Freud para historiadores



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sexuality, para mencionar apenas um lugar entre os v rios presentes nos

seus escritos, ele enfaticamente assinara que, enquanto exagerou a sua

importância para a evolução da constituição sexual do indivíduo, ela per maneceu uma ameaça muito real, especialmente para meninas (ed. stand.,

VII, 190-1). J havia feito um rascunho do presente capítulo muito antes

que Jeffrey Moussaieff Masson, no início de 1984, criasse um certo alvo roço com o seu polêmico e sensacionalista The assault on truth: Freud's

suppression of the seduction theory, no qual denunciou Freud por ter

covardemente abandonado a sua teoria correta de que as neuroses são

causadas por atentados sexuais feitos pelos pais contra os filhos, por uma

teoria mais segura, menos ofensiva, de que esses relatos eram fantasias.

Não fui o único resenhista a salientar que essa leitura da teoria psicanalítica

6 uma coleqâo de absurdos (ver Peter Gay, The Philadelphia Inquier,

5-2-1984). The complete letters of Sigmund Freud to Wilhelm Fliess, 1887 1904, org. e trad. por Masson (1985) apareceu quando eu estava lendo

as provas do presente livro.


0 capitulo perfunct"rio de Georges Duby sobre "Histoire des mentalités"

no volumoso L'histoire et ses méthodes, urn tomo da Encyclopédie de la

Pléiade, Charles Samaran (org.), (1961), 937-66, é urn. exemplo revelador.

Entre os historiadores franceses recentes, que de nenhuma maneira se voltaram para Freud, Emmanuel Le Roy Ladurie (ver o seu cl...ssico Les

paysans de Languedoc, 2 v. [1966], espec. 1, 394-9), e Alain Besançon

espec. nos seus ensaios em Histoire et expérience du moi [1971] sâo excepcionais. Mas ver também recentemente as poucas - mas promissoras p...ginas sobre sonhos de Jacques Le Goff, Time, work, and culture in the

Middle Ages (trad. Arthur Goldhammer, 1980), 201-4.
3."Eine Kindheiterinnerung des Leonardo da Vinci" (1910), ed. est., X,

159; "Leonardo da Vinci and a memory of his childhood", ed. stand.,

XI, 137,
182
#

4.A respeito do ego observador, ver o artigo famoso, com justiça, de Richard

Sterba, "The fate of the ego in analytic therapy", Int. J. Psycho-Anal., XV

(1934), 117-26.


5.Freud, Das Ich und das Es (1923), ed. esi., 111, 287; The ego and the id,

ed. stand., XIX, 18.


6. Freud, "The unconscious", ed. stand., XIV, 159-215, espec. 167.
7.Freud, Neue Folge der Forlesungen zur Einfiihrung in die Psychoanalyse

(1933), ed. est., 1, 511; New introductory lectures on psycho-analysis,

ed. stand., XXII, 73. Os dois eminentes psicanalistas Max Schur, em The

id and the regulatory principles of mental functioning (1966), e Roy

Schafer, ern Aspects of internalization (1968), espec. 148-9, assinalararn

uma certa estrutura incipiente e fluida no id. Mas também para eles, o

seu aspecto permanece índefinível e misterioso.
8."0 inconsciente na vida mental é o infantil". Freud, Vorlesungen zur Ein führung in die Psycho-Analyse (1916-1917), ed. est., 1, 214; Introductory

lectures on psycho-analysis, ed. stand., XV, 210.


9.""Nenhuma depreciação a respeito da influência das experiências poste riores é requerida pela ênfase [dos psicanalistas] nas mais primitivas; mas

as impressões posteriores da vida falam suficientemente alto na an lise

através da boca dos pacientes; assim o médico deve aumentar a sua vx)z

a favor das reivindicações da infância". Freud,---Ein Kind wird geschlagen'

(Beitrag zur Kenntnis der Entstehung sexueller Perversionen)" (1919),

ed. est., VII 235; A child is being beaten'. A contribution to the study

of the origin of sexual perversions", ed. stand. XVIL 183-4.
10.Georges Devereux, Dreams in greek tragedy (1976), XIX, e Sandor Fe renczi, "Stages in the development of the sense of reality" (1913), First

contributions to. psychoanalysis (1952) 213-39. E ver adiante, p. 153.


