Fundamentos Históricos de Enfermagem Florence Nightingale a enfermagem no Brasil a reorganização hospitalar e o surgimento da enfermagem moderna



Baixar 39.43 Kb.
Encontro25.07.2016
Tamanho39.43 Kb.
Fundamentos Históricos de Enfermagem

Florence Nightingale

A Enfermagem no Brasil

A reorganização hospitalar e o surgimento da enfermagem moderna

  • Médicos passa a fazer parte de grupos políticos e elite econômica

  • Universidade deixa de ser privilégio só da elite

  • Avanço da medicina â reorganização dos hospitais, sem alteração da salubridade â época de doenças infecto-contagiosas

  • médicos sentiram a necessidade de ter pessoas mais preparadas para auxiliá-los

  • Primeira iniciativa NY em 1798, Valentine Seaman do Hospital de Bellevue / aulas teóricas e práticas de anatomia, fisiologia, obstetrícia e pediatria para mulheres, para trabalharem como enfermeiras.

  • Europa primeiro livro de ensino de enfermagem/ 1833, chamado: “A arte de enfermagem para a assistência teórico-prática dos pobres enfermos”, escrita José Bueno y Gonzáles permaneceu nos mosteiros da Espanha.

  • Na ilhas Britânicas, houve outras tentativas de ensino e prática de enfermagem,ainda ligadas a igreja, como as Irmãs de Misericórdia, as Irmãs de Caridade e a Sociedade das Irmãs Protestantes de Caridade.

  • Alemanha fundada uma escola de enfermagem Diaconisas de Kaiserswerth

  • Aulas de ética, princípios religiosos, práticas de enfermagem e também recebiam instruções de médicos e farmacêuticos.

  • As alunas eram chamadas de Diaconisas a fim de evitar a errônea interpretação que era dada às enfermeiras na época.

FLORENCE NIGHTINGALE
(1820-1910)




FLORENCE NIGHTINGALE

  • Florence Nightingale figura dominante no desenvolvimento pleno da profissão, forte personalidade, visão e habilidade prática para a organização, que trouxe para a enfermagem fundamentos, princípios e ética para a profissão.

  • Nasceu em 1820 em Florença na Itália, em uma família rica adquiriu conhecimentos de várias ciências e idiomas senso de responsabilidade social, fazendo com que se interessassem pela melhoria das condições de vida e pela educação das pessoas menos favorecidas.

  • Aos 17 anos, Florence vocação pra cuidar de doentes,

  • viajou pela Franca, Suíça e Itália onde aumentou o seu conhecimento geral e visitou instituições de caridade.

  • Escreveu um diário comparava as condições de enfermarias de vários lugares com as enfermarias inglesas necessária uma mudança nas enfermarias inglesas.

  • Barreira social que dificultava sua atuação nesta área;

  • 25 anos frustrada por não conseguir realizar o seu desejo de cuidar do próximo

  • Ao cuidar de um familiar doente percebeu que carinho, bondade e paciência não bastavam para assistir um enfermo era necessário também ter conhecimento e habilidades especificas

  • Sua família não aceitava a sua vontade de trabalhar em hospitais e a distraiam com uma vida social bastante ativa e viagens conversava sobre as suas idéias de reforma dos hospitais, foi ganhando adeptos e ficou conhecida como especialista no assunto.

  • Escola de Enfermagem na Alemanha, a escola das Diaconisas de Kaiserswerth princípios religiosos/ não carregava o estigma dos hospitais ingleses.

  • Após terminar os estudos França e visitou hospitais e observou as práticas de enfermagem neles realizas junto com as Filhas de Caridade.

  • Ao voltar para a Alemanha foi indicada para trabalhar como superintendente de uma instituição de mulheres doentes da alta sociedade, depois foi convidada para trabalhar no Hospital King’s College em Londres e em seguida foi chamada para a guerra da Criméia.

  • Guerra não haviam pessoas capacitadas dentro dos exércitos ingleses.

  • Florence escreveu ao ministro da guerra e ofereceu seus serviços

  • Selecionou 38 mulheres base militar na qual havia sido improvisado um hospital para os feridos, suas condições sanitárias eram péssimas e a taxa de mortalidade era de 40%.

  • Em 2 meses conseguiu colocar ordem no hospital e em 6 meses já havia reduzido a mortalidade para 2%.

  • Campo de batalha em Criméia onde contraiu provavelmente febre tifóide, ficou muito debilitada e precisou voltar para Londres.

  • Arrecadou fundos para o treinamento de enfermeiras estabelecer a enfermagem como uma profissão, assim como a medicina e o direito, e quebrar o preconceito em relação à profissão.

  • Fundou a Escola de Enfermagem no Hospital Saint Thomas passou a funcionar em 1860.

