Francisco cândido xavier nos domínios da mediunidade



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FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER



NOS DOMÍNIOS DA MEDIUNIDADE



DITADO PELO ESPÍRITO

ANDRÉ LUIZ

FEB

FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA


13/09/2000 – 13/12/2000

ÍNDICE

Raios, Ondas, Médiuns, Mentes 3


1 – Estudando a mediunidade 5

2 – O psicoscópio 9

3 – Equipagem mediúnica 14

4 – Ante o serviço 18

5 – Assimilação de correntes mentais 21

6 – Psicofonia consciente 25

7 – Socorro espiritual 29

8 – Psicofonia sonambúlica 33

9 – Possessão 37

10 – Sonambulismo torturado 42

11 – Desdobramento em serviço 47

12 – Clarividência e clariaudiência 53

13 – Pensamento e mediunidade 58

14 – Em serviço espiritual 63

15 – Forças viciadas 68

16 – Mandato mediúnico 73

17 – Serviço de passes 81

18 – Apontamentos à margem 87

19 – Dominação telepática 91

20 – Mediunidade e oração 96

21 – Mediunidade no leito de morte 102

22 – Emersão no passado 107

23 – Fascinação 111

24 – Luta expiratória 115

25 – Em torno da fixação mental 119

26 – Psicometria 122

27 – Mediunidade transviada 127

28 – Efeitos físicos 131

29 – Anotações em serviço 138

30 – Últimas páginas 143
Raios, Ondas, Médiuns, Mentes...

A Ciência do século XX, estudando a constituição da matéria, caminha de surpresa em surpresa, renovando aspectos de sua conceituação milenar.

Não obstante a teoria de Leucipo, o mentor de Demócrito, o qual, quase cinco séculos antes do Cristo, considerava as coisas formadas de partículas infinitesimais (átomos), em constante movimentação, a cultura clássica prosseguia detida nos quatro princípio de Aristóteles, a água, a terra, o ar e o fogo, ou nos três elementos hipostáticos dos antigos alquimistas, o enxofre, o sal e o mercúrio, para explicar as múltiplas combinação no campo da forma.

No século XIX, Dalton concebe cientificamente a teoria corpuscular da matéria, e um maravilhoso período de investigação se inicia, através de inteligências respeitabilíssimas, renovando idéias e concepções em volta da chamada “partículas indivisível”.

Extraordinárias descobertas descortinam novos e grandiosos horizontes aos conhecimentos humanos.

Crookes surpreende o estado radiante da matéria e estuda os raios catódicos.

Röntgen observa que radiações invisíveis atravessam o tubo de Crookes envolvido por uma caixa de papelão preto, e conclui pela existência dos raios X.

Henri becquerel, seduzido pelo assunto, experimenta o urânio, à procura de radiações do mesmo teor, encontra motivos para novas indagações.

O casal Curie, intrigado com o enigma, analisa toneladas de pechblenda e detém o rádio.

Velhas afirmações científicas tremem nas bases.

Rutherford, à frente de larga turma de pioneiros, inicia preciosos estudos, em torno da radio-atividade.

O átomo sofre irresistível perseguição na fortaleza a que se acolhe e confia ao homem a solução de numerosos segredos.

E, desde o último quartel do século passado, a Terra se converteu num reino de ondas e raios, correntes e vibrações.

A eletricidade e o magnetismo, o movimento e a atração palpitam em tudo.

O estudo dos raios cósmico evidencia as fantásticas energias espalhadas no Universo, provendo os físicos de poderosíssimo instrumento para investigação dos fenômenos atômicos e subatômicos.

Bohrs, Planck, Einstein erigem novas e grandiosas concepções.

O veículo carnal agora não é mais que um turbilhão eletrônico, regido pela consciência.

Cada corpo tangível é transformado em energia, e esta desaparece para dar lugar à matéria.

Químicos e físicos, geômetras e matemáticos, erguidos à condição de investigadores da verdade, são hoje, sem o desejarem, sacerdotes do Espírito, porque, como conseqüência de seus porfiados estudos, o materialismo e o ateísmo serão compelidos a desaparecer, por falta de matéria, a base que lhes assegurava as especulações negativistas.

Os laboratórios são templos em que a inteligência é concitada ao serviço de Deus, e, ainda mesmo quando a celebração se perverte, transitoriamente subornada pela hegemonia política, geradora de guerras, o progresso da Ciência, como conquista divina, permanece na exaltação do bem, rumo a glorioso porvir.

O futuro pertence ao Espírito!

E, meditando no amanhã da coletividade terrestre, André Luiz organizou estas ligeiras páginas, em torno da mediunidade, compreendendo a importância, cada vez maior, do intercâmbio espiritual entre as criaturas.

Quanto mais avança na ascensão evolutiva, mais seguramente percebe o homem a inexistência da morte como cessação da vida.

E agora, mais que nunca, reconhece-se na posição de uma consciência retida entre forças e fluidos, provisoriamente aglutinados para fins educativos.

Compreende, pouco a pouco, que o túmulo é porta à renovação, como o berço é acesso à experiência, e observa que o seu estágio no planeta é uma viagem com destino às estações do Progresso Maior.

E, na grande romagem, todos somos instrumentos das forças com as quais estamos em sintonia. Todos somos médiuns, dentro do campo mental que nos é próprio, associando-nos às energias edificantes, se o nosso pensamento flui na direção da vida primitivista ou torturada.

Cada criatura com os sentimentos emite raios específicos e vive na onda espiritual com que se identifica.

Semelhantes verdades não permanecerão semi-ocultas em nossos santuários de fé. Irradiar-se-ão dos templos da Ciência como equações matemáticas.

E enquanto variados aprendizes focalizam a mediunidade, estudando-a da Terra para o Céu, nosso amigo procura analisar-lhe a posição e os valores, do Céu para Terra, colaborando na construção dos tempos novos.

Todavia, o que destacamos por mais alto em suas páginas é a necessidade do Cristo no coração e na consciência, para que não estejamos desorientados ao toque dos fenômenos.

Sem noção de responsabilidade, sem devoção à prática do bem, sem amor ao estudo e sem esforço perseverante em nosso próprio burilamento moral, é impraticável a peregrinação libertadora para os Cimos da Vida.

André Luiz é bastante claro para que nos alonguemos em qualquer consideração.

Cada médium com a sua mente.

Cada mente com os seus raios, personalizando observações e interpretações.

E, conforme os raios que arremessamos, erguer-se-nos-a o domicílio espiritual na onda de pensamentos a que nossas almas se afeiçoam.

Isso, em boa síntese, equivale ainda a repetir com Jesus:

- A cada qual segundo suas obras.

Emmanuel

Pedro Leopoldo, 3 de outubro de 1954.
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