Freud para historiadores



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3."Freud para Rosenzweig", 28-2-1934, reeditada no original em David

Shakow e David Rapaport, The influence of Freud on american psychology

(1964), 129n. Ver comentdrios detalhados, ibidem, 130n.
Ernest R. Hilgard, "Psychoanalysis: Experimental studies", International

encyclopedia of the social sciences, David L. Sills (org.), 17 v. (1968),

XIII, 39.
5.Freud. Traumdeutung (1900), ed. est., 11, 483, 73n, 122n; The interpre tation of dreams, ed. stand., V, 503; IV, 49n, 102n. Para Silberer e

P"lzl, ver adiante, p. 198.


6,Ver espec. Paul Kline, Fact and fantasy in freudian theory (1972; 2.a ed.,

1981), cap. 1, "Freudian theory and scientific method"; e David Rapaport,

The structure of psychoanalytic theory: A systematizing attempt, psycho logícal íssues, Monograph 6 (1960), uma tentativa audaciosa e sugestiva

de reduzir as leis e observações multif rías do instrumental psicanalítico

a um sistema.
7.No seu The standing of psychoanalytic theory (1981), o filósofo cético

inglês B. A. Farrell argumentou, por exemplo, que os estudos em defesa

perceptual não são de nenhuma maneira sobre o recalque; para uma réplica,

ver Mine, Fact and fantasv, 210-28,


8.Sobre o complexo de Édipo, ver adiante, pp. 85-9. A previsão desem penha um papel relativamente modesto na comprovação psicanalítica desde

que, obedecendo ao princípio da sobredeterminação, um simples conglo merado de causas pode ter uma variedade de efeitos. Ver adiante, pp. 150-1.


9.Paul Conkin e Roland N. Stromberg, The heritage and challenge of history

(1971), 165, 170.


10.Freud, Neue Folge der Vorlesungen zur Einfiihrung in die Psychoanalyse

(1933),/ ed. est., 1, 507, New introductory lectures on psycho-analysis,

ed. stand., XXII, 69.

#

174


i
11."Não é incomum, mesmo atualmente", observou o eminente psicanalista

Mark Kanzer em 1990, "descobrir unia veneração que corrompe o verdadeiro

legado freudiano, que foi o de explorar, inovar e tomar decisões próprias

sem se deixar intimidar nem pela tradição nem, na mesma direção, pelas

opiniões anteriores". "Conclusion" em Mark Kanzer e Jules Glenn (orgs.),

Freud and hís patients (1980), 429. Provavelmente a autocrítica mais

severa dessa atitude dentro do ofício psicanalítico que encontrei é a de

Edward Glover, "Research methods in psycho-analysis" (1952), reeditado

em On the early development of mind (1956), 390-405, espec. 391-2.
12.Masur não tem escrúpulos em chamar o pequeno grupo de seguidores

íntimos que Freud reuniu ao seu lado de "urna espécie de comitê central

psicanalítico". Sua descrição geral das idéias freudianas est no mesmo

nível. Prophets of yesterday: Studies in european culture, 1890-1914 (1961),

298-317, espec. 312.
13. Hughes, "History and psychoanalysis: The explanation of motive", History

as art and as science: Twin vistas an the past (1964), 42-67. De fato, a

proposta de uHghes, uma vez que senha pensado em suas implicações,

est de acordo com a forma do historiador profissional de dominar as suas

disciplinas auxiliares e, neste sentido, seu material em geral; é um convite

para garantir a espécie de competência que ele considera completamente

sem objeções se outras disciplinas estivessem em questão. Experienciar a

situação psicanalítica, com a sua relação carregada entre analista e anali sando e a sua pressão por urna regressão, é semelhante ... do historiador

das viagens de Colombo que atravessa as mesmas rotas, sob as mesmas

condições encontradas por Colornho - semelhante, embora ainda mais

difícil. Para uma perspectiva diferente, menos exigente, ver Fred Weinstein

e Gerald M. Platt, Psychoanalytic sociology: An essay on the interpretation

of historical data and the phenomena of coilective behavior (1973), In.
14.Para esse ponto, ver Peter Gay, "Sigmund Freud: A german and his

discontents", em Freud, jews and others germans: Masters and victims in

modernist culture (1978), 29-92, espec. 82-8.
15.Freud para Bonaparte, 11-1-1927, Ernest Jones, The life and work of

Sigmund Freud, 1919-1939: The last phase (1957), 131.


