Formação do Islamismo a península Arábica



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Resumo de História:

Formação do Islamismo

A península Arábica


A doutrina Islâmica prega que todos os seres humanos devem se submeter a Alá, seu deus único e universal. E prega também que a vida na terra é apenas uma preparação para a vida pós-morte, eles acreditam que, nesse momento, Alá julgara a todos, por isso, o Islamismo influência tanto na vida cotidiana de seus adeptos.

O islamismo surgiu na península arábica. Primeiramente, a península foi habitada por diversos grupos humanos que se organizavam em tribos, subdivididas em famílias (ancestrais e língua em comum). Os membros das tribos escolhiam um líder para comandar todas as famílias e também os oásis (terras úmidas em meio ao deserto predominante). Além das rotas comerciais que cortavam toda a península.

Como Meca estava situada em um oásis, esta servia como um ponto comercial, pois, as caravanas que transportavam mercadorias paravam ali. Ao pararem nessa região, os habitantes locais cobravam taxas para permitir a passagem das caravanas, isto era muito importante para eles. Além de pólo comercial, Meca era um centro religioso por abrigar importantes santuários como o Caaba, que guardava, além de imagens de deuses locais, a pedra negra (um símbolo religioso que representava uma rocha sagrada, que teria chegado a terra por meio de um anjo).
Do politeísmo ao monoteísmo:

Em um período, vários mercadores árabes entraram em contato com outros grupos (como os bizantinos) e descobriram novas religiões, entre elas, o cristianismo, as idéias de algumas delas acabaram sendo incorporadas pelos árabes. Um desses mercadores era Maomé, um integrante de uma poderosa tribo, nascido em Meca.

Durante uma das viagens de Maomé, o anjo Gabriel teria confiado a ele, por meio de um sonho, a missão de pregar a crença em Alá e transmitir os preceitos que os crentes deveriam seguir para alcançar a salvação. Então, afirmando ser o profeta escolhido por Alá, ele começou a pregar que o mundo acabaria e que Alá julgaria a todos e, aqueles que seguissem a nova fé seriam salvos. No inicio, Maomé apenas espalhou essa crença para seus parentes próximos e os pobres de Meca. Foi assim, que, aos poucos, foi se formando o islamismo. Essa religião é chamada de religião de síntese, pois, mistura traços do cristianismo (Alá e o deus do cristianismo são deuses únicos e universais), traços da religião pré-islâmica da península arábica (a pedra negra foi englobada nos preceitos islâmicos), etc. Isto graças ao contato dos mercadores, entre eles Maomé, com outros povos de diferentes culturas.

Pregando o monoteísmo, Maomé ia contra os ensinamentos politeístas tradicionais de sua região, porém, os chefes tribais o aceitavam por temerem contrariar um membro de uma poderosa tribo. Maomé começou a se fortalecer pelo aumento do número de seguidores e, por causa deste fortalecimento, ele começou a condenar abertamente o politeísmo. Isso provocou o descontentamento dos líderes políticos, que receavam que esta nova religião se tornasse a religião oficial e assim, Meca perdesse a condição de pólo religioso, e atrativo para as caravanas comerciais. Por isso, estes líderes passaram a perseguir Maomé e seus seguidores que decidiram então se mudar para Medina (antiga Yatreb). Esse movimento ficou conhecido como Hégira.

Em Medina, Maomé tornou-se o líder espiritual e político. Ele pregava a igualdade entre os que acreditavam na crença de Alá, o que ampliou ainda mais o número de adeptos e o que piorou ainda mais a briga entre Maomé e os ricos mercadores de Meca. Por isso, houve batalhas e, após algumas delas, Maomé se dirigiu, junto com 10 mil soldados para Meca, o que fez com que as lideranças locais se rendessem e com que o profeta pudesse destruir todas as imagens de deuses da antiga religião politeísta, restando apenas a pedra negra que foi adaptada ao culto de Alá.


