Gabriel simas da silva



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Universidade Anhanguera-Uniderp

Rede de Ensino Luiz Flávio Gomes

O PARADOXO DA REMUNERAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DE OPERADORAS DE SAÚDE ODONTOLÓGICA COM NOVA ANÁLISE SUGESTIVA

GABRIEL SIMAS DA SILVA

Trabalho de conclusão de curso (TCC), apresentado no Pós-Graduação em Gestão de Planos de Saúde

Área de Concentração: Administração

Orientador Profº EDMAN ALTHERMAN



[LAJEADO / RS]

[2012]

GABRIEL SIMAS DA SILVA

O paradoxo da remuneração dos profissionais de operadoras de saúde odontológica com nova análise sugestiva

Monografia apresentada ao Curso de Pós-Graduação Lato Sensu Tele Virtual como requisito parcial à obtenção do grau de especialista em Gestão de Planos de Saúde.



Universidade Anhanguera-Uniderp

Rede de Ensino Luiz Flávio Gomes

Orientador: Profº. EDMAN ALTHERMAN

LAJEADO / RS

2012

DEDICATÓRIA

Esta monografia é dedicada a todos os administradores, gestores e dentistas das cooperativas Uniodonto, que ao longo destes 40 anos uniram-se de maneira associativa. Assumiram o risco do negócio de planos de saúde e acreditaram no cooperativismo.

A melhor maneira de reconhecer o esforço e a dedicação de todos, é praticar o cooperativismo, valorizando com justiça e equidade o trabalho de fazer diagnósticos (administrativos e comerciais); da prática artesanal dos seus procedimentos (de se aperfeiçoar continuamente); da experiência e da sabedoria que os anos de dedicação à administração e de departamentos comerciais somados ao conhecimento técnico adquirido e que são transformados em conhecimento prático no dia a dia.

Também agradeço a Deus, fonte de inspiração e força nos momentos difíceis.

A minha querida família que ao longo desses anos me apoiou e compreendeu a minha ausência; aos meus filhos que entenderam e compensaram com qualidade os momentos que estávamos reunidos.

Ao meu grande amor Raquel Bussmann, pela sua terna e amorosa companhia, um estímulo a essa conquista.

À minha mãe Cecília, pelo exemplo, dedicação, persistência e paciência pelas ausências que foram inumeráveis.

Ao Dr. Irno Pretto, chefe, amigo e parceiro, que além de entender e incentivar o crescimento intelectual, sempre esteve ao meu lado apoiando e orientando.

Ao Profº Marco Santos que me estendeu a mão prontamente, em momentos cruciais, e pelas intercessões realizadas. Com carinho agradeço e dedico essa conquista, que não é somente minha, mas de todos que foram direta ou indiretamente responsáveis.

AGRADECIMENTO ESPECIAL

Agradeço ao Dr. Irno Pretto, Sócio fundador do Sistema Uniodonto, Vice-Presidente da Uniodonto VTRP, Presidente da Uniodonto RS Federação e Vice-Presidente da OCERGS (Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul), que contribuiu diretamente na discussão do tema e com proposições de rumo, abrindo espaços em sua concorrida agenda para contribuir dentro do possível com comentários inspiradores e perspicazes.

EPÍGRAFE

Lembrando Deming, “Não se gerencia o que não se mede, não se mede o que não se define, não se define o que não se entende, não há sucesso no que não se gerencia.”

Da mesma forma, Dalai Lama sabiamente falou que “Só existem dois dias no ano em que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro amanhã. Portanto hoje é o dia certo para acreditar, fazer e principalmente viver”

RESUMO

O setor odontológico está atravessando uma uma fase paradoxal, os profissionais querem ganhos maiores; as operadoras tem limitação de arrecadação. Diante dos pilares de mercado, as OPS possuem limitações de pagamento, compensados pela quantidade de usuários/clientes. Com isso, dispõe aos profissionais e, por outro lado, a cooperativa tem formulações de remuneração lineares. Neste contexto, há a necessidade constante e crescente de serem aprimoradas habilidades gerenciais a fim de possibilitar a melhor organização do setor. Esta monografia traça um estudo de novas composições de remuneração aos sócios da cooperativa Odontológica em Lajeado, partindo do pressuposto que o comportamento do cirurgião-dentista é influenciado pela composição financeira, indicando assim seu nível de comprometimento, baseados em pesquisa literária e de outros sistemas de remuneração na saúde.



Palavras-chave: Remuneração Odontológica, Cooperativismo, Plano de Saúde, Cooperativa Odontológica, Paradigma da remuneração.




ABSTRACT

The dental industry is going through a phase paradoxical professionals want greater gains; operators have limited storage. Before the pillars of the market, the OPS have limited payment, offset by the amount of users / customers. With that provides professionals and, on the other hand, the cooperative must pay linear formulations. In this context, there is a constant need to be improved and increased managerial skills to enable better organization of the sector. This monograph traces a study of new compositions of remuneration to the members of the cooperative in Dental Lajeado, assuming that the behavior of the dentist is influenced by the composition financial, thereby indicating their level of commitment, based on literary research and other systems remuneration in health.



Keywords: Dental Remuneration, Cooperatives, Health Plan, Dental Cooperative, Paradigm remuneration




LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Figura 1 – Relação entre perdas e lucros do prestador remunerado por taxas por serviço ...................................................................................30

Figura 2 – Relação entre perdas e lucros do prestador remunerado por capitação .....................................................................................34

