na Escola Nossa Senhora da Luz, em Arronches, existem pequenos medronheiros que com a sua beleza enfeitam e dão cor a toda a escola.

Atenção: Os medronhos são também famosos pela capacidade de provocar embriaguez e dor de cabeça a quem consome muitos, uma vez que quando maduros, possuem uma certa quantidade de álcool.

Curiosidades:

Aguardente do Medronho:

A aguardente de medronho (medronheira) é produzida a partir dos frutos com o mesmo nome (medronho) que se cultivam nas serranias do Algarve. Pode dizer-se que é uma bebida regional. No entanto também se produz noutras zonas do país, embora em menos quantidade.

 

 

A produção



A fruta é fermentada em tanques de madeira ou barro. Actualmente a fermentação também se faz em depósitos de cimento, mas só em destilarias de significativa dimensão. A fermentação é natural e dura entre trinta a sessenta dias. Os tanques devem ser cobertos com frutos esmagados para evitar o contacto com o ar. É necessário adicionar uma parte de água para cinco partes de fruta. Depois de fermentado o produto deve ser guardado durante sessenta dias e bem protegido do ar. Hoje em dia existem destilarias semi-industriais. No entanto, a melhor aguardente é aquela que é produzida por destilação descontínua (fogo directo).
Uma boa aguardente de medronho é transparente, com o cheiro e o gosto da fruta.
Nas montanhas, uma boa aguardente deve ter 50º.
No entanto a sua comercialização faz-se entre os 40º e 50º.

                            Envelhecimento

A qualidade da aguardente aumenta quando esta é amadurecida/envelhecida em barris durante oito anos. Este período de envelhecimento não deverá ser prolongado por mais tempo pois não terá qualquer efeito na qualidade da aguardente.
O medronho bebe-se, normalmente, com o café. Os puristas consideram que deve ser bebido à temperatura ambiente, embora algumas pessoas prefiram bebê-lo frio.
O famoso licor algarvio Brandymel é feito com medronho.

            Uma lenda...

            HISTÓRIA DO PEDIDO QUE O DIABO FEZ A DEUS

        O Diabo julgava-se inteligente e andava sempre à espreita para ver se apanhava alguém distraído para pregar as suas partidas.


Um dia ele, pensando que Deus estivesse distraído, fez o seguinte pedido:
- Ó Senhor, vós que possuis tantas árvores oferecei-me duas, o medronheiro e a laranjeira.
O Senhor disse-lhe:
- Pede as árvores quando não tiver flor nem fruto.
Mas a laranjeira e o medronheiro têm sempre flor ou fruto, se calhar até as duas coisas ao mesmo tempo. Por causa disso, o Diabo nunca mais pode voltar a falar nessas duas árvores.
http://www.apena.rcts.pt/aproximar/floresta/alunos/arbustos/arbustos2.htm
O plantano
Platanus x hispanica Mill. ex Munchh

Nomes comuns: plátano

Família:PLATANACEAE

 


O plátano (Pkitanusxhispanica Mill. ex Munchh), é considerado um híbrido entre o plátano Americano (Platanus occidentalis L.) e o plátano Europeu (Platanus orientalis L.). É uma árvore de folhas são caducas, que geralmente atinge um grande porte, de ritidoma que se destaca em placas muito finas, dando ao tronco um aspecto muito característico (com manchas acinzentado-esverdeadas). As flores nascem em Abril ou Maio, em inflorescências esféricas, longamente pedunculadas e o fruto globoso.

Actualmente é muito utilizada como ornamental, para ladear as artérias urbanas, e também para embelezar parques e jardins, ou em estacaria e ainda como suporte nas vinhas de enforcado no Alto Minho. É muito apreciado pela eficaz reprodução por estaca, fácil transplante e crescimento rápido, suportando bem as podas. A germinação não é produtiva. talvez por se tratar de um híbrido. As qualidades ornamentais desta árvore ficam muito prejudicadas com as podas excessivas que costumam sofrer nos nossos jardins e arruamentos.

