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Adilson A. Cassoni

Coordenador de Saúde Publica

Presidente do C.M.S

E-Mail: cassoni8@itelefonica.com.br

Fone: (14) 3764-9413
Equipe de apoio Técnico:

Drª.Lucia Sebastiana da Silva - Psicóloga – SMS

Dr. Marco Antonio Ferreira da Silva – Médico Clinico Geral

Enfª Aline Ayres de Lima - Diretora da Vigilância Epidemiológica

Enf.ª Zibia Cristiane Germano – Enfermeira da UBS

Profª Patrícia Heliodora Presser – Diretora da Secretaria Municipal de Educação

Enf.ª Adje Nalva - Fundação CASA/FEBEM
Agradecimentos:
Sr. Paulo Sérgio de Moraes – Prefeito Municipal de Iaras

Sandra Maria Rodrigues de Moraes - Secretaria Municipal da Assistência Social

João Rodrigo Morales – Secretario de Saúde Municipal

Renata Galli Loberto – Diretora de Saúde

Sr. Reginaldo Gonçalves – Presidente da Câmara Municipal

Dr. Armando Antonio de Oliveira - Diretor da Penitenciaria “Orlando Brando Filinto”

Igor Rogério G. da Silva – Diretor da U.I.I e II Fundação CASA

Anselmo de Oliveira - Diretor da U.I. Três Rios

Paulo Ricardo P. Machado - Diretor da U.I. Rio Novo.

Dario de Arruda M. Neto - Diretor da DRS FEBEM

Dr. Fabiano - Delegado da Policia Civil

SGT Marcos - Sargento da PM

Maria Isabel - Coordenadora dos Projetos do C.M.D.C.A.

Repr. Igrejas – Católica e Evangélica

Conselho Tutelar

Agência Banco Brasil – Iaras



Magda El Cassis - Magda Delicatessen
E principalmente a minha “SantíssimaTrindade”; minha mãe Maria José, minha esposa Lucia a meu Pai eterno todo poderoso, que nos momentos de agonia sempre estiveram ao meu lado...


Índice

Abertura/Apresentação

DEPENDÊNCIA QUÍMICA (DQ)
I Dependência de drogas

II O que é droga

III Abuso de drogas

IV O aspecto biopsicossocial da dependência

V Como identificar a dependência

VI Dependência física

VII Dependência psicológica

VIII Tolerância

IX Síndrome de abstinência

X Prevenção ao abuso de drogas

XI Dificuldades em admitir a dependência

XII Possíveis danos provocados por drogas

DEPENDÊNCIA DE ÁLCOOL


I Alcoolismo

II Efeitos predominantes

III Dependência

IV Problemas clínicos

V Outros problemas

VI Possíveis Causas da Dependência
DEPENDÊNCIA DE MACONHA (CANABINÓIDES)
I Formas de consumo

II Efeitos predominantes

III Dependência

IV Problemas clínicos

V Outros problemas (acidentes)

VI Prevenção

DEPENDÊNCIA DE COCAÍNA (“CRACK” e “MERLA”)

I Formas de abuso

II Efeitos Predominantes

III Tolerância

IV Dependência

V Outros problemas
TRATAMENTO AMBULATORIAL
I Dependência Física

II Dependência Psicológica

III Requisitos Básicos da Dependência

IV Dados Epidemiológicos

V Transtornos Psiquiátricos em Pacientes Dependentes de Álcool

VI Transtornos de Personalidade na dependência da Cocaína

VII Saiba como Agir nas Emergências

VIII Possíveis danos provocados por drogas
A ESPOSA E A DEPENDÊNCIA ALCOÓLICA
I O que a mulher pode fazer? Qual o papel da esposa na situação?
O PAPEL DA FAMÍLIA DA BUSCA DE TRATAMENTO
OS DOZE PASSOS ALCOÓLICOS ANÔNIMOS
ALCOOLISMO - AVALIE-SE
BIBLIOGRAFIA

MENSAGEM:

I Faz de Conta


Abertura/Apresentação:
A idéia principal desta palestra é fomentar a discussão sobre o tema criando métodos e objetivos para ações concretas junto a nossa comunidade.

