Fundamentos dos Princípios Racionais



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Fundamentos dos Princípios Racionais1


Caruso Samel

Índice


1) Fortalecer a vontade para a prática do bem. 3

2) Cultivar pensamentos elevados em favor do semelhante. 4

3) Estender o seu auxílio a quem dele necessitar, onde os meios e a oportunidade o permitirem, mas não contribuir para sustentar a ociosidade e os vícios de quem quer que seja. 5

4) Manter o equilíbrio das emoções na análise dos fatos para não afetar a serenidade necessária. 6

5) Conduzir-se respeitosamente, na linguagem e nas atitudes. 7

6) Ter consideração pelo ponto de vista alheio, principalmente quando manifestado com sinceridade. 7

7) Eliminar do hábito comum a discussão acalorada. 8

8) Não desejar para os outros o que não quer para si. 9

9) Combater a maledicência. 10

10) Não se ligar pelo pensamento a pessoas maldosas, perturbadas e inconvenientes. 10

11) Exercer o poder da vontade contra as irritações. 11

12) Adotar como norma disciplinar, o hábito sadio de somente tomar decisões que se inspirem no firme propósito de se fazer justiça, agindo, para isso, com ponderação, serenidade e valor. 12

13) Repelir os maus pensamentos. 12

14) Usar de comedimento no falar, vestir, trabalhar, dormir, alimentar e no recrear. 13

15) Não se descuidar da polidez e pontualidade, por serem estes reflexos da boa educação. 14

16) Impor às exigências da vida disciplina mental e física. 15

17) Esquecer-se de quem tenha praticado ofensas, traições e ingratidões. 15

18) Desviar de seu convívio social aqueles que não possuam envergadura moral. 16

19) Reduzir ao tempo mínimo possível o contato que interesses materiais o obriguem a manter com pessoas inidôneas, esquecendo-as em seguida. 17

20) Cultivar permanentemente o bom-humor, por meio do qual as células orgânicas recebem influências salutares. 17

21) Promover, por todos os meios, inclusive os espirituais, a longevidade, atenta a criatura ao princípio de que a saúde do corpo depende do bom estado da alma. 17

22) Dedicar-se integralmente à segurança e à estabilidade do lar. 18

23) Conservar em plena forma a higiene mental e física. 18

24) Apurar ao máximo o sentimento fraternal da amizade para com as pessoas de bem, com a finalidade de intensificar a corrente harmônica afim do planeta, em benefício comum. 19


Boa tarde, meus amigos!


Vamos iniciar a nossa palestra — Fundamentos dos Princípios Racionais — com base no capítulo “Síntese dos princípios racionalistas cristãos” do livro Racionalismo Cristão.

1) Fortalecer a vontade para a prática do bem.

Nós sabemos que a vontade é uma das principais faculdades do espírito. Ela tem por finalidade pôr em ação tudo aquilo que pensamos ou que sentimos, conforme ditado pela nossa razão ou refletido por um impulso próprio ou, ainda, captado do ambiente. Se for fundamentada no impulso de um sentimento, ela incita alguém a fazer acontecer um desejo, uma aspiração ou anseio. Se a vontade derivar da razão, ela nos leva a fazer escolhas racionais, a deliberar, a pôr em prática aquilo que foi idealizado mentalmente. Enquanto, a aceitação pura e simples de nossos desejos pode nos levar para o materialismo desenfreado e a sensualidade irresponsável, a vontade consciente sempre nos levará a refrear os desejos malsãos, a nos conduzir para a prática da boa conduta, a sobrepormo-nos ao desejo. Tudo começa, portanto, com o pensamento, e sendo este uma vibração do espírito, pode-se entender a importância que ambos — pensamento e vontade — têm na nossa conduta.

