FundaçÃo economia de campinas – fecamp relatório I projeto de estudos sobre as perspectivas da indústria financeira brasileira e o papel dos bancos públicos subprojeto padrões de financiamento das empresas não-financeiras no brasil equipe



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FUNDAÇÃO ECONOMIA DE CAMPINAS – FECAMP

RELATÓRIO I

PROJETO DE ESTUDOS SOBRE AS PERSPECTIVAS DA INDÚSTRIA FINANCEIRA BRASILEIRA E O PAPEL DOS BANCOS PÚBLICOS

SUBPROJETO PADRÕES DE FINANCIAMENTO DAS EMPRESAS NÃO-FINANCEIRAS NO BRASIL

Equipe técnica

Coordenador geral: Ricardo de Medeiros Carneiro

Vice-coordenador: Júlio Sergio Gomes de Almeida

Pesquisadores-seniores: Claudio Avanian; Marcos Antonio Macedo Cintra

Pesquisadora-Júnior: Juliana de Paula Filleti

Campinas, maio de 2009

ÍNDICE


I. INTRODUÇÃO GERAL 4

II. ASPECTOS METODOLÓGICOS 4

II.1 Base de dados 4

II.2 Classificação das empresas 5

II.3 Definição dos indicadores econômico-financeiro 7

III. EVOLUÇÃO DO DESEMPENHO ECONÔMICO-FINANCEIRO DAS EMPRESAS BRASILEIRAS DE CAPITAL ABERTO: 2003–2007 9

III.1 Introdução 9

III.2 Rentabilidade das empresas não-financeiras 13

III.2.1 Rentabilidade das empresas não-financeiras: subconjunto da indústria 22

III.2.2 Rentabilidade das empresas não-financeiras: subconjuntos serviços e infraestrutura 25

III.3. Endividamento, estrutura de capitais e distribuição de ativos das empresas não-financeiras 29

III.3.1. Endividamento, estrutura de capitais e distribuição de ativos das empresas não-financeiras: subconjunto da indústria 36

III.3.2. Endividamento, estrutura de capitais e distribuição de ativos das empresas não-financeiras: subconjunto serviços e infraestrutura 40

III.4 Principais conclusões 42

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 46

ANEXO I – ABERTURA SETORIAL 50

A – RENTABILIDADE 50

B – INDICADORES DE ENDIVIDAMENTO 52

C - EVOLUÇÃO DOS VALORES ABSOLUTOS E VARIAÇÕES PERCENTUAIS 57

C.1 – Contas do Ativo 57

C.2 – Contas do Passivo 63

C.3 – Contas de Resultado 67

C.4 – Valores Absolutos (em R$ mil) a Preços Constantes de Dezembro de 2008 Corrigidos pelo IPCA e Variações Reais das Contas do Ativo 73

C.5 – Valores Absolutos (em R$ mil) a Preços Constantes de Dezembro de 2008 Corrigidos pelo IPCA e Variações Reais das Contas do Passivo 77

C.6 – Valores Absolutos (em R$ mil) a Preços Constantes de Dezembro de 2008 Corrigidos pelo IPCA e Variações Reais das Contas de Resultado 79

I. INTRODUÇÃO GERAL


O presente relatório consiste em uma descrição e análise quantitativa dos resultados de um levantamento sobre os dados financeiros de empresas brasileiras. O período de análise compreende os anos de 2003 a 2007, mas os dados retroagem a 1998 para que se tenha uma base de referência.

O relatório está organizado em duas seções, após essa breve introdução geral. Na primeira, sintetizam-se os aspectos metodológicos: base de dados, classificação das empresas, definição dos indicadores econômico-financeiros selecionados. Na segunda, apresenta-se uma descrição preliminar dos dados financeiros das corporações brasileiras, com destaque para os indicadores de rentabilidade, mark-up, despesas financeiras líquidas, endividamento, distribuição dos ativos e estrutura de capital.


II. ASPECTOS METODOLÓGICOS

II.1 Base de dados


Foi possível obter informações para 172 empresas não-financeiras de capital aberto com registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), para todo o período considerado (1998-2007). A base das informações utilizada são os demonstrativos contábeis de companhias abertas, sendo, portanto, informações públicas. Outras características relevantes referentes ao levantamento das informações são:

a) os dados básicos referem-se sempre aos doze meses compreendidos entre janeiro e dezembro de cada ano, de 1998 a 2007;

b) as demonstrações financeiras de onde foram extraídas as informações básicas passam por auditorias, conforme as regras da CVM;

c) a composição da amostra é homogênea, isto é, somente foram consideradas empresas com dados em todos os anos do período em análise;

d) os grupos econômicos foram considerados pela empresa que consolida as informações e as controladas eliminadas da amostra para evitar a dupla contagem. A título de exemplo: a empresa Petroquisa, controlada da Petrobrás, foi eliminada da amostra.

Inicialmente os dados primários desta pesquisa seriam formados pela base de dados das empresas clientes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), cuja estimativa era de cerca de 600 empresas, de capital aberto ou não. Ainda não foi possível obter as informações das empresas desse cadastro, de forma que se fez necessário recorrer às demonstrações financeiras das empresas abertas disponíveis na CVM para cumprir com o compromisso da pesquisa em elaborar uma descrição preliminar dos principais indicadores econômico-financeiras das corporações brasileiras.


II.2 Classificação das empresas


As 172 empresas do levantamento tiveram seus dados coletados individualmente e registrados em arquivo eletrônico. Após a coleta primária, as informações das empresas foram distribuídas em 26 segmentos produtivos, que, por sua vez, foram classificados em três macrossetores: Indústria, Comércio e Serviços. Com o propósito de proporcionar novos ângulos de análise, outras agregações (subconjuntos) foram utilizadas, tais como: Energia, Infraestrutura, Serviços sem Energia, Utilities, Indústria de Construção e Material de Construção, Indústria de Meios de Produção, Indústria de Consumo, Indústria sem Petróleo/Mineração, bens Comercializáveis e Não-Comercializáveis (ver Quadro II.2.1, II.2.2 e II.2.3).

Não foi possível classificar as empresas por porte, pois a amostra formada por companhias de capital aberto é constituída por grandes empresas. Cabe notar ainda que a fim de procurar isolar os efeitos das gigantes Petrobras e Vale, pertencentes aos setores de petróleo e mineração, esses setores foram excluídos do conjunto da indústria em uma classificação especial (Indústria sem petróleo/mineração). Os quadros a seguir mostram a distribuição de empresas segundo os macrossetores, os subsetores e os segmentos produtivos (ver Anexo 2 – lista de empresas).



Quadro II.2.1. Macrossetores e subsetores da amostra de empresas



Fonte: elaboração própria.
Quadro II.2.2. Macrossetores e segmentos produtivos da amostra de empresas



Fonte: elaboração própria.

Nota: A abertura setorial seguiu os padrões do BNDES.

Quadro II.2.3. Descrição dos subconjuntos da amostra de empresas



Fonte: elaboração própria.

Segundo o valor da receita líquida no ano de 2007, o setor de maior peso é a Indústria, com 68,7% no total, seguido pelo de Serviços, com 26,3% e Comércio, com 5% (ver Tabela II.2.1). Somente a Petrobrás e a Vale representam conjuntamente 34,5% da receita líquida total.



Tabela II.2.1. Receita líquida das empresas da amostra durante o ano de 2007 (R$ mil e % do total)

Fonte: Demonstrações de Resultado. Elaboração própria.
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