Sob o tema “Drogadição e Alcoolismo”, este projeto piloto conta com incentivo da política federal, estadual e municipal de saúde, ao qual prioriza a educação e a prevenção da saúde, através da formação de agentes multiplicadores.

O tema por si só é muito complexo. Gostaria de poder desmistificar e principalmente inserir uma noção sobre o assunto, já que o mesmo caberia a um seminário e/ou simpósio.

Porém como conhecedor do assunto e principalmente como facilitador da análise, discussão, sistematização dos dados locais, tentarei sensibiliza-los a pactuar aqui, nesta noite, um projeto de ações c/ caráter didático junto a nossa comunidade, já que cabe a cada um de nós como coordenadores/educadores, sejam eles vinculados a saúde ou educação, priorizar pelo bem estar do próximo e o acesso a informações inerentes aos nossos conhecimentos.

Vale salientar que a educação e prevenção, é a maneira mais inteligente e barata de tratar um problema eminente. Nossa sociedade esta crescendo e com ela, toda a problemática do tema.

Creio que todos aqui presentes conhece alguém que faz uso de entorpecentes ou pessoas com problemas com o álcool. Famílias são dizimadas, crimes são cometidos, acidentes sejam eles automobilístico ou pessoal acontecem, e mesmo que você não seja usuário e/ou dependente, mesmo assim estará correndo um grande risco de tornar uma vitima.

Gostaria de enfatizar, que tal palestra esta sendo efetivada por voluntários sem qualquer remuneração monetária, e sim pelo simples motivo de poder contribuir com a sociedade, para que possamos amenizar essa pandemia de forma objetiva desmistificando o tema.

Ressalto para que não haja qualquer interpretação dúbia de pessoas mal informadas, que não há qualquer tino político, ou realização pessoal dos participantes, e sim, a certeza de estarmos fazendo o que é certo.

Aproveito também o momento para agradecer aos colaboradores/apoiadores: Banco do Brasil de Iaras, aos projetos sociais de apoio à criança e ao adolescente vinculado a Secretaria de Assistência Social, Câmara e Prefeitura Municipal, Fundação CASA, Penitenciaria Orlando Brando Filinto, Secretarias da Educação e Saúde e demais colaboradores.

Todo material didático tais como livro digital, apresentações, estatísticas situacionais, e um vasto acervo de informações bem como certificação, será fornecido a todos os participantes que pactuarem um trabalho de ação assumindo a responsabilidade no desenvolvimento de trabalho didático e/ou procedimentos viabilizando a efetivação do processo maior, seja este seminários, semana cultural ou ações correlacionadas ao tema respeitando as diversidades sócio/cultural/regional.

Gostaria também de solicitar aos Srs. e Sras., que preenchessem ao termino do evento, a folha de avaliação com a maior sinceridade possível, bem como sugestões para que possamos cada vez mais aprimorar esse trabalho piloto de informação, educação e comunicação que se prolongara com demais palestrar de temas correlacionados à saúde publica.
Desde já agradeço a presença e espero poder contar com a participação de todos na efetivação deste processo piloto pequeno, singelo, porém ambiciosos.

Cassoni, A.A.

Profissional I.E.C.

Diretor do CVS

Presidente do C.M.S.

Não Tenho abandonado a Deus, tanto quanto ele não me abandonou”.

Cassoni
FUNÇÃO EDUCATIVA DO PROFISSIONAL EDUCADOR:

O PAPEL DE CADA UM
Educação é tarefa de todos os profissionais de saúde e educação: Insere-se em todas as atividades, deve ocorrer em todo e qualquer contato entre profissionais e a população, dentro e fora da Unidade de saúde, escola ou instituição”.