16. Patze, Ueber Bordelle und die Sittenverderimiss unserer Zeit (1845), 48n.
17.A mais recente discussão sobre os débitos freudianos é a de Frank J.

SuIloway, Freud, bOlogisi of the mind: Beyond the psychoanalytíc legend

(1979), que, a despeito da sua alta insistência sobre a dependência de

Freud em relação a Fliess (talvez por causa dela) achei pouco convincente.


#

18.Freud, Der Witz und seine Beziehung zum Unbewussten (1905), ed. est.,

IV, 13n; Jokes and lheir relation to the unçonscious, ed. stand., VIII, 9n.
19.Freud deu a um de seus filhos o nome de Ernst por causa de Ernst Briicke,

e a outro o de Martin devido a Jean-Martin Charcot, dois dos seus colegas

mais velhos, que ele mais admirava. Ver Peter Gay, "Six Narnes in Search
175

#


of an Interpretation: A Contribution to the Debate over Sigmund Freud's

Jewishness", Hebrew Union College Annual, Lill (1982). 295-307.


22.
176
20. 0 eminente psicanalista Leo Stone tem questionado a categoria de "agressão"

enquanto unia idéia unit ria ("Reflections on the Psychoanalytie Concept

of Aggression", The Psvehoanalytic Quartel . v , XL [abril, 1971], 195-244);

anteriormente, Otto Fenichel. cuja autoridade junto ...s instituições psicana líticas permanece forte, levantou sérias questões a respeito da teoria

dualista freudiana dos instintos ("A critique of lhe death instinct" [19531.

em Collecied papers of Otto Fenichei, first series [19531, 363-72);

enquanto um grupo de psicanalistas e de psicólogos de orientação analítica

respeitados tem pedido insistentemente a eliminação da metapsicologia do

corpus dos trabalhos freudianos aceit veis. (Assinado em especial alguns

dos artigos de George S. Klein, tais como "Two Theories or One?" [19701,

em Klein, Psychoanalytic theor , v: An exploration of essentials [19751, 41-71,

e aqueles reunidos por Merton M. Gil] e Philip S. Holzman em memória

de Klein, Psychology versus metapsNlçhology [19761),
21'Stannard, Shrinking history: On Freud and the failure of psycho-historv

(1970), 87; Barzun, Clio and the doctors, 33.


Karl R. Popper, "Philosophy of science: A personal report", em C. A.

Mace (org.), British philosophy in mid-century (1957), 156-8, confer6ncia

de 1953, tamb6m reeditada em Conjectures and refulations: The growth

of scientific knowledge (1963; 2.a ed. 1965), 33-65; Sidney Hook, "Science

and mythology in psychoanalysis", in Hook (org.), Psychoanalysis, scientifc

method and philosophy: A symposium (1959). 214-5, 223. Popper nunca

alterou a sua posição. "Nenhum tipo de descrição", escreveu ele mais

recentemente, "de qualquer comportamento logicamente possível pode ser

dada que se revele incompatível com as teorias psicanalíticas de Freud.

Adler ou Jung". Objective knowledge., An evolutionary approach (1972).

36n. 0 seguidor mais enf tico de Popper nessa questão (fora David

Stannard) 6 Sir Peter Medawar, que tem zombado muito das asserg6es

freudianas; ver o seu The art of the soluble (1967), 14-5, 62-4. e Induction

and intuition in scientific thought (1969). 6-7, 49-50,


A questão é complicada; isso é testemunhado pelo coment rio competente

de Ernst Nagel, filósofo da ciência, dificilmente um partid rio da psican lise: "Dr. Medawar aparentemente endossa a alegação popperiana de

que enquanto nenhuma teoria científica pode ser verifícada de forma

conclusiva, as teorias são definitivamente refut veis. Sem dúvida, h uma

assimetria formal entre os enunciados universais que verificam e os que

refutam. Mas é ir além do ponto sustentar que as teorias são portanto

conclusivamente false veis. Pois enquanto uma simples instância que entra

em contradição com uma teoria a refuta, se um fato aparentemente

recalcitrante é realmente incompatível com a teoria só pode ser decidido

#


... luz de v rios pressupostos aceitos como sólidos (de qualquer modo no

contexto de uma dada investigação)". "What is true and false in seience".

