Fotojornalismo, Arte e Antropologia Visual Um projeto interdisciplinar no templo Chagdud Gonpa



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Fotojornalismo, Arte e Antropologia Visual

Um projeto interdisciplinar no templo Chagdud Gonpa
Fernanda Gehrke1

RESUMO

A fotografia, para as Ciências Sociais, particularmente a Antropologia Visual, consiste em um instrumento valioso na realização de pesquisas. Para que sua utilização seja potencializada, o domínio da técnica, conhecimento e sensibilidade se tornam indispensáveis. O fotojornalismo, nesse contexto, oferece o aparato necessário ao antropólogo em captação de imagens. O resultado dessa interação entre ambas as áreas de conhecimento, por vezes, resulta em fotografias esteticamente agradáveis, dignas de exposições artísticas. O presente projeto consiste na captação de fotografias junto ao Templo Budista Chagdud Gonpa, em Três Coroas – RS, aliada a pesquisa sobre as práticas do budismo tibetano, bem como a observação e interação com os praticantes que freqüentam o local, dando especial atenção ao aspecto da arte e como ela é considerada e exercida entre eles.


Palavras-chave: budismo tibetano – fotografia e budismo – arte e budismo

Fotografia hoje

A fotografia já foi vista como uma “cópia” da realidade, sendo considerado o ato de fotografar uma atividade estritamente técnica. Definir a fotografia, enquanto representação do real, ainda é desafiador.

(...) o pensamento da fotografia como lei ou norma generalizante permanece um desafio teórico (MACHADO, 2001).
No entanto, a descrição da fotografia como mera representação do real, sem qualquer possibilidade de intervenção subjetiva ou participação do fotógrafo, já não tem mais espaço entre aqueles que a estudam. Já nos anos 80, Luís Humberto apontava para a tendência da fotografia como representação do real, mas também como uma série de novas possibilidades de recortes, leituras, interpretações.

Negar a importância da imagem impressa é desconhecer os rumos, no tempo, do fluxo da informação visual contemporânea. A fotografia pode se tornar mais rica em possibilidades de mostrar nuanças ou mesmo faces mais inteligentes e intrigantes de realidades que às vezes poderiam parecer vulgares (HUMBERTO, 1983, p.29).


Mais recentemente, Luís Eduardo Achutti, professor da UFRGS, argumenta a respeito do valor da fotografia como instrumento de estudo nas Ciências Sociais, destacando que não basta saber fotografar, mas é pertinente que haja um objetivo e fundamental que o fotógrafo tenha conhecimento sobre o que é fotografado.

Um bom trabalho de documentação fotográfica contém em si características do bom fotojornalismo, no que tange à agilidade e domínio da técnica visando à comunicação visual. Um trabalho de documentação fotográfica pressupõe o conhecimento do universo a ser investigado e demanda o respeito pelas determinantes culturais do ‘outro’. Para viabilizar um trabalho de antropologia visual com a utilização da fotografia, é necessário que o fotógrafo tenha o substrato do olhar do antropólogo, com suas interrogações e formas específicas de olhar o outro (ACHUTTI, 1994).


A forma como o fotógrafo vê o que está fotografando, a escolha do ângulo e dos temas mais evidentes nas imagens, a plasticidade... tais características envolvem escolhas pessoais, até mesmo íntimas. Conforme Boris Kossoy:

O registro visual documenta, por outro lado, a própria atitude do fotógrafo diante da realidade; seu estado de espírito e sua ideologia acabam transparecendo em suas imagens, particularmente naquelas que realiza para si mesmo enquanto forma de expressão pessoal (KOSSOY, 1989).


Para Susan Sontag, as fotografias produzem novos usos e significados ao real.
A fotografia não apenas reproduz o real, recicla-o – num procedimento fundamental numa sociedade moderna. Na forma de imagens fotográficas, coisas e fatos recebem novos usos, destinados a novos significados, que ultrapassam as distinções entre o belo e o feio, o verdadeiro e o falso, o útil e o inútil, bom gosto ou mau gosto...(SONTAG, 2004).

Boris Kossoy acredita no potencial das imagens. No entanto, observa um aproveitamento pequeno de todas as suas potencialidades.

