Freud para historiadores



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Capítulo 6
0 PROGRAMA EM PRÁTICA
J citei o magistral The greeks and the irrational (1951) de D s, mas

quero cit -lo de novo aqui. A respeito das resenhas entusi sticas, ver, entre

muitas outras, James A. Notopoulos, em The Classical Journal, v. LII (195253), pp. 273-79; W. Edward Brown, Yale Review, v. XXXXI (1951-52), pp.

#


47-74, ou as referências a Dodds etit W. J. W. Koster, Le mythe de Platon,

de Zarathoustra et des Chaldéens. Etude critique sur les relations intellectuelles

entre Platon et l'Orient, em Mnemosyne, Supplementum Tertium (1951). As

Conferências de Wiles de Dodds em 1962-63, Pagan and Christian in age of

anxiety (1965) são menos memor veis mas mostram, novamente, quão profundamente um estudante seguro e soberbamente instruído sobre o passado
211

#


pode investigar com os instrumentos freudianos. A autobiografia concisa de

Dodds, Missing persons (1977), é suplemento comovente ... sua erudição,


No que diz respeito a Frederick Crews: em 1970, ele publicou uma antologia volumosa, Psychoanalysis and literary process, que ele introduzia com

uma defesa enérgica de Freud contra, entre outros, o capítulo confuso e indiferente de _Renê Weliek e Austin Warren sobre "Literature and psychology"

(P. 8) da sua Theory of literature (1949; ed. port., Teoria da literatura, trad.

José Palia e Carmo, Lisboa, Publicações Europa América, 1976). Não foi

menos severo com críticos que "habituam-se a usar argumentos convencionais

contra Freud11 (p. 7), ou aqueles que oferecem apenas refutações "retóricas"

muito superficiais sobre o controvertido Hamlet and Oedipus, de Ernest Jones

(P. 16n; ed. bras., Hamlet e o complexo de Êdipo, trad. ãlvaro Cabral, Rio

de Janeiro, Zahar, 1970). Reconhece prontamente que "a aquisição freudiana

est - emaranhada em uma tradição científica embaraçosamente descuidada"

(P. 17) e que os estudiosos psicanalíticos de literatura têm realizado algum

trabalho problem tico. Ainda assim, ele permanece firme e explicitamente um

"critico freudiano" (p. 17). Ele não mudou de postura durante anos. Em uma

coleção agrad vel de ensaios parcialmente confessionais, datando de 1967 a

1975, Out of my systems (1975), ele ratificou os seus compromissos com Freud,

embora coni algumas - totalmente razo veis - reservas. Ele questionou o

que chama "relativamente 'ideológico- enquanto oposto a "relativamente científico como colocando obst culos ao pensamento psicanalítico". Via problemas

na versão apocalíptica de Norman 0. Brawn sobre a psicanálise. Mas, mesmo

nesse último artigo, ele inclui "reductíonism and its discontents" com toda a

sua prudência, sensibilidade e precaução contra "os perigos do reducionismo"

(p. 167), e declara firmemente que est entre aqueles que acreditam que "os

princípios da psicanálise freudiana podem ser aplicados utilmente ... crítica líter ria" (p. 166). Devo assinalar que compartilho totalmente essas objeções,

dificuldades e precauções. Então algo aconteceu. Em 1980, Crews publicou

"Analysis terminable", um assalto veemente contra a psicanálise enquanto terapia nas P ginas de Comentary (julho), e, em 1984, com ataques maiores e

mais violentos, "The freudian way of knowledge", The New Criterion (junho),

pp. 7-25, no qual ele calunia Freud, chamando-o de mentiroso, monomaníaco,

maluco, viciado, e conclui que ele tem a esperança de que uma nova geração

possa ser "capaz de entender mais completamente como, na atmosfera moral

confusa de nosso século, chegamos a embriagar-nos com o insólito e com os

delírios conseqüentes do pensamento freudiano" (p. 24). (Incidentalmente é

muito instrutivo ler o artigo de Henry F. Ellenberger '-fhc story of 'Ann 0':