  • As aulas de anatomia, fisiologia e farmacologia eram ministradas por médicos, o curso inicialmente tinha duração de 1 ano, e passou para 2 anos com a inclusão do ensino das práticas de enfermagem no hospital.

  • Os objetivos dessa escola eram preparar enfermeiras multiplicadoras do conhecimento.

  • Sarah Elizabeth Wardroper /diretora da assistência de enfermagem do Hospital Saint Thomas

  • Permaneceu por 25 anos e formou aproximadamente 500 enfermeiras.

  • Seleção das alunas caráter moral, habilidades de ler, escrever e ensinar.

  • As escolas Nightingaleanas disciplina rigorosa, e exigência de qualidade moral de suas alunas.

  • Os médicos e a sociedade aos poucos foram reconhecendo a importância de uma boa formação para enfermeiras.

  • A Enfermagem surge não mais como uma atividade empírica, desvinculada do saber especializado, mas como uma ocupação assalariada que vem atender as necessidades de mão-de-obra nos hospitais.

  • Duas categorias distintas:

  • Ladies classe social mais elevada e que desempenhavam funções intelectuais (administração, supervisão, direção e controle dos serviços de enfermagem,

  • Nurses níveis sociais mais baixos desenvolviam o trabalho manual da enfermagem, sob a direção das ladies

  • Avanço técnico-científico: trabalho manual para a enfermagem e para os médicos, a parte intelectual: hipóteses, diagnóstico, prescrição e tratamento.

  • Enfermagem moderna nasce como uma ocupação assalariada e uma profissão complementar à prática médica, sendo subordinada a esta.

  • Responsável por analisar planos de construção de hospitais, instalações e equipamentos assim como o estabelecimento de rotinas administrativas.

  • 1859, publicou: Notas sobre enfermagem, e em 1861: Notas sobre enfermagem para as classes laboriosas com um capitulo adicional sobre cuidados com os bebes e Notas sobres Hospitais.

  • Enfatizou que a arte da enfermagem consistia em cuidar tanto dos seres humanos sadios quanto dos doentes e colocou como responsabilidades da profissão o cuidar, educar e pesquisar.

  • Cura como um privilégio da natureza enfermagem deveria visar a manutenção do doente em condições favoráveis a cura para que a natureza possa atuar sobre ele

  • Colocou a enfermagem como diferente da medicina por estar centrada no ser humano sadio ou doente e não a saúde e a doença.

A Enfermagem no Brasil

  • A enfermagem na sociedade brasileira é dividida em três fases:

  • A organização da enfermagem na sociedade brasileira: desde o período colonial até o final do séc.XIX;

  • O desenvolvimento da educação em enfermagem no Brasil: final do séc.XIX até a segunda guerra mundial;

  • A enfermagem no Brasil moderno: da segunda guerra até os dias atuais.

A ORGANIZAÇÃO DA ENFERMAGEM NA SOCIEDADE BRASILEIRA (Período Colonial – final do séc. XIX)

  • Brasil colônia – voltado para a exportação de gêneros tropicais

  • Sociedade composta por brancos europeus (donos das terras, da riqueza do prestígio e do poder), negros africanos e indígenas nativos (trabalhadores e escravos) e mestiços (sem posição social definida)

- Ações de Saúde:

- rituais místicos pajés e feiticeiros

- práticas domésticas mulheres para cuidar de crianças, velhos e enfermos.

- Amuletos, superstições e recursos da flora / repouso, jejum e uso do calor práticas para preservar a saúde antes da colonização.



- Com a colonização surgimento de doenças â Epidemias

  • Escassez de profissionais â curandeirismo â misto de ciência + crendices

  • Primeira forma de assistência aos doentes â estabelecida pelos padres jesuítas.

  • Escravos voluntários passam a exercer atividades de cuidar nas Santas Casas de Misericórdia (fundadas em 1543).

  • Prática de Enfermagem â doméstica e empírica, mais instintiva do que técnica.

- Fundação dos hospitais militares â interesse financeiro

DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO EM ENFERMAGEM NO BRASIL (final séc. XIX – começo da 2ª Guerra Mundial)

  • da imigração e do crescimento urbano â no n° de doenças infecto-contagiosas â propagação rápida â problema econômico-social.

  • Governo assume controle da saúde â criação de serviços públicos, da vigilância e controle dos portos, revitalização da Diretora Geral de Saúde Pública.

