Forense Computacional



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Universidade Federal de Santa Catarina

Sistemas de Informação

Projetos I

Fernando Luiz Bento – nandolb@inf.ufsc.br

Forense Computacional: Procedimentos e Padrões

(Resumo)

Florianópolis, outubro de 2007.
Reis, M. A., de Geus, P. L. Forense Computacional: Procedimentos e Padrões. 2001. Artigo. IC-UNICAMP, Campinas

Resumo
Tendo-se em consideração que os computadores tornaram-se parte do dia a dia das pessoas e organizações. Muitas pessoas mal intencionadas estão usando a tecnologia para prática de seus crimes. Isso requer que os organismos policiais invistam em novas técnicas de abordagem e combate aos crimes para usar evidências eletrônicas armazenada em computadores. A ciência forense é o ramo da criminalística que compreende a aquisição, preservação, restauração e análise de evidências computacionais. O propósito do exame forense é a extração de informações de qualquer vestígio relacionado com o caso investigado, que permitam a formulação de conclusões acerca da infração. Este artigo propõe um estudo que visa o desenvolvimento de procedimentos e padrões para realização de exames forenses em sistemas computacionais.



Na figura 1, é ilustrado um modelo de padronização, proposto pelos autores desse artigo, para o desenvolvimento de procedimentos de análise forense em sistemas computacionais.

Os aspectos legais constituem-se das formalidades e enquadramentos judiciais a que estão sujeitos os peritos e a função pericial. Como exemplos de tais princípios podem ser citados os seguintes: o exame pericial deve produzir um laudo pericial segundo algum modelo pré-estabelecido; o perito deve ser judicialmente responsável pelo resultado da perícia e pelas evidencias, enquanto em sua posse; o perito deve lastrear suas assertivas e conclusões com justificativas científicas, de modo que haja, do ponto de vista científico, uma única possibilidade para se chegar a tais afirmações; o exame pericial deve preservar os vestígios de modo a permitir a realização de uma nova perícia.



Os aspectos técnicos referem-se aos requisitos práticos e condutas para a execução do exame propriamente dito. Os Princípios técnicos são conceitos básicos que sempre se aplicam a todos os exames. Esses princípios devem garantir: confiabilidade, integridade e durabilidade das evidências. Como exemplo, poder ser citados seguintes: as ações tomadas durante a realização do exame pericial não devem alterar as evidencias; a cadeia de custódia das evidências deve ser montada, relatando o nome da pessoa que está de posse da evidência, data, hora e atividades executadas; as cópias dos vestígios digitais devem ser autenticadas por meio de assinaturas criptográficas. As políticas são um guia prático aplicado aos exames periciais, determinando como eles são planejados, executados, monitorados, gravados e relatados para assegurar a qualidade e integridade dos resultados obtidos. As Técnicas e Soluções constituem-se de instruções detalhadas que descrevem o uso das técnicas e ferramentas na consumação das atividades.

A criminalística, por se uma ciência que se utiliza do conhecimento de outras ciências, necessita manter-se atualizada em relação aos desenvolvimentos técnicos-científicos. A crescente utilização de computadores em atividades criminosas fundamenta tal necessidade de desenvolvimento, no sentido de se entender como obter e utilizar evidências digitais no amparo à justiça.


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