 

Sendo uma árvore de grandes proporções só devia ser cultivada nos arruamentos citadinos largos ou amplas praças. Durante muitos anos esta árvore foi plantada nos aglomerados populacionais portugueses, sem se tomar em linha de conta as enormes proporções que a árvore atinge. Assim, são podadas anualmente, de modo a tentarem “controlar” esta árvore tão majestosa. Como aguentam podas violentas, por vezes deixam-nas, frequentemente, apenas com o tronco, sem qualquer ramo. Nestes casos, em que o enquadramento urbano não foi o adequado, é preferível derrubarem esses exemplares e substituírem-nos por outras árvores com as características favoráveis ao local.



Na Escola existem três exemplares cinquentenários.

 

Os plátanos são árvores com grande longevidade, conhecendo-se alguns exemplares do plátano Europeu (Platanus orientalis L.) com cerca de 2000 anos. Não são atacados por insectos, mas são susceptíveis a um fungo (Apiognomonia veneta). O fungo infecta facilmente os plátanos através das feridas resultantes das podas, particularmente das mal executadas provocando-lhes uma doença conhecida por antracnose, que lhes provoca a descoloração das folhas, seguida da perda das mesmas e finalmente a morte. Provoca também a morte prematura das gemas e ocasionalmente, alargada para grandes cancros nos ramos. Esta doença é mais intensa nos verões frescos e húmidos e nas árvores menos adaptadas a estas condições. Felizmente pouca vezes é fatal, pois as folhas que morrem são imediatamente substituídas por folhas novas. Apesar de existir no mercado um fungicida que dá bons resultados contra este fungo, há no nosso país, cada vez mais plátanos doentes, até árvores ainda jovens, devido ao hábito de as podarem anual­mente. A poda é pois um veículo fácil para a propagação de agentes patogênicos





 

 





Ramo de plátano

Tronco de plátano


 

 

APLICAÇÕES

A madeira do plátano é dura e muito resistente, sendo muito parecida com a da faia. Por isso, por vezes erroneamente, chamam faia ao plátano. Esta madeira, pardo-amarelada é utilizada em marcenaria e carpintaria, sendo também um bom combustível.

As folhas, casca e frutos foram utilizados em medicina popular, tendo-se perdido completamente esta aplicação.

 

 



Como esta árvore tem o tronco esverdeado e uma copa muito ampla, é considerada das me­lhores árvores no combate à poluição do ar citadino. Por isso foi uma árvore muito plantada na cidade de Londres, quando ali se deu início, há décadas, ao combate ao conhecido “smog”, nevoeiro londrino pleno de fumos, que matou tanta gente e que, praticamente, já não existe nos nossos dias,

 

 



 

O nome latino Platanus, deriva do grego “piatanos”. Este termo resulta do grego “piatys ”, que significa “largo”, numa possível alusão à ampla copa desta frondosa árvore.



 

Como os fruto dos plátanos são muito pequenos, leves e rodeados de

pêlos basilares, dispersam-se facilmente pelo vento, provocando muitas

vezes reacções alérgicas nos olhos e vias respiratórias.

 




 

 


 

Frutoxdoxplátanox

 

http://www.prof2000.pt/users/isaura_r/platano1.htm

CARVALHO CERQUINHO


As folhas são simples, alternas, oblongas e obovadas de margem sinuado-crenada. O carvalho-cerquinho floresce de Abril a Maio, amadurecendo as bolotas no início do Outono. Esta é uma das espécies com distribuição mais alargada no nosso país já que cresce em todos os tipos de solos e aguenta bem as variações climáticas. Cresce muitas vezes associado a outras espécies de carvalhos, hibridizando facilmente, o que por vezes dificulta muito a sua correcta identificação.

É uma árvore que atinge 20m de altura, de copa ampla e tronco cinzento reticulado-fendido. Espécie de folha marcescente, isto é, cujas folhas podem amarelecer e morrer mas nunca caem no Inverno.





