FumaçA e Espelhos contos e ilusõES



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JULGAMENTO
DIFICULDADE INICIAL traz sublime sucesso

favorecendo através da perseverança.

Nada deve ser empreendido.

É favorável designar ajudantes.

Tempos de crescimento implicam em dificuldades Assemelham-se a um primeiro nascimento. Mas essas dificuldades surgem da profusão de seres que lutam por adquirir forma. Tudo está em movimento; assim, com perseverança, hã perspectivas de grande sucesso, apesar do perigo. Quando tais épocas aparecem no destino do homem, tudo encontra-se ainda informe e obscuro. Portanto, é preciso esperar, pois qualquer movimento prematuro poderia ocasionar infortúnio. É lambem de grande importância não permanecer sozinho. Devem-se convocar ajudantes, para com eles superar o caos. Isso não significa que se devam contemplar passivamente os acontecimentos. E necessário cooperar e participar, encorajando e orientando.
IMAGEM
Nuvens e trovão: a imagem da DIFICULDADE INICIAL.

Assim, o homem superior atua desembaraçando e pondo em ordem.

As nuvens e o trovão são representados por linhas ornamentais definidas, isto ê, a ordem já está implícita dentro do caos da Dificuldade Inicial. Assim também o homem superior deve, nesses momentos iniciais, estruturar e ordenar o vasto caos reinante, da mesma fôrma com que se desembaraçam os fios de seda emarariliados, juntando-os em meadas Para que cada um encontre o seu lugar entre a infinidade dos seres é necessário tanto separar quanto unir.
LINHAS
O Nove na primeira posição significa:

Hesitação e obstáculo.

É favorável permanecer perseverante.

É favorável designar ajudantes.

Se alguém encontra obstáculos ao início de um empreendimento, não deve forçar o avanço c sim deter-se para refletir. Entretanto nãu deve se deixar desviar, mantendo a constância e a perseverança de modo a não perder de vista sua meta. É importante procurar o auxílio certo. Só o encontrará evitando a arrogância e associ-ando-se a seus semelhantes com espírito de humildade. Desse modo atrairá aqueles que o ajudarão a enfrentai as dificuldades.

Seis na segunda posição significa:

As dificuldades se acumulam.

O cavalo e a carroça se separam.

Ele não é um malfeitor.

Deseja cortejar no momento oportuno.

A jovem é casta, não se compromete.

Dez anos e então ela se compromete.

Alguém está diante de dificuldades e obstáculos. Repentinamente há uma mudança, como se alguém chegasse com cavalo e carroça, e os desatrelasse. Isso ocorre tão inesperadamente que desconfia-se ser o recém-chegado um malfeitor. Pouco a pouco se verifica que ele não tem más intenções, mas procura estabelecer amizade e oferecer ajuda. Mas o oferecimento não deve ser aceito, pois não procede da fonte certa. Deve-se esperar, até que o prazo se cumpra; dez anos formam um ciclo completo de tempo. As condições normais retornam para si próprias, e então podemos nos unir ao amigo que nos está destinado.

Usando a imagem de uma noiva que permanece fiel a seu amado em meio a graves conflitos, o hexagrama dá um conselho para essa condição excepcional. Quando, em épocas de dificuldades, um obstáculo é encontrado e um alívio inesperado é oferecido por uma fonte estranha, deve-se proceder com cautela, evitando assumir compromissos decorrentes de tal ajuda. Em caso contrário, a liberdade de decisão seria tolhida. Caso se aguarde o momento adequado, tudo se tranqüilizará e o que se almejava será alcançado9.

Seis na terceira posição significa:

Quem caça o veado sem o guarda-floiestal

só podeiá se perder na floresta.

O homem superior compreende os sinais do tempo

e prefere desistir.

Continuar traz humilhação.

Se um homem quer caçar sem guia numa floresta desconhecida, se perderá. Hão se deve tentar escapar das dificuldades de maneira irrefletida c sem orientação O destino não se deixa enganar. Um esforço prematuro, sem a necessária orientação, conduz ao fracasso e ao infortúnio. Assim, o homem superior, identificando as sementes do que está para acontecer, prefere renunciar a um desejo do que provocar o fracasso e o infortúnio, tentando consegui-lo pela força.

