Filosofia Subjetividade dos valores



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Filosofia
Subjetividade dos valores
-Os valores não têm a mesma importância para todos os indivíduos, daí que existam tábuas de valores bastante distintas (hierarquização dos valores).

-No entanto, e para que as relações interpessoais não sejam um caos, é conveniente que existam determinados valores sobre os quais todos os indivíduos a conviver em determinada sociedade tenham a mesma ideia (definição).


-Assim temos um Plano Axiológico (subjetivo, relativo a valores). Mas como os indivíduos vivem em comunidade, é necessária a existência de uma plataforma intrersubjectiva, ou seja, um acordo entre os sujeitos da comunidade sobre um determinado valor e a sua importância.


-Os valores só existem por mim, sou eu que os crio.
-O Valor não é universal porque "O valor não é, vale" o que quer dizer que é o Homem que determina o que é e o que não é valor.

- Esta conceção assenta na constatação empírica que ao longo dos tempos os valores estão sempre a mudar. O ideal de beleza numa época, por exemplo, torna-se num na expressão do mau gosto noutro período histórico.  



Objetividade dos Valores
-Os valores existem em si
-Significa o que é universal (se o valor fosse objetivo, seria universal)
-Não é universal porque "O valor não é, vale" o que quer dizer que é o Homem que determina o que é e o que não é valor

- Esta conceção assenta na convicção que em todas as épocas históricas ou culturas sempre existiram pessoas que tomaram um conjunto de valores, como o Bem, Belo ou a Justiça como ideais a atingir, não os identificando todavia com nada de concreto ou circunstancial. Não os sabendo definir com rigor, sabem todavia muito bem aquilo que não são.



Moral
-Do latim mores - relativo a costumes. Influenciada pela tradição, costumes, História da Sociedade, Religião. Transmitida pela Educação. Conjunto do que é Verdadeiro e Bom para a Sociedade. Normativa. É um modo de criar plataformas intersubjetivas.
-São os costumes a que aderimos e que têm um peso na cultura, tradição, história, sociedade, religião e educação.
-É normativo, é uma norma, e estas foram feitas por alguma razão
-É aquilo que é verdadeiro e bom
-É aquilo que já está pré-estabelecido
-É um valor a nível externo
-São tradições ou costumes que uma sociedade os avalia como bons.
-Seguir a lei à risca
-É uma plataforma de valores
-Serve para dar alguma ordem à sociedade

-Termo de origem latina que significa costumes, hábitos, maneiras habituais de proceder.

-Entende-se em geral como o conjunto de princípios, das normas, dos juízos ou dos valores de caráter ético-normativo vigentes numa dada sociedade e aceites pelos seus membros, antes mesmo de qualquer reflexão sobre o seu significado, a sua importância e a sua necessidade.

-Tem um caráter social, visto que decorre da sociedade e responde às suas necessidades. A moral é por isso marcada normas, obrigações e interdições.

-Trata-se do conjunto de valores que uma dada sociedade ao longo dos tempos foi formando e que os indivíduos tendem a sentir como uma obrigação que lhes é exterior.

Ética
-Não tem tanto a ver com costumes nem com normas, mas sim com a dignidade. É a consciência que nós temos daquilo que está certo ou errado.
-Não é tanto aquilo que nos dizem, mas aquilo que cabe em mim
-Não vive das normas, vive dos principios
-É um plano da decisão anterior, é um plano daquilo que considero mais importante.

-Reflexão sobre as normas morais com vista a uma tomada de posição consciente e crítica, que tem por preocupação os princípios de Justiça, Universalidade e Cumprimento do Dever. Implica Razão, Sentido Crítico e Responsabilidade.


-Implica o Cumpriemento Incondicional do Dever, por dever e não apenas em conformidade com o dever, porque é diferente agir por qualquer tipo de coação ou puramente porque se acredita que essa ação é boa. Diz respeito à Dignidade.
-Consciência pessoal do certo ou errado. -

-É aquilo que é estabelecido por nós.

-Trata-se de uma disciplina normativa que tem como objetivo estabelecer os princípios, regras e valores que devem regular a ação humana, tendo em vista a sua harmonia.

-A ética preocupa-se não como os homens são, mas como devem ser. Em qualquer  caso o homem é entendido como a autoridade última das suas decisões.

-Reflexão sobre os fundamentos da moral.

-O que caracteriza a ética é a sua dimensão pessoal, isto é, o esforço do homem para fundamentar e legitimar a sua conduta.



Moral Kantiana
-A moral kantiana baseia-se num princípio formalista: o que interessa na moralidade de um ato é o respeito à própria lei moral, e não os interesses, fins ou consequências do próprio ato. Uma boa vontade, guiada pela razão age em função de um imperativo categórico (dever).  

-Não promete felicidade, promete autonomia (a minha vontade está prometida), de a pouco e pouco nos tornarmos livres.



-É a construção de uma progressiva autonomia e o combate também progressivo à heterónomia.
- Kant defende que nunca conseguiremos ser felizes mas devemos ser dignos de ser felizes, talvez numa vida após a morte (perspetiva deontológica)
-O Homem é um ser dotado de:

-animalidade - natureza empírica (necessidades humanas)

-racionalidade - natureza numénica (dimensão espiritual ou racional)
-O Homem deve agir por dever - a vontade submete-se à razão
-Vontade torna-se autónoma (que é diferente de heterónoma)
Moral Eudaimonista
-Defende que nós podemos e devemos ser felizes
-Os Homens agem moralmente para serem felizes, já que todos aspiram a um fim último que é, justamente, a felicidade.
-A felicidade é entendida por aristóteles de uma forma diferente do nosso conceito comum de felicicidade.Consiste na realização da atividade racional, a única que é própria e especifica dos seres humanos.





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