Quercus faginea subsp. broteroi

Para quem vive no litoral norte do país, um dos atractivos da Serra dos Candeeiros é a presença do cerquinho, um carvalho que por cá é impossível de encontrar mesmo em jardins botânicos. Na colecção Árvores e Florestas de Portugal, distribuída em 2007 com o jornal Público, chamam-lhe carvalho-português (apesar de ele aparecer também em Espanha e no norte de África) e ocupam com ele boa parte do volume 2, dedicado aos nossos carvalhais. Ficamos a saber que a sua área de distribuição no nosso país, se bem que por um motivo ou outro tenha vindo a diminuir gradualmente ao longos dos séculos, sofreu entre 1972 e 1995 uma brusca redução de 50%. De então para cá não se conhecem dados, mas os piro-verões e outros factores naturais ou humanos deixam poucos motivos para optimismo. As florestas de carvalho-português não deverão, em Portugal, ultrapassar os mil hectares de área total - oitocentas vezes menos do que as matas de eucalipto (Eucalyptus globulus).

É no litoral centro, e sobretudo nos distritos de Leiria e de Coimbra, que se encontram as maiores populações nacionais de carvalho-cerquinho. O livro refere ainda a ocorrência de um importantíssimo núcleo da espécie na mata do Solitário, na Serra da Arrábida. Vemo-lo, na Serra dos Candeeiros, marginando estradas e junto a casas e campos de cultivo. No circuito que fizemos, em redor da aldeia do Arrimal, forma pequenas matas até meia-encosta, desaparecendo por completo nas partes mais altas, onde prevalece a vegetação rasteira de alecrim, tomilho e roselha, e sobrevivem a custo, no terreno descarnado e ventoso, algumas heróicas oliveiras. O bonito carvalho-cerquinho da foto (ou será um par deles?), ensombrando uma casa rústica com vista para um olival, foi o nosso prémio por nos termos enganado no percurso. De olhos escrutinando as plantinhas que despontavam rentes ao chão, por certo nos passou despercebido algum desvio, ainda que tivéssemos acertado no rumo geral de regresso à estrada (sempre a descer).

O carvalho-cerquinho, árvore de porte médio, estabelece um compromisso entre o possante carvalho-alvarinho (Quercus robur), de folha caduca, predominante no norte do país, e os grandes carvalhos de folha perene (sobreiro e azinheira) característicos dos montados do sul. Embora as suas folhas sequem no Outono, só as deixa cair no ano seguinte, quando se cobre de folhagem nova; por isso se diz marcescente. Essa mesma estratégia para proteger do frio os gomos das folhas que irão rebentar na Primavera é adoptada pelo carvalho-negral (Q. pyrenaica).



http://dias-com-arvores.blogspot.com/2008/06/carvalho-cerquinho.html


Oliveira - a árvore sagrada
(
Olea europaea)

 


Acredita-se que a oliveira seja originária da Ásia Menor. Nessa região teriam sido descobertos vestígios de primitivas instalações de extração de azeite. Em toda a região do Mediterrâneo, trabalhos arqueológicos encontraram fósseis de folhas de oliveira datados dos períodos Paleolítico e Neolítico.

A oliveira (Olea europaea L.) é considerada uma árvore sagrada. Ela é citada em várias passagens da Bíblia. No Gênesis há referências a um óleo extraído do seu fruto. Na passagem sobre a arca de Noé, a oliveira representa o recomeço, o início de um novo tempo para a humanidade:

... E choveu, choveu e choveu. A água levantou a arca do chão. Flutuando, ela subiu acima das árvores. Depois, acima das mais altas montanhas. A chuva caiu por 40 dias e 40 noites. Os animais se sentiam seguros dentro da arca enquanto ela era levada pelas águas. Finalmente a chuva parou. As águas acalmaram. A luz do sol brilhou e Noé abriu uma janela. "Vá, disse para o pombo. Vá por aí e procure por terra". O pombo voltou mais tarde, cansado e triste. Noé deixou-o descansar por uma semana. Então o soltou novamente. Desta vez o pombo voltou todo alegre, com um ramo de oliveira no bico. "Terra!", gritou Noé.