Seis na quarta posição significa:

O cavalo e a carroça se separam.

Busque união.

Ir adiante traz boa fortuna.

Tudo atua de modo favorável.

Alguém se encontra numa situação na quai o dever impõe agir, mas não dispõe de força suficiente. Surge uma oportunidade para se fazer contatos. Deve-se aproveitá-la. Um homem não deve permitir que uma falsa reserva ou um falso orgulho o detenha. É sinal de clareza interior dar o primeiro passo, mesmo quando isso envolve um certo grau de abnegação. Não é vergonhoso aceitar ajuda numa situação difícil. Caso se encontre o ajudante certo, tudo irá bem.

O Nove na quinta posição significa:

Dificuldades em abençoar.

Uma pequena perseverança trai boa fortuna.

A grande perseverança traz infortúnio.

Alguém se encontra numa situação na qual é impossível exprimir suas boas intenções de modo a que tomem forma, e sejam compreendidas. Outras pessoas interpõem-se e deformam tudo o que se fez. É preciso então ser cauteloso e proceder por etapas. Não se deve forçar a realização de algo grandioso, pois o sucesso só é possível quando já se dispõe da confiança geral. Somente o trabalho realizado em silêncio, com lealdade e consciência, poderá, pouco a pouco, levar a situação a se esclarecer e os obstáculos a desaparecerem.

Seis na sexta posição significa:

O cavalo e a carroça separam-se.

Derramam-se lágrimas de sangue.

As dificuldades iniciais são pesadas demais para algumas pessoas. Elas ficam presas e já não encontram mais a saída. Cruzam os braços e renunciam à luta. Uma tal resignação é o que há de mais triste. Por isso Confúcio faz a seguinte observação a respeito dessa linha: "Derramam-se lágrimas de sangue: não se deve persistir numa tal atitude10".


QUANDO FOMOS VER O FIM DO MUNDO

Por Dawnie Morningside, Idade 11 anos e 3 meses
O que eu fiz no feriado dos fundadores foi: meu pai disse que a gente ia fazer um piquenique e a mamãe disse onde e eu disse que queria ir a Ponydale, andar de pônei, mas o papai disse que a gente ia ao fim do mundo e a mamãe disse ai meu Deus e meu pai disse, Tanya é hora das crianças verem o que era o quê e a mamãe disse não, não, ela só quis dizer que achava que Jardim de Luz Johnsons Peculiar era bonito nessa época do ano.

A mamãe adora o Jardim de Luz Johnsons Peculiar, que fica em Lux, entre a décima segunda rua e o rio, e eu gosto também, principalmente quando dão palitos de batata pra gente e a gente alimenta as pequenas tâmias brancas que vêm até a mesa de piquenique.

Esta é a palavra para as pequenas tâmias brancas: albino.

Dolorita Hunsickle diz que as tâmias contam o seu futuro se você pegar os bichinhos, mas eu nunca fiz isso. Ela disse que uma tâmia contou pra ela que ela vai crescer e virar uma bailarina famosa e que ela vai morrer de tuberculose, sem ser amada, numa pensão em Praga.

Então, meu pai fez salada de batata.

A receita é esta aqui.

A salada de batata do meu pai é feita com batatinhas novas, que ele cozinha, daí enquanto elas tão quentes ele bota uma mistura secreta nelas que é maionese e creme azedo e umas coisinhas chamadas cebolinhas que ele lambuza em gordura de bacon e pedacinhos de bacon crocante. Quando esfria é a melhor salada de batata do mundo e melhor do que a salada de batata que a gente come na escola que tem gosto de alguma coisa estragada e branca.

A gente parou na loja e comprou frutas e Coca-Cola e palitos de batata e a gente botou tudo numa caixa e a caixa foi atrás no carro e a gente foi no carro e mamãe e papai e minha irmãzinha, Vamos Nessa!

Onde está a nossa casa é de manhã, quando a gente sai, e chegou na auto-estrada e passou na ponte sobre Twilight e logo ficou escuro. Eu adoro viajar quando está escuro.

Eu sento no banco de trás e fico toda espremida cantando músicas que fazem lá lá lá lá na minha cabeça, então papai fala Dawnie querida pare de fazer esse barulho, mas eu continuo cantando lá lá lá.

Lá lá lá.