A critical review with new data", Journal of the History of the Behavioral

Sciences, V. VIII, 3 (jul. 1972), pp. 267-79, ao qual Crews recorre, mas que

nos conta uma estória bastante diferente, muito menos antifreudiana do que

aquela que Crews usa - ou abusa.) A única alusão de Crews ao seu próprio e

extenso passado freudiano - "As pessoas caem presas de encantamento, como

ocorreu comigo mesmo" (p. 24) - é demasiadamente fortuita para dar conta

de mais de uma década e meia de publicações comprometidas com a psican fise. A estridência de seus ataques, o vigor de suas acusações, a sua tendência

para interpretar além do permitido - para não falar nas suas interpretações

inadequadas - fazem com que sinta saudade da elegância e da racionalidade


#

212
i


presente nos escritos iniciais. Nem a ida de Crews a Canossa desacredita o

seu Sins of the falhers (1966) mais do que o repúdio por Tolstoi de seus trabalhos liter rios pode diminuir a estatura de Guerra e Paz ou de Anna Karerina. A exploração psicanalítica de Crews sobre a ficção de Hawthorne mantém o seu valor de estudo por si só, e como uma prova em favor da psicanálise

aplicada. Não posso deixar de imaginar, contudo, como o Crews de 1984 resenharia o Crews de 1966, 1970 ou 1975.
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214
Agradecimentos
Desde que comecei a trabalhar neste livro, intermitentemente, a partir

de 1974, em conexão íntima com The bourgeoís experience: Viciaria to Freud

(vol. 1, 1984, vol. 11, 1896), tenho acumulado débitos com instituições e

indivíduos, que eu assinalo com gratidão em meus agradecimentos nessas obras.

Eles me dedicaram tempo e atenção, fomeceram-me material, comentaram os

meus argumentos e estilo.


Minha primeira tentativa em exercitar-me em alguns dos temas que

aparecem em Freud para historiadores, sem contar as minhas aulas de graduação

e pós-graduação em Yale, vem de uma comunicação a respeito de sobredeterminar,Ao que apresentei na New York Association of European Historians no

Ithaca College, lthaca, Nova York, em 1967. Em 1974, dei duas conferências

na Universidade de Cincinnati sobre historiografia e causalidade e, no mesmo

ano, falei na Universidade Hamline, St. Paul, Minnesota, sobre a questão

delicada da representatividade. No ano seguinte, em 1975, discursei no Colorado

College, Colorado Springs, sobre história cultural, enfatizando a possível relevância da psicanálise. Em 1977, participei da comemoração de uma nova

#

presidência no College of Wooster, Wooster, Ohio, com um discurso sobre



o historiador enquanto cientista da memória, e no mesmo ano dei uma conferência a respeito de sobredeterminação para-o Karizer Seminar em Yale, no

Hunger College, cidade de Nova York, e diante do Berkeley College Fellowship,

em Yale. Então, em 1978, aproveitei a realização da Gallatin Lecture no

Institute for the Humanities, em Nova York, para falar a respeito de "Um

arsenal para amadores", uma primeira versão daquilo que se tornou o primeiro

capítulo, No mesmo ano, fiz um esboço inicial que desenvolvi no capítulo 4

deste livro em Kenyon College, Gambier, Ohio, falando sobre "Razão, realidade,

o psicanalista e o historiador". Mais tarde, naquele ano, ampliei o foco ao

falar sobre história e psicanálise no Smith College, Northarnpton, Massachusetts,

e sobre "Natureza humana na história", um esboço do capítulo 3, no Antioch

College, Yellow Springs, Ohio. Na conferência Benjamin Rush que proferi

para a American Psychiatric Association cm Chicago sobre "Reducionismo",

na primavera de 1979, enumerei os problemas que o psico-historiador tem

ao lidar com materiais humanos intrat veis. Uma versão revisada daquele tema

#

1
transformou-se na minha palestra na Stetson University, Deland, Flórida. En,



abril de 1979, passei um final de semana muito agrad vel no Colgate University,

Hamilton, Nova York, discutindo sobre as relações tensas entre psicanalistas

e historiadores com interesses comuns. Finalmente, no final daquele ano, falei

na Syracuse University no interior de Nova' York, sobre "Da biografia para

a história", uma versão experimental do que veio a ser o capítulo 5.
A New York Psychoanalytie Society providenciou um fórum para as

minhas idéias, com críticas bem-vindas e excitantes, em janeiro de 1980,

quando apresentei um artigo sobre "Objections to psychohistory". As conferências Ena H. Thompson que iniciei em abril e maio de 1980 no Pomona

College, Claremont, Califórnia, foram principalmente sobre a substância da

história da burguesia do século XIX, mas contêm numerosas passagens sobre

metodologia que sobreviveram neste livro. Em junho, proferi o discurso program tico para a conferência sobre liderança no Michael. Reese Hospital e Medical

Center, Chicago, novamente sobre objeções ... psico-história. No mês seguinte,

tive a honra de ser o conferencista do Jessie and John Danz Lecturer, na

Universidade de Washington, Seattle; minhas três apresentações foram a minha

primeira tentativa de elaborar um argumento abrangente e coerente. Receberam

o título ressonante de "Psychoanalytie Perspectives on lhe Past: Freud for

Historians", cujo subtítulo, certamente, por fim tornou-se o título deste livro.

