Freud para historiadores



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dica, muito distante de ser promissor para uma monografia (presumiase que os reis ingleses e franceses tinham o poder de curar escrófula

ao tocarem o enfermo), em uma história absorvente sobre os estilos

mentais. Mais tarde, em La société léodale, essa síntese insuper vel,

deixou para tr s os medievalistas a respeito das convenções políticas

e legais ao reconstruir o mundo feudal em seus ensaios concisos acerca

do seu sistema, de parentesco, o seu sentido peculiar sobre a história


164
e o tempo, o seu folclore como foi preservado na poesia épica, e

extraiu uma informação rica e ínsuspeitada a partir dos h bitos lingüísticos e dos nomes de lugares. Entrementes, Lucien Febvre, o parceiro polêmico neste par harmonioso de historiadores criativos, in#


timidava os seus colegas com uma persistência admir vel, para que

desprezassem especialidades históricas paroquiais que, 'segundo ele, sé,

impediam a compreensão da experiência do passado. Lamentava o

fracasso de sua profissão em escrever histórias de amor e morte, de

piedade, crueldade e alegria. Emotivo, melodram tico, sempre um

lutador autoconsciente por uma nova história, Febvre queria que a

sua profissão se banhasse no passado," De acordo com o seu convite,

mais de um historiador poderia mergulhar aí.

Mas as guas, embora turbulentas e fortificantes, revelaram-se,

tudo dito, não serem tão profundas quanto os seguidores intrépidos de

Febvre haviam suposto. Afinal de contas, o que um historiador saúda

como uma realização admir vel da história total outro pode qualificar

de um exercício em prudência comparada. 0 historiador da historiografia deve registrar a sua gratidão em relação a Bloch e Febvre e ...

escola dos Annales que fundaram: após as suas expedições ousadas,

a nossa profissão nunca ser a mesma. Ainda assim, em suma, eles

não chegaram l . j citei Marc Bloch, que pediu ao historiador que

explore "as necessidades secretas do coração", mas definiu-as como

necessidades alojadas na "consciência humana"." Esse é o ponto onde

a história psicanalítica pode entrar para expandir a nossa definição de

história total decisivamente ao incluir o inconsciente, e o incessante

tr fico entre a mente e o mundo, no território legítimo de pesquisa

do historiador.
Uma das conseqüências mais infelizes do reducionismo que segue

os passos de muitíssimos psico-historiadores é a de ter obscurecido a

promessa inerente ... história freudiana. Pois eles têm, muito ... maneira

dos novos historiadores sociais, apenas alterado os horizontes da profissão sem ampli -los de forma apreci vel. Negligenciar o ego eni

favor do id é semelhante a negligenciar a burguesia pelo proletariado.

Nem se tem avançado a causa da história psicanalítica, dada a sua

reputação, quando se fornece um alívio emergencial em momentos

de perplexidade. H aqueles que vêem o historiador freudiano como

um especialista a que se recorre em último caso, chamado ... cabeceira

do passado apenas quando todos os outros diagnósticos revelaram sua

incapacidade em extrair um sentido do quadro clínico. Mesmo historiadores relutantes em reconhecer o valor da psicanálise como uma

disciplina auxiliar encontraram, usos para ela quando falliaram em


16i

#


descobrir causas racionais para situações de pânico ou de motim, para

irrupções de preconceitos ou comportamentos autodestrutivos. Mas

enquanto o historiador que foi aprender com Freud poderia grosseiramente recusar assistência em adequar o que os seus colegas pensaram como algo confuso e impenetr vel, ele tem credenciais para

aspirar a coisas maiores do que a de sua posição apropriada de especialista. Os psico-historiadores têm sido criticados com justiça por

saltarem diretamente para as conclusões, mas, paradoxalmente, têm

sido menos culpados de arrogância do que de modéstia imerecida."

Precisamente por ligarem-se ... psicopatologia, por converterem seus

sujeitos em espécimes neuróticos, deixaram de lado a oportunidade

única, dada pelo trabalho freudiano, de caminharem em direçao a uma

psicologia geral.