Havia na Terra Santa muitas oliveiras e junto com as vinhas eram fonte de riqueza. Naquela época, para colher as azeitonas costumava-se bater ou sacudir a árvore. Já o azeite era extraído esmagando-se ou pisando o fruto. A oliveira fazia parte da vida das pessoas de tal forma, que era uma referência constante. O homem justo, por exemplo, era comparado à oliveira, em razão da força e da cor de suas folhas e também por sua abundância, sendo que os seus filhos eram descritos como ramos de oliveira.

A principal fonte de azeite entre os judeus era a oliveira. Usava-se o azeite na consagração dos sacerdotes e também na purificação dos doentes. Costumava-se passar o azeite no corpo depois do banho ou antes de um evento festivo. O hábito só era suspenso nos períodos de luto ou durante alguma adversidade.

Nos banquetes dos egípcios havia o costume de ungir os convidados com azeite: os criados ungiam a cabeça de cada um no momento em que tomavam o seu lugar à mesa.

O azeite era usado externamente ou internamente como medicamento. A abundância de azeite indicava alegria, ao passo que a falta denunciava tristeza ou humilhação. A oliveira simbolizava sabedoria, paz, abundância e glória. Seus frutos, folhas e madeira eram de grande utilidade e tinham muito valor simbólico. No templo de Salomão, por exemplo, as portas eram talhadas em troncos de oliveira e era com sua madeira que os egípcios faziam os móveis das câmaras mortuárias dos faraós. O azeite extraído do fruto da oliveira era usado como fonte de luz artificial em candeeiros.

Na Grécia a oliveira era considerada uma dádiva da deusa Atena e simbolizava a liberdade e a pureza. Com seus ramos, os gregos trançavam as grinaldas e coroas para os atletas vencedores.

E é claro que a mitologia grega reservou um espaço especial para a oliveira, relatando o seu nascimento: Poseidon, o deus dos mares, e Atena, a deusa da sabedoria, disputavam a guarda de uma cidade prestes a ser fundada. Para encerrar a disputa, Zeus, o maior dos deuses, resolveu que a cidade seria consagrada a quem apresentasse a invenção mais proveitosa a seus habitantes. Poseidon criou o cavalo - animal útil para o transporte e a agricultura. Atena fez brotar a oliveira - uma árvore de aparência delicada, mas capaz de render frutos valiosos, que alimentavam e curavam. Zeus ficou tão maravilhado com a invenção da deusa, que batizou a nova cidade com o nome "Atenas".

Sófocles, poeta e dramaturgo grego, não escondia sua admiração pela árvore, que julgava quase "imortal": para ele, a oliveira era a "árvore invencível que nasce de si mesma". A mitológica "imortalidade" da oliveira, tão enaltecida por gregos e romanos, provinha da grande resistência e durabilidade da árvore.



Um antigo provérbio francês já dizia que para temperar
muito bem uma salada são necessários "um avarento para pôr o vinagre,
um generoso para pôr o azeite, um sábio para pôr o sal e
um maluco para mexê-la"


Típica da região do Mediterrâneo, a oliveira (Olea europaea) é uma árvore de folhas perenes e pertence à família das Oleáceas. A árvore mede, em geral, de 4 a 5 metros de altura, mas pode ultrapassar 10 metros. O seu tronco é retorcido, o que resulta num aspecto peculiar e interessante, mas a longevidade da árvore é ainda mais surpreendente: pode viver por mais de 1.000 anos! As folhas, de coloração verde-escura por cima e acinzentada por baixo, são estreitas, lanceoladas, coriáceas e de bordas inteiras. Já as flores são pequenas, brancas e surgem em cachos durante a primavera. As flores têm os dois sexos e são autoférteis. O fruto, conhecido como oliva ou azeitona, tem formato ovóide e coloração verde no princípio, tornando-se arroxeado ou preto ao amadurecer. O tamanho e a forma dos frutos podem variar em função da variedade.

Os frutos só podem ser consumidos depois de processados, na forma de conserva ou de azeite. Em média, uma oliveira pode render 20 Kg de azeitonas e, para se ter uma idéia, são necessários cerca de 5 a 6 Kg para produzir 1 litro de azeite.