Encounter, XXIX (set. 1967), 70. Para uma refutação esclarecedora da

visão popperiana no contexto da argumentação psicanalítica. ver Clark


Glymour, "Freud, Kepler, and the clinical evidence" (1974), in Richard

Wollheirn e James Hopkins (orgs.), Philosophical essays on Freud (1982),

12-31, e B. R. Cosin, C. F. Freeman e N. H. Freeman, "Critical empiricism

criticized: The case of Freud", ibidem, 32-59.


24.Sherrill, "How Reagan got that way", resenha de Dallek, Ronald Reagan:

The politics of symbolism (1984), The Atlantic' CCLIII, 3 (mar.

1984). 130.
25.Freud, "Konstruktion in der Analyse" (1937), ed. est., Erginzungsband,

395, "Constructions in analysis", ed. stand., XXIII, 257; "Die Verneinung"

(1925), ed. est., 111, 373, "Negation", ed. stand., XIX, 235.
26.Freud, "Verneinung", ed. est., Ergiinvingsband, 395; "Negation", ed. stand.,

XIX, 235.


27.0 artigo cl ssico desse tipo, que ainda merece ser lido, é o de Karl

Abraham, "Uber eine besondere Form des neurotischen Widerstand gegen

die psychoanalytische Methodik (1919), Abraham, Gesammelle Schriften

in zwei Bünden, Joharmes Cremerius (org.), (1971; ed. 1982), 1, 276-83.


28.Ver espec. Marshall Edelson, "Is testing psychoanalytic hypotheses in the

psychoanalytic situation really impossible?" PSC, XXXVIII (1983), 61-109,


29."Uber 'wilde' Psychoanalyse" (1910), ed. est., Ergãnzungsband, 140; "'Wild'

psycho-analysis', ed. stand., XI, 226. Esse pequeno artigo é altamente

recomendado como um remédio contra diagnósticos irrespons veis e apres sados. Ver também Freud, "Konstruktion", ed. est., Erg nzungsband, 400;

"Constructions", ed. stand., XXIII, 262.


30.As passagens mais reveladoras estAo em, Freud e Breuer, Studies on hysteria

(1895), ed. stand., 61, 63, 129, 138, 172, e Freud, "The neuro-psychoses

of defense" (1894), ed. stand., 111, 52-3.
31.Freud, "Charakter und Analerotik" (1908), ed. est., VII, 25, 26, 30.,

"Character and anal erotism", ed. stand., IX, 169, 170, 175.


32.Freud, "Aus der Geschichte einer infantilen Neurose ("Der Wolfsmann")"

(1918), ed. est., Vill, 188; "From the history of an infantile neurosis",

ed. stand., XVII, 72. Os grifos sdo meus.
33.Freud, "BruchstUck einer Hysterie-Analyse" (1905), ed. est.. VI, 128,

"Fragment of an analysis of a case of hysteria", ed. stand. VII, 54;

"Hemmung, Symptoms und Angst" (1926), ed. est., VI, 247, "Inhibitions,

symptoms, and anxiety", ed. stand. XX, 102. Sobre a questdo da causagao

#

m(illipla ern hist6ria e sua anfilise, ver Peter Gay, Art and act: On causation



in history - Manet, Gropius, Mondrian (1976).
34.Algumas dessas causas e significados são sociais: não estou argumentando

que os motivos e atos individuais sozinhos determinem o curso da historia,

ou que os conflitos em que o historiador est especialmente interessado

#


sejam precisamente os conflitos que o psicanalista encontra diariamente.

Sobre o significado social das proposições freudianas, ver adiante, cap. 5.


35.Freud,"Bruchstück einer Hysterie-Analyse" (1905), ed. est., VI, 129:

"Fragment of an analysis of a case of hysteria", ed. stand., VII, 55.