Pois a maior ambição da teoria psicanalítica é ser uma orientação

e não uma especialidade. Nunca é demais reiterar que a psicanálise

não oferece um livro de receitas mas um estilo de ver o passado. É

por isso que a história fretidiana é compatível com todos os generos

tradicionais: militar, econ"mico, intelectual - assim como com a

maior parte de seus métodos. Inevitavelmente ir provocar conflitos

apenas com historiadores que abertamente desconfiam dos discernimentos freudianos ou que se comprometem com psicologias comportamentais. A psicanálise deveria instruir outras ciências auxiliares,

outras técnicas; deveria enriquecer, sem problemas, a paleografia, a

diplomacia, a estatística, a reconstrução familiar. Tampouco é preciso

ser reducionista. Mergulhar em Freud não obriga os historiadores a

verem somente a criança no homem; podem também observar o homem

desenvolver-se a partir da criança. 0 historiador que persiste em cri

fatizar o impacto causal dos motivos econ"micos, das inovações tecnológicas, ou das lutas de classe não precisa deixar de lado a ação dessas

influências objetivas pelo argumento duvidoso de que são fen"menos triviais e superficiais. A vida, como o historiador estuda seja no

indivíduo ou em grupo, em eventos singulares ou em longas extensoes de tempo, é uma série de compromissos nos quais as pulsões

irrecalc veis, os sinais indicativos de ansiedade, os estratagemas defensivos, as perseguições do superego, todos desempenham um papel

de lideranca sem serem exclusivos. A história é mais do que um

monólogo o inconsciente, mais do que uma dança de sintomas.


Ao dizer tudo isto, não proponho que se desconte ou de qualquer

maneira se minimize a qualidade radical da forma de pensar psicanalítica com a sua perspectiva única e subversiva. Qualquer tentativa

de assimil -la, ou, pior ainda, de misturar o mundo psicanalítico com
166
o nistorico, so pocieria comprometer as contribuições características

que cada um tem para oferecer. Ao contr rio, a questão é facilitar

o trânsito entre eles, desfazer as barreiras de desconfianca e de ignorância auto-impostas que têm impedido o historiador e se sentir,

#


senão confort vel, pelo menos razoavelmente seguro dentro dos domínios do analista. 0 historiador, escrevi em 1976, "coleta e no m ximo corrige a memória pública".'6 Nessa tarefa assustadora, a psican lise pode prestar uma ajuda monumental, pois não apenas analisa

o que as pessoas escolhem para recordar, mas revela o que elas

foram compelidas a distorcer, a esquecer.
Nada é mais sedutor do que fazer, sem garantias, analogias entre

a psicanálise e outras disciplinas, um pouco diferentes dela. Tanto a

história como a psicanálise são ciências da memória, ambas estão

profissionalmente comprometidas com o ceticismo, ambas rastreiam as

causas no passado, ambas procuram penetrar por tr s de confissões

piedosas e evasões sutis, A história e a psicanálise parecem, assim,

destinadas a colaborar em uma pesquisa fraternal pela verdade no

passado. Ainda assim, fraternidade, é necess rio insistir, não é identidade. A ansiedade que invade os historiadores que se vêem de frente

com a presença fretidiana é perfeitamente justific vel. Eles têm exce--lentes razoes para suspeitar que abraçar as idéias psicanalíticas é

mergulhar em um mundo estranho. É um mundo de ambivalências,

recalques e conflitos, onde se tem pouca certeza, onde ainda se é

menos seguro e tudo é imune a uma prova conclusiva e é aberto a

interpretações contraditórias. Ser persuadido por Freud necessariamente forçar os historiadores a mudarem, freqüentemente, de forma

dr stica, o modo pelo qual fazem a história, ir forç -los a abandonar

convicções estimadas e a revisar as suas conclusões preferidas. Os

riscos são imensos, as perspectivas de fracasso agourentas, as promessas de recompensa incertas. Mas o que acena ao final da jornada

perigosa pode revelar-se merecedor de tudo: uma apreensão, mais

sólida do que nunca, da totalidade da experiência humana.


