Giovanni Reale História da Filosofia Antiga volume I: Das origens a Sócrates



Baixar 1.55 Mb.
Página1/37
Encontro22.07.2016
Tamanho1.55 Mb.
  1   2   3   4   5   6   7   8   9   ...   37




Giovanni Reale

História da Filosofia Antiga - volume I: Das origens a Sócrates

volume I: Das origens a Sócrates

volume II: Platão e Aristóteles

volume iii: Os sistemas da era helenistica

volume IV: As escolas da era imperial

volume V: Léxico, Indices, Bibliografia

O Autor e sua produção científica

I-

Giovanni Reale é titular da cátedra de História da Filosofia Antiga na Faculdade de Letras e Filosofia da Universidade Católica de Milão.

Seus estudos e sua produção científica distribuem-se por todo o arco da filosofia antiga.

No âmbito dos pré-socráticos, aprofundou sobretudo os eleatas (Xenófanes, Parmênides, Zenão e Melisso). Editou primeiro as atualizações sistemáticas de La filosofia dei Greci nel suo sviluppo storico, Parte I, vol. 3, de E. Zeller-R. Mondolfo, La Nuova Italia, Florença

1967. Publicou em seguida uma edição dos fragmentos de Melisso, que enriquece consideravelmente a edição de Diels-Kranz, com tradução e comentário histórico-filológico e filosófico: Melisso, Testimonianze e jrammenti, La Nuova Italia, Florença 1970 (Biblioteca di Studi Superiori,

50; nesta obra incluiu uma monografia introdutória intitulada: Melisso e Ia storia delia filosofia greca, pp. 1-268). Recentemente, em colaboração com L. Ruggiu, publicou a obra: Parmênides, Poema sulla Natura. I jrammenti e le testimonianze indirette. Presentazione, traduzione con testo gr eco dei jrammenti dei poema afronte e note di G. Reale, Saggio introdutivo e Commentario filosófico di L. Ruggiu, Rusconi, Milão 1991.

A Platão dedicou constante estudo, seja com traduções ou com estudos exegéticos.

Primeiramente traduziu e comentou uma série de seis diálogos para a coleção ”II Pensiero” da Editora La Scuola, entre 1961 e 1970, que alcançaram sucessivas reedições: Críton, Ménon, Eutífron, Górgias, Protagoras, FédoIII. Ultimamente coordenou a edição da obra: Platão, Tutti gli scritti, Rusconi, Milão 1991, na qual, além da tradução dos seis diálogos já citados, apresenta as traduções de outros cinco - Apologia de Sócrates, Simpósio, Fedro, íon, Timeu -, em conjunto com as traduções de todas as outras obras platônicas, a encargo de discípulos seus.

Além disso, publicou a ampla monografia: Per una nuova interpretazione di Platone. Rilettura delia metafísica dei granai dialoghi alia luce delle ”Dottrine non scritte”, 10ª ed., Vita e Pensiero, Milão

1991 (a Ia edição, provisória, é de 1984, a 2ª edição, sistemática, é de

1986; esta obra recebeu o Prêmio Fiuggi 1986, na categoria de ensaio filosófico). Escreveu ainda os seguintes ensaios: tre paradigmi storici

nell’ interpretazione di Platone e i fondamenti del nuovo paradigma. Nápoles 1991 e Ruolo delle dottrine non scritte di Platone ”Intorno al Bene” nella ”Repubblica” e nel ”Filebo”, Nápoles 1991 (estes dois pequenos volumes foram coligidos numa edição conjunta com outros estudiosos em uma obra intitulada: Verso una nuova immagine di Platone, G. Reale (ed.), Nápoles 1991, na coleção do Instituto Suor Orsola Benincasa.

Traduziu do alemão ou promoveu a tradução e publicação, com introdução por ele elaborada, de numerosas obras sobre Platão e sobre o platonismo de estudiosos como: K. Albert, W. Beierwalter, M. Erler, K. Gaiser, H. Kramer, Ph. Merlan, C. de Vogel, Th. Szlezák, algumas das quais elaboradas pelos autores, a instâncias dele, para o ”Centro di Ricerche di Metafísica” da Universidade Católica.