As imagens pouco contribuirão para o progresso do conhecimento histórico se delas não se extrair o potencial informativo embutido que as caracteriza. As fotografias não são meras ‘ilustrações ao texto’. A imagem fotográfica informa sobre o mundo e a vida, porém em sua expressão e estética próprias.
Fotojornalismo e fotografia documental

O fotojornalismo, por sua vez, implica em uma grande responsabilidade por parte do profissional. Por ser uma forma de comunicação cuja linguagem é estritamente visual, a legenda que complementa a imagem deve atender às expectativas das pessoas que querem entender o que significa o conteúdo de uma imagem. Questões éticas permeiam todas as etapas, desde a captação da imagem até a redação da legenda.

É na fotografia de imprensa, um braço da fotografia documental, que se dá um grande papel da fotografia de informação, o nosso fotojornalismo. É no fotojornalismo que a fotografia pode exibir toda a sua capacidade de transmitir informações (KOSSOY, 1989, p.98).
Susan Sontag compara a fotografia ao texto impresso, principalmente em meios de comunicação, como se ela fosse mais “confiável”, mais “próxima da verdade”.

Fotografar é apropriar-se da coisa fotografada. Significa pôr a si mesmo em determinada relação com o mundo – e, portanto, ao poder. Supõe-se que uma queda primordial – e malvista, hoje em dia – da alienação, a saber, acostumar as pessoas a assumir o mundo na forma de palavras impressas, tenha engendrado aquele excedente de energia fáustica e de dano psíquico necessário para construir as modernas sociedades inorgânicas. Mas a imprensa parece uma forma menos traiçoeira de dissolver o mundo, de transforma-lo em um objeto mental, do que as imagens fotográficas, que fornecem a maior parte do conhecimento que se possui acerca do aspecto do passado e do alcance do presente. O que está escrito sobre uma pessoa ou um fato é, declaradamente, uma interpretação, do mesmo modo que as manifestações visuais feitas à mão, como pinturas e desenhos. Imagens fotografadas não parecem manifestações a respeito do mundo, mas sim pedaços dele, miniaturas da realidade que qualquer um pode fazer ou adquirir (SONTAG, 2004, p.14)


Fotojornalismo, Arte e Ciências Sociais se mesclam ao se tratar de fotodocumentarismo. Não faltam exemplos de fotógrafos que, ao registrar grupos específicos através de fotografias, tiveram suas imagens usadas como principal fonte para estudos antropológicos, reportagens jornalísticas e, finalmente, exposições artísticas. Tal gênero fotográfico é antigo, porém a motivação dos fotodocumentaristas não é mais a mesma, conforme Souza:

A fotografia documental dos nossos dias é a herdeira do documentarismo social dos finais do século passado e princípios do atual, embora não existem sempre similaridades evidentes entre as formas de expressão que usam os documentaristas na atualidade e aquelas a que recorriam os pioneiros do gênero. Com efeito, hoje os fotógrafos documentais estão provavelmente mais interessados em conhecer e compreender do que em mudar o mundo. Assim, o fotodocumentarismo atual, sem abandonar, por vezes, a ação consciente no meio social, o ponto de vista ou o realismo fotográfico (que, nalguns casos, estamos em crer, é a melhor opção), promove diferentes linhas de atuação, leituras diferenciadas do real, enquanto a grande tradição humanista do documentarismo tende menos para a polissemia no que se refere a processos de geração de sentido (SOUZA, 2000, p. 35).

Continuando, o mesmo autor aponta para a fotografia artística, ao abordar a subjetividade do fotodocumentarista como elemento fundamental na realização do trabalho, que interfere em seu resultado.

Parte dos documentaristas atuais não perseguem, portanto, a ilusão de uma verdade universal no processo de atribuição de sentido, antes promovem no observador a necessidade de, questionando, chegar à “sua verdade”, uma “verdade subjetiva”, o mesmo é dizer, a uma visão do mundo, independentemente das intersubjetividades que, a posteriori, se possam construir. A compreensão contextual dos acontecimentos e das problemáticas afigura-se aos olhos desses fotógrafos como essencial para a sua apreensão e para a apreensão do seu significado (SOUZA, 2000, p. 42).



Fotografia, arte e budismo

Conforme Susan Sontag, a forma como vemos a fotografia varia em outras partes do mundo. Na China, país que domina o Tibet politicamente, a idéia que se faz do tema é particularmente diversa dos ocidentais.