167

#


2.
Notas
Pref cio
o -fernoso por virtualmente afogar

W o .. lho de Wehler sobre Freud


^torical thought

~-1 0, 11 5o ' -nto-history

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1 .Gostaria de assinalar enfaticamente, desde o início, que por "psicanálise"

entendo mais do' que o conjunto de trabalhos realizados apenas por Sigmund

Freud e por seus discípulos imediatos. Incluo também o dos seus sucessores

que, embora tomando, em alguns aspectos, um caminho próprio e tendo

experiências clínicas não disponíveis para Freud, certamente fazem parte

do seu campo. Enfatizo isso aqui porque alguém poderia enganar-se devido

ao título do meu livro e ao enfoque necess rio sobre as idéias freudianas

durante todo o texto. Certamente, os psicanalistas do ego, como Heinz

Hartmann, Ernest Kris e Rudolph Loewenstein, nunca pensaram que esti vessem fazendo outra coisa além de elaborarem aquelas idéias sobre a

estrutura mental que Freud começara a explorar no início dos anos 20.

Sua auto-avaliação parece-me ser essencialmente correta. A escola inglesa das

relações objetais, mais notoriamente W. R. D. Fairbairn e D. W. Winnicoti,

representam um caso menos nítido. Especialmente Fairbairn, que diverge

de algumas das formulações freudiarias. Mas ao se concentrar sobre as

relações pré-edipianas da criança com o seu mundo íntimo, particularmente

com a sua mãe, ampliou a an lise das relações objetais, e assim complicou

sem alterar materialmente o campo de visão freudiano. Não tenho nenhuma

intenção de excluir uma historiadora psicanalítica como Judith Hue es,

que se apóia fortemente na escola- inglesa, OU um btõ-2-rarõ -RUe-in COMO

Phyllis Gmsskurth. Deixando de lado os princípios sobre os qüuais não é

pos=ve transigi-r, a psicanálise não é uma coleção fixa de doutrinas, mas

uma disciplina que evolui em pesquisa e em teorização.


Em alguma medida, o alvoroço dos meados da década de 80 é "culpa"

de alguns ensaios brilhantes de Janet Malcolm em The Neu~ Yorker, mais

tarde transformados em livros (Psychoanalysis: The impossible profession

E 19811, e In the Freud arcídves [ 19841 ). No primeiro, Malcolm combinou

#

uma introdução lúcida e informal sobre a teoria e a técnica psicanalítica



com um perfil penetrante, que est longe de ser antip tico, sobre a política

no New York Psychoanalytic Institute; no segundo, tornou um amplo público


169

#


familiarizado com duas personalidades extravagantes, ambas admiradoras

desapontadas com Freud: primeira, a de Jeffrey Moussaieff Masson, por

um período breve e tumultuado, diretor de projetos do Freud Archives,

a segunda, a de Peter Swales, um pesquisador amador realizando apaixonadamente um trabalho detetivesco sobre Freud e o seu mundo, e seu

encontro com Kurt Eissler, o guardião dos papéis de Freud. 0 tratamento

de Malcolrn da psicanálise e das suas espetaculares vicissitudes é tão genial

quanto informativo, mas despertou a matilha, pouco adormecida, do contingente antifreudiano.
3.Ver Malcolm, In the Freud archives, op. cit., relate, sobre Masson e Swales;

e especialmente Jeffrey Moussaief Masson, The assault on truth: Freud's

supression of the seduction theory (1984); Frederick Crews, "The Freudian

way of knowledge", The new criterion (jun. 1984), 7-25; Frank Cioffi, "The

cradle of neurosis", The Times Literary Supplement, n.1 4240 (6-7-1984),

743-4. "H uma relutância compreensível", conclui Cioffi em sua resenha.