Sobre Aristóteles, escreveu numerosos ensaios em revistas e obras coletivas e publicou os seguintes volumes: concetto di filosofia prima e 1’unità delia Metafisica di Aristotele, Vita e Pensiero, Milão 1961 (19844), traduzida para o inglês por J. Catan e publicado pela State University of New York Press, Albany 1980; Introduzione a Aristotele, Laterza, Ban 1974 (19916), traduzida para o espanhol por V. Bazterrica e publicado pela Herder, Barcelona 1985.

Traduziu ainda Aristóteles, La Metafisica, 2 vols., Loffredo, Nápoles 1968 (19782), com ampla introdução e um comentário histórico-filosófico, o primeiro sistemático em língua italiana (a tradução, sem o comentário, foi editada na coleção ”I Classici del Pensiero”, Rusconi, Milão 1978, 19893). Além disso, coordenou a primeira tradução do Trattato sul Cosmo per Alessandro, com texto grego, monografia introdutória e comentário histórico-filosófico (Loffredo, Nápoles 1974), sugerindo, com base em novos argumentos e documentos, a hipótese de trabalho de que a obra possa pertencer a Aristóteles, ou ao primeiro Perípato.

No âmbito da filosofia pós-aristotélica, aprofundou um momento particularmente importante da história do Perípato no volume Teofrasto e Ia sua aporetica metafisica, La Scuola, Brescia 1964, obra que contém também a primeira tradução italiana da Metafisica de Teofrasto, com comentário (parte desta obra foi traduzida por J. Catan e editada como apêndice à edição americana de Concetto di filosofia prima, supracitada).

IV

Depois, estudou a fundo a figura de Pirro num ensaio com o título: Ipotesiper una rilettura delia filosofia di Pirrone de Elide, publicado III AA.VV., Lo scetticismo antico, Bibliopolis, Nápoles 1981, pp. 243-336.

No âmbito da filosofia da era imperial, ocupou-se a fundo de Fílon de Alexandria, promovendo e dirigindo a primeira tradução italiana sistemática de todos os tratados do Comentário alegórico à Bíblia, publicados pela Rusconi, em cinco volumes. Para o volume de Fílon, L’erede delle cose divine, 1981, escreveu o ensaio introdutório: L’ itinerário a Dio III Filone di Alessandria (pp. 5-72). Escreveu em colaboração com R. Radice a monografia introdutória a todos os dezenove tratados do Comentário alegórico, intitulada: La genesi e Ia natura delia ”filosofia mosaica”. Struttura, método e fondamenti dei pensiero filosófico e teológico di Filone di Alessandria, publicada no volume Fílon de Alexandria, La filosofia mosaica, Rusconi, Milão 1987, pp. v-cxu.

Preparou ainda a Introdução, o Prefácio e as Paráfrases de tudo o que nos chegou de Epicteto (no volume Epicteto, Diatribe, Manuale, Frammenti, Rusconi, Milão 1982).

No campo do pensamento grego tardio, publicou uma monografia sobre Proclo com o título U estremo messaggio spirituale dei mondo antico nel pensiero metafísico e teurgico di Proclo, editada no volume Proclo, Manuali, Rusconi, Milão 1985 (pp. v-ccxxm), e o volume: Introduzione a Proclo, Laterza, Roma-Bari 1989.

Junto com Dario Antiseri, assinou uma ampla síntese em três volumes: pensiero occidentale dalle origini ad oggi, La Scuola, Brescia

1983, várias vezes reeditada. Esta obra foi traduzida para o espanhol por J. A. Iglesias e publicada pela Editora Herder (Barcelona 1988) e para o português pelas Edições Paulinas (São Paulo 19901991). Desta mesma obra com Antiseri, preparou uma edição resumida, La filosofia nel suo sviluppo storico, 3 vols., La Scuola, Brescia 1988, várias vezes reimpressa.

Giovanni Reale

HISTORIADA FILOSOFIA ANTIGA

I. Das Origens a Sócrates

Tradução Marcelo Perine

Edições Loyola

Título original:

Storia delia filosofia antka,

III cinque volumi Ia edição da obra completa: 1975-1980



9ª edição: janeiro de 1992 © 1975-1980; 1991, Vita e Pensiero

Largo Gemelli, 1 - 20123 Milano

ISBN 88-343-2561-3

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Reale, Giovanni

História da filosofia antiga Giovanni Reale; tradução Marcelo Perine . - São Paulo: Loyola,

1993. - (Série História da Filosofia)

Conteúdo: v. 1. Das origens a Sócrates.