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

ANS Agência Nacional de Saúde Suplementar

CRR Ciclo Restaurador Repetitivo

OCB Organização das Cooperativas Brasileiras

OPS Operadora de Saúde

RS Rio Grande do Sul

SP São Paulo

TCT Teoria dos Custos de Transações

USO Unidade de Serviço Odontológico

VTRP Vales do Taquari e Rio Pardo



SUMÁRIO

LISTA DE ILUSTRAÇÕES 08

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS 09

1 INTRODUÇÃO 11

2 O DESENVOLVIMENTO DAS COOPERATIVAS ODONTOLÓGICAS E A FORMA DE REMUNERAÇÃO DA CONSULTA E DO TRABALHO ODONTOLÓGICO 14

3 PROPOSTA DE UM NOVO MODELO DE REMUNERAÇÃO DO TRABALHO PROFISSIONAL NA UNIODONTO VTRP 17

4 PROPOSTA DE UMA NOVA REMUNERAÇÃO 19

4.1 OBJETIVO 1 19

4.2 OBJETIVO 2 21

4.2.1 TEORIA DA AGÊNCIA 24

5 PROPOSTA DE UM NOVO MODELO DE REMUNERAÇÃO 26

5.1 PROPOSTA 1 – MUDANÇA NA FORMA DE REMUNERAÇÃO DA CONSULTA ODONTOLÓGICA SOB FORMA DE VERDADEIRO COOP. ODONTOLÓGICO 26

5.2 PROPOSTA 2 – REMUNERAÇÃO POR ESTÍMULOS DE ENVOLVIMENTO 27

5.3 ASPECTOS RELACIONADOS COM O PROFISSIONAL 29

5.4 ASPECTOS RELACIONADOS COM O USUÁRIO / CLIENTE 32

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS 33

7 REFERÊNCIAS 34

  1. INTRODUÇÃO

O modelo de Cooperativismo Odontológico no Brasil, surgido em 1972, com a constituição da primeira cooperativa de trabalho odontológica – UNIODONTO em Santos – São Paulo e em Lajeado, no Rio Grande do Sul, na opinião do autor, preenche parcialmente os requisitos para que seja considerada uma verdadeira cooperativa de trabalho odontológico, no que diz respeito à remuneração da consulta e do trabalho profissional (1).

A Uniodonto, cooperativa de trabalho odontológico, é uma sociedade de pessoas com forma e característica jurídica de sociedade simples, sem finalidade lucrativa e objetiva, com base na colaboração recíproca a que se obrigam seus sócios a promover o estímulo, o desenvolvimento progressivo, a defesa de suas atividades de caráter comum e a eliminação progressiva das formas de intermediação mercantil, na prestação de serviços do dentista ao paciente (2).

As cooperativas de saúde que possuem Lei própria (3) e seguem rigorosamente esta Lei no que diz respeito à:

a) Sua constituição;

b) Seus objetivos sociais;

c) Seus órgãos administrativos;

d) Aos direitos e deveres dos sócios;

e) Os estatutos sociais;

f) O capital social;

g) Constituição dos fundos obrigatórios;

h) Possibilidade de fusão, incorporação ou desmembramento;

i) O ato cooperativo;

j) A fidelidade societária, etc.
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1 O Problema da remuneração do trabalho odontológico, no Sistema Uniodonto, nas Cooperativas de Trabalho odontológico, é tão amplo e complexo, que o título desta monografia também poderia ser: Cooperativismo Odontológico Atual, o que precisa ser mudado para ser uma verdadeira cooperativa ou Uniodonto, uma cooperativa de trabalho odontológico ou uma Operadora de Planos de Saúde?

2 Estatuto Social – UNIODONTO VTRP

3 Lei 9656 de 16.12.1971 – Lei que define a Política Nacional de cooperativismo

Esta é a parte filosófica, doutrinária e legal de uma associação de pessoas, e não uma sociedade de capital, com objetivos comuns de melhoria sócio-econômicas dos seus membros, que é praticado pelas Uniodontos.

Porém quando se fala do negócio das Uniodontos, que é a venda de planos de saúde, nas Operadoras de Planos de Assistência à Saúde, da qual também as Uniodontos estão inseridas algumas distorções devem ser corrigidas e amenizadas, as quais ocorrem principalmente na valoração da consulta odontológica, nas distorções dos ganhos agregados com uso de equipamentos e na avaliação geral da gestão da receita e dos custos.

O surgimento das cooperativas foi devido ao conflito do capital e do trabalho. O cooperativismo se confunde com o trabalho e é para o trabalho dos sócios que devemos valorar o máximo possível, sem deixar de reconhecer e valorar adequadamente a tecnologia agregada. No momento de quantificar o atribuir o valor adequado da consulta odontológica e do procedimento, ao sócio da cooperativa de trabalho, ou cooperativa de saúde, constata-se um desvirtuamento do modelo cooperativo.

A principal razão disto é que para quantificar este trabalho são utilizadas tabelas de referência, que desde sua fundação, o Sistema Uniodonto adota a Tabela de Honorários, baseada em tabela referencial da Central das Uniodontos em São Paulo. O Sistema Uniodonto, criado há 40 anos, ainda não conseguiu criar o seu modelo, que deveria ser cooperativo, de valoração e remuneração adequada da consulta odontológica e do trabalho odontológico dos seus sócios.

Não há uma valorização efetiva e real da capacidade individual, de pensar, raciocinar, de elaborar diagnósticos, da experiência de anos de trabalho, do tempo de treinamento para desenvolver suas habilidade e atividades, do tempo empregado no atendimento de cada tipo de perturbação da saúde dos beneficiários de planos de saúde.

O valor de uma consulta odontológica é igual para todas as especialidades não importando o grau de dificuldade do caso, do tempo despendido para este fim, e a complexidade do problema, como se observam atualmente, as tabelas utilizadas se referem apenas a consulta odontológica, sendo que a tabela é fria e imutável. Cabe aos sócios tomar a iniciativa de propor a verdadeira valorização da consulta de acordo com o grau de dificuldade de sua execução. A Assembléia Geral dos Associados da Cooperativa pode determinar, no estatuto social, a forma que o trabalho dos seus sócios será remunerada.

O objetivo em relação à questão das consultas odontológicas, é uma proposta de valoração diferenciada por especialidade, conforme a sua complexidade e especificidade. Além da questão da consulta odontológica, que é uniforme para todas as especialidades, outro grande problema das Uniodontos, atualmente, é a gestão dos custos com os atendimentos aos beneficiários dos planos de saúde.

O modelo de gestão das despesas e dos custos das cooperativas de trabalho odontológico permanece o mesmo há 40 anos. De todas as receitas auferidas, são deduzidos os custos administrativos, pagos todos os custos vinculados ao trabalho odontológico e desta sobra é feito o pagamento do trabalho ao dentista, proporcional à sua produção.

Desta maneira, não existe um compromisso efetivo do sócio com a sua cooperativa no que diz respeito aos efeitos diretos de sua ação ou do seu trabalho odontológico sobre os custos gerados por sua conduta técnica. O sócio está tão distante dos efeitos dos seus atos que não há possibilidade de participar da gestão efetiva destes custos, sentindo-se um verdadeiro Cooperado. Tanto não sabe como poderá ter benefício para si e para todos, como também, não fica sabendo os custos que está gerando e que é pago por todos os seus sócios. Este modelo atual está se esgotando, e o autor, baseado em experiências de outros sistemas de saúde, propõe que os sócios das cooperativas: os verdadeiros agentes que administram os seus custos, passem a ter um compromisso direto com o seu negócio.