Capítulo 3
1.William James nara Theodore Flournoy, 28-9-1909, Henry James (org.),

The letters of William James, 2 v. (1920), 11, 327-8.


2.Henry F. Ellenberger, The discovery of the unconscious: The history and

evolution of dynamic psychiatry (1970), 464-5; Hans-Ulrich Wehler,

"Geschichtswissenschaft und 'Psychohistorie"', Innsbrucker Hístorische

Studien, 1 (1978), 201-13; David Hackett Fischer, Historians' fallacies:

Toward a logic of historical thought. (1970), 189; Lawrence Stone, The

family, sex and marriage in England 1500-1800 (1977),'15-6. Na pol6mica

história do seu rnovimento, numa passagem sarc stica, Freud confrontou

a si mesmo com esta asserção: "Todos nós ouvimos falar a respeito da

tentativa interessante de explicar o aparecimento da psicanálise a partir

do ambiente vienense. Janet, tão recentemente quanto 1913, não teve

escrúpulos em us -la, embora certamente ele se orgulhe de ser parísiense,

e Paris dificilmente Pode alegar que seja uma cidade com uma moral

mais severa do que a de Viena. De acordo com o seu apperçu, a psicanálise,

especialmente na sua asserção de que as neuroses decorrem de perturbações

na vida sexual, só poderia ter surgido numa cidade como Viena, numa

atmosfera de sensualidade e imoralidade estranha a outras cidades, e que

simplesmente representa o reflexo, por assim dizer, a projeção em uma

teoria, dessas condições específicas de Viena. Ora, não sou mesmo bairrista,

mas essa teoria sempre me pareceu excepcionalmente absurda, tão absurda

que algumas vezes inclinei-me a supor que a reprovação de ser vienense

é apenas um eufemismo que substitui outro, daquele tipo que não se

gosta de tornar público. Se as premissas fossem as opostas, então talvez

valesse a pena ouvi-Iaõ ... Os vienenses não são nem mais abstinentes

nem mais neuróticos do que outros que vivem em cidades grandes, As

relações sexuais são um pouco menos embaraçosas, o recato é menos

acentuado do que nas cidades do Oeste e do Norte, que se orgulham de

sua castidade'!. "Zur Geschichte der psychoanalytischen Bewegung" (1914),

Gesammelte Werke, X, 80-1; "On the history of the psycho-analytic

movernertC, ed. stand., XIV, 39-40.
3.Peter Gay, "Sigmund Freud: A german and his discontentC, Freud, jews

and others germans: Master and viclims in modernist culture (1978), 29.

Mesmo se as provas freudianas tivessem sido retiradas de uma antostragem

tão pequena como a que seus detratores gostam de afirmar, a verdade de

suas alegações permaneceria incólume, embora certamente fosse menos

plausível. De fato, como ocorre, a variedade de seus casos é impressionante.


178
#

A impossibilidade de estabelecer um completo recenseamento dos casos

freudíanos é, certamente, devida ...s restrições de acesso aos arquivos encontradas pelos pesquisadores.
4.Lucien Febyre, Life in Renaissance France, org. e trad. Marian Rothstein

(1977), 2.


5.Friedrich Meinecke, Die Entstehung des Historismus, 2 Y. numerados

continuamente (1936), 2-3, 203-3, 4.


6. Peter Gay, Style in history (1974), cap. 2.
7.Ver Peter Gay, The enlightenment: An interpretation, v. 11, The science

of freedom (1969), 380-5.


8. Geoffrey Strickland, Stendhal: The education of a novelist (1974), 28.
9.Eliot, "Fradition and the individual talent" (1919), Selected essays

(1932), 14.


10. Goethe, Faust, Der Tragidie Zweiler Teil, ato 11, linhas 7740-3.
Il.Freud, "Dits Unbewusstc" (1915), ed. est., 111, 149, -rhe Unconscious",

ed. stand., XIV, 190; Das Ich und das Es (1923), ed. est., 111, 302,

The ego and the id, ed. stand., XIX, 35. Para mais informaç"es a respeito

do desenvolvimento, ver adiante, pp. 129-34.