  • Mais tarde - reforma de Carlos Chagas â Departamento Nacional de Saúde Pública

  • Enfermagem atender inicialmente aos hospitais civis e militares e posteriormente as atividades de saúde publica

  • Criação da Escola Profissional de Enfermeiros e Enfermeiras no RJ junto ao Hospital de Alienados, hoje: Escola de Enfermagem Alfredo Pito (Uni-Rio)

  • Duração de 2 anos, e estava estruturado aos moldes das escolas francesas, com abordagem de assistência hospitalar predominantemente curativa.

  • Durante a I Guerra Mundial, a Cruz Vermelha Brasileira, passa a preparar voluntárias para o trabalho de enfermagem.

  • Todos esses cursos foram ministrados e dirigidos por médicos.

  • Desvinculação da atenção médica das associações religiosas na américa-latina

  • Em 1923 o governo americano juntamente com o governo brasileiro manda para o Brasil algumas enfermeiras norte-americanas que realizam a escola de enfermagem baseada no modelo nightingaleano - Escola de Enfermagem Ana Nery.

  • Princípios nightingaleano: submissão,espírito de serviço,obediência, disciplina, entre outros

ANA NERY - A Matriarca da Enfermagem no Brasil“(*13/12/1814 + 20/05/1880)



ANA NERY - A Matriarca da Enfermagem no Brasil“(*13/12/1814 + 20/05/1880)

  • Viúva do capitão-de-fragata Isidoro Antônio Néri, viu seus filhos, o cadete Pedro Antônio Néri e os médicos Isidoro Antônio Néri Filho e Justiniano de Castro Rebelo; seus irmãos Manuel Jerônimo Ferreira e Joaquim Maurício Ferreira, ambos oficiais do exército, serem convocados para a Guerra do Paraguai.

  • Ana Néri escreveu então ao presidente da província uma carta em que oferecia seus serviços como enfermeira enquanto durasse o conflito

  • Partiu da Bahia, de onde nunca saíra, em 1865, para auxiliar o corpo de saúde do Exército, que era pequeno e contava com pouco material. Começou seu trabalho no hospital de Corrientes, onde havia, nessa época, cerca de seis mil soldados internados e algumas poucas freiras vicentinas. Mais tarde, assistiu os feridos em Salto, Humaitá, Curupaiti e Assunção.

  • Mulher de posses, com seus recursos montou na capital conquistada, na própria casa onde morava, uma enfermaria limpa e modelar. Ali trabalhou, abnegadamente, até o fim da guerra, na qual perdeu seu filho Justiniano e um sobrinho, que se alistara como voluntário da pátria.

  • De volta ao Brasil, em 1870, Ana Néri recebeu várias homenagens: foi condecorada com as medalhas de prata humanitária e da campanha e recebeu do imperador uma pensão vitalícia, com a qual educou quatro órfãos que recolhera no Paraguai. Seu retrato de corpo inteiro, obra de Vítor Meireles, figura em lugar de honra no paço municipal de Salvador. Ana Néri morreu no Rio de Janeiro-RJ, no dia 20 de Maio de 1880.

Escola de Enfermagem
Ana Nery


  • Esta escola redimensionou o ensino da enfermagem no pais, e passou a ser reconhecida como padrão para as escolas criadas posteriormente no Brasil.

  • Selecionava as suas candidatas dando preferência para pessoas de classes sociais mais elevadas, e dava a elas preparo para executar tarefas de maior complexidade intelectual que as outras escolas fundadas anteriormente.

  • Tornou-se tradicional, e, suas enfermeiras, consideradas padrão, personificaram a enfermeira brasileira. Em 1931, foi fixado por lei que todas as escolas de enfermagem brasileiras deveriam seguir os moldes da escola Ana Nery.

  • Foi fundada  por iniciativa do eminente sanitarista e cientista brasileiro Prof. Carlos Chagas, e graças ao concurso dos esforços das enfermeiras americanas que integraram a Missâo Técnica de Cooperação para o Desenvolvimento da Enfermagem no Brasil, chefiada pela Sra. Ethel O. Parson, que chegou ao Rio de Janeiro em 02 de setembro de 1921. Esta Escola demarca, no País, o modelo de ensino e de prática de enfermagem moderna, segundo os princípios norteadores do Sistema Nightingale.

  • A missão técnica foi patrocinada pela Fundação Rockefeller e teve a incumbência essencial de implantar, no Brasil, o Serviço de Enfermeiras do Departamento Nacional de Saúde Pública, do Ministério da Justiça e Negócios Interiores, sendo Diretor Geral do Departamento o Dr. Carlos Chagas. Desde logo, foi recomendada a criação de uma Escola de Enfermeiras (Decreto nº 15, 799/22), e quando o primeiro currículo foi implantado, em 1923, para consolidar o efetivo funcionamento da Escola (Decreto nº 26. 300;23), era Diretora a Sra. Clara Luise Kieninger.