"em se dar crédito ... extensão do oportunismo freudiano, portanto ser

necess rio que passe algum tempo para que paremos de ouvir 'Freud, o

infatig vel investigador ... procura da verdade'. (Embora alguns de seus

mais sofisticados admiradores j estejam preparando um'abrigo mais ade quado e alternativo - Freud, um perjuro justificado por uma causa nobre.)

Os que não acreditam nem na integridade frendiana nem na nobreza de

sua causa podem consolar-se pela futilidade de curta duração de suas tenta tivas de colocar as coisas em ordem a partir de uma reflexão do próprio

Mestre: 'A voz da razão é suave mas é insistente- (p. 744).
Capítulo 1
1.Bloch, The historian's craft (1949, trad. Peter Putnam, 1954 (org.), 1964),

151. Curiosamente, um historiador um tanto diferente, Richard Cobb,

utilizou de urna met fora admiravelmente semelhante. "Deve existir uma

grande parte de adivinhação na história social, É como tornar seguro

o que é inseguro e penetrar nos segredos do coração humano," Paris

and its provinces, 1792-1802 (1975), 117,


2 ."Mrs. Eddy through a distorted lense", resenha de Julius Silberger, Jr.,

Mary Baker Eddy, no Christian Science Monitor (2-7-1980), 17.


3. Carr, What is history? (1961), 185,
4.Elton, The practice of history (1967), 81, 25; Lynn, "History's reckless

psychologizing, The Chronicle of Higher Education (16-1-1978), 48;

Hexter, The history primer (1971), 5; Elton, Practice of history, 24.
5.
170
Wehler, "Geschichtswissenschaft und 'Psychohistorie"', lnnsbrucker Historische Studien, 1 (1978), 213; ver também seu "Zum Verhãitnis von

#


Geschichtswissenschaft und Psychoanalyse", Historische Zeitschrift, CCV11

(1969), 529-54, um pouco revisado no Geschichte als Historische Sozial

wissenschaft (1973), 85-123. Embora seja famoso por virtualmente afogar

os seus leitores com notas de rodapé, o trabalho de Wehler sobre Freud

é bastante discutível.
6.Fischer, Historian's fallacies: Toward a logical of historical thought

(1970), 189; Barzun, Clio and the doctors: Psycho-history, quanto-history

& history (1974), 2; Stannard, Shrinking history: On Freud and the

failure of psychohistory (1980), 156. Para mais detalhes a respeitc, de

Stannard, ver bibliografia, pp 193-4.
7."Rhetoric and politics in the French Revolution", American Historical

Review, LXVI, 3 (abr. 1961), 64, 674-5.


8. "Rhetoric and politics", 676.
9.William L. Langer, "Ihe next assignment", American Historical Review,

LXIII, 2 (jan. 1958), 283-304; Erik Erikson, Young Man Luther: A study

in psychoanalysis and history (1958).
10.Fred Weinstein e Gerald M. Platt, Psychoanalytic sociology: An essay on

the interpretation of historical data and the phenomena of collective behavior

(1973), 1.
11."History's reckless psychologizing", The Chronicie of Higher Education

(16-1-1978), 48. Podemos julgar a profundidade do comprometimento

afetivo de Lynn pela sua met fora desagrad vel e pelo ataque intempestivo

que ele lança numa mesma e única p gina de diatribe contra o historiador

americano Richard Hofstadter, que tinha, de acordo com Lynn, descido por

volta dos meados da década de 60 a manipulações "irrespons veis" do

"jargão psicológico", embora se aventurasse a esperar que Hofstadter final mente iria livrar-se de todos esses absurdos - isto contra um dos estilistas

mais perceptivos e sensíveis do ofício histórico. 0 que despertou particular mente o desprazer de Lynn foi a aplicação por parte de Hofstadter do

termo "estilo paranóico" para descrever as convicções e a retórica de alguns

homens irados da política americana, uma cunhagem viva e esclarecedora

que Hofstadter desde o início cercou com as mais elaboradas precauções.