11.Freud, The inierprelation of dreams, cap. 1 (1900), ed. stand., IV. A res peito de projeções de primitivos em sonhos, ver espec. E. R. Dodds, The

greeks and the irrarional (1951), livro que discuto em detalhes, adiante

pp. 153-7.
12. Ver Freud, Interprelation of dreams, ed. stand., IV, 165-88.
13. Devo essa percepção e a frase ao dr. Ernst Prelinger.
14."Na neurose, um fragmento da realidade é evitado através de uma espécie

de fuga, na psicose ele é reQonstruído." Freud, "Der Realitãtverlust hei

Neurose und Psychose" (1924), ed. est., 111, 359, "The loss of reality in

neurosis and psychosis", ed.-stand., XIX, 185.


15.Ver Freud, "Psychoanalytic notes on an autobiographical account of a

case of paranoia" (1910), ed. stand., XII, 3-83.

#

183


#

16.Williara Niederland, The Schreber case (1974). A tese revisionista de Han

Israels, Schreber, father and son (1981) fornece um material novo e fas cinante e corrige numerosos equívocos.
17.August B. Hollingshead and Frederick C. Redlich, Social class and mental

illness (1958), 359.


18.Freud, "Formulierung fibei die zwei Prinzipien des psychischen Geschehens"

(1911), ed. est. 111, 18; "Formulations on the two principles of mental

functioning", ed. stand., XII, 219.
19.Ver Anna Freud, The ego and the mechanisms of defense (1936, trad.

Cecil Baines, 1937), cap. 11.


20.Freud, "Formulierung Liber die zwei Prinzipien", ed. est., 111, 23; "Formu lations on the two principles". ed. stand., X11, 224.
21.Hartmann, "Notes on the reality principle" (1956), in Essays on ego psy chology: Selected problems in psychoanalytic theory (1964), 256.
22."0 ciúme est entre os estados afetivos que, de forma semelhante ao luto,

pode-se descrever como sendo normal." Mas, "embora o chamemos de

normal ... ciúme não é de nenhuma forma totalmente racional, ou seja.

originado a partir de condições reais". Freud, "t)ber einige neurotische

Mechanismen bei Eifersucht, Paranoia und Homosexualitat" (1922), ed.

est., VII, 219; "Sorne neurotic mechanisms :n jealousy, paranoia and homos sexuality", ed. stand., XVIII, 223.


23.Freud, "Aus der Geschichte einer infantilen Neurose" (1914, publicada em

1918), ed. est., VIII, 188, "From the history of an infantile neurosis".

ed. stand., XVII, 72. Ao discutir os honor rios do analista, Freud oferece

uma síntese descomplicada e concisa sobre os domínios mistos do pensa mento racional e não racional através de um exemplo a respeito da forma

de os homens lidarem com dinheiro: "0 analista não nega que o dinheiro

seja em primeiro lugar um meio de autopreservação e de assegurar-se do

poder, mas ele sustenta que fatores sexuais poderosos participam na valo rização do dinheiro". "Zur Einleitung der Behandlung" (1913), ed. est.,

Ergünzungsband, 191, "On beginning the treatment-, ed. stand., XII. 131.


-0 locus classicus é Max Weber, The protestant ethic and the spirit of

capitalism (1904-1905; trad. Talcott Parsons, 1930).


,)5.
Sou grato neste pardgrafo e nesta segdo como urn todo a urn artigo pequeno e estimulante, "Paradoxes of irrationality", de Donald Davidson, em

Philosophical essays on Freud (1982), Richard Wollheim e James Hopkins

(orgs.), 289-305.
26. David S. Landes e Charles Tilly (org.), History as social science (1971), 70.

#

27.Freud para William Bayard Hale, 2-1-1922. Cópia datilografada de uma



carta não publicada dos Manuscritos de William Harlan Hale, na Biblio teca da Universidade de Yale. ,
184
28.As resenhas mais perspicazes (e compreensivas) de uni trabalho feito con tra Freud, não inteiramente injusto, consistem em um par de ensaios de

Erik Erikson e Richard Hofstadter, "The strange case of Freud, Bullit, and

Woodrow Wilson: 1, 11", The New York Review of Books, VIII, 2

9-2-1967), 3-8.