A auto-estrada estava fechada pra ser arrumada, então a gente seguiu as placas e isso é o que elas diziam: DESVIO.

Mamãe fez papai trancar sua porta enquanto a gente viajava e ela me fez trancar a minha porta também.

Ficou mais escuro enquanto a gente seguia.

Isso é o que eu vi pela janela enquanto a gente passava pelo centro da cidade: vi um homem barbudo que correu quando a gente parou e jogou uma roupa manchada sobre as janelas do carro.

Ele piscou pra mim pela janela de trás do carro com os olhos velhos dele.

Então ele não tava mais lá e mamãe e papai brigaram sobre quem ele era e se ele dava sorte ou azar. Mas não foi uma briga feia.

Tinha mais placas escrito DESVIO e elas eram amarelas.

Eu vi uma rua onde o homem mais bonito que eu já vi mandou beijo pra gente e cantou canções e uma rua onde eu vi uma mulher com a mão no rosto debaixo de uma luz azul mas o rosto dela tava molhado e sangrando e uma rua onde só tinha gatos que ficavam encarando a gente.

Minha irmã ficou dizendo ó ó que quer dizer olha e ela falou gatinho.

O nome do bebê é Melicent mas eu chamo ela de Daisydaisy. É o meu nome secreto pra ela. É de uma canção chamada Daisydaisy que é assim Daidydaisy me de sua resposta estou meio louco de amor por você não vai ser um casamento elegante eu não posso pagar uma carruagem mas você vai parecer doce numa bicicleta pra dois.

Daí, a gente saiu da cidade e entrou nas montanhas.

Daí, tinha casas que pareciam palácios dos dois lados da estrada, mas longe dela.

Meu pai nasceu numa dessas casas e ele e mamãe começaram a discutir sobre dinheiro e ele disse o que jogou fora para ficar com ela e ela disse ah então você vai começar de novo, não vai?

Eu olhei pras casas. Eu perguntei pro papai em qual delas a vovó morava. Ele disse que não sabia, mas ele estava mentindo. Eu não sei por que os adultos contam tanta lorota, como quando eles dizem que eu te conto mais tarde, ou a gente vê quando eles querem dizer não, ou eu não vou te dizer nem mesmo quando você for mais velha.

Numa casa tinha pessoas dançando no jardim. Daí, a estrada começou a ficar curva e o papai tava levando a gente pro campo na escuridão.

Olha! disse a mamãe. Um veado branco cruzou a estrada correndo com pessoas atrás dele. Meu pai disse que esses bichos eram uma praga e que eram uma peste e eram que nem ratos com chifres e que a pior coisa de atropelar um veado é quando eles passam pelo vidro e caem dentro do carro e ele disse que tinha um amigo que morreu quando um veado entrou pelo vidro com os cascos afiados.

E a mamãe disse ai meu Deus como se a gente precisasse saber disso e papai disse bom aconteceu com Tanya e a mamãe disse sinceramente você é incorrigível.

Eu queria perguntar quem eram as pessoas que perseguiam o veado, mas, ao invés disso, comecei a cantar lá lá lá lá lá lá.

O papai disse pára com isso. A mamãe disse pelo amor de deus deixa a menina se expressar e meu pai disse aposto que você gosta de mastigar chapa de zinco e a mamãe disse o que isso quer dizer e papai não disse nada e eu disse a gente ainda não chegou?

Havia fogueiras ao lado da estrada e, algumas vezes, pilhas de ossos. A gente parou de um lado da colina. O fim do mundo era do outro lado da colina, disse o papai.

Deu vontade de saber como era o fim do mundo. A gente estacionou o carro no estacionamento. A gente saiu. A mamãe levou Daisy no colo. O papai levou a cesta de piquenique. A gente andou pela colina na luz das velas que tinham colocado pelo caminho. Um unicórnio chegou perto de mim na trilha. Era branco como a neve e me fez carinho com a boca.

Perguntei ao papai se eu podia dar uma maçã pro unicórnio e o papai disse que provavelmente ele tinha pulgas e a mamãe disse que não tinha. O tempo todo sua cauda ficava chicoteando chicoteando chicoteando.

Eu dei minha maçã ele olhou pra mim com os grandes olhos prateados dele e então bufou assim hrrrmf e correu pela colina.

Daisy nenê disse ó ó.