O objetivo com relação a gestão dos custos de atendimento aos beneficiários da Operadora de Planos de Assistência à Saúde, sob a forma de Cooperativa Odontológica é a análise orçamentária da cooperativa com relação ao custo direto de atendimento aos beneficiários e o percentual de participação de cada especialidade na sua gestão.

Dentro de cada especialidade, fazendo a análise critica, as sugestões, os controles, entre todos os envolvidos na geração dos custos, que, frente a frente, efetivamente e de forma cooperativa administrando o comprometido com o seu negócio.

Partindo do pressuposto de que os profissionais sempre irão desejar receber mais por seus serviços prestados; e as operadoras sempre estarão limitadas pelos “pilares” do Mercado, Concorrência, Fornecedores, Prestadores e Clientes, entre outros, que formam a base financeira de custos. Este trabalho propõe uma nova metodologia de análise para esta problemática.



2 – O DESENVOLVIMENTO DAS COOPERATIVAS ODONTOLÓGICAS E A FORMA DE REMUNERAÇÃO DA CONSULTA E DO TRABALHO ODONTOLÓGICO

Em todo o território nacional, foram surgindo, a partir da UNIODONTO VALES DO TAQUARI E RIO PARDO, no Rio Grande do Sul e em SANTOS (SP) (4), novas cooperativas de trabalho odontológico, cujo objetivo foi oportunizar mercado de trabalho para seus dentistas sócios, de modo a praticar uma odontologia ética, sob forma autônoma, sem intermediários que explorasse o seu trabalho na prestação de serviços odontológicos ao paciente/cliente e seguindo os preceitos do cooperativismo regidos pela Lei das Cooperativas(5 e 6).

O produto ou serviço que as cooperativas têm para vender, de forma coletiva, é o trabalho do dentista que juntamente com serviços auxiliares de diagnóstico, é denominado de PLANO DE SAÚDE. Este serviço é comprado pelo

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4 A marca UNIODONTO é de propriedade da Uniodonto do Brasil, Confederação das Cooperativas Odontológicas. Uniodonto, que só poderá ser usada pelas cooperativas odontológicas, se forem filiadas a sua Federação das Uniodontos de sua respectiva área de ação e com sua autorização.

5 Lei 5764 de 16.12.1971 – Define a Política Nacional de Cooperativismo, institui o Regime Jurídico das Sociedades e dá outras providências.

6 Estatuto Social – UNIODONTO VTRP, – dos objetivos sociais.
consumidor quando o mesmo adquire um plano de saúde, que lhes oportuniza consultas e procedimentos com qualquer um dos dentistas desta Uniodonto.
Os Planos de Saúde podem ser adquiridos de forma individual ou familiar, associativo ou empresarial, oferecendo contratos que garantem ao beneficiário do plano assistência odontológica e serviço auxiliar de diagnóstico, executadas pelos dentistas sócios cooperados da sua Uniodonto. Os dentistas sócios da cooperativa prestam seus serviços em clínicas, consultórios de sua propriedade, que formam a rede de serviços próprios da Uniodonto.

As Uniodontos, inicialmente eram classificadas como cooperativas de trabalho ou cooperativas de serviços pela Organização das Cooperativas Brasileiras –OCB, até 1996, quando a partir daí foi criado o ramo saúde, do qual fazem parte todas as cooperativas odontológicas e médicas.

A partir de 1998, com a aprovação da Lei 9656 – Lei dos Planos de Saúde(7), houve um ordenamento jurídico de todas as empresas que atuam na área da saúde suplementar, sendo que todas as pessoas jurídicas constituídas sob a modalidade de sociedade civil ou comercial, cooperativa, ou entidade de autogestão, que opere produto, ou serviço ou contrato de Plano Privado de Assistência à Saúde foi definido como Operadora de Plano de Assistência à Saúde(8). Desse momento em diante, as Uniodontos passaram a ser operadoras de planos de saúde.

No ano de 2000, foi criada a ANS – Agência Nacional de Saúde Suplementar, autarquia sob regime especial vinculada ao Ministério da Saúde, como órgão de regulação, normatização, controle e fiscalização das atividades a assistência suplementar à saúde(9). Apesar das Uniodontos serem classificadas como Operadoras de Planos de Saúde, elas continuam sendo cooperativas, e como tal deveria ser a valoração da consulta odontológica.

O valor da consulta é igual para todas as especialidades, não importando o grau de dificuldade e complexidade do caso e nem o tempo disponibilizado para sua execução. Nada disto importa, uma consulta é uma consulta, fria e imutável.

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7 Lei 9656, de 03.06.98 – Dispõe sobre os planos de privados de assistência à saúde.

8 Coletânea legislativa – lei 9656 art.1 inciso II, pg. 49.

9 Lei 9961 de 28.01.2000 – Cria a Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS e dá outras providências.

Todos os dentistas sócios cooperados de uma cooperativa odontológica Uniodonto sabem também, que como sócio de uma cooperativa, além do ganho pelo seu trabalho, têm vários outros benefícios, por ser uma cooperativa. Nestes benefícios esta a garantia do mercado de trabalho, de todos os clientes que adquiriram o plano de saúde da sua Uniodonto com autonomia no seu trabalho, rateio das sobras quando houver, seguro de vida em grupo, Seguro por incapacidade temporária de trabalho, plano de saúde que pode ser contratado através da cooperativa, desconto nos planos de saúde para os familiares e funcionários e em algumas Uniodontos tem também previdência privada.

O que se constata que a remuneração da consulta odontológica tem valorização linear. O capital (as máquinas) é supervalorizado em comparação ao trabalho do dentista. A valorização da consulta odontológica segue tabela elaborada pela cooperativa ou muitas vezes, fora da mesma. Estas tabelas de remuneração são legitimamente elaboradas e aprovadas pelas entidades odontológicas e com a concordância das especialidades, porém na opinião do autor é preciso encontrar outra forma de valorização da consulta médica, utilizando outros critérios diferentes do que se usa há quase 40 anos. O sistema cooperativo odontológico Brasileiro, Sistema Uniodonto, considerando que os serviços odontológicos são diversificados e sempre havia dificuldades para sua quantificação e valoração, adotou como parâmetro desde a fundação a Tabela de Honorários odontológicos de sua Confederação.

