Geologia ciclo das rochas



Baixar 60.22 Kb.
Encontro06.08.2016
Tamanho60.22 Kb.

Geologia


CICLO DAS ROCHAS

O ciclo das rochas descreve os movimentos de criação, destruição e alteração das rochas em função dos processos endógenos e exógenos. Os processos endógenos resultam da tectónica de placas (acionados pelo calor interno da terra) e os processos exógenos resultam do Sol e da força da gravidade.

Classificação das Rochas
Origem

Magmáticas

Metamórficas

Sedimentares

Fusão de rochas na crusta profunda e magma proveniente do manto superior.


Rochas pré-existentes sujeitas a elevadas temperaturas e pressões.




Meteorização e erosão de rochas pré-existentes.



Formação


Magmáticas

Metamórficas

Sedimentares

Arrefecimento do magma que solidifica ou à superfície (litosfera) ou em profundidade (astenosfera).



Recristalização, no estado sólido, de rochas pré-existentes (alterações mineralógicas e texturais).


Deposição, afundamento, compactação e cimentação.



Rochas Sedimentares


Génese:


Sedimentogénese – Processos que intervêm na elaboração dos materiais que vão constituir as rochas sedimentares até à deposição dos materiais.

Processos: (Meteorização, Erosão, Transporte e Sedimentação).

Meteorização – Modificação das rochas quando expostas a condições diferentes das que foram formadas (por ação de um agente externo).

Ex.: Água.


Erosão – Remoção dos sedimentos formados após a meteorização.
Ex.: água, vento, força da gravidade, seres vivos, gelo, neve.
Transporte – Processo físico responsável pela deslocação dos sedimentos.

Ex.: água, ar.


Sedimentação – Deposição de sedimentos, por ação da força da gravidade.

Ex.: estratos.



Afundamento e Diagénese – Processos físico-químicos que transformam sedimentos em rochas sedimentares. Depois da acumulação de várias camadas de sedimento provoca a sua compactação e afundamento, originando uma rocha coerente a partir de uma não coerente.

Estrato - Depósito, que se forma inicialmente na horizontal, de forma tabular, perfeitamente delimitado e que se distingue pelas características das partículas que o constituem (composição, forma e dimensão).

Rochas Sedimentares




Detríticas ou Clásticas

Químicas

Bioquímicas

Acumulação de sedimentos.


Ex.:


Não-Consolidadas:

-Areia;


-Argila;

-Cascalho;

-Caulino.
Consolidadas:

-Arenito;

-Argilito;

-Brecha;


-Conglomerado.

Precipitação de sedimentos químicos dissolvidos em água.

Ex.:

-Sal-gema;



-Gesso;

-Calcário.


Acumulação de organismos após a sua morte.


Ex.:


-Calcário Conquífero;

-Calcário Coralino;

-Carvão.


Rochas Magmáticas





Intrusivas / Plutónicas

Extrusivas / Vulcânicas

O magma arrefece e solidifica, lentamente, em profundidade, promovendo a formação de cristais bem desenvolvidos.

Ex.: Granito.

O magma arrefece e solidifica, rapidamente, a superfície, não permitindo a formação de cristais bem desenvolvidos.

Ex.: Basalto, Obsidiana.

Rochas Metamórficas


A transformação, ocorre no estado sólido, se fundissem tornavam-se magma.

Nesta transformação os minerais tornam-se instáveis, envolvendo modificação mineralógicas e texturais.



Metamorfismo de Contacto

Metamorfismo Regional

Zonas de colisão de placas litosféricas, associado normalmente a cadeias montanhosas e dobras, elevada pressão.



Áreas de intrusões magmáticas, devido às elevadas temperaturas (proveniente do magma), que está em contacto com a rocha que está em transformação.



Características:

Apresentam foliação (xistocidade);
Origina-se quando a rocha é sujeita a uma deformação muito intensa que provoca um alinhamento dos minerais.
Ex.: Xistos.


Características:

Textura granular (sem foliação).
Ex.: Mármore.