Assim é como o fim do mundo é, o melhor lugar do mundo.

Tem um buraco no chão, que se parece com um buracão muito largo de onde sai gente bonita segurando varas e cimitarras de fogo. Elas têm cabelos dourados e compridos. Elas se parecem com princesas, só que mais ferozes. Algumas têm asas e outras não.

E tem um buraco grande no céu também de onde coisas ficam descendo, como o homem-com-cabeça-de-gato e cobras feitas de um negócio que parece com uma gelatina brilhante que eu pus no cabelo no Halloween e eu vi uma coisa que parecia uma velha e grande mosca zumbindo, descendo do céu. Tinha muitas delas. Tantas quanto tinha estrelas.

Elas não se mexem. Só ficam lá paradas sem fazer nada. Eu perguntei ao papai por que não tavam se mexendo e ele disse que elas tavam se mexendo só que muito muito devagar mas eu acho que não.

A gente se sentou numa mesa de piquenique.

Papai disse que a melhor coisa no fim do mundo é que não tem nem vespa nem mosquito. E mamãe disse que também não tinha um montão de vespas no jardim de Luz do Johnson Peculiar. Eu disse que não tinha um montão de vespas ou mosquitos no Ponydale e que também tinha pôneis que a gente podia andar e meu pai disse que ele tinha trazido a gente aqui pra gente se divertir.

Eu disse que queria dar uma andada pra ver se conseguia ver o unicórnio de novo e a mamãe e o papai disseram não vá muito longe.

Na mesa ao lado da nossa tinha pessoas usando máscaras. Eu fui lá com Daisydaisy pra ver elas.

Elas cantavam Parabéns a você pra uma moça grande e gorda sem roupas e com um chapelão engraçado. Ela tinha um monte de seios descendo até a barriga. Eu esperei pra ver ela soprar as velas do bolo mas não tinha bolo.

Você não vai fazer um pedido? perguntei.

Ela disse que não podia fazer mais pedidos. Era velha demais. Eu disse pra ela que no último aniversário quando eu soprei e apaguei todas as velas eu tinha pensado no meu pedido por muito tempo e eu ia pedir que a mamãe e o papai não brigassem mais de noite. Mas no fim eu pedi um pônei shetland mas ele nunca chegou.

VENTO DO DESERTO
Havia um velho com a pele enegrecida pelo sol do deserto

que me contou que, quando era jovem, uma tempestade

[separou-o da sua caravana

e de suas especiarias e ele caminhou sobre rochas e areia por

[dias e noites,

sem ver nada além de pequenos lagartos e ratos cor da areia.


Mas, no terceiro dia, chegou a uma cidade de tendas de seda

de cores brilhantes. Uma mulher levou-o até a maior das tendas,

escarlate era a sua seda, e pôs uma bandeja à sua frente e

[deu-lhe refresco gelado

para beber e almofadas para se deitar e, então, com lábios escarlates,

[beijou sua fronte.


Dançarinas veladas ondularam ante seus olhos, ventres como

[dunas de areia,

Olhos como lagoas de água escura nos oásis, púrpura eram suas sedas, e

seus anéis, de ouro. Ele assistia às dançarinas enquanto servos [traziam-lhe comida,


todos os tipos de comida, e vinho, tão branco quanto a seda, e [vinho, tão rubro quanto o pecado.
Então, trazendo o vinho uma loucura boa à sua barriga e à sua

[cabeça, ele levantou-se num pulo

e foi para o meio das dançarinas e dançou com elas, os pés

[batendo na areia,

pulando e pulsando, tomou a mais bela dançarina nos seus

[braços e beijou-a.

Porém, seus lábios tocaram um crânio seco, escondido no deserto.
E cada dançarina de púrpura havia se transformado em ossos,

[mas continuava a rebolar e a bater com os pés

dançando. Então, ele sentiu a cidade das tendas como areia seca,

[sibilando e escapando

pelos seus dedos, e ele tremeu e enterrou a cabeça no seu Albornoz,

e soluçou, sem poder mais ouvir os tambores.


Estava só, disse ele, quando acordou. As tendas tinham-se ido.

O céu era azul, o sol impiedoso. Isso foi há uma existência.