O cultivo da oliveira é feito principalmente na região mediterrânea, sendo que a Itália e a Espanha são os principais produtores, seguidos de Portugal, Grécia, Turquia e Tunísia.

A oliveira é relativamente rústica, capaz de adaptar-se aos mais variados tipos de solos, no entanto, a planta é exigente em condições de clima, que deve seco no verão e frio e úmido no inverno. Multiplica-se por estaquia e enxertia. Sabe-se que as mudas obtidas por sementes, na maioria dos casos, dão frutos de qualidade inferior, por isso são utilizadas apenas como porta-enxertos.

Por ser típica de climas temperados, há dificuldade de produção em locais de clima quente. O ciclo produtivo de uma oliveira tem início com 5 a 10 anos de idade, dependendo das condições de cultivo e clima.

Além de água, óleo e glicídios, o fruto da oliveira - a azeitona - contem numerosos minerais, especialmente cálcio, ácidos orgânicos, enzimas, vitaminas B1, B2 e PP e provitamina A. Seu poder nutricional é tão interessante, que em tempos remotos, na região do Mediterrâneo, a azeitona, juntamente com a cebola e o pão de centeio formavam a base principal da alimentação dos habitantes do campo.

Folhas da oliveira: potencial medicinal e emagrecedor

Os frutos da oliveira, já famosos há muito tempo, estão agora dividindo os holofotes com suas companheiras - as folhas da oliveira. Isso porque estudos têm demonstrado que elas apresentam inúmeras qualidades medicinais, além de serem ótimas aliadas para quem vive em luta com a balança. Chás e cápsulas preparados com a folha da oliveira podem ser de grande valor juntamente com a dieta para emagrecimento.

A folha da oliveira está sendo considerada tão poderosa, que muitos afirmam serem mais eficientes que o chá verde, quando o assunto é emagrecimento. Do ponto de vista nutricional, comparadas às folhas do chá verde (Camellia sinensis), as folhas da árvore da azeitona teriam quase quatro vezes mais potássio, magnésio, manganês, fósforo, selênio, cobre e zinco.

Pesquisas realizadas pela Universidade Metodista de Piracicaba mostraram que estes elementos são responsáveis pelo alto poder antioxidante das folhas, que estimulam o metabolismo ajudando na eliminação das gorduras, especialmente naquelas acumuladas na região abdominal. O consumo do chá, por exemplo, na média de três a quatro xícaras por dia, pode ajudar a pessoa a reduzir em até 10% sua circunferência abdominal, num prazo de dois a três meses. Logicamente, que combinando o consumo do chá com uma alimentação saudável, de baixas calorias e sem excesso de gordura.

Os benefícios do azeite de oliva já são bem conhecidos, mas só recentemente as virtudes das folhas da oliveira estão sendo estudadas: elas são ricas em vitaminas, fibras, sais minerais e ácidos graxos, incluindo o ômega 9 - que até pouco tempo se pensava existir apenas em alguns peixes. Além disso, a alta concentração de fibras das folhas auxilia a minimizar a prisão de ventre. As folhas apresentam concentração quase nula de cafeína, de forma que seu chá pode ser consumido por hipertensos, cardíacos e pessoas portadoras de gastrite.

Os estudos que estão sendo realizados com as folhas e ramos da oliveira apontam que seus princípios antioxidantes atuam na modulação dos radicais livres, fortalecem o sistema imunológico e aumentam a energia do cérebro. Por essa razão, são excelentes auxiliares na prevenção de doenças como esclerose múltipla, de Alzheimer e Parkinson.

As folhas da oliveira ainda são ricas em ácidos graxos ômega 3, 6 e 9; vitaminas A, E, B1, B2, B3 e B6, cobre, potássio, magnésio, manganês, sódio, fósforo, zinco e selênio.