Esta tabela tem a quantificação de todos os procedimentos odontológicos e dos serviços auxiliares de diagnóstica em Unidade de Serviço Odontológico (USO) e serve de parâmetro, para que se multiplique esta quantidade de USO, pelo valor da Unidade de Trabalho Odontológico (USO) vigente no período. A USO é variável em cada mês, dependendo da maior ou menor resultado a distribuir. Isto é, se a receita é fixa, um maior custo geral com o atendimento aos beneficiários, terá uma USO menor. O contrário ocorre quando com a mesma receita e com um custo menor de atendimento aos beneficiários, maior será o valor da USO. Na USO, o valor da consulta é de 57 (USO), para todas as consultas de diagnóstico normais, 84 (USO) para as consultas de urgência diurna, 189 (USO) para as urgências Noturnas e 100 (USO) para diagnósticos com Odontograma, que é o detalhamento do estado do paciente, no momento em que chega para iniciar o tratamento, independente da especialidade(11).

Pela complexidade e grau máximo de especialização do trabalho odontológico nas Uniodontos, tornou-se necessário e imprescindível a utilização da tecnologia odontológica (o capital), porém deve ser utilizado quando necessário e seguindo os padrões estabelecidos pelos sócios de cada especialidade. O que ocorre atualmente, é que há um exagero na indicação de determinados tratamentos desnecessários, fazendo com que os ganhos de alguns dentistas cooperados sejam significativamente maiores do que dos dentistas cooperados cuja especialidade não oportuniza agregar estes recursos. Além do ganho agregado, nas cooperativas odontológicas, o custo vinculado ao trabalho odontológico, é pago pela cooperativa, antes de saber-se qual é o resultado a distribuir (12) e o cooperado que produz mais, ainda ficará com maior percentual no rateio das sobras.

3. PROPOSTA DE UM NOVO MODELO DE REMUNERAÇÃO DO TRABALHO PROFISSIONAL NA UNIODONTO VTRP

A globalização da economia coloca em risco as cooperativas. No mundo todo, cooperativas de todos os setores estão lutando para sobreviver, mudando, adaptando-se, modernizando a sua gestão, aliando-se a antigos concorrentes, enfim, buscando sua identidade em um cenário mutante e instável. E, nesta luta, têm encontrado oportunidades antes invisíveis. Em todos os continentes discutem-se reformas na legislação para o setor e a criação de formas ideais de organização sistêmica (13) .

Neste novo processo, as cooperativas precisam ser competitivas para cumprir seus objetivos de servir a seus membros. Para alcançá-lo terão que reduzir custos e aprimorar seu processo de gestão. Numa organização cooperativa onde o índice de profissionalização é homogeneamente terciário, a estrutura organizacional

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11 Guia de Orientação do Manual da Uniodonto VTRP – 2011, pg.19 e 23.

12 SCHULZE, op. cit., 2000, p. 17.

13 RODRIGUES, R. Gestão Cooperativa – OCEMG – V1 – Setembro 1997.

deve reavaliá-lo de acordo com a sua performance. Em um ambiente competitivo, o trabalho cooperativo em equipe exige um cooperado polivalente e multifuncional, com uma visão de conjunto do processo de trabalho no qual esta inserido (14). A visão de conjunto é necessária para julgar, intervir, resolver problemas e propor soluções a problemas concretos que surgem no decorrer do processo de trabalho.

A administração destas organizações deve basear-se em redes de alianças e associações e dirigida por um corpo diretivo com ampla visão de empresa que alem de incluir os cooperados deve ouvir a opinião de empregados, fornecedores e particularmente a dos clientes (15). Neste processo também terão que “demitir” ou melhor, retirar da cooperativa os maus cooperados e tratar diferentemente os membros em função do seu tamanho, de sua eficiência individual e da reciprocidade que dão à cooperativa. Tudo isso é uma aparente contradição a doutrina cooperativista, porque afronta o social com predomínio do econômico.

É preciso ser eficiente e não há eficiência com empregados ociosos ou associados pouco ou não participativos (16).

Apud, Santos Durante o XI Congresso brasileiro de cooperativismo realizado em dezembro de 1997 Roberto Rodrigues disse que “as cooperativas são empresas que precisam competir de igual para igual no disputado mercado global. Elas precisam ser eficientes e ágeis para obter resultados econômicos e financeiros positivos”. Salientou também que as cooperativas devem buscar eficiência, redução de custos e preços, modernização e qualidade traduzindo o predomínio do econômico sobre o social.

Outro fator determinante para que as empresas cooperativas possam ser bem sucedidas é o conhecimento. A capacidade de pensar, de decidir, de ter iniciativa, de administrar com responsabilidade, aliada ao conhecimento dos processos da estrutura cooperativa passa a ser o determinante do sucesso econômico e social.

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14 OLIVEIRA, Jr. C.C., A avaliação da eficiência empresarial das empresas cooperativas. Curitiba, OCEPAR. 2ª Edição (1992).

15 PORTER, MICHAEL E., Repensando a Saúde: Estratégias para Melhorar a Qualidade e reduzir os custos. BOOKMAN, 2007.

16 RODRIGUES, R. Gestão Cooperativa – OCEMG – V1 – Setembro 1997.

Estudos realizados em empresas nacionais e internacionais comprovam a tese que as mudanças tecnológicas ocorrem simultaneamente com as mudanças nas estruturas das organizações e no perfil da força de trabalho(17).

Considerando os aspectos relacionados acima e o fato concreto de que a maior parte dos custos das cooperativas odontológicas são gerados nos consultórios dentários, torna importante a necessidade de profissionalizar as diferentes estruturas da organização, principalmente porque são constituídas pela base dos cooperados, que são os DONOS e deveriam portar-se como tal.

Na literatura consultada não foram encontrados indicadores de classificação de cooperados para as organizações de cooperativas odontológicas ou médicas, portanto este estudo tem por objetivo elaborar parâmetros para compor uma formula de classificação do cooperado, cujos resultados possam ser usados para compor a remuneração do trabalho odontológico dos associados da UNIODONTO VTRP, adicionada à atual sistemática em prática.

4 – PROPOSTA DE UMA NOVA REMUNERAÇÃO
4.1. Objetivo 1

A proposta do autor é criar uma tabela própria do Sistema Uniodonto de remuneração da consulta odontológica, para corrigir as distorções do que se pratica hoje. Esta proposta se baseia em critérios tais como:



  1. Especialidades onde o grau de dificuldade para efetuar atendimento e realização de diagnostico é mais complexa e exige mais tempo de atendimento e que tem a mesma valoração das especialidades em que se exige menos tempo;

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17 HUMPHERY, J. Et.al. Recursos Humanos e a difusão e adaptação de Novos Métodos para a qualidade no Brasil. IPEA, São Paulo, 1992.


  1. Algumas especialidades por sua especificação, agrega automaticamente em cada consulta, uma série de procedimentos, que na soma final, corresponde mais ou menos 3 ou 4 consultas em relação à consulta básica. Este fato vai proporcionar ganho de valores exagerado provenientes da utilização de equipamentos, próprios ou não, sendo que os custos advindos destes procedimentos são pagos por todos.