As quatro conferências sobre Freud que proferi em Yale no outono de 1980

sob os auspícios do Western New England Institute for Psychoanalysis e do

Humanities Centre em Yale, como as minhas conferências no Ena H. Thompson

Lectures, em Pomona, foram um misto de substância e método, embora sobre

temas bastante diversos.
Em 1981 fiquei profundamente comovido ao ser escolhido para ser o

primeiro conferencista do Arthur M. Wilson Mernorial Lecturer, em Dartmouth;

recordei o meu velho amigo o melhor que pude ao juntar os seus interesses

centrais com os meus em "Experíence of a Life: Psychoanalytic Thoughts on

Biography". Mais tarde, nesse mesmo ano, aventurei-me mais uma vez entre

os psicanalistas, falando no New York Hospital -C ornell Medical Center,

Westchester Division, em White Plains, sobre "Psychoanalysis and History".

Em março de 1982, falei na Universidade do Arizona Tempe, Arizona, sobre

o mesmo tema. No mês seguinte, participei de uma conferência sobre psicohistória (e psicoliteratura) em Swarthmore, onde examinei um objeto, agora

familiar, de um outro ponto de vista, com um artigo sobre "History Psychohistory, and Psychoanalytic History". Em maio, variei ambos os tópicos na

Universidade Stanford e no San José State College, Califórnia, retornando ...

psicanálise e ... história. No mesmo mês, tive a excelente oportunida e de

exercitar as minhas capacidades críticas - que espero não sejam hipercríticas

na sexta conferência anual 0. Meredith Wilson in History, na Universidade

de Utah, Salt Lake City, com uma conferência intitulada "The Historian as

Psychologist". incorporei muito dessa comunicação, ainda que de uma forma

diferente, no meu primeiro capítulo.
Passei a maior parte do ano acadêmico de 1983-1984 no Wíssenschafts#

kolleg zu Berlin -- Berlim Ocidental, certamente - subintitulado Instituto


216
para Estudos Avançados, um "reservatório para o pensamento" hospitaleiro,

onde consegui dar algumas aulas, para os meus colegas, para o Karl Abraham

Institute, de psicanálise, e para um grupo mais eclético, 43 Arbeitsgruppe Berlin

der Deutschen Psychoanalytischen Gesellschaft, sobre os v rios aspectos da

psicanálise na história. Em junho de 1984, expus as minhas idéias, durante

todo um dia de conferência-debates no Max Planck Institute, de Gõttingen.

Em julho, tive a oportunidade de fazer o mesmo na Universidade de Amsterdã. As condições de trabalho no Kolleg eram ideais, mas quero mencionar em

particular dois bibliotec rios que encontraram materiais muito difíceis para

mim - Frau Gesine Bottomley e Frau Dorte Meyer-Gaudig, e minha secret ria, Frau. Andrea Herbst, que fez prodígios decifrando uma língua que não

era a dela.


Na parte final, nas últimas revisões, continuei a experimentar minhas

idéias com estudantes e faculdades. Sou grato ao Queens College por ter-me

escolhido como o seu primeiro visiling scholar em um programa novo e ambicioso para a rea de humanas, que me deu uma semana rica de discussões

e apresentações formais. Como na conferência Ida Beam na Universidade de

lowa, lowa City, em novembro, explorei mais uma vez os temas que me

ocuparam por tantos anos. Finalmente, no início de 1985, proferi o discurso

de abertura no encontro da Indiana ffistorical Society sobre "Human nature

in history: Bridges between history and psychoanalysis", e dirigi-me a seqdo

psicanalitica da American Psychological Association em Nova York sobre "Do

divã para a cultura: psicanálise para o historiador". Quando olho para tr s,

para todas essas ocasiões, com gratidão, torno-me agudamente consciente, uma

vez mais, de quantas platéias eu tive e o quanto eu devo a elas todas.


Expressei em outro lugar e quero enfatiz -lo mais uma vez que dificilmente poderia ter sido capaz de escrever este livro - com certeza não desta

maneira - sem o trabalho que fiz como rescarch candidate no Western New

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