Ele viveu para contar a história. Riu com gengivas sem dentes e

[nos falou assim:

Ele vê a cidade das tendas de seda no horizonte desde então,

[dançando na bruma.


Indaguei-lhe se era uma miragem, e ele disse que sim. Insisti que

[era um sonho,

e ele concordou, mas afirmou que era um sonho do deserto,

[não dele. E disse-me que

em um ano ou mais, quando tivesse envelhecido demais para

[qualquer homem, então caminharia

vento adentro, até ver as tendas. Desta vez, disse, iria com elas.

GOSTOS
Ele tinha uma tatuagem no braço, um pequeno coração, feito em azul e vermelho. Abaixo, havia um retalho de pele rosada, de onde um nome havia sido apagado.

Ele lambia o bico do seio esquerdo dela, lentamente. Sua mão direita a afagava na nuca.

— O que há de errado? — perguntou ela. Ele olhou para cima.

— Como assim?

— Parece que você está... sei lá, em algum outro lugar — disse ela. — Ah... isso é bom. Isso é mesmo bom.

Estavam num quarto de hotel. Era o quarto da moça. Ele sabia quem ela era, reconhecera-a, mas tinha sido avisado para não usar o nome dela.

Moveu a cabeça para cima, fitou-a nos olhos e baixou a mão até seus seios. Estavam ambos nus da cintura para cima. Ela usava uma saia de seda, ele vestia jeans.

— Bem? — disse ela.

Ele pôs sua boca contra a dela. Seus lábios se tocaram. A língua dela serpenteava na dele. Ela suspirou, e se afastou.

— O que foi? Você não gosta de mim?

Ele deu um largo sorriso tranqüilizador.

— Se gosto de você? Eu acho você maravilhosa — disse. Abraçou-a apertado. Então sua mão cobriu o seio como um cálice e vagarosamente apertou-o. Ela fechou os olhos.

— Bem, então — ela sussurrou —, o que há de errado?

— Nada de errado — respondeu ele. — É maravilhoso. Você é muito bonita.

— Meu ex-marido vivia dizendo que eu era bonita. — Ela correu as costas da mão pela frente do jeans, para cima e para baixo. Ele se colocou contra ela, arqueando as costas.

— Acho que ele tinha razão.

Ela sabia o nome que ele havia lhe dado, mas certamente era falso, um nome de conveniência. Não pretendia usá-lo.

Ele tocou as faces dela. Então, pôs a boca no bico do seio. Dessa vez, enquanto lambia, levou a mão entre as pernas da mulher. A seda do vestido era suave ao toque, e pousou os dedos como uma taça sobre o púbis, aumentando a pressão lentamente.

Seja como for, alguma coisa está errada — disse ela. — Tem alguma coisa acontecendo nessa sua linda cabeça. Tem certeza de que não quer falar sobre isso?

— É besteira — disse ele. — E eu não estou aqui por mim. Estou aqui por você.

Ela desabotoou o jeans do parceiro. Ele o empurrou para baixo e o fez escorregar até sair por completo, deixando-o cair sobre o chão, ao lado da cama. Usava uma cueca fina escarlate, e seu pênis ereto pressionava o material.

Enquanto ele tirava o jeans, a mulher removeu os brincos, feitos de fios de prata primorosamente trançados. Ela os colocou cuidadosamente ao lado da cama.

Ele riu de repente.

— O que foi? — quis saber ela.

— Apenas uma lembrança. Strip poker — disse ele. — Quando eu era garoto, não sei, treze ou quatorze anos, a gente costumava jogar com as meninas que moravam ao lado. Estavam sempre carregadas com penduricalhos... colares, brincos, lenços de pescoço, coisa do tipo. Então, quando perdiam, tiravam um brinco ou qualquer outra coisa. Dez minutos depois, a gente estava nu e constrangido, e elas ainda completamente vestidas.

— Então, por que jogava com elas?

— Esperança — disse ele, com a mão já por baixo do vestido dela, começando a massagear seus grandes lábios na calcinha de algodão.

— Esperança de que talvez a gente pudesse dar uma olhadela em alguma coisa. Qualquer coisa.

— E alguma vez conseguiu?

Ele tirou sua mão e rolou por cima dela. Ambos se beijaram. Apertaram-se enquanto se beijavam, gentilmente, virilha contra virilha. As mãos dela apertando suas nádegas.

