Freud para historiadores



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... dialética da civilização através do abandono definitivo da civilização.

Ele não trabalhara na enfermaria da mente humana para tomar o partido

da doença; não descera ao esgoto da natureza humana para rolar naquilo

que descobrira ali". Dodds pertence a essa escola de pensamento.

"Introduction: Freud For the Marble Tablet", Berggasse 19: Sigmund

Freud's home and offices, Vienna 1938; The photographs of Edmund

Engelman (1976), 41.


12. Dodds, The greeks and the irrational, 14, 17. 32, 37, 44-5, 47.
13. Ibidem, 76-8.
14.Ibidem, 213, 218; ver Freud, "Preface to the fourth edition" (1920) Three

essays on sexuality, ed. stand., VII, 134, e Group psyshology and the

analysis of the ego (1921), ed. stand., XVIII, 91.
15. Dodds, The greeks and the irrational, 114, 123, 193-4.
16. Ibideni, 179.
17.Ver Soloimon, Beethoven (1977), espec. 3-6, 21-2. Para uma admir vel

#


tentativa de alcançar as fontes da criatividade, ver Mary M. Gedo, Picasso:

Art as autobiography (1980).


190
li

1
18.Frederick C. Crews, The sins of the fathers: Hawthorne's psychological

themes (1966), 6-10.
19.Assinalo entre outros, "retorno do recalcado", "deslocamentos" e "subli tril ibidem, 17; "inibição", 24; "censura", 25; "ansiedade", 34, "pro jeção", 46, "ego", 74; "recalque", 150.
20.sins of the fathers não est isento de erros. A fluência de Crews tenta-o

com deduções precipitadas, e a desprezar algumas pistas psicanalíticas.

Além disso, ele revela uma certa credulidade a respeito da cultura "vito. riarl A esposa de Hawthorne, Sol não era nem tão angélica nem

tão asséptica quanto ele a faz parecer, nem a cultura dos ~thorne tão

falsa e puritana: a lenda freqüentemente repetida de que as senhoras

americanas acortinavam as pernas de seus pianos com bainhas pequenas

e recatadas (uma lenda que ele aceita sem contestar [ver p. 141, revelou-se

como uma lenda ou corno um acidente único. Ver Carl N. Degler, "What

ough to be and what was: Women's sexuality in the nineteenth century",

American Historical Review, LXXIX, 5 (dez. 1974), 1467-1490, e Peter

Gay, The bourgeois experience: Victoria to Freud, v. 1, Education of

the senses (1984).


21. Ibidem, 10-1.
22. Ibidem, 11.
23. Ibidem, 16, 17-20, 24-26.
24. Ibidení, 29, 60, 3 1.
- Na ordem- Ibidem, caps. 111. VI, VII; IV; V.
26. Ibidem, caps. VI, VII, XII.
27. Ver Ibidem, 79.
28.Ibidem, 142, 153, 180. A história posterior da relação de Crews corri a

psicanálise é curiosa e para mim um pouco triste. Ver adiante pp. 211-3.


29. A respeito da recepção do livro de Demos, ver acima, p. 32.
30.Demos, Entertaíning Salan: Witchcraft and the culture of earl~, New

England (1982), 15. Só é preciso ler o livro de Demos apos o ensaio

#

conciso e bem-conhecído de H. R. Trevor-RoDer sobre "The european



witch-craze of the sixteenth and seventeenth centuries" (Religion, the

Reformation and social change and other essays [1967], 90-192) para

reconhecer a vaniagem da mentalidade psicanalítica em explicar o fen"meno

esquivo da caça ...s bruxas. Trevor-Roper é no mínimo sofisticado; ele

associa a "bruxaria-insanidade" a numerosas causas psicossociológicas

como a miséria geral, um mal-estar social, a necessidade de fazer inimigos,

e reconhece que não era apenas a tortura que eliciava aquelas confissões

horrendas, freqüententente obscenas, com as quais os queintadores de bruxas

elaboravam a sua acusação. Ele escreve com um sentido do que o estudo

da psicopatologia pode contribuir para uma compreensão dessas perse

191

#


guições. Mas a precisão. a firme apreensão da dinâmica interna, que

caracteriza o estudo psicanalítico de Demos est apenas vagamente presente, geralmente ausente, na sua apresentação de Trevor-Roper.


31.J. Brumfitt, Voltaire historian (1958), 46; ver Peter Gay, The enlightenment,

an interpretation, v. 11, The Science of Freedom (1969), 393,


32. Le Roy Ladurie, Les paysans de Languedoc, 2 v. (1966), 11, 399.
33.Para uma breve descrição da escola dos Annales e de seus dois fundadores,

ver H. Stuart Hughes, The obstructed path: french social thought in the

years of desperation 1930-1960 (1968), cap. 2, "The historians and the

social order". espec. pp. 44, 60.