FOSSILIZAÇÃO

Os estratos sedimentares podem ser datados


A datação das rochas permite obter uma idade relativa ou idade absoluta.

  • A idade relativa corresponde à idade de um acontecimento geológico relativamente a outro, ou seja, determinar qual o estrato mais antigo e qual o mais recente através da Escala Geológica.

  • A idade absoluta corresponde à idade de um acontecimento geológico expressa em anos, geralmente obtida por técnicas de datação radiométrica.

Princípios da Estatigrafia


Princípio da horizontalidade inicial
Os estratos sedimentares formam-se horizontalmente, isto é, os sedimentos depositam-se na horizontal à medida que vão chegando à bacia de sedimentação, por efeito gravítico.




Princípio da sobreposição de estratos
Numa sequência estratigráfica não deformada, um estrato sedimentar é mais recente que o inferior, mas mais antigo que o superior.



Princípio da identidade paleontológica
Dois estratos que contenham o mesmo fóssil de idade têm a mesma idade.





Princípio da inclusão

Um fragmento incorporado num outro, é mais antigo que este.


Ex.: nas rochas magmáticas é comum encontrar-se encraves e xenólitos.





Princípio da interseção ou corte
Estruturas geológicas que intersetaram outras (falhas, fraturas e intrusões magmáticas) são mais recentes que estas.




Princípio da continuidade lateral
Em diferentes pontos da Terra, pode haver a mesma sequência estratigráfica, isto é, há correlação entre estratos distanciados lateralmente.













Princípio do atualismo ou das causas atuais
Os fenómenos geológicos existentes na atualidade são idênticos aos que ocorreram no passado, por isso os acontecimentos geológicos do passado podem ser explicados pelos processos naturais da atualidade.




Lacunas estratigráficas

Ausência de uma ou de várias camadas sedimentares que foram eliminadas pelos agentes erosivos, ou que nem sequer se chegaram a constituir devido às condições de sedimentação.





O que são fosseis?


São restos, moldes ou marcas de seres vivos que viveram em épocas passadas e que ficaram armazenadas em rochas suas contemporâneas. Os fósseis são importantes no estabelecimento das relações entre os diferentes estratos, permitindo a atribuição de uma datação relativa.

São seres vivos que ficaram preservados nas rochas e não só, por exemplo:




  • Seres vivos completos
    (Ex.: Mamutes presos no gelo ou em alcatrão, seres vivos presos em âmbar, corpo humano);


  • Restos de animais e plantas
    (Ex.: ossos, dentes, conchas, carapaças, troncos e constituintes lenhosos das plantas);


  • Moldes
    Reproduções de partes internas e externas originadas pelo sedimento que as preencheu.
    (Ex.: concha);


  • Marcas
    (Ex.: pegadas, restos de ovos, pistas de reptação, marcas de raízes e excrementos).


rectângulo arredondado 9Âmbar - resina fóssil; substância amarela ou alaranjada.
Fóssil de idade/trilobite – aquele que teve uma ampla distribuição geográfica e que viveu durante um curto período de tempo tendo uma pequena distribuição estratigráfica.

Fóssil de ambiente/Fáceis – aquele que permite caracterizar determinadas condições ambientais reconstituindo ambientes passados.


Fóssil Vivo – ser vivo que atravessa tempos geológicos, mantendo-se idêntico a si próprio e resistindo a grandes perturbações ambientais. Ex.: Ginkgo Biloba, auracária.

O que é preciso para ser um fóssil de idade?




  • Curto período de duração;

  • Ampla distribuição geográfica;

  • Capacidade de reprodução;

  • Estruturas fossilizáveis.

Alguns dos primeiros e mais importantes fósseis a habitar o planeta:
O fóssil de Trilobite é um fóssil de idade, pois tem grande distribuição geográfica, mas pequena estratigráfica, que existiu na era paleozoica.

O fóssil de Amonite é um fóssil da era mesozoica.