29.Thompson, The making of the english working class (1963), 49-50, 40,

370.
Capítulo 5


1."Das Interesse an der Psychoanalyse" (1913), Gesammelte Werke, 18 v.

(1940-1968), VIII, 415; "The claims of psycho-analysis to scientific inte rest", ed. stand., XIII, 185-6. Peter Gay, The bourgeois experience: Victoria

to Freud, v. 1, Education of the senses (1984), 14.
2.Freud, Zur Einfiihrung des Narzissmus (1914), ed. est.,,Ill, 62, Narcissim:

An introduction, ed. stand., XIV, 96; Das Unbehagen in der Kullur (1930),

ed. est., IX, 266-9, Civilization and its discontents, ed stand., XXI, 141-4;

Totem und Tabu (1912-1913), ed. est., IX, 394, Toteni and taboo, ed.

stand., X111, 108, Massen psych oiogie und Ich-Analyse (1921), ed. est., IX,

65, Group psychology and the analysis of the ego, ed. stand., XVIII, 69


3,Meyer, na mais simpitica de todas as resenhas sobre Erikson, History and

theory, 1, 3 (1961), 291-7. David Hackett Fischer citou esse ponto de

vista mas adaptou-o a uma advert~ncia severa, Historians' fallacies: Toward

a logic of historical Ihoughi (1970), 193.


4. Moore, J. Amer. Psychoanal. Assn., XXVII (1979), 156.
S.Na sua introdução criteriosa ao The crowd de LeBon (1895; trad. 1896.

ed. 1960), Robert K. Merton assinala que Freud não foi completamente

justo com o desígnio de LeBon (embora não com a sua aspiração); Freud

usou o pequeno cl ssico de LeBon como um estímulo para o seu próprio

pensamento. A respeito dos psicólogos das massas, ver Susanna Barrows,

Distorting mirrors: Visions of the crowd in late nineteenth-century France

(1981). A obra Ificida de Robert Bocock, Freud and modern society: An

outline and analysis of Freud's sociology (1976), 6 congruente com os

meus pontos de vista.
6.Tolstoi, War and peace (1868-9; trad. Louise e Aylmer Maude, 1922-1923;

publicado em dois volumes, numerados continuamente, 1983), 1, 256, 265,

268 (livro.L par-te 3),

#

7.Freud, Masse npsy ch ologie, ed. est., IX, 73, Group psychology, ed. stand.,



XVIII, 79.
8.Ibidem, ed. est., IX, 78, 120 ed. stand., XVIII, 83, 129; "Narzissmus", ed.

est., 111, 68. "Narcissism", ed. stand., XIV. 101.


185

#


9. Ibidem, cd. est., IX, 93; ed. stand., XVIII, 98,
10.Hobbes, Leviathan (1651; Michael Oakesthott (org.), 1947), 120, 82;

Hobson, The psychology of Jingoism (1901), 29. Discutirei mais tarde o

sistema cultural de defesas, pp. 135-7.
11. Holborn, A history of modern Germany, v. 111, 1840-1945 (1969), 79.
12. Arno, The man in the shower (1944), sem ind. pigina.
13. Thompson, The making of the english working class (1963), 9.
14.Freud, Vorlesungen zur Einfiihrung in die Psychoanalyse (1916-1917), ed *

est., 1, 346; Introductory lectures on psych o-a nalysis, ed. stand., XVI, 353-4

15.Freud, Abriss der Psychoanalyse (1940), Gesammelle Werke, XVII, 68;

An outline of psychoanalysis, ed. stand., XXIII, 145.


16. Gibbon, Autobiography, Dero A. Saunders (org.), (1961), 68.
17.0 pedido foi feito inicialmente pelo excêntrico psicanalista Wilheim Reich.

Ver p ginas valiosas em Bocock, Freud and modern society; 8-17.