Enquanto, para nós, a fotografia está intimamente ligada a maneiras descontínuas de ver (a questão é precisamente ver o todo por meio de uma parte – um detalhe impressionante, um tipo surpreendente de corte), na China, está ligada apenas à continuidade. Não só existem temas adequados para a câmera, os temas positivos, inspiradores (atividades exemplares, gente risonha, tempo radioso) e ordeiros, como também há maneiras adequadas de fotografar, derivadas de idéias a respeito da ordem moral do espaço que excluem a própria idéia da visão fotográfica (SONTAG, 2004).
Foi na China, e também na Índia, onde surgiu o Budismo. Sidharta Gautama, de origem indiana, é considerado o primeiro Buda. Sua história é conhecida pelos adeptos da religião por ter ele abandonado uma vida cômoda e repleta de privilégios junto a sua família para meditar e viver na pobreza. Seus ensinamentos tiveram uma grande influência, inicialmente, na Índia e na China, de onde se espalharam pelo mundo, gerando diferentes correntes dentro do budismo. No entanto, os pontos mais importantes da conduta humana consideradas por Gautama continuam comuns a todos os budistas:

Para Gautama, o Buda, os pontos mais importantes da ‘Conduta Reta’ eram o amor e a alegria. Por isso disse: ‘Como uma mãe protege seu filho único e por ele arrisca a própria vida, assim fomenta e estimula a boa vontade entre os homens aquele que segue a reta senda.2


O budismo tibetano, uma dessas correntes, enfrenta atualmente um ambiente de repressão política, ideológica e econômica por parte da China:

Imperadores chineses dominaram a região durante boa parte dos séculos 18 e 19. por mais de mil anos antes disso, China e Tibet engalfinharam=se em repetidas guerras. A sorte mudou de lado várias vezes, e em algumas delas o domínio ficou com o Tibet. A China perdeu o controle da região no início do século 20, antes de os comunistas a ocuparem novamente em 1959. Durante a Revolução Cultural a China perpetrou um verdadeiro genocídio cultural ao destruir quase todos os lugares sagrados do budismo tibetano. O número de mosteiros ativos foi reduzido de 2,5 mil para 1,8 mil e o número de monges diminuiu de 120 mil para 46 mil (National Geographic Brasil, abril de 2002, p. 40).

O líder espiritual Dalai Lama, historicamente, defendeu a independência do Tibet, hoje considerado parte da China.

Depois de lutar por meio século para libertar seu país do jugo chinês, o Dalai Lama sabe melhor do que ninguém que a libertação não virá. Embora há um bom tempo ele venha digerindo esse fato, até recentemente o líder espiritual tibetano ainda tinha esperanças de que, quando morressem os líderes comunistas mais irredutíveis de Pequim, seus sucessores menos radicais talvez enfim admitissem a possibilidade de conceder a independência do Tibet (Op. Cit., p. 42).


Em contrapartida à aniquilação dos templos e da prática budista no Tibet, o número de adeptos às práticas e de templos em outros países vem crescendo consideravelmente nos últimos anos, inclusive no Brasil, onde o fenômeno é muito recente. Em 1985, o Centro de Estudos Budistas (CEB) foi criado em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul. O CEB incluiu praticantes de várias escolas de budismo. Hoje, existem trinta e quatro centros Tibetanos, que foi a escola mais recente a chegar ao Brasil, em 1988.

De acordo com a antropóloga Cristina Moreira da Rocha, o budismo no Brasil já desenvolve características particulares:

Embora muito do que tenha sido feito foi refletido nas experiências do budismo nos Estados Unidos e na Europa, algumas das características brasileiras já são claras. Embora incipiente nesta fase de formação, nós podemos observar o fundir de ensinos e cerimônias budistas com práticas e conceitos não budistas. Muitos praticantes tiveram e ainda têm um fundo católico romano e migraram para cultos africanos e espíritas antes de encontrar o budismo (disponível em http:==www.botisatva.org).
Apesar de apenas 0,2% da população ser budista, conforme dados do censo de 2000 (IBGE), ocorre no país um fenômeno particular, onde praticantes de outras religiões também freqüentam templos e participam de práticas budistas. Conforme a abadessa Coen do Busshin-ji, templo de zen budismo de São Paulo, nada impede tal comportamento:

Não é necessário ser um budista para praticar este tipo de meditação. O templo oferece várias palestras para aqueles que desejam aprender esta atividade, ainda que eles não tenham nenhuma intenção de se tornar budistas (O Estado de São Paulo, 27.10.1998).


Tal liberdade pode ser observada no templo Chagdud Gonpa, em Três Coroas – RS, onde o acesso é livre e qualquer pessoa pode participar das práticas, não havendo necessidade de se converter ao budismo, em detrimento de outra religião. As práticas realizadas no município gaúcho seguem a meditação Vajrayana, que consiste fundamentalmente na repetição de mantras.