Extrato de folhas de oliva pode reduzir colesterol e pressão

Um suplemento contendo extrato de folhas de oliva pode ajudar a reduzir a pressão e o colesterol de pessoas que estão prestes a desenvolver hipertensão, segundo estudo publicado na revista "Phytotherapy Research", em 2008. De acordo com os autores, as folhas da oliveira têm sido usadas desde os tempos antigos com propósitos medicinais, e novas pesquisas mostram que seu extrato tem propriedades antibacterianas, antiinflamatórias e antioxidantes. Em estudo com 20 pares de gêmeos idênticos no limite para hipertensão (entre o nível ideal de 120/80 e o de pressão alta de 140/90), pesquisadores suíços notaram que, após oito semanas, aqueles que haviam tomado suplemento de 1000 mg de extrato de folha de oliva por dia tiveram considerável redução na pressão - de 137/80 para 126/76 - e queda nos níveis de colesterol "ruim" (LDL). Aqueles que apenas receberam placebo não tiveram resultados significativos.



"E com um ramo de oliveira o homem se purifica totalmente." Virgílio, Eneida

Aqui no Brasil, o terapeuta holístico Cosmo Fernando Pacceta tem avançado com suas pesquisas a respeito dos poderes medicinais das folhas da oliveira. O resultado do seu trabalho, pioneiro no país, gerou o livro "Oliveira, muito além do azeite".

Segundo as pesquisas de Pacceta, dentre as potencialidades curativas atribuídas às folhas de oliveira, estão os poderes bactericida e antivirótico, além da melhoria de quadros cardíacos, artrites, estados gripais, distúrbios neurológicos e de aprendizagem. Em seu livro, o pesquisador relata que, por milhares de anos, a planta era macerada e usada como ungüento para curativos. A melhora se dava em função de inúmeros componentes, entre eles a oleuropeína, os antioxidantes, os ácidos graxos ômega-3 e 6, vários sais minerais e vitaminas do complexo B.

Ainda segundo Pacceta, existem nas folhas 18 tipos de ácidos graxos, essenciais para o bom funcionamento do coração.

As folhas da oliveira estão sendo usadas em todo o mundo por médicos ortomoleculares e terapeutas holísticos como coadjuvante eficaz e seguro em várias formas de tratamento.

http://www.jardimdeflores.com.br/floresefolhas/A48oliveira.htm

SALGUEIRO



Salgueiro é o nome comum das plantas do Género Salix, Família Salicaceae. O nome de Salix parece proceder do celta e quereria dizer: próximo da água. É um género com centenas de espécies distribuídas em climas temperados e frios. Terão aparecido apenas na Era terciária. Inclui plantas de porte muito diverso desde arbustos e pequenas plantas rastejantes, até árvores de porte considerável. Nos parques e jardins é muito comum o salgueiro chorão (Salix x chrysocoma, Dode), árvore de ramos longos e pendentes que é um híbrido do salgueiro branco (Salix alba, L.), muito comum na Europa, com uma espécie oriental (Salix babylonica, L.). Em Portugal, além do salgueiro branco, existem outras espécies de salgueiro nativas como o salgueiro negro (Salix atrocinerea, Brot.). Os salgueiros são das árvores mais características da beira dos rios e dos seus ramos preparam-se os vimes que tanta importância tiveram tradicionalmente na cestaria e na produção de mobiliário artesanal. Já na Bíblia mencionada como uma árvore de beira-rios ( Salmos 137) o salgueiro sempre teve um impacto nas culturas que cresceram em zonas com mata ripícola.

A casca do tronco pode ser usada para produção de aspirina; é aliás do nome latino do salgueiro, Salix, que deriva o nome do ácido acetilsalicílico.


Usos e simbolismo


Desde sempre que o seu potencial ornamental tem sido valorizado pelo ser humano. Na China, tem, também, sido cultivado com finalidade de proteger áreas agrícolas, como no deserto do Gobi, onde serve de barreira aos ventos do deserto.

Na China era símbolo da imortalidade porque cresce ainda que seja plantada ao contrário. Ainda hoje, na China, decoram-se as portas das casas com folhas de salgueiro, durante o solstício de verão. Para alcançar a imortalidade os ataúdes cobriam-se de folhas de salgueiro. Ainda hoje, nas cerimónias fúnebres, o ataúde vai acompanhado de um ramo de salgueiro com bandeirinhas penduradas. Chama-se Lieu-tsing, ou bandeira de salgueiro. Os imperadores ofereciam aos seus cortesãos, durante o dia de Changki, ramas de salgueiro e diziam estas palavras: "Levai-as para evitar as miasmas envenenadas ou as pestilências". Atribuiam-lhe, entre outras faculdades, a de curar as chagas (fervendo as folhas na água).