Xiitas e Sunitas:

Maomé morreu sem esclarecer quem seria seu sucessor. Por isso, houve várias disputas pela liderança religiosa e política dos islâmicos. Então foi realizado um acordo entre os principais seguidores que estabelecia a liderança para o Califa (tinha o poder político, religioso e econômico). Ali foi um desses califas, ele era um parente de Maomé (visto por muitos como o seu sucessor) e, em meio às disputas religiosas e políticas, ele foi assassinado. Após sua morte, os próximos líderes transmitiram o poder hereditariamente, o que deu origem à Dinastia Omíada, onde a capital ficou estabelecida em damasco.

Mais tarde, os islâmicos foram governados pelos membros da dinastia Abássida. Estes não eram parentes de Maomé e nem transmitiam o poder hereditariamente, o que os diferenciava dos membros da dinastia Omíada. Além disso, eles estabeleceram a capital em Bagdá.

Contudo, os partidários de Ali se revoltaram contra esta dinastia, procurando retomar o poder. Estes foram os Xiitas. Eles defendiam que o líder deveria ser um parente de Maomé e que o poder deveria ser transmitido para seus descendentes. Por isso, eles não apoiaram a dinastia omíada, uma vez que seus membros não eram familiares de Maomé nem de Ali. Ainda, os Xiitas defendiam que o governante deveria ter tanto o poder religioso quanto o poder político.

Porém, existiam mulçumanos contrários aos Xiitas, estes foram os Sunitas, que apoiaram a dinastia Omíada. Os sunitas propunham uma rigorosa interpretação do Suna (o registro de preceitos e exemplos de conduta de Maomé e os quatro primeiros califas). Além disso, os Sunitas diziam que o líder político deveria ser um e o líder religioso outro, este deveria ser um Ulemá, ou seja, um profundo conhecedor dos preceitos islâmicos e preparado para exercer a liderança religiosa.
Resumindo...

Dinastia Omíada:



  1. Transmitiam o cargo hereditariamente

  2. Quem estava no poder não era parente de Maomé

  3. Capital em Damasco

Dinastia Abássida:



  1. Capital em Bagdá (atual Iraque)

  2. Não transmitiam o poder hereditariamente e nem para os parentes de Maomé).

Xiitas:


  1. Eram partidários de Ali

  2. Defendiam que o líder deveria ser um parente de Maomé e que o poder deveria ser transmitido hereditariamente pelos seus descendentes.

  3. Não apoiavam a dinastia Omíada nem a Abássida, uma vez que os líderes não eram parentes de Maomé, ainda que o poder fosse transmitido hereditariamente na omíada.

  4. Defendiam que o líder político deveria ser também o líder religioso.

Sunitas:


  1. Eram a favor da dinastia Omíada

  2. Propunham a rigorosa interpretação da Suna (registro dos preceitos e exemplos de conduta de Maomé e dos quatro califas).

  3. Os Sunitas diziam que o líder político deveria ser um e o líder religioso outro, este deveria ser um Ulemá, ou seja, um profundo conhecedor dos preceitos islâmicos e preparado para exercer a liderança religiosa.

Religião e Cotidiano:

Os cinco pilares do Islamismo:


  • Repetir publicamente que só há um deus universal: Alá, e que seu profeta é Maomé.

  • Orar cinco vezes ao dia, ajoelhado para indicar submissão a Alá, de preferência em grupo, voltado para Meca.

  • Dar esmolas espontaneamente para a comunidade.

  • Jejuar no mês do Ramadã (o mês em que Maomé teria recebido a revelação, do nascer ao pôr-do-sol).

  • Peregrinar a Meca pelo menos uma vez na vida, se tiver recursos para fazê-lo.