A palavra mantra vem do sânscrito e significa, literalmente, parar de pensar. Mantras são palavras de poder que quando transformadas em sons produzem, entre outros efeitos, uma maior afinidade vibratória entre os planos da matéria e do espírito. (...) a principal finalidade do mantra é intensificar e internalizar a consciência, embora tornando-a mais calma (FIORENTINI, 1986, p. 80).


Conforme Bonkar Rinpoche, as meditações do vajrayana se dividem em duas fases, chamadas de criação e realização. A fase de criação é a primeira parte da meditação, quando se cria mentalmente a aparência de uma divindade. Na Segunda fase, da realização, todas as aparências dissolvem-se na vacuidade.

Permanecemos, então, na natureza da mente, que é ao mesmo tempo uma ausência de pensamentos e uma experiência de felicidade (RINPOCHE, disponível em http://www.botisatva.org).


O mestre espiritual do templo erguido em Três Coroas é Chagdud Tulku Rinpoche. Nascido em 1930, pertenceu à última geração de mestres que herdaram os tesouros dos ensinamentos e métodos Vajrayana. Rinpoche viveu os primeiros vinte anos de exílio, depois da invasão chinesa de 1959, na Índia e no Nepal. Lá serviu à comunidade tibetana como lama, médico e promotor das artes. Em 1979, chegou aos Estados Unidos. Quatro anos depois, Rinpoche criou a Chagdud Gonpa Foundation, hoje com centros também no Canadá, Suíça e Brasil, onde se fixou em 1994 e veio a falecer em 2002.

Os ensinamentos de Rinpoche são estudados no Chagdud Gonpa, juntamente com os mantras e práticas milenares do budismo tibetano, como as rodas e bandeiras de oração, espalhadas por todo o templo e imediações. Tais preces, conforme a crença budista, ao serem movimentadas se multiplicam, se espalhando por todo o universo. Por isso, as rodas e bandeiras devem estar constantemente em movimento.

A liberdade e o desprendimento das coisas materiais constituem a principal característica das idéias de Ema. Chagdud Tulku Rinpoche, bem como a simplicidade em seus ensinamentos.

O que quer que seja a que estejamos nos apegando não pode ser mantido. Podemos nos esforçar para mantê-lo, mas não teremos sucesso. É necessária muita contemplação para entender o significado disso. Mas uma vez que você o compreenda inteiramente, sua relação com a vida e com tudo o que está nela mudará. Você será como uma pessoa velha observando um grupo de crianças fazendo um castelo de areia na praia. Essas jovens crianças constroem toda uma fantasia ao redor de sua brincadeira – e para elas é real. A pessoa idosa pode se juntar e ajuda-las, mas não há qualquer dúvida na mente desta pessoa sobre a realidade da brincadeira. Todas as coisas são impermanentes, castelos na areia. Sabendo disso, exatamente como a pessoa velha, você pode viver cada momento ao máximo, fazendo o que puder para trazer felicidade para as vidas dos outros, não se apegando a nada nem se tornando infeliz se as coisas não saírem do jeito que você queria. Deste modo, através do entendimento espiritual, sua mente mudará gradualmente, conforme você se livra das falsas pressuposições que são a fonte do sofrimento para si e para os outros (Op. Cit.).


A arte está presente no templo Chagdud Gonpa em sua própria estrutura arquitetônica, além de suas paredes detalhadamente pintadas e das esculturas em seu entorno. Conforme lama Tsering Everest, aluna de Rinpoche, a arte envolve talento e muita responsabilidade.

Além da estrutura e dos trabalhos de arte, a criação adequada de um Templo requer uma série de consagrações para santificar a terra, a estrutura e todo o trabalho de arte (TSERING, disponível em http://www.chagdud.org).


Os artistas são considerados, dentro da tradição do budismo tibetano, como pessoas privilegiadas, com uma função “nobre”. Em Três Coroas, os artistas que participaram da ornamentação do templo são todos estrangeiros. Uma nova estátua, em homenagem a Akshkobia, foi recentemente construída e está em fase de ornamentação.

Lama Chimed, um artista do monastério Kat’hog no Tibete, está criando os ornamentos elaborados que S. Ema Tulku Rinpoche especificou para decorar os pilares que dão suporte ao telhado em cima da estátua. Essas oferendas expandem a poderosa interdependência positiva da estátua (disponível em http://www.chagdud.org.br).