34. Ver acima, p. 26.
35.Neste par grafo e no próximo, estou recorrendo a idéias e formulações

que apresentei inicialmente alguns anos atr s em Art and act: On cause

in history - Manet, Gropius, Mondrian (1976). espec. 21-32.
36. Ibidem, 2.
192
1
i
Bibliografia
Para efeitos de clareza e conveniência, agrupei os títulos nesta bibliografia

por capítulos, arrolando, com poucas exceções, cada item no capítulo em que

ele apareceu pela primeira vez. Acrescentei alguns outros títulos interessantes

que não tive a oportunidade de comentar no texto. Não preciso acrescentar

que este rol não pretende ser completo.
Capítulo 1
AS NECESSIDADES SECRETAS DO CORAÇãO
Na literatura rapidamente crescente que contesta Freud, tanto o homem

como a sua obra, o livro de David E. Stannard Shrinking history: On Freud

and the failure of psychohistory (1980) merece uma atenção particular. desde

que ele modelou a forma de pensar e falar dos historiadores sobre a psican lise enquanto disciplina auxiliar. Bem adequado pela sua economia de expres são, fluência de estilo e uma abstenção criteriosa de qualquer difamação

pessoal, o seu esforço para destruir a criação de Freud é, contudo, comprome tido pela sua tenden cios idade. Ele não é confi vel nas suas citações de texto:

assim, Stannard cita uma passagem substancial do influente filósofo inglês

Gilbert Ryle para desacreditar o inconsciente freudiano. No seu livro engenhoso

#


The concept of mind (1949; ed. port., 0 conceito de espírito, trad. M. Luíza

Nunes, Lisboa, Moraes, 1970), Ry-le certamente atacou o tradicional dualismo

mente-corpo ao criticar o que ele chamou "o dogma do Fantasma na M quina".

Agora, ao apoiar-se sobre essa crítica, Stannard explicitamente diz que Ryle

11 referiu-se ... idéia psicanalítica de inconsciente", e inscreve Ryle como adepto

da sua própria causa ao rejeitar tudo isso como uma "aberração lógica"

!i (Stannard, 55). Contudo Ryle não visava a concepção psicanalítica do incons ciente, mas o dualismo de Descartes, e de fato ele chama Freud de "o único

Psicólogo de gênio" (Ryle, 324), um tributo que não se espera a partir das


193

#


paginas ue warmarti. INOVaITICrILC, Warinaru cita artigos, como o ensaio iongo

e simpatizante de Anne Parsons sobre o complexo de Êdipo e refere-se a ele

como um 'Iratamento bastante perspicaz" (Starinard, 172, n. 15) sem integr -lo ... sua argumentação ou contar aos seus leitores o que Parsons de fato

disse. De novo, ao tentar negar ... psicanálise qualquer base científica, Stannard

apóia-se na autoridade de George Klein, sem informar aos seus leitores que a

passagem que ele cita no contexto original não é de nenhuma forma uma

crítica a Freud, ou que Klein era um destacado psicólogo freudiano (Starinard,

p. 137; ver George S. Klein, Perception, motives and personality (1976)). Ndo

se pode esperar das p ginas de Stannard nenhuma tentativa equilibrada que

faça justiça ...s complexidades da pesquisa e experimentação psicanalítica.


A respeito da controvérsia em torno de Woodrow Wilson, ver antes de

mais nada Woodrow Wilson and colonel House: a personality study (1956;

ed. 1964) de Alexander L. George e Juliette L. George. Os George sdo precavidos e um poucos ecléticos, e esquivam-se deliberadamente de usar uma

linguagem técnica (ver p. 317) o que torna difícil a identificação precisa de

sua visão psicanalítica; pode-se inferir que temperam a sua abordagem freudiaria

cl ssica com uma pitada das idéias adIeriarias sobre compensação devido a um

sentimento de inadequação. 0 material motificante que apresentam poderia

permitir uma leitura psicanalítica mais radical do que aquela que eles fizeram,

mas certamente teria aumentado o risco de rejeição por parte da irmandade

histórica. 0 esforço dos historiadores em relação ... carreira problem tica de

Woodrow Wilson é altamente esclarecedor. Ávidos em negar qualquer etiologia

psicológica pelo menos para os fracassos parcialmente auto-induzidos por Wilson quando era reitor da Princeton University e, mais tarde, numa repetição

quase patética, corno presidente dos Estados Unidos, os mais eminentes estudiosos de Wilson descobriram que era necess rio carregar o homem com uma

série de derrames - como se fosse algo mais respeit vel para Wilson ter

caído em desgraça em conseqüência de causas físicas e não mentais. Ver Edwin

A. Weinstein, James William Anderson e Arthur S. Link, "Woodrow Wilson's

politicial. personality, a reappraisal", Political Science Quarterly, LXXXXIH, 4

(inverno 1978-79), pp. 585-98, e a resposta persuasiva dos George, "Woodraw

Wilson and Colonel House: a reply to Weinstein, Anderson, and Link", ibidem,

LXXY-XVI, 4 (inverno 1981-82), pp. 641-65. Sem se sentir inibido, dr. Weinstein expandiu a sua tese sobre os derrames em um livro, Woodrow Wilson:

A medical and psychological biography (1981) que, a meu ver, não reforça

muito o seu ponto de vista. Ver, além disso, Juliette George, Michael F. Marmor e Alexander L. George, "Research note/issues in Wilson scholarship:

References to early 'strokes' in the papers of Woodrow Wilson", coin uma

réplica de Arthur S. Link e três outros co-editores dos Arquivos Wilson, e uma

tréplica pelos George e Marmor, The Journal of American History, LXX (1984),

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atÔnito, espantando-se com a negligência dos historiadores em relação a



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Capítulo 2
AS ALEGAÇÔES DE FREUD
A respeito dos experimentos inaugurais, de Herbert Silberer e Otto P6tzl,

ver trechos generosos em David Rapaport (org.), Organization and pathology

of thought (1951), pp. 195-233; Rapaport também publicou passagens longas

de outros experimentos cl ssicos e comenta-os de forma exaustiva. Em relação

a Silberer, um polimata fascinante e profundamente neurótico que se suicidou

em 1922, aos quarenta anos, ver Wilhern. Steckel, "In memoriam Herbert Silberer", Fortschritte der Sexualwissenschaft und Psychoanalyse, v. 1 (1924 , ), pp.

408-20. "The relation between experimentally induced dream images and indirect vision", de Pbtzl, 6 disponivel sem dificuldades em Charles Fischer (org.),

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psychological issues, Monograph 7 (1961), pp. 4t-120; deve ser lido em conjunto com urn importante artigo de Rudolf Allers e Jakob Teler, "On the utilization

of unnoticed impressions in associations" (1924), ibidem, pp. 121-50, e com

introdução crítica de Fischer (1-40). A exposição mais abrangente dos próprios

experimentos pioneiros de Fischer encontra-se no seu "Psychoanalytic implications of recent research on sleep and dreaming", T Amer, Psychoanal. Assn.,

v. XIII (1965), pp. 197-303.

#

198


Atualmente a literatura sobre experimentação psicanalítica é consider vel

e cresce regularmente. Entre os relatos mais recompensadores est o de Martin

mayman (org.), Psychoanalytic research: Three approaches to the experimental

study of subliminal processes, psychological issues, Monograph 30, especialinente Mayman, "Introduction: Reflections on psychoanalytic research" (pp.

1-10), Lester Luborsky, "Forgetting and remembering (Momentary forgetting)

during psychotherapy: A new sample" (pp. 29-55), Philip S. Holzman, 'Some

difficulties in the way of psychoanalytic research: A survey and a critique"

(pp. 88-103), e Paul E. Meehl, "Some methodological reflections on the dffficulties of psychoanalytic research" (pp. 104-17). Ent relaq5o a uma tentativa

de integrar predições ao processo da prova psicanalítica, ver Helen D. Sargent,

Leonard Horwitz, Robert S. Wallerstein e Ann Appelbaum, Prediction in psychotherapy research: A method for the transformation of clinical judgments

into testable hypotheses, psychological issues, Monograph 21 (1968). De longe

o mais satisfat6rio, o mais completamente abrangente e critico da literatura

experimental 6 o de Paul Kline, Fact and fantasy in Freudian theory (1972;

2.a ed., 1981). The scientific credibility of Freud's 1heories and therapy (1977),

de Seymour Fischer e Roger P. Greenberg, 6 mais completo ainda do que o

de Kline ao incluir a pesquisa moderna, mas & menos discriminativo. The scienfific evaluation of Freud's theories and therapy (1978), org. pot Fischer e

Greenberg, é uma antologia imparcial. Entre os céticos, Adolf Grünbaurn reveIa-se tenaz em uma longa série de artigos que não precisam ser citados separadamente aqui porque Grünbaum sintetizou a sua posição em The Fouridations

of psychoanalysis: A philosophical critique (1984). P justo assinalar que Griinbaum menciona corno um elogio "a brilhante imaginação teórica" de Freud

(p. 278). A defesa mais poderosamente argumentada que Grünbaum leva em

consideragAo 6 a de Marshall Edelson, "Is testing psychoanalytic hypotheses in

the psychoanalytic situation really impossible?", PSC, XXXVIll (1983), pp.

61-109. Ver tamb6m Hipothesis and evidence in psychoanalysis (1984), de

Edelson, e o seu anterior "Psychoanalysis as science, its boundary problems,

special status, relations to other sciences, and formalization The Joi4rnai of

Nervous and Mental Diseases, CLXV (1977), pp. 1-28. The standing of psychoanalytic theory, de B. A. Farrell, aprecia o material experimental com

algumas reservas cuidadosamente ponderadas. Ver também Barbara von Eckardt,

"The scientific status of psychoanalysis", em Sander L, Gilman (org.), Introducing psychoanalytic theory (1982), pp. 139-80, o artigo impressionante de

Donald McIntosh, "The empirical bearing of psychoanalytic theory", Int. J,

Psycho-anal., LX (1979), pp. 405-31, e os comentArios astuciosos de Saul

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