Os sócios da Cooperativa Odontológica não estão comprometidos com os custos operacionais da mesma, pois como vimos, as despesas e custos gerados com todos os seus atos são pagos igualmente por todos, de todas as especialidades. Os que gastam menos para efetuar o mesmo trabalho e os que utilizam a sua experiência ou até mesmo produzem a mesma coisa com um custo menor, não tem nenhum benefício em função disto. Esta análise das distorções, dizem respeito apenas como hoje se remunera a consulta odontológica. Em hipótese alguma o autor, quer estimular ou pregar, que os dentistas não tenham um comportamento profissional ético, deixam de utilizar todos os recursos disponíveis para o melhor atendimento do paciente e muito menos deixem de fazer os exames com utilização de equipamentos que são necessários e tenham a indicação para tal, baseado em protocolos, com bom senso e baseado em evidências científicas.

É preciso esforço permanente para manter a relação dentista-paciente, fundamental para a prática da odontologia. O fato é que nos dias atuais a relação dentista-paciente está perdendo um pouco o seu espaço, pois nas consultas, as entrevista são muito rápidas, muitas vezes o paciente é examinado de forma incompleta ou insuficiente para se obter dados conclusivos e alguns dentistas esperam que os exames complementares irão trazer o diagnóstico dos seus pacientes.

O nome exame complementar por si só já diz, que é complementar daquilo que depois de uma consulta (anamnese e exame físico) o dentista precisa para confirmar ou afastar o que seu raciocínio clínico ou aquilo que sua experiência lhe aponta.

Já o Professor Mario Rigatto no prefácio do Livro Exame Clínico, do Professor Celso Heleno Porto, chama a atenção para aspectos de suma importância da prática “médica” atual, que podemos relacionar com a prática odontológica:


É bem sabido que os “médicos” ganham menos do que no passado. Mas o custo da assistência nunca foi tão elevado. De onde então a distorção! Ao que tudo indica, de dois erros fundamentais, dos quais os médicos têm sido importantes partícipes; o primeiro, o uso, na rotina, dos mesmos recursos tecnológicos usados na pesquisa; segundo, a ignorância de que os recursos da tecnologia são úteis para esclarecer dúvidas suscitadas pela anmnese e pelo exame físico, mas desastrosos quando empregados para substituir estes procedimentos básicos (RIGATTO APUD SCHULZE, 2000)
Algumas especialidades podem agregar ganho, em virtude de suas características, pela necessidade de utilizarem procedimentos com uso de equipamentos ou máquinas de última geração. Na opinião do autor, nas Uniodontos, a valorização da consulta odontológica é tarefa complexa e difícil, mas por ser uma cooperativa, a Uniodonto precisa agir como tal. Desde a sua criação, há 40 anos, as Uniodontos seguem as normas, regras, orientações de algum órgão externo, com relação à consulta odontológica.

O trabalho odontológico é altamente qualificado e diferenciado em relação às outras cooperativas de trabalho, por isso torna-se complexa a sistemática de encontrar a forma de valorização adequada, justa sob a visão cooperativista. Por isto que a valoração das consultas odontológicas não deve ser igual para todas as especialidades.




    1. Objetivo 2

Partindo do princípio de que a remuneração dos sócios de uma cooperativa odontológica é valorada por tabelas que são elaboradas FORA da cooperativa, e que ainda trabalham em Sistema de Intercâmbio com as demais cooperativas do Sistema, e que muitas vezes, estes valores de intercâmbio são menores que os da cooperativa regional e ainda lineares,e ainda por acompanhar muito pouco administrativamente, desconhecendo as estratégias e os desafios conjuntos, acredita o autor, a sensação do sócio que se sente e se comporta como um credenciado e não como sócio, cooperado e DONO.

Não há na visão do sócio de uma cooperativa odontológica, a percepção direta dos efeitos e dos resultados diretos dos seus atos e do seu trabalho, tanto quando atua de forma normal, ética e dentro dos padrões reconhecidos da prática odontológica como quando uma minoria utiliza uma forma inadequada, às vezes em benefício próprio e com indicações discutíveis, com determinadas condutas e procedimentos, que produzem custos e despesas evitáveis, repercutindo nos resultados líquidos e nas sobras líquidas causando prejuízo à todos os sócios.

Segundo o Professor L. H. M. Villwock (18) , quando se reporta sobre Economia da Cooperação cita que Coase, em 1937, publicou um artigo “The nature of de firm”, demonstrando que, em vários momentos, as firmas apresentavam custos de coordenação das transações inferiores ao praticado exclusivamente pelo mercado, chegando a compor o que a ciência descreve como Teoria dos Custos de Transações (TCT).

Alchian e Demsetz apud Villwock (2003) identificaram a razão da existência das firmas, através da necessidade da cooperação entre as pessoas para alcançar a produção de determinados produtos complexos que não poderiam ser produzidos de maneira isolada. Entretanto, os autores avaliaram que a cooperação declinava, na medida em que cresciam as chances de redução de esforço e responsabilidade dos membros desta equipe.

Com a falta de mecanismos de monitoramento do esforço individual de cada participante, o grupo não poderia individualizar a recompensa de cada membro de acordo com sua produtividade, tornando-se um incentivo a redução do empenho coletivo. Logo, os autores descreveram a necessidade de gerar mecanismos de monitoramento, com capacidade de avaliar o esforço de cada membro de uma firma, reduzindo a desconfiança do grupo, em termos da real recompensa de cada um para a produção coletiva. Desta maneira, criou-se nas firmas a necessidade de alguns indivíduos assumirem o papel de monitores (gerentes), dando origem ao fenômeno de hierarquia.

Wilianson (1975) definiu a existências de firma através dos custos de transação econômica. Segundo ele, tanto mercados, como hierarquias são instrumentos alternativos que complementam o jogo das transações, por ele definido como mecanismos de governança. O autor classifica três tipos de estruturas de governança: via mercado, hierárquica (firma) e híbrida (alianças estratégicas).

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18 VILLWOCK, L.H.M. Linha de pesquisa: trabalho, cooperação e solidariedade – Contribuições do VILLWOCK: Professor de cooperativismo na Universidade Vale do Rio dos Sinos – UNISINOS, São Leopoldo-RS, 2003.

A teoria dos contratos está alicerçada em dois mecanismos fundamentais e que definem em boa parte o desempenho das transações: a racionalidade limitada e o oportunismo(19).