Atualmente, está sendo erguida uma réplica ao templo da Terra pura de Padmasambava, no Tibet, próximo ao Chagdud Gonpa. Foi um dos últimos desejos de Rinpoche, como explica lama Norbu:

O Rinpoche havia tentado adquirir as terras durante muito tempo. A primeira coisa que disse quando efetuou a compra foi: “Agora vamos construir o Templo da Terra Pura de Guru Rinpoche”. Ele estava tão alegre. Enquanto estava em retiro, ele e o Alan haviam começado a fazer as estátuas. Ele estava construindo-as tão rapidamente quanto podia. Havia descoberto uma forma rápida de replicar partes da estátua ao cortar pedaços de isopor e cobri-los com cimento e argila. Quando perguntei porque ele estava fazendo, respondeu que estavam produzindo 133 estátuas que seriam colocadas no


Templo de Padmasambava. O Rinpoche trabalhou nelas durante os últimos dias de sua vida. (...) Foi tão surpreendente no final. Ele era inesgotável, desimpedido, mesmo sentindo dor e dificuldade física (Op. Cit.).
Além do novo templo, uma stupa para Rinpoche será erguida. Stupas são estruturas em homenagem a gurus. Para realizar a ornamentação artística dessa nova construção, artistas locais também vão participar. Segundo Chagdud Khadro, esposa de Rinpoche e atual mentora espiritual do templo, dessa forma tais jovens passarão por um treinamento artístico.

A construção do Templo e da stupa do Rinpoche certamente poderá ser feita com as doações que já temos. Já o trabalho artístico é um outro assunto. Exigirá oferendas substanciais, talento e esforço para ser realizado. As estátuas serão esculpidas no Brasil com a intenção de que o treinamento artístico envolvido será passado adiante para as novas gerações de artistas (Op. Cit.).


Os artistas responsáveis pela ornamentação e pintura do templo são todos moradores do Chagdud Gonpa. Lá residem, atualmente, cerca de 50 pessoas adeptas ao budismo tibetano, vindas de diferentes partes do mundo. Os artistas são do Nepal e do Tibet. O trabalho deles, além de envolver talento e habilidade, exige que sejam conhecedores e praticantes do budismo tibetano, pois a arte é considerada sagrada, já que é também através dela que as boas energias do lugar são transmitidas a todos que por lá passam, como queria Rinpoche.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ACHUTTI, Luíz Eduardo Robinson. Fotoetnografia: um estudo de antropologia visual sobre cotidiano, lixo e trabalho. Porto Alegre: Palmarinca, 1997, 168 p.



http://www.chagdud.org.br

http://www.botisatva.org

HUMBERTO, Luís. Fotografias: universos e arrabaldes. Rio de Janeiro: Funarte, Núcleo de fotografia, Coleção Luz & Reflexão, 1983, p. 29.

KOSSOY, Boris. Fotografia e História. 1ª. Edição. São Paulo: Ática, 1989, p. 27.

LIMA, Ivan. Fotojornalismo brasileiro: realidade e linguagem. Rio de Janeiro: Fotografia Brasileira, 1989, p. 11.

MACHADO, Arlindo. O quarto iconoclasmo e outros ensaios hereges. Rio de Janeiro: Rios Ambiciosos, 2001, 153p.

National Geographic Brasil, abril de 2002, p. 40.

SONTAG, Susan. FIGUEIREDO, Rubens (trad.). Sobre fotografia. São Paulo: Cia das Letras, 2004, p. 14.

SOUZA, Jorge Pedro. Uma história crítica do fotojornalismo ocidental. Universidade do Oeste de Santa Catarina, Chapecó: Grifos, 20.



IMAGENS RELACIONADAS AO TRABALHO








Imagens realizadas pela autora no templo budista Chagdud Gonpa, em Três Coroas – RS, no dia 6 de novembro de 2004.



1 Formada em Comunicação Social – Habilitação Jornalismo pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos – UNISINOS, cursando Pós Graduação – Especialização em Poéticas visuais: gravura, fotografia e imagem digital no Centro Universitário Feevale.

2 A reta senda refere=se ao chamado “caminho do meio”, que segundo Gautama deve ser seguido pelo homem, tendo em vista as quatro nobres verdades: 1. A dor é universal; 2. O desejo é a causa da dor; 3. A dor cessa quando se sufoca o fogo do desejo; 4. O Caminho do Meio é o que conduz à extinção da dor (TICHENOR, 1992).


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