ISBN 85-15-00840 (obra completa) - ISBN 85-15-00846-7 (v. 1)

1. Filosofia antiga Série

93-1901

História 1. Título. 11.

CDD-180.9

índices para catálogo sistemático:

1. Filosofia grega antiga: História 180.9

Edições Loyola

Rua 1822 nu 347 - Ipiranga

04216-000 São Paulo, SP

Caixa Postal 42.335 - 04218-970 - São Paulo, SP

(§)(11) 6914-1922

(Ü)(ll) 6163-4275

Home page e vendas: www.loyola.com.br

Editorial: loyolaloyola.com.br

Vendas: vendasloyola.com.br

Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta obra pode ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma eou qiuiisquer meios (eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia e gravação) ou arquivada em qualquer sistema ou banco de dados sem permissão escrita da Editora.

ISBN: 85-15-00840-8 (obra completa)

85-15-00846-7 (vol. 1)

,1

5U edição: junho de 2005

© EDIÇÕES LOYOLA, São Paulo, Brasil, 1993

..£ necessário, pois, a propósito disso, fazer uma das coisas seguintes: não perder a ocasião de instruir-se,. ou procurar aprender por si mesmo, ou então, se não se for capaz nem de uma nem de outra dessas ações, ir buscar em nossas antigas tradições humanas o que houver de melhor e menos contestável, deixando-se assim levar como sobre uma jangada, na qual nos arriscaremos a fazer a travessia da vida, uma vez que não a podemos percorrer, com mais segurança e com menos riscos, sobre um transporte mais sólido: quero dizer, uma revelação divina.”



Platão, Fédon, 85 c-d.

suMÁRIO

Advertência Prefácio

Introdução

GÊNESE, NATUREZA E DESENVOLVIMENTOS DA

FILOSOFIA E DOS PROBLEMAS ESPECULATIVOS DA ANTIGÜIDADE

I. O nascimento da filosofia na Grécia

1. A filosofia como criação do gênio grego - 2. Inconsistência da tese de uma presumível derivação da filosofia do Oriente - 3. A peculiar transformação teórica das cognições egípcias e caldaicas operada pelo espírito dos gregos - 4. Conclusões

II. As formas da vida espiritual grega que prepararam o nas-

cimento da filosofia

1. Os poemas homéricos - 2. Os Deuses da religião pública e a sua relação com a filosofia - 3. A religião dos mistérios: incidência do orfismo sobre a constituição da problemática da filosofia antiga - 4. As condições políticas, sociais e econômicas que favoreceram o nascimento da filosofia entre os gregos

III. Natureza e problemas da filosofia antiga

1. As características definidoras da filosofia antiga Os problemas da filosofia antiga

-2.

XIX

1

11

19

28
IV. Os períodos da filosofia antiga

35

Primeira parte

OS FILÓSOFOS NATURALISTAS JÔNICOS E ITÁLICOS OS PROBLEMAS DA PHYSiS, DO SER E DO COSMO

Primeira seção - Prelúdio ao problema cosmológico I. O- mitos teogônicos e cosmogônicos

Segunda seção I Os milesianos e Heráclito

I. Tales

1. As proposições filosóficas atribuídas a Tales - 2. O significado de ”princípio” - 3. A água é princípio - 4. As outras proposições de Tales

II. Anaximandro

1. O infinito como princípio e as suas características - 2. Gênese de todas as coisas do infinito - 3. Os infinitos cosmos e a gênese do nosso mundo

III. Anaxímenes

1. O princípio como ar - 2. Derivação dás coisas do ar - 3. Relação de Anaxímenes com os seus predecessores

IV. Heráclito de Éfeso

1. O fluxo perpétuo de todas as coisas - 2. Os opostos nos quais o devir se desdobra e a sua oculta harmonia (a síntese dos opostos) - 3. O fogo como princípio de todas as coisas - 4. A alma

Terceira seção I O pitagorismo

I. Por que falamos de pitagóricos em geral e não de pitagóricos individuais - Características da escola pitagórica

II. Nova concepção do princípio ’

41

47

52

59

63

75

79

XI

1. O número princípio de todas as coisas - 2. Os elementos do número: a oposição fundamenta e a harmonia - 3. Passagem do número às coisas - 4. Fundação do conceito de ”cosmo”: o universo é ”ordem”