NOME PINACEAS ESPECIE PINUS PINASTER

GRUPO REINOSA ALTURA 25 A 40 METROS




OUTROS NOMES:

   Pinheiro-Marítimo

GERAL:

 


Resinosa de porte mediano, de 20 a 25 m de altura, podendo chegar aos 40 m. Copa piramidal nas árvores jovens, arredondada ou larga com  alto fuste direito e caduco nas adultas, rasa ou achatada  quando ja velhas. Tronco coberto por casca espessa, castanho-escuro e profundamente fendida; ramificação verticilada , densa; ramos quando jovens são muito espaçados e amplos.

 

 



FOLHAS:

Folhas persistentes, em forma de agulhas (acículares), agrupadas aos pares com 10 a 20 cm de comprimento, frequentemente torcidas, encurvadas em goteira, robustas, rígidas, pungentes , luzidias, de cor verde-acinzentadas.

 

 



FLORES:

Floração monóica. Flores masculinas dispostas em inflorescências douradas, com forma de espiga, agrupadas lateralmente ao longo do terço inferior dos raminhos novos; flores femininas vermelho-róseas dispostas em inflorescências, em grupos de 3 a 5 na extremidade do rebento anual. Floresce abundantemente em Fevereiro e em Março.

 

 



FRUTOS:

As pinhas ou cônes, são pendentes sobre curto pedúnculo, de forma oblongo-cónicas, simétricas ou quase simétricas, castanhas claras e brilhantes quando maduras, marcescentes. As escamas possuem escudos proeminentes e providos de um mucrão saliente sob as quais se encontram  duas sementes. A pinha só amadurece no final do Verão do 2º ano, libertando numerosas sementes com uma asa, vulgarmente designada por penisco, de 6 a 8 mm de comprimento.

Frutifica a partir dos 15 anos.

 


GOMOS:

Volumosos gomos ovóides castanhos, sem cobertura resinosa, com escamas cobertas de pêlos esbranquiçados.

 

Os raminhos são glabros, vermelho-escuros ou verde-claros quando jovens.



 

 


 

CASCA:

Ritidoma espesso e profundamente fendido, de cor castanho-escuro no exterior e avermelhado nas camadas internas.

 


ECOLOGIA:

Essência heliófila , muito frugal que possui um sistema de enraízamento profundo. Excelente pioneira em solos degradados, mas calcífuga prefere-os siliciosos, soltos e arenosos. Exige abundante precipitações, calor e humidade atmosférica; resiste bem à seca e às geadas e frio, desenvolve-se até 1000 m.

Encontra-se naturalmente misturado com o pinheiro manso, azinheiras, sobreiros e outros carvalhos.

Árvore de crescimento  rápido, mas de longevidade média, não indo muito além dos 200 anos

Propaga-se unicamente por semente.

 


DISTRIBUIÇÃO:

É originária do Sudoeste da Europa e Norte de África. Tem uma distribuição muito espalhada pela bacia mediterrânica, povoa os litorais atlânticos da Peninsula Ibérica e de França.

 

Em Portugal era primitivamente uma espécie espontânea na faixa costeira sobre solos arenosos a norte do Tejo, onde encontra as condições fitoclimáticas ideais: humidade atmosférica e influência atlântica, mas actualmente, devido à acção do homem está presente por todo o País, existindo abundantes povoamentos estremes no Norte e Centro, (distritos de Viseu, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria e Santarém), que com uma superficie de 812 000 hectares plantados, representam 62,5% da área total do pinheiro em Portugal; penetra até Trás-os-Montes e Beiras, e na faixa litoral desde o Minho até à Península de Setúbal.



Na Ilha da Madeira, o Pinheiro-bravo representa 70% da área plantada.

