Frei José Rodriguez Carballo, ofm



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Encontro23.07.2016
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“PREPARAI O CAMINHO”

Is 40,1-11

Sal 95

Mt.18, 12-14




Frei José Rodriguez Carballo, ofm,


Ministro Geral

Queridos irmãos ministros provinciais, querido irmão Custodio, Conselheiros, queridos irmãos todos: O Senhor vos dê a Paz.


E motivo de grande alegria para mim poder celebrar convosco esta Eucaristia numa circunstancia tão especial: a erecção da nova Custodia dependente de São Francisco na Guiné Bissau. O Senhor tem sido grande para connosco e por isso estamos alegres. Que nosso coração se abra em hino de louvor e de acção de graças, por Ele nos ter concedido chegar a este dia, fruto do trabalho de tantos irmãos que, desde o longínquo 1673, dada da chegada dos primeiros francicanos à Guiné até hoje, têm lançado a semente do Evangelho no coração da gente deste Pais. Por estes irmãos de ontem e de hoje, nós damos graças ao dador de todo o bem, ao altíssimo e bondoso Senhor Deus: “Cantai ao Senhor um cântico novo, cantai ao Senhor e bendizei o seu nome....” (Sal 95).
A nossa celebração situa-se dentro do tempo litúrgico do Advento e dentro do inicio das celebrações do VIII Centenário da fundação da nossa Ordem. O Advento, como bem sabemos, è uma forte chamada a manter viva a esperança e a permanecer numa atitude constante de conversão. Esperança porque o Senhor vem (cf Is.40,10); conversão porque o Senhor não quer que se perca nem um só dos mais pequeninos (Mt 18,14), mas, dada a nossa condição de pecadores, de ovelhas que se afastaram do redil (cf Mt 18, 12-14), temos de preparar o caminho do Senhor, endireitando o que está contorcido (Mc 1,3), para nos apresentarmos “sem mancha e irrepreensíveis diante do Senhor” (2Pd 3,14). Por outro lado, o VIII Centenário da fundação da nossa ordem, convida-nos a acolher “a graça das origens” com renovado compromisso para viver “fielmente” o quanto prometemos no dia da nossa Profissão.
Esta dupla chamada poderia sintetizar-se numa só: a chamada à conversão para reiniciar juntos um caminho que, em fidelidade criativa (VC 37), sem domesticar as palavras proféticas do Evangelho, acomodando-as a um cómodo estilo de vida (Sdp 2), nos leve a acolher o Espirito, a “nascer de novo” (Jo 3,3) tanto a nível pessoal como institucional e, deste modo, podermos nutrir com a força libertadora do Evangelho o nosso mundo faminto dos valores evangélicos tais como os viveu São Francisco. Só assim poderemos responder ao convite que nos fazia Isaías na primeira leitura (cf Is. 40, 1-11): consolar o povo, falar-lhe ao coração; somente assim poderemos ser mensageiros de boas noticias para o nosso povo.
Esta chamada é exigente! Face a ela impõe-se uma atitude séria de discernimento para saber onde estamos, para onde vamos e para onde quer o Senhor que nós vamos. Somente quem é capaz de levar a sério o momento presente, poderá preparar adequadamente o futuro com esperança.
Num dia como hoje, queridos irmãos, convido-vos a fazer nosso o convite que João Paulo II fazia a todos ao iniciar o III milénio: olhar o passado com gratidão, preparar o futuro com esperança, vivendo o presente com paixão. Continuemos a dar graças ao Senhor por todo o bem que até ao presente momento tem concedido a esta terra, através dos nossos irmãos vindos de países longínquos e a través dos irmãos deste Pais que têm respondido ao chamado do Senhor com muita generosidade. Abramo-nos com esperança ao futuro, pois não estamos sós. O Senhor caminha a nosso lado. E vivamos com paixão o presente, essa paixão que nos leva a pôr tudo quanto esteja ao nosso alcance para viver com coerência as exigências da nossa vocação e missão de Irmãos Menores.
Que nos acompanhe sempre a bênção do Senhor e a intercessão da sua Santíssima Mãe e do nosso Pai San Francisco.


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