A ação educativa, como um processo de capacitação de indivíduos e de grupos para assumirem a solução de problemas, é um processo que inclui também o crescimento dos profissionais, através da reflexão conjunta sobre o trabalho que desenvolvem e suas relações com a melhoria das condições de vida da população. O técnico ou educador (de qualquer nível) tem que se preparar para um método educativo que se baseie na participação social, através da sua própria pratica profissional. Os profissionais devem desenvolver entre si um espírito de equipe onde realmente reflitam, decidam e trabalhem juntos, estabelecendo um verdadeiro relacionamento horizontal, com a postura profissional que se estenda às relações com a população”


Paulo Freire
I Dependência de drogas

As drogas são substâncias capazes de alterar algumas funções cerebrais e proporcionar gratificação (sensação de bem estar) aos usuários. Qualquer pessoa que nunca tenha feito uso de tais substâncias é capaz de viver perfeitamente bem sem precisar fazê-lo. Porém, se houver uma experiência agradável, após um certo período de uso, o organismo poderá adaptar-se e passar a depender do consumo dessas substâncias para "funcionar normalmente". Isso ocorre porque a droga age sobre determinadas células nervosas (neurônios) e intensifica as sensações de prazer e bem-estar e, provoca mudanças em algumas estruturas neurológicas, chamada neuroadaptação.

Após a neuroadaptação, o indivíduo necessitará da continuidade do uso para manter-se em equilíbrio, podendo apresentar vários sintomas desagradáveis, se interromper o consumo (síndrome de abstinência).

Para evitar confusões em relação aos efeitos das drogas psicoativas, é preciso reconhecer a diferença entre elas. De modo geral, há basicamente três tipos de drogas:




Ansiolíticos ou tranqüilizantes - drogas que diminuem a atividade mental - são depressoras do sistema nervoso central (SNC) e agem no cérebro lentificando seu funcionamento, reduzindo a capacidade de atenção, concentração, tensão emocional e provocam perdas na capacidade intelectual. Ex: álcool, inalantes (colas e solventes), morfina e heroína.

Estimulantes - aumentam a atividade mental - são drogas que aceleram o funcionamento cerebral; aumentam a produtividade do indivíduo e inibem a sensação de cansaço ou fadiga. O indivíduo pode acreditar que o uso seja benéfico, mas as conseqüências em médio e longo prazo são catastróficas. Ex: cafeína, nicotina, anfetaminas, cocaína, crack e merla.

Alucinógenos - alteram a percepção da realidade - provocam transtornos no funcionamento cerebral, fazendo-o trabalhar de forma desordenada, produz delírios e alucinações. Exemplo: LSD, ecstasy, cogumelos, lírio, maconha e outras substâncias derivadas de plantas.

Os efeitos variam de acordo com quatro fatores básicos:



Tipos de droga: cada droga possui características químicas específicas que produzem efeitos diferentes no organismo, dependendo da quantidade e do grau de pureza.

Forma de uso: o padrão de consumo da droga, a forma de uso, quantidade, freqüência e propósito do uso, contribuirão para determinar os efeitos da substância.

Tipo de usuário: as pessoas possuem características biológicas e psicológicas diferentes umas das outras podendo, portanto, manifestar reações diferentes sob o efeito de uma mesma droga. Os pensamentos, os medos, o estado emocional, as condições físicas e as expectativas pessoais do usuário formam um conjunto de fatores que influenciam diretamente os efeitos da substância.

Condições ambientais: o ambiente é caracterizado por fatores externos ao indivíduo, mas que o influenciam e interferem nas reações produzidas pela droga. Ex: local, horário, riscos de punição, etc.

O uso prolongado e a crescente necessidade de aumento das doses com freqüência estão associados a gastos excessivos, acidentes, perdas materiais e afetivas, discussões e pressões familiares, perda de emprego ou dias de serviço, problemas com a justiça, etc.