Isso, de acordo com Lynn, não fez mais do que "empanar as reputações

de certos grupos de americanos de que ele desconfiava ou que temia".
12."From the Facts to the Feelings", resenha de Joseph F. Byrnes, de The

Virgin of Chartres: An intellectual and psychological hisiory of the work

of Henry Adams, e de Charles K. Hofling, Custer and the Little Big

Horn: A psychobiographical inquiry, em The Times Lilerary Supplement

(23-10-1981), 1241.
. G. Kitson Clark, The critical historian (1967), 21.
#

Assim Alan Macfariane, ao resenhar Entertaíning Satan em The Times

Literary Supplement (13-5-1983), 493, chama-o "de um livro interegante,

provocante e legível", mas imagina se o fato de Demos "falar de afetos

e defesas, de analidade e oralidade, de narcisismo e projeção realmente

ÑZfreud3.txt --ma ---aului-uuN e ue seus contextos, para especulações

abstratas, obscuras e em última an lise insatisfatória". Minha tese, certa mente, é a oposta: projeção e defesa, e o resto do arsenal freudiano,

manejado com seriedade e cuidado, afasta-nos de especulações obscuras

e abstratas para o centro da dinâmica psicológica.
15.Thomas, comunicação pessoal, 31-3-1984; Cobb, Reactions to the French

Revolution (1972), 6; Elton, Practice of history, 81, 88, 58. 0 historiador

americano da Renascença, William J. Bouwsma, ao negar que o seu artigo

sensivel e inclusivo sobre "Anxiety and formation of early modern culture"

(em Barbara C. Malament (org.), After the Reformation: Essays in honor

of. J. H. Hexter [19801, 215-46), tenha sido influenciado diretamente pela

psicanálise, acrescenta que "Freud é agora em geral parte da nossa cultura

comum ... que a sua presença no fundo do meu pensamento foi impor tante". Comunicação pessoal, 30-4-1984.


16.Trumbach, The rise of the egalitarian family: Aristocratic kinship and

domestic relations in eighteenth-century England (1978), 9-10.


17. Bowlby, Attachment (1969, 2.a ed., 1982), XV.
18.Bowlby afirma-o extensamente durante a série de quatro volumes,

Attachment and loss (da qual Attachment é o primeiro), e mais uma

vez, após vinte anos de trabalho intenso na obra ... qual consagrou a sua

vida: "0 ponto-chave de minha tese é o de que h uma relação causal

forte entre as experiências de um indivíduo com os seus pais e a sua

capacidade posterior para contrair laços afetivos". "The making and breaking

of affectional bonds" (1976-77), em The making and breaking of affectional

bonds (1979), 135. Ver também, em relação a esse "ponto-chave", no

mesmo volume, "Effects on behaviour of disruption of an affectional

bond" (1967-1968), e "Separation and loss within the family" (1968-1970).


19.Donald M. Lowe, History of the bourgeois perception (1982),'25. Como

outros historiadores, Lowe também usa os termos "inconsciente" e "subcons ciente" alternadamente (p. 14). Quando um historiador comenta as idéias

freudianas sobre "subconsciente", geralmente revela, com o seu aparente

lapso casual, que falhou em aprender, ou mesmo em olhar de relance

para os escritos psicanalíticos, nos quais o próprio termo aparece apenas

no início e com extrema raridade. E quando Freud usou-o, não o tratou

como sin"nimo de "inconsciente".
20.Stone, The family, sex and marriage in England, 1500-1800 (1977), 52-3,

572-99.
21. Ibidem, 15.


22.

#

Ibidem, 15-6.


23. Freud, "Zur Dynamik der Ubertragung" (1912) [Studienausgabel 11 v.,

Alexander Mitscherlich et alii (1969-1975), Erg,~nzungsband, 159n; "The

dynamics of transference" [Standard edition of the complete psychological

works of Sigmund Freud], tr. e org. James Strachey et alii, 24 v. (1953 1975), XII, 99n.