18.Isso explica o profundo fracasso de toda tentativa de isolar a quintessência

da natureza humana antes que a pintura indelével da cultura tenha sido

aplicada - aquele projeto de pesquisa nost lgico que remonta a Heródoto

e que resultou numa fascinação amplamente difundida com "garotos sel vagens" ou "meninos-lobos" mesmo na era freudiana.


19.A síntese mais lúcida, e ainda a mais citada, é o cl ssico de Anna Freud,

The ego and the mechanisms of defense (1936, trad. Cecil Baines, 1937).


20."0 bebê e a criança, equipados no nascimento apenas com alguns meca nismos autom ticos para manter a si mesmo em equilíbrio com o meio,

confronta-se crescentemente com as condições externas de natureza extre mamente complexa. Essas condições externas complexas ... não são apenas

conjuntos de eventos 'biológicos', mas eventos de diferentes ordens de

integração que chamamos de psicológica, cultural, social." Hans W. Loe wald, "The problem of defense and the neurotic interpretation of reality"

(1952), Papers on psychoanalysis (1980), 21-2.
21.
'*Os mecanismos de defesa do ego" são "instrumentos protetores contra

ruptura e desorganização, proteções que freqüentemente ultrapasam o seu

objetivo ou continuam a funcionar quando não são mais necessarias e

assim tornam-se patológicas, ao interferir com a organização posterior do

self e do mundo de objetos". Loewald, "Ego-organization and defense",

Papers on psychoanalysis, 177.


#

22.Freud, Die Zukunft einer Illusion (1927), ed. est., IX, 140-, The future

of an illusion, cd. stand., XXI, 6.
23, Ver acima, p. 121.
186
24.0 elenco de trabalhos mais interessante a respeito dos mecanismos cultu rais de defesa foi até agora o realizado pelos kleirrianos ingleses. Ver Elliott

Jaques, "Social systems as defense against persecutory and depressive

anxiety: A contribution of the psycho-analytical study of social proces ses", Melanie Klein et alii, New directions in psych~nalysis (1955), 478 98, e um folheto esplêndido de Isabel E. P. Menzies, The function of

social systems as a defense against anxiety: A report on a study of the

nursing service of a general hospital (1970), que examina o modo pelo

qual uma instituição (as regras sob as quais; as enfermeiras lidam com os

pacientes) pode na verdade atuar para estimular ansiedades que ela é pla nejada para amenizar. Enquanto um tratamento sobre os fatores culturais

e individuais, esse ensaio é exemplar. Ver também, a partir de uma pers pectiva bastante diferente, Melford E. Spiro, "Religious systems as cultu-


rally constituted defense mechanisms", em Spiro (org.), Context and mea ning in cultural anthropology (1965), 100-13.
25,Thomas, Man and the natural world. Changing attitudes in England 1500 1800 (1983), 301, 303.
26."Nunca procurei aplicar conscientemente os conceitos psicanalíticos ... histó ria. Quando era jovem li bastante Freud (penso que Civilization and its

discontenis foi o livro que mais me interessou) ... Mas a minha admira ção pelo próprio Freud sempre foi muito condicional. Senti que ele era

um produto da sua época e nunca me convenci de que os seus discerni mentos tivessem validade universal, embora atuem como um estímulo

poderoso para a imaginação. Isso não quer dizer que eu não tenha sido

influenciado, em parte, através de formas de que dificilmente tenho cons ciência ... Mas o meu uso consciente da teoria psicanalítica tem sido

mínimo." Comunicação pessoal, 31-3-1984.


Um texto importante, muito mais dentro do ambiente psicanalítico, é,

certamente, o trabalho de Norbert Elias sobre o desenvolvimento dos

costumes modernos, escrito inicialmente na década de 30 mas que só

teve uma acolhida geral nos meados da década de 60. The civilizing process, 2 v. (1976; trad. Edmund Jephcott, v. 1, The development of manners