III. A fé pitagórica: o homem, a sua alma e o seu destino 87

IV. Aporias estruturais do pitagorismo 90

1. Aporias relativas a Deus e ao Divino - 2. Aporias relativas à alma

Quarta seção I Xenófanes e os eleatas

I. Xenófanes 97

1. A posição de Xenófanes com relação aos eleatas - 2. Crítica da concepção dos Deuses e destruição do pressuposto da religião tradicional - 3. O Deus e o Divino segundo Xenófanes - 4. A física xenofanéia - 5. Idéias morais

II. Parmênides 106

1. As três vias da pesquisa - 2. A via da absoluta verdade -

3. A via do erro - 4. A terceira via: a explicação plausível dos fenômenos e a ”doxa” parmenidiana - 5. A aporia estrutural da filosofia parmenidiana

III. Zenão de Eléia 117

1. Nascimento da demonstração dialética - 2. Os argumentos dialéticos contra o movimento - 3. Os argumentos dialéticos contra a multiplicidade - 4. A importância de Zenão

IV. Melisso de Samos 125

1. A sistematização do eleatismo - 2. Os atributos do ser e a sua dedução - 3. Eliminação da esfera da experiência e da ”doxa”

Quinta seção I Os pluralistas e os físicos ecléticos

I. Empédocles 133

1. Os quatro ”elementos” - 2. O amor e ódio - 3. A esfera e o cosmo - 4. O conhecimento - 5. A alma e o Divino -

6. As aporias empedoclianas

XII

II. Anaxágoras de Clazômenas 143

1. As homeomerias - 2. A Inteligência divina - 3. Aporias de Anaxágoras

III. Os atomistas 151

1. A descoberta dos átomos como princípio - 2. Átomos, movimento mecânico e necessidade - 3. O homem, a alma, o divino - 4. O conhecimento - 5. A ética democritiana

IV. Oí físicos ecléticos 164

1. O fenômeno do ecletismo físico e a involução da filosofia da natureza - 2. Diógenes de Apolônia e o seu significado histórico - 3. Arquelau de Atenas

Segunda parte

OS SOFISTAS: DA FILOSOFIA DA NATUREZA À FILOSOFIA MORAL

Primeira seção I Gênese e natureza do problema moral

I. Por que o problema filosófico do homem não nasceu

contemporaneamente ao problema do cosmo 177

II. Distinções terminológicas e conceituals essenciais à compreen-

são do problema ético 179

III. A reflexão moral anterior ao surgimento da filosofia moral 181

Segunda seção I Os sofistas

I. Origens, natureza e finalidade do movimento sofistico 189

1. Significado do termo ”sofista” - 2. As razões do surgimento da sofistica - 3.0 método indutivo da pesquisa sofistica -

4. Finalidades práticas da sofistica - 5. O pagãmento em dinheiro pretendido pelos sofistas - 6. Espírito pan-helênico da sofistica - 7. O iluminismo da sofistica grega - 8. As diferentes correntes da sofistica

II. Protagoras 200

1. O princípio do ”homem-medida” - 2.0 princípio das duplas razões contraditórias e a sua aplicação - 3.0 ensinamen-

XiI

to da ”virtude” e o sentido desse termo - 4. Limitação do alcance do princípio do ”homem-medida” - 5. Fundo utilitarístico da filosofia protagoriana - 6. Atitude de Protagoras com relação aos Deuses

III. Górgias 210

1. A negação da verdade - 2. Nada existe - 3. Mesmo que o ser existisse, permaneceria incognoscível - 4. Mesmo que fosse pensável, o ser permaneceria inexprimível - 5. Refúgio no plano do empírico e da realidade da situação - 6. A retórica e a onipotência da palavra - 7. A palavra e o engano poético

IV. Pródico de Céos 221

1. A invenção da sinonímica - 2. O militarismo ético e o mito de ”Héracles na encruzilhada” - 3. Os Deuses como divinização do útil

V. Hípias e Antifonte 228

1. A corrente naturalista da sofistica - 2. O método da ”polimathia” de Hípias - 3. A oposição entre ”nomos” e ”physis” - 4. Radicalização do contraste entre ”nomos” e ”physis” em Antifonte - 5. Cosmopolitismo e igualitarismo naturalista