172
24.Freud, Drei Abhandlugen zur Sexualtheorie (1905), ed. est., V. 115, Thret

essays on the theory of sexuaíity, ed. stand., VII, 210-1; "Aus der Geschichte

einer infantilen Neurose" (1918), ed. est., VIII, 188, "From lhe history

of an infantíle neurosis", ed stand., XVII, 72; Das Ich und das Es (1923),

ed. est., 111, 302, The ego and the id, ed. stand., XIX, 34.
25.Ver meu ensaio "Freud and freedom", in Alan Ryan (org.), The idea of

freedom: Essays in honour of Isaiah Berlin (1979). Numa confer6ncia

que festejava o centen rio do nascimento de Freud em 1856, John Bowlby

disse: "Talvez nenhum outro campo do pensamento contemporâneo mostre

mais claramente a influência do trabalho freudiano do que o da educação

infantil. Embora tenha sempre existido aqueles que saibam que a criança

é o pai do adulto e que o amor materno d algo indispens vel para a

criança em crescimento, antes de Freud essas verdades antigas não eram

objeto de uma investigação científica% um veredicto com o qual eu concordo.

"Psychoanalysis and Child Care" (1958), em Bowlby, Making and breaking

of affetional bonds, 1.
26. Ver adiante, cap. 5.
27.Freud, "Die Verdrdrigung" (1915), ed. est., 111, 111, "Repression", ed.

stand., XIV, 150, "Triebe und Triebschicksale" (1915), ed. est., 111, 94,

"Instincts and their vicissitudes", ed. stand., XIV, 94; Das Unbehagen in

der Kultur (1930), ed. est., IX, 197, Civilization and its discontents, ed.

stand., XXI, 64.
28."Children and the family" (196), resenhado por Stone em The past and

the present (1.981), 216-7. Ver adiante, p. 76.


29.Macfarlane, The faWily life of Ralph Josselin: A seventeenth-century

clergyman (1970), 183n. Notar novamente o ubiquo "subconsciente".


30.George e George, Woodrow Wilson and colonel House: A personality

study (1965, ed. 1964), 43. Ver bibliografia, pp. 193-4.


31.Hav6ly, England in 1815 (1913, trad. E. 1. Watkin e D. A. Barker,

1949), 47, 65.


32.Weber, Peasants into frenchmen: The modernization of rural France

#


1870-1914 (1976), 277.
33.Ver Peter Gay, "On the bourgeoisie: A psychological interpretation",

in John M. Merriman (org.), Consciousness and class eyperience in

nineteenth-century Europe (1979), 187-203, e The bourgeois experience:

Victoria to Freud, v. 1, Education of the senses (1984).

34. Thomis, Responses lo industrialization 1780-1850 (1976), 140.

35. Olsen, The growth of victorian London (1976), 23.


36.Lefèbvre, "Foules révolutionnaires" (1934), in Lefèbvre, Études sur la

Révolution Française (1954) 278-82. E ver "Le meurtre du comte de

Dampierre (22-7-1791), de Lefèbvre, ibidem, 288-97.
37.Dodds, The greeks and the irrational (1951), 49. Para uma discussão

mais detalhada. ver adiante, pp. 153-7.


173

#


Capitulo 2
.0 historiador Saul Friedilinder, simpatizante da aplicabilidade da psican lise ... história, observou que "a grande maioria dos psicanalistas independente da 'escola' a que pertençam - consideram sua interpretação

do pensamento freudiano como um conjunto inatac vel e monolítico, e

qualquer tentativa de selecionar choca-se com uma oposição feroz, mais

apropriada aos adeptos de uma seita do que aos representantes de um

domínio científico ainda em vias de elaboração", History and psychoanalysis: An inquiry into the possibilities and limits of psycho-hístory (1975,

trad. Susan Suleiman, 1978), 6.


2.Barzun, Clio and the doctors: Psycho-history, quanto-history & history

(1974), 6.

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