É de Coelho Neto, grande escritor e poeta, contemporâneo e amigo de Luiz de Mattos, ambos abolicionistas e republicanos, com muita coisa em comum, portanto, a seguinte frase, que bem expressa a relação direta que existe entre a nossa alma e a conduta que dela decorre: "A alma não tem erros que a conduta não revele". E o que isso quer dizer? Significa que os vícios morais, os vícios da alma, ficam expostos pela nossa conduta, que no fundo, no fundo, decorre de nossa espiritualidade jacente.

Fica, pois, claro que os nossos hábitos são ditados pela nossa espiritualidade. Ora, o que significa isso? O que é de fato a conduta, de onde que ela vem, o que ela representa ? Tudo tem uma explicação muito profunda dentro de nós. Nós somos o dia-a-dia da nossa vida; nossa trajetória evolutiva é o resultado do ambiente e do lar, dos nossos pensamentos, emoções e influências das condições e circunstâncias próprias do mundo físico. Para que isso fique mais claro, vamos supor o seguinte: que você tem um elevado índice de espiritualidade e tem de enfrentar uma influência própria desse mundo, digamos o desemprego, muito comum em nossos dias. Até se defrontar com essa situação, tudo levava a crer que você estava imune a essa surpresa desagradável, a de se ver despojado do seu ganha-pão. De repente, você, que é um bom profissional, entra em depressão e desespera-se, muito embora você, que tem uma bagagem evolutiva muito elevada, não devesse chegar ao desespero nem ficar deprimido. Mas, amigos, esta é uma circunstância própria do mundo físico! Então, se é uma circunstância própria do mundo físico, nós, enquanto espíritos encarnados neste mundo, indiscutivelmente estaremos sujeitos a isso. Apesar disso, existem pessoas que, devido à sua grande fortaleza de espírito, conseguem ser mais fortes que outras, o que vale dizer que elas encaram essas circunstâncias com maior tranqüilidade e naturalidade. Cada pessoa age de uma maneira, isto é, cada pessoa é uma pessoa e do mesmo modo, cada espírito, é um espírito.

Pelo exposto, vemos que nossa conduta depende da trajetória evolutiva, da importância do pensamento, da reflexão e do raciocínio. Portanto, nós temos que fortalecer a nossa vontade para a prática do bem. Como é que nós fazemos isso? Procurando sempre analisar a nossa conduta, mediante um constante exame de consciência, se possível diariamente, todas as noites, ao nos recolhermos. É pura questão de hábito, e o hábito é uma segunda natureza, fundado na disciplina que nos impomos. Se não for possível todos os dias, devido ao cansaço advindo dos nossos afazeres, pelo menos uma vez por semana, devemos escolher um momento qualquer em que estejamos calmos e refletir um pouquinho sobre os atos corriqueiros de nossa vida, tirando boas lições de nossos erros, para não repeti-los.

Exatamente por isso, meus amigos, é preciso que tenhamos um pouquinho de humildade; vamos olhar para nós mesmos, vamos ver se algumas pessoas, principalmente as de nossa confiança, estão criticando alguns dos nossos atos. Tenhamos a humildade de enxergar os nossos próprios erros. Devemos ficar felizes e agradecer, se a crítica couber. Eu acho que é dever do amigo, sempre, dentro das normas da educação, com carinho, com respeito, falar-nos ao pé do ouvido sobre alguma coisa que não lhe pareceu correto de nossa parte, e ninguém deve se melindrar com isso.

Para arrematar este item, que já se alongou, vem muito a propósito, um pensamento de autor desconhecido, que servirá para balizar toda a nossa palestra e que diz o seguinte: "cuidado com seus pensamentos, eles transformam-se em palavras; cuidado com suas palavras, elas transformam-se em ações; cuidado com suas ações, elas transformam-se em hábitos; cuidado com seus hábitos, eles transformam-se em caráter; cuidado com seu caráter, pois ele transforma-se em futuro!" Vocês viram bem onde tudo começou: no pensamento. Então, nós temos que ter cuidado com o nosso pensamento

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