Os sucessores de Maomé procuraram registrar as idéias que ele lhes teria revelado por escrito. Isto teria ocorrido na época do califa Uthman. Essas revelações foram chamadas em árabe de quaran, que deu origem ao nome Corão ou Alcorão. As crianças têm que decorar seus capítulos, chamados de Suratas, que também eram recitados nas portas das mesquitas, os templos islâmicos. Mais do que um livro sagrado, o corão é também um código de leis e apresenta normas de comportamento individual e social, além de instruções sobre os mais variados assuntos. Por isso, os ensinamentos do Alcorão e da Suna regulavam o cotidiano dos islâmicos.


Situação das Mulheres:

As normas religiosas também interferiam na vestimenta. As mulheres deviam se vestir de forma a não atrair os homens, usando roupas que não marcassem seus contornos ou não mostrando seu cabelo, que era considerado como o instrumento máximo de sedução da mulher. Assim, introduziu-se em alguns lugares o xador, uma veste que envolve o corpo todo, com exceção dos olhos.

Tanto nas mesquitas quanto no espaço doméstico, as mulheres deveriam ocupar lugares separados dos homens. Especialmente nas casas ricas, as mulheres ficavam em uma parte da casa reservada a elas, o harém. Já as mulheres pobres circulavam pelas ruas e em suas casas não existia harém. O islamismo admitia a poligamia, isto é, a possibilidade de um homem possuir várias mulheres, até o limite de quatro, contanto que o homem tivesse os recursos para sustentá-las todas, o que tornava este direito, na prática, apenas para os ricos.

A Expansão Islâmica:

Conquista e dominação:

Depois de unificar a península arábica com o islamismo, os árabes se voltaram para a conquista territorial. Isto ampliou o domínio dos califas e expandiu a relação comercial árabe.Algumas áreas foram controladas graças à acordos realizados entre os árabes e os líderes locais. Na maioria dos casos, os árabes interferiam pouco na administração local, o que evitava conflitos políticos. Assim, os povos conquistados puderam conservar suas leis e crenças (já que os árabes não faziam conversões à força).



Todos os que reconheciam o domínio árabe, poderiam manter suas propriedades, porém, aqueles que não se convertessem ao cristianismo, teriam apenas que pagar impostos, já, se eles se convertessem, além de pararem de pagá-los, poderiam ter acesso a cargos públicos.

Esse tipo de expansão territorial é mais rápido, uma vez que não perde tempo com as batalhas, nem para a conquista do território, nem para lutar contra as rebeldias internas após a conquista.

Para consolidar a influência dos califas sobre as terras conquistadas, estes introduziram a língua árabe na administração e passaram a cunhar moedas com inscrições árabes. Assim como a religião, a língua teve também um papel importante na ampliação do mundo islâmico.
O poder dos mercadores:

Com a expansão territorial árabe, os mercadores intensificaram suas atividades comerciais, diversificando o mercado interno. Por isso, estes comerciantes, se fortaleceram e passaram a ocupar importantes cargos políticos e religiosos. Depois de um tempo, esse mercadores formaram, com suas famílias, assembléias locais onde decidiam os mais importantes assuntos das cidades localizadas nos territórios árabes.


Em algumas cidades dominadas, o califado –poder central- permaneceu sem muita influência, pois, na prática, o governo estava descentralizado, sendo exercido por um grupo de famílias ricas. Os califas procuraram então reafirmar seu poder, reforçando sua figura divina (já que se auto-afirmavam sucessores de Maomé). Os choques entre califas e homens ricos e as disputas políticas e religiosos contribuíram para a divisão do mundo islâmico em três califados:

Primeiro Califado:



  • Sede em Bagdá

  • Controlado por membros da dinastia Abássida

Segundo Califado


  • Sede em Córdoba, na atual Espanha

  • Controlado por membros da dinastia Omíada

Terceiro califado:

  • Sede no Egito

  • Controlado por membros de uma dinastia Xiita.