 

 



UTILIZAÇÃO:

Essência florestal de grande interesse económico foi abundantemente plantada pois  proporciona uma grande produção de madeira , protege contra o vento, e devido ao seu enraízamento radical aprumado e profundo como fixador de dunas além de permitir a recuperação de solos pobres e erosionados.

 

A madeira, resinosa, clara, avermelhada ou castanho-avermelhado, com abundantes nós é durável, pesada e pouco flexível é utilizada em mobiliário, postes, cofragem, caixotaria, aglomerados, carpintaria, construção naval, combustível e celulose.



 

 


OBSERVAÇÕES:

Extrai-se a resina, pez, usada na indústria de tintas, vernizes e aguarrás. A casca do tronco é rica em tanino e usada no curtimento de peles.  

 

Actualmente, o Pinheiro representa cerca de 40% da área florestal, ou seja 1 300 000 hectares em todo o País, quer em povoamentos puros, quer em mistos dominantes. Todavia, exige-se hoje uma gestão mais cuidada do pinhal, a fim de garantir um melhor rendimento de exploração



















 


A raça Mediterrânica

Devido ao facto de crescer em duas zonas distintas: costa atlântica da Península Ibérica e da França, para a zona ocidental e costas mediterrânicas da França, Espanha, Argélia e Tunísia para a zona oriental, esta espécie está separada em duas sub-espécies sendo a oriental chamada mesogénea, e possui algumas características próprias.




 

Fazem parte da mesma Família: o  casquinha, o cembro,  o larício, o pinheiro-de-alepo, o pinheiro manso,...




Até à década de 70, o pinheiro tinha na vida da população rural uma grande importância económica. Com efeito, era comum cortar a lenha, (trancas mortas e pinhas) com a ajuda de uma vara, no extremo da qual havia um podão, para come ela cozer os alimentos e aquecimento durante o Inverno. As  agulhas, a que se dá, conforme a região, o nome colectivo de caruma, carumba, sama... era apanhada com ancinho, e disposta em feixes depois transportada para casa onde era utilizada para atear o lume. Via-se assim nos campos e caminhos , burros e por vezes homens e mulheres, transportando ora feixes de lenha e de sama, ora sacas de pinhas.

Esta recuperação do material lenhoso, para o consumo doméstico, em nada alterava o equilíbrio ecológico do manto arbustivo, tirando um menor enrequecimento do solo com a decomposição dos restos vegetais .



http://arvoresdeportugal.free.fr/IndexArborium/Ficha%20pinuspinaster.htm

SOBREIRO




O sobreiro é uma árvore que dá um fruto chamado bolota que serve para a alimentação de alguns animais como, por exemplo, o porco.

O sobreiro também dá a cortiça que é tirada destas árvores de nove em nove anos. A cortiça que é tirada a primeira vez chama-se cortiça virgem; a segunda vez que se tira a cortiça é chamada secundeira; depois nas próximas extracções já é chamada cortiça amadia.

Os sobreiros só devem ser limpos dois anos depois da tiragem da cortiça.

A extracção da cortiça começa geralmente a 15 de Maio e termina a 15 de Agosto.

O sobreiro pode atingir de 10 a 15 metros de altura, ou mais. A sua copa é ampla e pouco densa. Tem o tronco ramificado em grossas pernadas e revestido por uma casca acinzentada, algo enegrecida, espessa e fendida. Quando a cortiça é extraída aparece uma casca lisa vermelho - escura.

O sobreiro tem a folha persistente. Tem flores masculinas e femininas.

Encontra-se em quase todo o país.

Dá flor de Abril a Maio, prolongando-se até ao Outono com menos intensidade.

É uma árvore que é explorada essencialmente pela cortiça. Esta matéria prima de que Portugal é um dos maiores produtores do mundo é muito utilizada pelas suas excelentes qualidades como bom isolador térmico e acústico. É também utilizada para cortiços de abelhas, rolhas, tapetes, palmilhas, etc. Os desperdícios são utilizados nas indústrias de linóleo, serradura de cortiça, fabricação de aglomerados, etc.



A madeira do sobreiro dá boa lenha.

 


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