Dados os limites de racionalidade, contratos complexos poderiam fracassar diante das incertezas presentes no ato. Já, o oportunismo pode ser identificado em ações como: trapaça, mentira, roubo, mas normalmente se traduz em distorções, ocultações, e ou filtragem das informações, necessárias a efetivação de um negócio, por parte dos indivíduos participantes da transação. Além destes mecanismos, os contratos devem ser definidos de acordo com algumas dimensões, destacando-se:

a) As especificidades dos ativos (locacionais, físicos, humanos, marca, tempo e dedicação);

b) A freqüência das operações;

c) O grau de incerteza em função dos riscos associados;

De acordo com o autor, quanto maiores as manifestações destas dimensões, maiores seriam os custos de transação encontrada via mercado, preferindo-se optar por um maior nível de integração entre os agentes. Além disso, deveria ser observado o comportamento estabelecido entre as firmas e os governos, entre as firmas e o sistema financeiro e entre as firmas e o comportamento individual de cada um.

Por outro lado, conforme Milgrow e Roberts (1992) apud VILLWOCK (2003), a principal tarefa de qualquer organização seria coordenar as ações de atores individuais, de forma que estes viessem a desenvolver um plano coerente, motivando-os a agir de acordo com o estabelecido.

Segundo Zilbersztajn (20), quanto mais apropriada fosse a coordenação entre os componentes do sistema, menores seriam os custos de cada um deles, mais rápida seria a adaptação às modificações de ambiente e menos custosos seriam os conflitos inerentes às relações de cliente e fornecedor.

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19 SIMON, 1947 apud VILLWOCK, 2003

20 ZILBERSZTAJN, 1996.



      1. Teoria da agência

Outro fenômeno que suscita a atenção acadêmica é descrita por Zylbersztajn (21) com o problema da separação entre propriedade e o controle nas empresas cooperativas, no qual o próprio cooperado que detém a propriedade da empresa, também exerce o controle desta, assumindo posições estratégicas de gerência empresarial e, portanto, no processo de tomada de decisão empresarial. Sendo assim, a decisão e o controle são exercidos pelo mesmo agente. Este tema é conhecido como a Teoria da Agência.

De acordo com Arrow (1985) apud VILLWOCK (2003), o comportamento de agência ocorre sempre que, nos negócios, o parceiro (proprietário) delega autoridade para outro (agente), sendo o resultado dos negócios diretamente afetado pela tomada de decisão deste agente. A delegação de poder torna-se problemática quando:

a) os interesses do proprietário e do agente diferem um do outro;

b) o proprietário não consegue monitorar perfeitamente as ações do seu agente;

c) o proprietário não dispõe das informações disponíveis pelo agente.

O problema da agência surge tendo reunido estas três questões, ou seja, a possibilidade do comportamento oportunista por parte do agente que age contra o bem estar do proprietário.

Frente ao problema da agência, porque os donos delegariam autoridade aos agentes, sabendo que isto levaria inevitavelmente a este problema; quais mecanismos de monitoramento deveriam ser utilizados para minorar este problema e, finalmente quais os mecanismos contratuais seriam utilizados pelos agentes para tranqüilizar os proprietários dos recursos.

A delegação de autoridade é feita, principalmente quando a diversidade de atividades econômicas é tanta que uma pessoa só não tem a capacidade de agir observando todas as reais possibilidades previstas nos negócios, desta maneira delega-se poder para que agentes especializados possam melhor gerir cada tipo de negócio.

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21 ZILBERSZTAJN, 1994.

Para monitorar as ações dos agentes, os proprietários utilizam uma série de ferramentas para coletar informações a respeito do comportamento das ações e decisões tomadas. Obviamente parte destas informações será sempre imperfeita, pois não se consegue prever e avaliar cada decisão tomada, especialmente, quanto maior for o nível hierárquico das decisões realizadas (alta gerência).

Para minimizar os problemas da delegação de poder, os agentes assumem parte dos custos da agência, repartindo o ônus com o proprietário, de modo a transmitir mais segurança aos últimos. Desta maneira, percebe-se que a questão contratual também é a chave na teoria da agência (22). Como vimos neste resumo referenciado pelo Prof. Villwock (2003), na teoria da agência, têm muitos pontos desta teoria que ocorrem nas cooperativas odontológicas, a saber:

a) o proprietário (GESTORES DA COOPERATIVA) e o agente (SÓCIO – COOPERADO) são exercidos pelos mesmos sócios da cooperativa, com graus de hierarquias;

b) as tomadas de decisão são feitas pelos agentes (SÓCIOS), que atuam no atendimento direto aos beneficiários do plano de saúde que pela sua complexidade e necessidade de agentes especializados na sua execução e garantia do atendimento aos clientes do plano de saúde colocado no mercado pelas cooperativas odontológicas;

c) os agentes são os próprios sócios da cooperativa, onde desenvolvem atividades gerando custos diretamente relacionados ao atendimento aos beneficiários em vários graus de envolvimento, tempo dedicado para a realização do atendimento;

d) os agentes, respeitando os preceitos éticos e de acordo com as normas e os protocolos de cada especialidade, agem autonomamente, tendo liberdade na indicação e utilização dos meios e insumos necessários ao seu trabalho e tudo isto faz parte do custo geral da cooperativa, sendo tais custos assumidos por todos os sócios da mesma.
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22 VILLWOCK, 2003.


Para que este tipo de indiferença e descomprometimento, com relação aos custos gerados por parte de cada agente ou grupo de agentes da mesma especialidade, e que são pagos por todos para poderem ser minimizados, os agentes devem assumir parte dos custos gerados pelos mesmos. Se for possível quantificar em percentuais o valor que cada grupo de especialidades tem como receita e custo mensal gerados pelos mesmos, seria possível gerenciar o negócio envolvendo os gestores da cooperativa e os agentes efetivos da gestão do negócio que são os seus sócios, isto é, os dentistas cooperados.

Além disso, sabe-se que o comportamento do cirurgião-dentista é influenciado pela forma de pagamento do serviço e que as conseqüências das formas de remuneração nos sistemas de assistência odontológica irão indicar o maior ou menor envolvimento e fidelização do profissional para com o Sistema (23).