  • A Escola integrou-se ao Sistema Universitário (Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro), em 1937, como instituição de educação complementar (Lei nº 452/37), sendo Diretora a enfermeira americana Bertha Lucille Pullen. Em 1945, a Escola foi elevada a categoria de Unidade de Ensino (Decreto Lei nº 8.393/45), sendo Diretora a Sra. Laís Netto dos Reys (primeira Diretora formada pela EEAN).

DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO EM ENFERMAGEM NO BRASIL (final séc. XIX – começo da 2ª Guerra Mundial)

  • Em 1926- surgimento da Associação Nacional de Enfermeiras Diplomadas no Brasil, atual ABEn(Associação Brasileira de Enfermagem), exercendo papéis importantes nos aspectos de legislação e educação.

  • Em 1973 surge o Conselho Federal de Enfermagem- COFEN, órgão disciplinador do exercício profissional;

  • 1931- Criação do Ministérios da Saúde e juntamente com ele normas legais para o ensino e exercício da Enfermagem;

  • Em 1949 Decreto de Lei onde a enfermagem passa a exigir ensino médio dos candidatos.

  • Em 1950 a enfermagem passa a ser curso superior.

A ENFERMAGEM NO
BRASIL MODERNO
(2ª Guerra Mundial (1938) – atualidade)


  • DÉCADA DE 30 À DÉCADA DE 60

  • Série de mudanças que não atingem os principais problemas: saneamento e subnutrição

  • Hospital â principal centro de referência â medicina curativa / enfermagem basicamente nos hospitais

  • Surgimento de outras categorias na enfermagem

  • Instituto Nacional de Previdência Social (1966) â privatização do setor de saúde – vantagens para empresas médicas â convênios com firmas comerciais e indústrias

  • Privatização â profissionais de nível superior contratados por setor público / setor privado: contratação de outras categorias

  • DÉCADA DE 30 À DÉCADA DE 60

  • Existência de várias categorias e divisão do trabalho â dificuldade de reconhecimento social

  • Currículos de enfermagem pautados na totalidade do trabalho: enfermeiros afastados da reflexão e crítica

  • Aumento dos custos hospitalares â depreciação de bens

  • DÉCADA DE 70 À DÉCADA DE 80

  • 1975: Novo modelo de saúde:

- Previdência Social â assistência individual e curativa

- Ministério da Saúde â cuidados preventivos e coletivos

DÉCADA DE 70 À DÉCADA DE 80

  • Conhecimento médico se torna mais sofisticado= enfermagem especializada

  • Criação de vários cursos de especialização em enfermagem

  • 1979 – Criação do CEPEn – Centro de Estudo e Pesquisa em Enfermagem â promover e incentivar a pesquisa na Enfermagem e organizar suas áreas de interesses.

  • 1986 – Aprovação da Lei 7498 – regulamentação do exercício profissional , reconhecendo as categorias de Enfermeiro, Técnico de enfermagem, Auxiliar de Enfermagem e Parteira.

  • Reforma Sanitária â sistema único de saúde, público, socializado, universal, integral e planejado

DÉCADA DE 70 À DÉCADA DE 80

  • Conferência Nacional de Saúde â realizadas desde 1974, a cada 4 anos.

  • VIII Conferência de Saúde â saúde: resultado de condições de vida, habitação, lazer, liberdade e acesso aos serviços de saúde

DÉCADA DE 90

  • - Serviço de Saúde 80% iniciativa privada 20% setor público

DÉCADA DE 90

  • Medicina = sem autonomia/ seguros de saude privados

  • Enfermagem: 2 posições distintas especialização médico-hospitalar (>n°)especialização saúde pública (

  • Consulta de Enfermagem â foco principal: educação em saúde com ênfase no auto-cuidado

  • Indicadores de saúde = baixa expectativa de vida, alta mortalidade infantil, alta mortalidade materna e perinatal, elevado grau de desnutricao infantil, entre outros.

  • IX Conferência Nacional de Saúde (1992) â participação da enfermagem pelos seus órgãos representativos

  • Permitiu à sociedade avaliar situação e oferta de serviços de saúde.

- Tema central: municipalização, sociedade, governo e saúde, participação e controle social no SUS

- SUS â revisão dos currículos profissionais de enfermagem â adequação à realidade social e inclusão das práticas alternativas em saúde

  • Seminário Nacional sobre Currículo Mínimo (1991): Aumento da duração mínima do curso de 2000 h para 3000 h – 8 a 10 sem

Mudança do nome do curso de Enfermagem Obstetrícia para Curso de Enfermagem

- Capacitação para o ensino de 1° e 2° grau

  • Pesquisa Científica â importante na formação do enfermeiro.


©principo.org 2016
enviar mensagem

    Página principal