Em geral ocorrem várias tentativas de interromper o uso sem sucesso. Essas tentativas frustradas podem provocar sentimentos de fracasso ou pensamentos como: "Eu nunca vou conseguir parar"; "Não tem jeito, eu já tentei várias vezes e não consigo" ou "Eu sou um caso perdido". No entanto, essas crenças nem sempre são admitidas e, a pessoa tenta justificar-se da seguinte maneira: "Eu uso porque eu gosto"; "Eu paro quando quiser". Desse modo, não é capaz de enxergar sozinha uma saída para o problema, nem pode pedir ajuda, por acreditar que estaria "admitindo sua fraqueza". Todo esse processo, comumente, demora anos para se resolver e com isso os danos se agravam.

II O que é droga

Droga é qualquer substância ou ingrediente usado legalmente em farmácias, tinturarias ou indústria, de origem animal ou vegetal. São denominadas drogas de abuso substâncias ou preparações que diferem da prática médica, legal ou social, que são auto-administradas por seus efeitos prazerosos. O álcool e o tabaco, mesmo legais e socialmente aceitos são drogas de abuso capazes de provocar dependência física e psicológica.



III Abuso de drogas

Usuários em geral acreditam que abuso de drogas é o uso exagerado dessas substâncias e que, se fizerem "uso moderado" não estarão abusando. O que determina uso ou abuso é a finalidade do emprego, ou seja, o uso de drogas é a utilização legal de substâncias para preparo de medicamentos, para fins industriais ou sociais e, abuso de drogas é o consumo ilegal com o propósito de provocar alterações mentais. O abuso é caracterizado quando há prejuízos ou sofrimento, por conseqüência de um ou mais dos seguintes aspectos, dentro de um período de 12 meses: usar várias vezes a substância e deixar de cumprir obrigações importantes seja no trabalho, na escola ou em casa; uso repetido da substância em situações nas quais a pessoa esteja correndo riscos físicos (por exemplo: dirigir veículo embriagado ou operar máquinas); problemas com a polícia; uso continuado da substância apesar dos problemas sociais ou interpessoais que já existam ou possam ser causados.




IV O aspecto biopsicossocial da dependência

Alguns organismos apresentam vulnerabilidade à dependência, isto é, uma tendência ou maior capacidade para tornar-se dependente. Essa condição não significa que a pessoa tenha herdado geneticamente essas características e irá, invariavelmente tornar-se dependente, mas sim que, se abusar de determinadas substâncias psicoativas, terá maiores chances de desenvolver a síndrome de dependência do que as pessoas não-vulneráveis. A ocorrência de vários casos de dependência química numa mesma família pode indicar a existência de um fator que favoreça a instalação da dependência mais rapidamente que nos grupos familiares onde não existe nenhum caso.

Em toda sociedade há disponibilidade de drogas, meio de conseguí-las e oportunidade para usá-las. Sempre existe alguém para oferecer ou fornecer a substância e incentivar o consumo. Se os efeitos experimentados pelo indivíduo forem prazerosos, esse indivíduo tenderá a usar mais vezes a substância, em especial se acreditar poder controlar sempre a quantidade do consumo.

Todas essas questões devem ser levadas em conta para compreender a complexidade da doença e porque umas pessoas tornam-se dependentes e outras não.


A dependência de substancias tem origem multifatorial e pode ser representada da seguinte maneira:


V Como identificar a dependência

De acordo com o DSM-IV (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), uma pessoa apresenta a síndrome de dependência de substâncias psicoativas quando, pelo menos três dos critérios abaixo, estiverem presentes.


1. Quando a pessoa pretende usar uma determinada quantidade da substância e acaba consumindo mais do que desejava.


2. Quando quer consumir a substância por um determinado período e gasta mais tempo do que pretendia.
3. Sente desejo forte e persistente de usar a substância.
4. Gasta muito tempo para conseguir a substância, para se embriagar/drogar ou para se recuperar dos efeitos.
5. Intoxica-se com freqüência ou apresenta mal-estar quando é privado do consumo. Continua a usar mesmo sofrendo pressão no trabalho, na escola, em casa ou quando o uso representa perigos físicos.
6. A pessoa abandona as atividades familiares, sociais, profissionais e programas de lazer devido ao uso da substância.
7. Mesmo sabendo que a substância causa problemas graves e persistentes, continua a usar.
8. Desenvolve tolerância com o passar do tempo, ou seja, sente necessidade de aumentar as doses para conseguir os mesmos efeitos.
9. Passa a usar a sustância com maior freqüência. Por exemplo, antes usava uma vez por mês, depois passou a usar semanalmente, todos dias, etc.
10. Na falta da substância, apresenta mal estar e a consome novamente para aliviar esse estado.
11. Já experimentou várias tentativas fracassadas de interromper o consumo.