5 – PROPOSTA DE UM NOVO MODELO DE REMUNERAÇÃO

5.1 Proposta 1 – Mudança na forma de remuneração da consulta odontológica sob forma de verdadeiro cooperativismo odontológico
Todas as cooperativas, baseadas na Lei 5.764 e no princípio de Autonomia e Independência, podem propor qualquer modelo de gestão e remuneração do trabalho dos seus cooperados, desde que discutidos e aprovados em Assembléia Geral. Conforme artigo 38 da Lei 5764, a assembléia geral dos associados é o órgão supremo da sociedade, dentro dos limites legais e estatutários tendo poderes para decidir os negócios relativos ao objeto da sociedade e tomar as resoluções convenientes ao desenvolvimento e defesa desta, e suas deliberações vinculam a todos, ainda que ausentes ou discordantes. Desta forma, propõe-se que:
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23 PALMER, 1993, Shenkin, 1999.


a) a remuneração da consulta seja conforme o grau de dificuldade e especificidade na execução do trabalho.
O conceito de consulta inclui sempre a anamnese, a exploração clínica pertinente, a eventual observação das provas diagnósticas ou exames complementares solicitados que podem ser necessários para chegar ao diagnóstico, assim como a prescrição do tratamento, as receitas necessárias para o correto tratamento do paciente, embora se realize em dias diferentes.

Assim mesmo a valoração da consulta inclui a eventual realização de explorações complementares e atos terapêuticos habituais da especialidade e que às vezes não estão incluídos, nas tabelas de remuneração da mesma.

Como regra geral, será considerada, quando realizada para o mesmo paciente e pelo mesmo dentista, UMA CONSULTA E UMA OU DUAS RECONSULTAS NUM PERÍODO DE 30 DIAS. Quando por circunstâncias especiais, este número for ultrapassado, de consultas e de re-consultas, no mesmo paciente, a cooperativa poderá solicitar justificativa do dentista, deste desvio da normalidade, sem os quais não serão pagos os valores que ultrapassam os valores estabelecidos. Tais relatórios serão devolvidos aos dentistas assistentes responsáveis após sua comprovação.

Para propor esta nova forma de remuneração do trabalho odontológico, o autor utilizou-se como modelo a forma de remuneração da consulta médica praticada em Madrid e Barcelona. Na Espanha, as cooperativas sanitárias, são proprietárias das seguradoras, que fazem a gestão do atendimento à saúde, pagando o trabalho médico e os custos vinculados ao atendimento dos beneficiários deste seguro saúde, que identifico e relaciono com a odontologia, devido suas semelhanças de gestão.


5.2. Proposta 2 – Remuneração por estímulos de envolvimento
Partindo de uma base igualitária de remuneração, estimular os profissionais através de pontuações com seus envolvimentos, para que o mesmo atingindo pontos possam ter sua remuneração crescendo em escala proporcional. Para tanto, a cooperativa deve elencar os principais itens de controles para pontuar e escalonar a forma de ganho.

A Cooperativa pode avaliar itens tais como:



  1. Profissional realiza ou realizou curso de atualização durante o ano?

  2. Profissional incentiva e contribui para que sua secretária faça cursos de atualização?

  3. Profissional participou de no mínimo 75% das reuniões e treinamentos convocados?

  4. O índice de satisfação dos clientes da cooperativa, que são atendidos neste consultório é maior de 80%?

  5. O profissional adquire seus materiais de consumo odontológico via central de compras da cooperativa (Quando tem)?

  6. Profissional participa das Assembléias administrativas do Seu negócio?

  7. Profissional participa de algum conselho de administração da Cooperativa?

  8. Profissional prospecta e faz visitações as empresas interessadas em fazer um plano odontológico, juntamente com o comercial ou diretoria da empresa?

  9. Profissional realiza seus trabalhos dentro dos princípios éticos e com a qualidade esperada de Sua Cooperativa?

  10. Profissional está empenhado e fomenta Sua Empresa Cooperativa no seu círculo de clientes e amigos?

  11. Profissional vende serviços agregados aos seus clientes? Quantificar.

  12. Visita surpresa ao consultório e/ou clínica;

  13. Prática de cliente oculto presencial ou via ligação telefônica;

Estes e outros questionamentos poderão ser pontuados, elevando o ganho dos dentistas e certamente incentivará a empresa cooperativa como um todo, gerando um envolvimento maior e mais qualificado pelo interesse, inicialmente financeiro, e posteriormente pelo conhecimento do “estar envolvido e ciente do crescimento do seu negócio empresarial”, A Sua Cooperativa.



5.3. Aspectos relacionados com o profissional

Todo o consultório odontológico tem muitos custos fixos, que somados às depreciações de equipamentos (para que se tenha uma reserva às eventuais manutenções e trocas de equipamentos), e que estes facilmente ultrapassam os valores de R$10.000,00 (Dez mil reais), sem consideramos os custos variáveis, que acontecem de acordo com as demandas especificas de atendimento, em sua grande maioria.

Sendo assim, A Figura 1 abaixo é composta por duas linhas: a linha "R" que representa o rendimento do consultório odontológico, e a linha "C" que expressa o custo deste estabelecimento. A linha dos custos "C" não inicia no ponto zero do gráfico, dado que sempre existem despesas fixas do consultório odontológico.

Analisando-se o gráfico, o ponto (a) representa o momento em que os rendimentos começam a superar os custos. À medida que aumenta o número de tratamentos feitos, aumenta também a despesa e o rendimento. O momento em que o rendimento supera os gastos (ponto "a"), é quando começa a existir lucro. Assim sendo, podemos visualizar de maneira clara que quanto maior o número de procedimentos realizados pelo cirurgião-dentista, maior será seu lucro. Unindo este fato com questões discutidas amplamente na literatura sobre o modelo de prática hegemônico na odontologia, como, por exemplo, o "Ciclo Restaurador Repetitivo" descrito por Elderton (24), tratamento que restaura o dente sem tratar a doença cárie, com o já conhecido poder de indução de demanda inerente ao setor, podemos concluir que a remuneração por procedimentos, devem ser acompanhadas através de controles, que agreguem qualidade e segurança aos clientes, pois os mesmos tem conhecimento superficial do tratamento e estão a mercê da ética e da moral de cada “profissional”, fato importante para que ajam controles e “fiscalizações” de amostragem para preservar o conceito da empresa cooperativa e corrigir eventuais distorções.

A forma de obtenção de lucros pelo prestador pode fazer com que ocorra o sobretratamento, vale dizer, o excesso do número de procedimentos diante da duvidosa necessidade de tratamento (25). Em odontologia, esta característica pode ser particularmente perigosa, posto que é comum os profissionais terem dificuldade em separar o tratamento necessário do que pode ser feito, fruto do modelo de prática tecnicista curativista já descrito anteriormente (26). Outro agravante é a variabilidade de diagnóstico, muito comum entre os profissionais de odontologia (27), fato que dificulta as pesquisas que buscam avaliar o sobretratamento gerado pelo sistema.

