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Lançamento – Jornalismo
A entrevista
Millôr Fernandes

Formato:14 x 21 – 104 páginas – R$ 22

ISBN 978.85.254.2112-8 Código de barras 9788525421128




"É uma coisa simplíssima andar de bicicleta, mas não ando. Uma frustração. Quando você anda de bicicleta não te acrescenta nada, agora, não andar..."

O ano era 1981. A revista chamava-se Oitenta e era feita pelos jovens editores Ivan Pinheiro Machado, Paulo Lima, José Antonio Pinheiro Machado e José Onofre; Jorge Polydoro, capista oficial da Oitenta, completava o time. Estes cinco se reuniram uma noite (que invadiu a madrugada) com a missão de entrevistar o escritor, jornalista, dramaturgo, desenhista, humorista, pintor, poeta, tradutor, filósofo e livre-pensador, Millôr Fernandes. No total foram sete horas de conversa. A entrevista é composto por um longo e denso depoimento que atravessou três décadas. Millôr Fernandes confirma que esta foi uma das melhores – entre as tantas – entrevistas que deu.

O Brasil, neste momento, vivia os famosos “anos de chumbo” e este é um diálogo da Era pré-internet, pré-celular e pré-revolução digital em que Millôr Fernandes, dono de uma instigante personalidade, revela-se por inteiro.

Este livro é, afinal, um registro importante do jornalismo cultural brasileiro; eis uma entrevista em que Millôr fala sobre sua infância, psicanálise, sua paixão pela profissão, mulheres e amigos. Eis uma entrevista em que Millôr mostra seu pensamento, suas ideias e quase sua intimidade.

Millôr Fernandes nasceu no Meyer, subúrbio do Rio de Janeiro. Em mais de meio século de atuação permanente na imprensa, no teatro, na literatura e nas artes plásticas tornou-se uma das maiores personalidades de seu tempo. Combativo (“hay gobierno, soy contra”) como poucos, praticou o ideal de independência intelectual, tendo sido perseguido pelas ditaduras que assolaram o país neste século. Escreveu, traduziu e adaptou mais de uma centena de peças de teatro (Shakespeare, Pirandello, Molière, Racine, Brecht, Tchekov, Gorki, Fassbinder e muitos outros). Entre elas destacam-se os clássicos, Liberdade, liberdade (com Flávio Rangel), É..., Homem do princípio ao fim, Flávia, cabeça, tronco e membros, Um elefante no caos, Os órfãos de Jânio. Escreveu ainda A história é uma história,Bons tempos, hein?!, Crítica da razão impura ou o primado da ignorância, Devora-me ou decifro-te, Duas tábuas e uma paixão, É..., Um elefante no caos;Hai-kais, O livro vermelho dos pensamentos de Millôr, Millôr definitivo – A Bíblia do Caos, Os órfãos de Jânio, Poemas, Vidigal: memória de um sargento de milícias, A viúva imortal e Flávia, cabeça, tronco e membros. Todos eles publicados pela L&PM Editores.
Sobre a Oitenta:

No início dos anos 80, a L&PM Editores editava uma revista cultural em formato de livro que teve grande repercussão, a Oitenta. Pelos nove números publicados passaram os intelectuais mais influentes da época, foram veiculadas novas tendências, grandes textos de grandes autores e foram entrevistados importantes personagens da cultura brasileira e internacional. Alguns deles: Federico Fellini, Georges Simenon, Josué Guimarães, Woody Allen e... Millôr Fernandes.



Millôr Fernandes, o intelectual completo
Pinturas de Millôr

Hai-kais de Millôr


Envelhecendo, cheio de saudade

Ando na multidão

Sempre da mesma idade.

Pensa o outro lado:

quem tem fama

É difamado

Poemas de Millôr
Trecho de Poema Para Grande Orquestra Parada Um Salto Bem Alto
Você já amou uma mulher brilhante.

Você já amou uma mulher formosa.

Você já amou uma mulher

Silenciosa?

Que fala pouco,

E bem,


E baixo,

Que não levanta a voz por raiva

Nem má educação,

Que anda com seus pés de seda

Num mundo de algodão,

Que não bate, fecha a porta,

Como quem fecha o casaco

De um filho

(Ou abre um coração)?
(...)
Traduções de Millôr tradutor
“Acho teu espírito encantador, sem igual.

Pequeno, é verdade, mas excepcional.

Outra coisa em você me causa admiração:

Não se importa em usar nada de segunda-mão.

Se alguém bota fora, você pega já, sem demora”

Trecho de As eruditas, de Molière, uma das obras traduzidas por Millôr Fernandes

Charges de Millôr

Frases de Millôr


Fobia é um medo com Ph.D.”
Quando você fica muito tempo sem saber de alguma fofoca desagradável a seu respeito, verifique bem; você pode ter morrido e esqueceram de lhe contar.”
A inferioridade do individualista é nunca poder transferir para a corporação as ofensas que lhe fazem.”

Junta é uma matilha de doutores (novos coletivos)”

O que os olhos não vêem a língua inventa.”

Ociologia: sem o s a palavra define melhor o que a ciência pretende.”




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