VI Dependência física

O uso continuado de uma substância pode provocar alterações fisiológicas no organismo e desenvolver sintomas desagradáveis quando interrompe o consumo. Só é considerada dependência física, quando estiverem presentes os seguintes aspectos:


a) tolerância: é a capacidade de suportar doses cada vez maiores de uma substância para atingir os mesmos efeitos. Este fenômeno ocorre por duas razões, ou o fígado passou a metabolizar (destruir) a substância mais rapidamente ou a substância provocou alterações no funcionamento das células nervosas (neurônios).

b) síndrome de abstinência: é o aparecimento de sintomas desagradáveis quando o uso da substância é interrompido ou diminuído abruptamente.




VII Dependência psicológica

A dependência psicológica é caracterizada pela crença de que é necessário usar a substância para sentir-se bem ou obter prazer. Todas as drogas podem causar dependência psicológica. Algumas pessoas usam álcool ou outras drogas como muletas, fazendo delas um meio para lidar com as dificuldades da vida ou para afastar situações que acreditam não ser capazes de suportar. Pessoas tímidas bebem muitas vezes, para ficar mais à vontade, mais desinibidas ou extrovertidas. Alguns fumam para manter as mãos ocupadas, quando se sentem desconfortáveis em ambientes sociais. Alguns caminhoneiros utilizam os chamados "rebites" para permanecer acordados, durante longas viagens. Há pessoas que vivem em conflito com a família, com o trabalho ou não têm habilidades para lidar com determinadas situações; e há ainda, pessoas que sofrem de depressão, ansiedade ou outros transtornos e abusam de álcool ou outras drogas para aliviar tais conflitos ou para afastar os sintomas das doenças. Podemos considerar a dependência psicológica como o sofrimento experimentado por quem tenta deixar de usar drogas. Por exemplo: ansiedade, angústia, sensação de ter fracassado em muitas coisas na vida, medo de nunca mais conseguir parar de usar drogas, agressividade, nervosismo, irritação, etc. Em casos muito graves, o usuário pode cometer suicídio, em decorrência da depressão provocada pelo abuso ou pela falta da substância química ou por outras causas já existentes e camufladas pelo abuso.




VIII Tolerância

Indivíduos dependentes demoram mais tempo e precisam de maiores quantidades da substância para se intoxicar do que aqueles não dependentes.

Este fato pode levar às pessoas a acreditarem que estão mais fortes para beber, mas, na verdade o organismo já se adaptou à droga e pequenas quantidades não produzem mais os efeitos esperados. Após longos anos de abuso, o usuário pode desenvolver a perda da tolerância, isto é, intoxicar-se com pequenas quantidades. O indivíduo com dependência de álcool, por exemplo, não apresenta necessariamente, problemas com bebidas na fase inicial, pois começa com pequenas doses, geralmente em festas e bares. No decorrer do tempo passa a consumir doses maiores e diminui os intervalos entre um beber e outro.

IX Síndrome de abstinência

Síndrome de Abstinência é o mal-estar provocado pela interrupção abrupta do consumo de uma determinada substância. Isso acontece porque o organismo está "acostumado" e sente necessidade da substância. Para entender melhor a síndrome de abstinência devemos compreender o significado da expressão. Síndrome é um conjunto de sinais e sintomas, sendo os sinais tudo o que a pessoa apresenta fisicamente (transpiração, tremores, etc.), e sintomas, as queixas apresentadas (ansiedade, angústia, medo, sensação de estar sendo perseguida ou vigiada, etc.). Abstinência é a privação, ou seja, deixar de fazer algo voluntariamente ou ser impedido. Portanto, Síndrome de Abstinência é o conjunto de sinais e sintomas apresentados quando o consumo de álcool ou outras drogas é interrompido.