Sendo assim, é necessário estabelecer critérios e controles bem definidos para desestimular tendências de estrangulamento do sistema de saúde odontológica, desencorajando ações negativas e implantando ações de correção e de estímulo, como:

• controle e previsibilidade de custos (Médici, 1997; Pinto, 2000);

• melhores resultados para tratamento de doenças crônicas (Shenkin, 1999);

• estimular a honestidade ao relatar os procedimentos realizados (Christensen, 1994; Piola & Vianna, 1995);

• desestimular a elaboração do plano de tratamento guiada pelos valores das taxas, mais do que pela necessidade de tratamento do paciente (Shenkin, 1999);

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24 ELDERTON, R.J., 1999. O Ciclo restaurador repetitivo. In: Promoção de Saúde Bucal (L. Kriger, org.), pp. 195-200, São Paulo: Editora Artes Médicas.

25 Beazoglou et al., 1988; Friedman, 1996; Marcus et al., 1995; Riley, 1973; Shenkin, 1999.

26 Friedman, 1996.

27 (Ekstrand, 2000)

• estimular que o profissional realize os procedimentos da cobertura, evitando trazer, por exemplo, serviços de cunho estético mascarados com os serviços da atenção a saúde coberta pelo plano e que exclui a estética.

O crescimento dos lucros de acordo com o número de tratamentos realizados não é ilimitado. O ponto (b) representa o momento em que pode ocorrer a diminuição da taxa de crescimento dos lucros, imposta pelos mecanismos de controle de consumo como, por exemplo, co-participação do paciente, estabelecimento de "tetos" de consumo, limitação do número de radiografias e outros, visto que a freqüência de co-pagamentos neste sistema costuma ser maior que no sistema de remuneração por captação (28).

Logo, partindo de um pressuposto de que todo o profissional deseja aumentar os seus ganhos e as empresas de saúde em geral estão limitadas por diversos pilares, onde entre eles estão os de arrecadação, de concorrência, dos custos e da captação, limitando a possibilidade de pagamentos maiores, cabe estudarmos possibilidades de alternativas para que os mesmos possam obter ganhos maiores, proporcionalmente ao seu envolvimento e sua capacidade de contribuir neste processo de fomentação do mercado, através de vários fatores, contribuindo assim na captação de novos recursos.

Já no risco financeiro do sistema de captação é transferido ao prestador de serviços, fato que determina o maior controle de custos do comprador. Neste sentido, o pagamento por captação é oposto ao modelo de taxas por serviço, visto que o tratamento prestado é o centro dos gastos, drenando os lucros do prestador (Figura 2) (29).

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28 Beazoglou et al., 1988; Marcus et al., 1995.

29 Marcus et al., 1995.


Analisando-se a Figura 2, tem-se a linha "R", que expressa o rendimento do consultório odontológico, e as linhas "C1" e "C2", que representam os custos em diferentes situações. As linhas dos custos iniciam-se acima do ponto zero, devido às despesas fixas do consultório, já mencionadas anteriormente. A linha que representa o rendimento também não se inicia no ponto zero, pois o modelo de pagamento da captação prevê um valor fixo de acordo com o número de pacientes assistidos pelo dentista.
5.4. Aspectos relacionados com o cliente / usuário

Os pontos do modelo de captação ligados à satisfação do paciente são descritos a seguir:

• Conflito de interesses entre profissional e paciente, posto que o paciente tem o desejo de fazer vários tratamentos (a redução de custos diretos estimula a demanda), e o dentista tem o interesse de fazer apenas o mínimo necessário (30).

• A liberdade de escolha do cirurgião-dentista pelo paciente fica muitas vezes reduzida, quando comparada a outros modelos (31).

• As taxas de co-participação tendem a ser bastante reduzidas nos planos de captação, fato favorável ao paciente, podendo determinar a escolha do plano. Nos Estados Unidos os serviços de ortodontia e prótese apresentam menores taxas de co-participação, quando comparadas às de outros planos. Alguns autores acreditam que esta é a razão para o crescimento deste modelo de pagamento neste país (32).

• Pode acontecer a situação de escolha de pacientes pelo profissional, que, objetivando o controle de seus custos, priorizará o atendimento a pacientes jovens e de baixo risco (33).

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30 Guay, 1995; Hernandez et al., 1999; Riley, 1973; Shenkin, 1999.

31 Beazoglou et al., 1988; Riley, 1973; Shenkin, 1999.

32 Christensen, 1994; Guay, 1995; Meskin, 1995.

33 Beazoglou et al., 1988; Friedman, 1996.

• Os profissionais podem utilizar mecanismos para reduzir o número de tratamentos pela limitação do acesso, exacerbando o tempo de espera no consultório e dificultando a marcação de consulta (34) profissional. A existência de taxas de co-pagamento e eventuais serviços não cobertos pelo plano produz a ligeira inclinação observada na linha "R". A linha "C1" ilustra a situação na qual o profissional prioriza procedimentos curativos, mais caros e demorados.

Nesta situação, o lucro do profissional diminui à medida que ele efetua maior número de procedimentos, até o momento em que as despesas tornam-se maiores que o lucro (ponto "a"). A linha "C2" mostra que, quando o dentista prioriza atividades educativas e preventivas, pode aumentar o número de procedimentos, aprimorar o acesso e demorar mais para perder a lucratividade de seu consultório, momento representado pelo ponto (b) (35).


  1. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O contexto atual exige que gestores de sistemas de saúde, públicos e privados, detenham conhecimentos além das tradicionais ferramentas gerenciais. É necessária a compreensão dos mecanismos básicos que determinam a doença na população, já que o objeto de trabalho do setor é a saúde. Com isso, a abordagem das principais formas de remuneração praticadas no setor demonstrou que uma mesma forma de pagamento pode gerar conseqüências distintas, dependendo do setor da saúde em que se aplica, fazendo com que este tema deva ser cuidadosamente avaliado pelos gestores que buscam alcançar maiores níveis de efetividade e eficiência em organizações de assistência odontológica.

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34 e 35 (Guay, 1995).

7. REFERÊNCIAS

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TERMO DE ISENÇÃO DE RESPONSABILIDADE

Declaro, para todos os fins de direito e que se fizerem necessários, que isento completamente a Universidade Anhanguera-Uniderp, a Rede de Ensino Luiz Flávio Gomes e o professor orientador de toda e qualquer responsabilidade pelo conteúdo e idéias expressas no presente Trabalho de Conclusão de Curso.

Estou ciente de que poderei responder administrativa, civil e criminalmente em caso de plágio comprovado.

[Lajeado, 09 de Outubro de 2012]






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