O fóssil de Turritelas (“búzio”) e os corais são fósseis de ambiente ou de fácies, pois apresentam ampla distribuição estratigráfica, mas pequena geográfica.



Como se forma um “bom” fóssil?


Tem que existir partes duras, o ser vivo quando morre tem que ser coberto rapidamente por sedimentos e estes serem os mais finos possíveis.

O melhor que se conserva




  • Partes duras;

  • Ossos;

  • Dentes;

  • Conchas;

  • Constituintes lenhosos das plantas.

Tempo Geológico
O tempo geológico está dividido em criptozoico ou pré-câmbrico e o fanerozoico, isto são Éon. Cada Éon está subdividido em eras: Paleozoico, Mesozoico e Cenozóico. Cada Era está subdividida em períodos. O Paleozoico compreende seis períodos: Câmbrico, Ordovícico, Silúrico, Devónico; Carbónico; Pérmico. O Mesozoico compreende três períodos: Triásico, Jurássico, Cretácico. A era cenozóica compreende dois períodos: Paleozoico e Neogénico. Os períodos estão divididos em épocas.

PRINCIPIOS DO RACIOCINIO GEOLÓGICO

Alguns cientistas defendiam que as alterações nas rochas poderiam ter sido provocadas por catástrofes violentas. Georges Cuvier foi um dos principais defensores do Catastrofismo, considerando que a Terra esteve sujeita a rápidas e violentas alterações que teriam provocado a extinção da fauna e da flora.


Catastrofismo – Principio segundo o qual as estruturas terrestres (ex.: montanhas e oceanos) foram produzidas por grandes catástrofes. Através das catástrofes também era explicada a extinção de algumas espécies de seres vivos.

O cientista que mais contestou o Catastrofismo e que propôs uma hipótese oposta foi James Hutton. Analisou as rochas sedimentares e estudou os seus ambientes atuais de formação.


Hutton afirmou que os processos que observou ocorriam de um modo cíclico – Principio do Uniformitarismo.

Uniformitarismo – Principio segundo os processos externos e internos atuais são os mesmos que atuaram ao longo da maior parte da história da Terra.


James H. também defendia o Atualismo geológico que, por sua vez, também era apoiado por Charles Lyell. A presença de fósseis em zonas que não correspondiam aos seus habitats e a descoberta de grandes mamíferos conservados no gelo era explicada como consequência dos dilúvios que invadiram os continentes, arrastando consigo seres que viviam em locais longínquos.


MOBILISMO GEOLÓGICO

Deriva Continental


Alguns cientistas, incluindo Alfred Wegener, admitiram que os continentes já estiveram unidos, há cerca de 250 M.a., num supercontinente chamado Pangeia, rodeado por um oceano chamado Pantalassa. Posteriormente, ter-se-iam separado e descolado de modo a ocupar as suas posições atuais.



Argumentos de Wegener para apoiar a Teoria da Deriva Continental






Os continentes encaixam entre si, sendo mais evidente entre as costas Oeste de África e Este da América do Sul.







Fosseis da mesma espécie foram encontrados em locais que distam milhares de quilómetros e estão atualmente separados por oceanos. É pouco provável que esses seres vivos pudessem ter percorrido elevadas distâncias.







O estudo dos climas antigos trouxe algumas surpresas. Os sedimentos glaciares, que só se formam a altas latitudes e baixas temperaturas, foram encontrados em zonas como África do Sul. Isto indica que estes continentes já estiveram a latitudes próximas do pólo sul e que entretanto se afastaram.










Rochas com a mesma idade e do mesmo tipo apresentam um registo fóssil semelhante embora se encontrem atualmente na América do Sul e na África do Sul. As rochas mais recentes destes dois continentes são constituídas por minerais diferentes e contêm fósseis de espécies distintas.





Teoria da Tectónica de Placas


Teoria que solicita a existência de uma zona terrestre sólida, fragmentada em placas, que se encontram em constante movimento.



©principo.org 2016
enviar mensagem

    Página principal