Cada droga produz um tipo de síndrome de abstinência e representa sofrimento real (físico ou psicológico). A síndrome de abstinência de drogas como o álcool, a morfina, heroína e cocaína podem provocar aceleração dos batimentos cardíacos, queda na pressão arterial, fortes dores abdominais, angústia, aumento da salivação, agitação psicomotora, sensação de estar morrendo, transpiração excessiva, tremor intenso, insônia, náuseas, vômitos, alucinações (sensação de insetos caminhando sobre a pele, percepção de objetos e pessoas diminuídos) ansiedade e até convulsões.


X Prevenção ao abuso de drogas

Prevenção é o trabalho de conscientização a fim de impedir a ocorrência da dependência. Conscientizar adolescentes exige muita habilidade, considerando que fatores como a idade e a incapacidade de compreender a complexidade do problema podem dificultar esse processo. Outro agravante é a contradição entre o que os pais e os programas de prevenção dizem e o que dizem os amigos. Comumente, os jovens acreditam que podem experimentar e parar quando quiserem. Essa idéia contribui para encorajar o primeiro contato com as drogas.

Nas primeiras experiências, o organismo pode reagir de várias maneiras. A pessoa pode apresentar dor de cabeça, tonturas, náuseas, entre outros sintomas. Se isso acontecer, a experiência negativa pode inibir a vontade de usar a droga novamente. Pode, no entanto, não ocorrer nenhuma reação, o que poderia diminuir ou aumentar a curiosidade para experimentar mais uma vez. Em muitos outros casos, pode provocar euforia, sensação de leveza ou modificar a percepção da realidade. Se essa experiência for agradável, o indivíduo poderá sentir-se gratificado e usar outras vezes, a fim de obter os resultados prazerosos.

A maioria das drogas não causa dependência nos primeiros contatos, fato que fortalece a crença de que se pode interromper o abuso quando a pessoa desejar.

Em geral, o usuário compreende a dependência quando reconhece todos os prejuízos associados ao abuso. Mas, o conhecimento apenas, não é suficiente para evitar o consumo. É preciso ter consciência da gravidade e extensão do problema, reconhecer as limitações e desejar não se expor aos riscos.


XI Dificuldades em admitir a dependência

Na maioria das vezes, a dificuldade em admitir a dependência deve-se ao fato de o usuário alimentar falsas crenças ou idéias de que a dependência esteja intimamente ligada ao conceito de "falha moral", "defeito de personalidade", falta de vontade, de motivação ou de vergonha, etc. Uma pessoa dependente é aquela cujo organismo sofreu alterações e adaptou-se ao uso de uma determinada substância, o que nada tem a ver com "fraqueza de caráter", ou "incapacidade moral". Acreditar na possibilidade de poder controlar o consumo obriga o indivíduo a tentar provar para si mesmo, que é capaz de controlar a compulsão ou "fissura" pela droga. No entanto, o consumo moderado só é possível no início, antes de ocorrer a dependência. Depois, todo esforço mental nesse sentido será inútil, por tratar-se de alterações neurológicas e, não apenas psíquicas.

A pessoa não pode saber com exatidão quando irá se tornar dependente. Ela só reconhecerá o problema quando tentar parar e não conseguir. A partir daí é comum inventar justificativas como: "Eu uso porque eu gosto"; "Eu uso para ficar mais 'ligado'"; "Todos meus amigos usam e se eu parar não mais serei aceito no grupo"; "Não tem jeito de parar, na minha cidade todo mundo usa". Essas desculpas que cria para si e para os outros se mantém por muito tempo, até a pessoa se conscientizar dos danos e decidir procurar ajuda ou tratamento.

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