[19781. 11, Power and civílity [19821).
27. Man and the natural world, 50, 183.
28.Essas especulações psicanalíticas não são tencionadas como apoios para

autocontentamento. 0 historiador não é um juiz moral, embora não haja,

certamente, nenhuma razão pela qual ele não deveria acolher a difusão

de decência e humanidade. Mas, qualquer que seja o lugar apropriado do

#

historiador na indagação ética, é sempre verdadeiro, como Thomas não



deixa de observar, que a sublimação pode fracassar, que a maturidade seja

menos atraente do que a juventude. A mudança nas atitudes inglesas em

relação aos animais não foi de nenhuma maneira uma bênção despida de

ambigüidades. Autocontrole e preocupação com o sofrimento dos outros

exigiu que se pagasse o seu preço através de um certo estado de censura,

uma medida de puritanismo, que Charles Dickens em Bleak house chamou


187

#


jocosamente de filantropia telescópica - a profusão de atenções caridosas

e pias para com tribos distantes, geralmente indiferentes, enquanto se negligenciava o pobre da esquina. Os psicanalistas só podem concordar:

Freud, que não era inimigo nem da civilização nem da sublimação das

pulsões instintuais, acreditava firmemente que a cultura da classe média do

século XIX havia de fato levado o seu autocontrole e ascetismo sexual

até o ponto da doença neurótica - um argumento que qualifico no meu

Education of the senses.
29.Dennis H. Wrong, "The oversocialized conception of man in modern so ciology" (1961), em Skeptical sociology (1976), 31-46, na 37. Ver tam b6m o "Postscript 1975" de Wrong e o seu ensaio associado "Human na ture and the perspective of sociology" (1963), ibidem, 47-54, 55-70. Wrong

assinalou um pouco triste que o primeiro desses ensaios, com o seu título

atraente, chamou mais a atenção do que qualquer coisa que ele j escre veu. H alguma razão para essa (sem dúvida irritarte) escolha: o seu

artigo sobre a concepção hipersocializada do homem é um corretivo signi ficativo para todo sociólogo -- e historiador.


30. Ibidem, 36, 37.
31. Ibideni, 45.
32. Trilling, Freud and the crisis of our culture (1955), 36, 38-9.
33.Ibidem, 48, 52, 53-4. Ver também o ensaio autobiogr fico de Melford E.

Spiro, "Culture and human nature", em George D. Spindler (org.), The

making of psychological antropology (1978), 330-60, no qual. Spiro relata

a sua saída gradual de um determinismo cultural dogm tico, em moda

entre os antropólogos, para um determinismo muito mais sutil que ele

encontrou em Freud, um determinismo que d um papel proeminente e

na verdade indelével aos elementos permanentes na natureza humana. Para

uma descrição demolidora do determinismo que Spiro conseguiu superar,

ver a dissecação informada embora um tanto vigorosa do trabalho de

campo de Margaret Mead feita por Derek Freeman em Margaret Mead

and Sanioa: The making and unmaking of an anthropological myth (1983).
34.Ao refletir sobre a questão, o eminente historiador da Antiguidade, Chester

G. Starr, escreveu: "Quando se liga uma massa de eventos de diferentes

lugares e épocas através de um tecido conjuntivo de generalização, a singu laridade destes eventos históricos é desse modo limitada, pois a generali zação só é possível se pudermos estabelecer a presença de uma similaridade

vilida". "Reflections upon the Problem of Generalization", ent Louis Gott schalk (org), Generalization in the writing of history (1963), 3.


35.Ver D. W. Winnicott, "Transitional Objects and Transitional Phenomena"

(1951), em Through paediatrics to psycho-analysis (1958; ed. 1975), 229-42.


36.Arthur Mitzman, The iron cage: An historical interpretation of Max Weber

(1970). Para um outro exemplo, prudente, desse procedimento, ver Tho#


mas A. Kohut, "Kaiser Wilhelm 11 and his parents7 an inquiry into the


188
psychological roots of German policy towards England before the First

World War", em


John C. G. R6hl e Nicolaus Sombart (orgs.), Kaiser

Wilhelm II: New interpretations (1982), 63-89. Para urn esforgo ainda

mais ousado e assim mais vulner vel de deduzir a política estrangeira a

partir da personalidade dos políticos que a governam, ver Judith M. Hughes,

Emotion and high politics: Personal relations in late nineteenth-century

Britain and Gerniany (1983). A questão é discutida de forma geral por

John E. Mack, "Psychoanalysis and historical biography", J. Amer. Psychoanal. Assn. XIX (1971), 143-79.
37.Freud, "Selbstdarstellung; Nachschrift 1935" (1936), Gesammelte Werke,