12.Freud, Neue Folge der Yorlesungen zur Einfiihrung in die Psychoanalyse

(1933), ed est., 1, 529; New introductory lectures on psycho-analysis, ed.

stand., XXII, 95.
13.---Temosde tornar claro para nós mesmos que todo ser humano adquiriu

uma forma específica, própria [eine bestimmie Eigenart], de conduzir a

sua vida erótica a partir do trabalho combinado de disposições inalas

e influências sofridas durante os primeiros anos da infância". "Zur Dynamik

der Obertragung" (1912), ed est., Ergiinzunsband, 159 (ver a longa nota

de rc9ap6 na mesma pfigina); "The dynamics of transference", ed. stand.,

XH, 99 (e 99n).
14.Freud, "Triebe und Triebschicksale" (1915), ed. est. 111, 86; "Instincts

and their vicissitudes", ed. stand., XIV, 122.


15.Pares, "The historian's business" (1953), in The historian's business and

others essays, R. A. e Elizabeth Humphreys (orgs.), (1961), 7.


16.Em um artigo convincente,---ne waning of the Oedipus complex" (1979),

o eminente psicanalista Hans W. Loewald argumentou que enquanto lem

ocorrido um certo "declínio no interesse ps canalítico pela fase edipiana

e pelos conflitos edipianos" em favor dos "primeiros est gios da diferen ciação entre o self e objeto, da separação-índividuação, das origens primi#


tivas das relações objetais" uma "compreensão crescente das questões

pré-edipanas, -longe de desconsiderar as edipianas, pode, no final das contas,

ajudar a obter um discernimento maior a respeito delas". Loewald, Papers


179

#


on psycho-analysis (1980), 384-404. A passagem citada est nas paginas

386-7. Essa formulação cautelosa é congruente com a minha própria visão

(ver acima, p. 13) de que a escola das relações objetais permanece

firmemente dentro do meio freudiano.


17,Resenha de William Bullitt e Sigmund Freud, Thomas Woodrow Wilson:

A pSYchological view (1967), em The New Statesman and Nation,

12-5-1967, 653-4.
18.Ver, a respeito da passagem de Diderot, Freud, Introductory lectures on

psycho-analysis (1916-1917), ed. stand., XVI, 338; "The expert opinion in

the Halsmann Case" (1931), ed. stand., XI, 251; An outline of psycho analvsis (1940), ed. stand., XVIII, 192.
19.Freud, Das Ich und das Es (1923), ed. est., 111, 300, The ego and the id,

ed. stand., XIX, 33.


20.Devo essa feliz formulação ao Dr. George Mahi (comunicação pessoal

em 1977).


21.Freud, Die Traumdeutung (1900), ed. est., 11, 268-9; The interpretation

of dreams, ed. stand., IV, 264.


22.Ver E. R. Dodds, "The misunderstanding of 'Oedipus complex'" (1966),

in The ancient concept of progress and other essays on greek literature

and belief (1973), 64-77.
Smith, The historian and history (1964), 130-1; Fischer, Historians'

fallacies, 192.


24. Ver adiante, p. 13.
David Stannard deu grande importância aos artigos que parecem lançar

dúvidas sobre o complexo de Êdipo e trata de forma cética um que o

defende. Não omite (e sente satisfação em citar) a crítica muito debatida

de Bronislau Malinowski a respeito desse complexo freudiano nuclear entre

os trobriandeses. Shrinking history: On Freud and the failure of psychohistory (1980), 85-93. Mas considerem o ensaio brilhante de Meiford

E. Spiro, Oedipus in the Trobriands (1982) que demonstra de forma conclusiva que Malinowski leu muito erroneamente os seus materiais, e que

esses mesmos materiais oferecem fortes razões para atribuir o complexo

de Êdipo aos trobriandeses. 0 debate continua, mas a descoberta freudiana

mantém a sua autoridade - e o seu car ter sugestivo para o historiador.
26.Ver, corno outro exemplo, B. H. Liddell Hart condensar as "causas fun darnentais" da Primeira Guerra Mundial "em três palavras - medo, fome,

orgulho". History of the First World War (1930; ed. 1972), 1. Tratarei

dessa questão adiante, no capítulo 4.
27.Cochran, "Economic history, old and new", American Historical Revie 1:

#


LXXIV (jun. 1969), 1567, Hofstadter, "The pseudo-conservative revol~t

(1954), in The paranoid style in american politics and other essays

(1963), 53.
180
28.Christopher H. Johnson, "The Revolution of 1830 in french economic

history", in John M. Merriman (org.), 1830 in France (1975), 139-89,

passim.
29.Essa confiança no interesse privado como a mais potente das fontes para

a ação não se debilita mesmo entre os marxistas, para os quais o interesse

privado de indivíduos ou de grupos est , como sabemos, ligado ...s suas

relações com os meios de produção e com a sua posição na época. Como

os historiadores marxistas o vêem, os agentes mais exaltados do processo

histórico dominante têm os interesses que devem ter, mas são interesses

que eles têm, ou, talvez mais precisamente, estes os têm.
30.Beard, An economic interpretation of the Constitution of the United States

(1913), 15-6; ver Richard Hofstadter, The progressive historians: Turner,

Beard, Parrington (1968), 207-45.
31.Neumann, Behemoth: The structure and practice of national socialism,

1933-1944 (1942; 2.a ed., 1944), 3-6. 0 volume de Kehr 6 Schlachtfloiten bau und Parteipolitik, 1894-1901 (1930).


32. Ver Peter Gay, Style in history, cap. 1.
33.Assim Richard Cobb: "As pessoas não estão dispostas a confessar franca mente nem as vantagens do seu puro interesse privado". Reactions to the

French Revolution (1972), 177.


34.Hartmann, "Comments on the psychoanalytic theory of the ego" (1950),

in Essays on ego psychology: Selected problems in psychoanalytic theory

(1964), 135.
35.Ver Freud, "On narcissism: An introduction" (1914), ed. stand., XIV, 82;

"Instincts and their vicissitudes", ibidem, 134-5; "Repression" (1915),

ibidem', 150. Essa palavra infeliz "inglesa" cathexis que tem sido usada

para traduzir o termo freudiano perfeitamente comum Besetzung - carga,

investimento - poderia (como o psiquiatra Dr. Ernst Prelinger sugeriu me) ser perfeitamente transmitido por "interesse". A perda seria mínima

e o ganho significativo. Ver adiante, pp. 96-7.


36,Para uma exploração fascinante sobre as confusões inerentes a essa idéia,

ver a devastadora resenha de Macaulay, "Jarnes Mill's essay on govern ment: Utilitarian logic and politics", Edinburgh Review, n.O XCVII (mar.

1829), reimpressa oportunamente em Jack Lively e John Rees (orgs.),

Utilitarian logic and politics (1978), que também inclui o ensaio original

de Mill, a polêmica subseqüente e uma introdução esclarecedora.

#

37.Tilly, From mobilizalion to revolution (1978), 61. Tilly define "interesse"



concisamente, sem referência ...s dimensões semânticas, como "as vanta gens partilhadas ou desvantagens propensas a acumularem-se na população

em questão como uma conseqüência de v rias interações possíveis com

outras populações" (54). Ver Fred Weinstein, "The problem of subjecti vity in sociology" (artigo inédito, 1980), 2-5,
181

#


ia -~umunci, i ne psvcnoianaiyítc ineory ai neurosis (1945), 475. para mais a

respeito de defesa, ver adiante, pp. 134-8.


39.Ver Jeremy Bentham. Intyoduction to the principles of morals and legisla tion (1789), e Elie Hal6vy, The growth of philosophic radicalism (1901 1904; trad. Mary Morris, 1928), espec. 26-30,
Capítulo 4
1.7ur Geschichte der psychoanalytischen Bewegung", Gesammelte Werke,

Arma Freud (org.) et alii, 18 v. (1940-1968), X, 55; "On the history of

the psycho-analytic movement", ed. stand., XIV, 17. Ver também Freud

para Fliess, 21-9-1897, The origins of psycho-analysis.- Letters to Wilheim

Fliess, drafts and notes: 1887-1902, Marie Bonaparte (org.) et alii (1950;

trad. Eric Mosbacher e James Strachey, 1954), 215-8. Freud, certamente,

nunca abandonou a idéia de uma sedução pelos pais: nos Three essays on

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