— Não. Mas sempre se pode sonhar.

— E daí? Qual é a bobagem? E por que eu não entenderia?

— Porque isso é bobo. Porque... eu sei lá em que você está pensando. Ela abaixou a cueca dele. Correu seu dedo indicador pela lateral do pênis.

— É realmente grande. Natalie disse que seria.

— Ah é?


— Eu não sou a primeira pessoa a dizer isso a você, que ele é grande.

— Não.


Ela abaixou a cabeça e beijou seu pênis na base, onde a fonte de pêlos dourados roçavam-na. Então, gotejou um pouco de saliva sobre ele e correu a língua lentamente por todo o seu comprimento. Depois disso, virou-se, olhou fixamente com seus olhos castanhos dentro dos azuis dele.

— Você não sabe em que eu estou pensando? O que isso quer dizer? Você normalmente sabe em que as outras pessoas pensam?

Ele meneou a cabeça.

— Bem — disse ele. — Não exatamente.

— Aguarde só um momento — disse ela. — Eu já volto.

Ela se levantou, caminhou até o banheiro, fechou a porta, mas não trancou. Ouviu-se um barulho de urina caindo no vaso sanitário. Pareceu se estender por um longo tempo. A descarga foi dada, o som de movimento no banheiro, o armário abrindo, fechando, mais movimentos.

Ela abriu a porta e saiu. Estava completamente nua agora. Parecia, pela primeira vez, suavemente constrangida. Ele estava sentado sobre a cama, nu também. Seus cabelos eram loiros e cortados bem rente. Conforme ela se aproximou, ele a buscou com as mãos, segurou-a pela cintura e a puxou para perto de si. Seu rosto estava na altura do umbigo. Ele o lambeu e, então, abaixou a cabeça até a sua virilha, pressionou sua língua contra os grandes lábios, lambeu e chupou.

Ela começou a respirar mais rapidamente.

Enquanto lambia seu clitóris, enfiou um dedo na vagina. Já estava molhada e o dedo escorregou facilmente.

Ele passou a outra mão pelas costas dela, de cima para baixo, até a curva de sua bunda e a deixou ali.

— E aí? Você sempre sabe em que as pessoas estão pensando?

Ele colocou a cabeça para trás, os fluidos dela ainda em sua boca.

— É meio idiota. Quero dizer, eu realmente não quero falar sobre isso. Você vai pensar que sou esquisito,

Ela se curvou, tocou-o com a ponta dos dedos no queixo, beijou-o. Mordeu seu lábio, não muito forte, e puxou com os dentes.

— Você é esquisito, mas eu gosto quando fala. E quero saber o que há de errado, Senhor Leitor-de-Mente.

Ele sentou na cama próximo dela.

— Você tem seios lindos — disse-lhe, — Realmente adoráveis.

Ela fez um biquinho.

— Eles não são tão bons quanto antes. E não mude de assunto.

— Não estou mudando de assunto. — Deitou-se na cama.

— Não posso ler mentes na verdade. Mas meio que posso. Quando estou na cama com alguém... sei o que faz a pessoa pegar fogo.

Ela subiu por cima dele, sentou no seu estômago.

— Você está brincando.

— Não.


Ele a tocou gentilmente com os dedos no clitóris. Ela se contorceu.

— Gostoso.

Ela se moveu para baixo alguns centímetros. Agora, estava sentada sobre o pênis, pressionou-o horizontalmente. Moveu-se sobre ele.

— Eu sei... em geral, eu... você sabe como é difícil se concentrar quando se faz isso?

— Fale — disse ela. — Fale comigo.

— Enfia dentro de você.

Ela levou a mão para baixo, segurou seu pênis. Levantou-se suavemente, agachou-se sobre o membro, abocanhando a cabeça para dentro de si. Ele arqueou as costas, e penetrou na mulher. Ela fechou os olhos e, então, os abriu fitando-o intensamente.

— E aí?


— É só que, quando estou fodendo, ou mesmo na hora de foder, bem... eu sei coisas. Coisas que honestamente não saberia - ou não poderia saber. Coisas que nem mesmo quero saber. Abuso sexual. Abortos. Demência. Incesto. Se são sádicas enrustidas ou se estão roubando seus patrões.

— Por exemplo.




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