XVI, 32; "An autobiographical study; Postscript (1935)", ed. stand., XX, 72


Capítulo 6
1."Onde. Freud interpretou erroneamente Leonardo, e ele admite mais de

uma vez em seu livro quão especulativa era a sua tentativa, foi em parte

porque ele ignorou ou leu inadequadamente certos fatos. As suas conclu sões falsas não implicam que a teoria psicanalítica esteja errada; o livro

sobre Leonardo, um brilhante Jeu d'esprit, não é um teste real para essa

teoria, que foi aplicada aqui defeituosamente". Meyer Schapiro, "Leonardo

and Freud: Art Art-Historical Study", Journal of the History of Ideas,

XVII, 2 (abr. 1956), 178. A crítica brilhante e respeitosa de Schapiro

provocou uma réplica substanciosa, de modo algum impertinente apesar

de excessivamente raivosa (e assim ansiosa), Leonardo da Vinci: Psycho analytic notes on the enigma (1961) do psicanalista Kurt Eissler. Para

uma discussão lúcida sobre o artigo de Freud, incluindo o desastre

milhafre-abutre, ver a "Editor's Note" ao "Leonardo" em Freud, ed. stand.,

XI (1957), 59-62.


2.Ver Roger A. Johnson (org.), Psychohistory and religion: The case of

"Young Man Luthei` (1977), que inclui, entre outros artigos, a resenha

extensa e devastadora de Roland Bainton sobre o livro de Erikson.
3.Assim Isaac Kramick escreve, no pref cio ao çf-ii The rage of Edmund

Burke: Portrait of an anibivalenf conservative (1~77): "Ser estudada aqui

a relação entre a vida, a personalidade e o pensamento social de Burke".

E Bruce Mazlish, ao introduzir o seu. James and John Stuart Mill: Father

and son in the nineteenth century (1975), 8, insiste: "John Stuart Mill

não é um paciente, e a psico-história, como a praticamos, não deseja

trat -lo como tal". 0 leitor não pode ser culpado de ficar imaginando se

essas intenções meritórias são levadas até o fim. (Ver o meu Education

of the senses, 465.)
4.Redução é "uma característica ineg vel e freqüente na história da ciência

moderna. Têm-se todas as razões para supor que a redução continuar

#

a ter urn lugar no futuro". Ernest Nagel, The structure of science: Proble"is



in the logic of scientific explanation (1961), 336-7.
189

#


5."É conveniente assinalar que a sobredetermi nação não implica que o sintoma

OU 0 sonho prestem-se a um número indefinido de interpretações." Nem,

em relação a essa questão, que "a sobredeterminação implique a inde pendência, o paralelismo de diversas significações para um mesmo fen" menel J. Laplanche e I. B. Pontalis, Vocalbulaire de Ia psychanalyse

(1967), 468.


6.Encontram-se aplicaq6es detalhadas em Peter Gay, The bourgeois experien ce: Victoria to Freud, v. 1, Education of senses (1984), e v. 11, The tender

passion (1986).


7. Comunicação pessoal em 15-10-1983.
S.Ver acima, pp. 48-9. As resenhas foram altamente elogiosas e extre mamCnte numerosas, tanto em revistas sobre estudos cl ssicos como

históricas. Mas enquanto os resenhistas de Dodds admiraram prodigamente

a sua obra-prima, revelaram pouco interesse em seguir, a seu exemplo,

um outro caso de como a nossa profissão resiste ... história psicanalítica,

mesmo quando alguém demonstra que ela pode ser bem-feita.
9. Dodds, The greeks and the irrational (1951), 1,
10.Para a formulação mais conhecida e mais convincente dessa tese, ver

Karl Popper, Conjectures and refutalions: The growth of scientific

knowledg,e (1962).
11.Dodds, Missing persons (1977), 97-8. Um ano antes de sua autobiografia

ser Publicada, disse a respeito de Freud que "ele não via nenhuma utilidade

em comemorar forças irracionais, ou para um primitivismo que se furtaria

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