Aproveitando-se do enfraquecimento gerado por essa divisão, algumas tribos turcas que haviam se convertido ao islamismo tomaram Bagdá, restringiram o poder dos califas ao religioso apenas e garantiram o poder político a um sultão turco. Os territórios sobre influência islâmica acabaram se fragmentando, porém, o Islamismo continuou como a religião predominante.
Influências culturais:

  1. Instalaram bibliotecas e fundaram escolas onde havia pessoas encarregadas de copiar manuscritos da Grécia traduzidos para o árabe, além de registrar a produção, tanto científica, quanto literária dos árabes.

  2. Estudo da matemática

  • Inserção do número zero.

    • Introdução dos algarismos arábicos

    • Criação da geometria, trigonometria e álgebra.

  1. Estudo da Ciência:

  • Descobriram várias substâncias

  • Descobriram vários processos, como: a destilação, a filtração e a sublimação.

  1. Formularam o modelo dos livros atuais (com título, capa, capítulos, etc).

  2. Influência arquitetônica (como o formato das janelas góticas).

  3. Uso e fabricação de tinta para caneta e papel.

  4. Desenvolvimento da pólvora.



As cruzadas


Um conjunto de membros da igreja, liderados pelo Papa urbano II, começaram a formular expedições militares ao Oriente, para libertar Jerusalém e outras terras santas dos muçulmanos. Essas expedições foram facilmente aceitas em função da forte influência religiosa presente na época. Assim, como os seus participantes carregavam cruzes, o símbolo do cristianismo, essas expedições ficaram conhecidas como cruzadas e, para os muçulmanos: Jihad.

As cruzadas foram do Ocidente europeu (onde predominava a influência católica) até o Oriente (onde o Islamismo e o catolicismo ortodoxo exerciam a maior influência).

Motivos econômicos e políticos: Além dos motivos religiosos, as cruzadas serviram para reduzir as guerras internas nobres e também permitiam que alguns nobres (os irmãos mais novos que não ganhavam a terra) e camponeses pudessem ter terras e riquezas no Oriente.

Motivos religiosos: Havia também os motivos religiosos: com a conquista de novas terras, estas seriam convertidas ao cristianismo, ampliando ainda mais o poder da igreja que, conseqüentemente, receberia mais contribuições, terras, etc. E também, mais pessoas estariam sobre o grande controle social implantado pela igreja.

Ao final foram oito cruzadas e os muçulmanos retomaram o poder sobre a terra. Na primeira cruzada, os nobres do Ocidente conseguiram expulsar os muçulmanos. No mesmo ano foi organizada a cruzada popular da qual participavam camponeses, sacerdotes, mendigos e aventureiros, porém, sem armas ou mantimentos, acabaram derrotados. Mais tarde ocorreu a cruzada das crianças, onde estas eram comandadas com profetas populares, junto de camponeses, como estavam sem dinheiro ou armas acabaram presos ou vendidos como escravos.

Conseqüências: Como os cruzados tinham que se abastecer até chegar às terras santas, estes paravam em certos pontos e compravam mercadorias. Os comerciantes iam até estes pontos, justamente esperando-os. Isto começou a desenvolver o comércio, que havia sido pouco utilizado no feudalismo, uma vez que cada feudo era auto suficiente e que cada um tinha seus pesos e medidas, o que dificultava o comércio. Desta forma, ocorreu o RENASCIMENTO COMERCIAL. Nos locais onde os burgueses e os comerciantes paravam para vender começaram a surgir cidades, pelo desenvolvimento desta atividade econômica na área.

Movimentos Heréticos:

Alguns movimentos que propunham reformas sociais baseavam-se nos preceitos religiosos, a igreja rejeitou-os, considerando-os heresia e requisitado os nobres para combatê-la.



Movimentos:

  1. Valdenses:

  • Formaram sua comunidade em Lyon (na atual França).

  • Pregavam o retorno à pobreza e a simplicidade de cristo.

  1. O movimento dos cátaros:

    • Foi criado no sul da França.

    • Formaram uma igreja organizada que começou a competir com a de Roma.

    • Para derrotar este movimento, o papa Inocêncio III lançou a cruzada albigense, na qual a nobreza do Norte devastou as terras do sul.




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