VI. Os eristas e os sofistas políticos 234

1. Características da erística ’-- 2. As teses sustentadas pelos sofistas políticos

VII. Conclusões sobre a sofistica 240

Terceira parte

SÓCRATES E OS SOCRÁTICOS MENORES A FUNDAÇÃO DA FILOSOFIA MORAL

Primeira seção I Sócrates e a descoberta da essência do homem

I. A questão socrática e o problema das fontes 247

II. A ética socrática 254

XIV

1. Sócrates diante da filosofia da ”physis” - 2. A descoberta da essência do homem - 3. Especificações e documentos relativos à nova concepção socrática de ”psyché” - 4. O novo significado de ”areté” e a revolução da tábua dos valores - 5. Os ”paradoxos” da ética socrática - 6. Autodomínio, liberdade interior e autarquia - 7. O prazer, o útil e a felicidade -

8. A amizade - 9. A política - 10. A revolução da nãoviolência

III. A teologia socrática e o seu significado 288

1. A posição de Sócrates diante do problema teológico - 2. Deus como Inteligência finalizadora e como Providência - 3. O ”daimonion” de Sócrates - 4. Relações entre a teologia e a ética de Sócrates

IV. A dialética socrática 304

1. Função protrética do método dialógico - 2. O não-saber socrático - 3. A ironia socrática - 4. Confutação (elenchos) e maiêutica - 5. Sócrates fundador da lógica?

V. Aporias e limites estruturais do socratismo 322

Segunda seção I Os socráticos menores

I. O círculo dos socráticos e as escolas socráticas 327

II. Antístenes e a fundação da escola cínica 333

1. As relações de Antístenes com Sócrates - 2. A mensagem de liberdade e de libertação - 3. A libertação dos apetites e do prazer - 4. Libertação das ilusões criadas pela sociedade e exaltação da fadiga - 5. Antístenes, fundador do cinismo

III. Aristipo e a escola cirenaica 344

1. As relações de Aristipo com Sócrates - 2. Os pressupostos teóricos do cirenaísmo - 3. O hedonismo cirenaico - 4. Ruptura com o ”ethos” da polis

IV. Euclides e a escola megárica 356

1. A filosofia de Euclides como tentativa de síntese entre eleatismo e socratismo - 2. A componente eleata - 3. A componente socrática - 4. A mediação entre eleatismo e socratismo e o seu significado - 5. A erística megárica e a dialética socrática

XV

V. Fédon e a escola de Elida 364

VI. Conclusões sobre os socráticos menores 367

Primeiro apêndice

O orfismo e a novidade da sua mensagem 369

1. A literatura órfica que nos chegou e o seu valor - 2. As novidades de fundo do orfismo - 3. O orfismo e a crença na metempsicose - 4. O fim último da alma segundo o orfismo - 5. A teogonia órfica, o mito de Dionísio e os Titãs e a gênese da culpa original que a alma deve expiar - 6. As iniciações e as purificações órficas

Segundo apêndice

Especificações sobre as características fundamentais do conceito

grego de filosofia 3g7

1. O objeto da filosofia como o ”todo” do ser - 2. A filosofia como necessidade primária do espírito humano - 3. O escopo da filosofia como contemplação do ser- 4. As valências prático-morais da filosofia: o ”theorem” grego não é um pensar abstrato, mas um pensar que incide profundamente sobre a vida ético-política - 5. A filosofia e a ”eudaimonia” - 6. A radical confiança do filósofo grego na possibilidade de alcançar a verdade e viver na verdade - 7. A propósito do método da filosofia antiga

A memória de minha mãe, Giuseppina, e de meu pai, Ernesto.

ADVERTÊNCIA

Esta História da filosofia antiga-que a partir da quinta edição (1987) realizou plenamente aquilo a que nos propúnhamos - é fruto de mais de trinta anos de pesquisas científicas e de paralela atividade didática.

Ela foi antecipada - mas só em medida limitada e parcial, e por razões de caráter didático - nos Problemas do pensamento antigo (2 vols., Celuc, Milão 1971-1973), como uma espécie de ”ensaio geral”, depois radicalmente refeita e completada em cinco volumes, entre 1974 e o início de 1979, retocada gradativamente nos anos oitenta, e, na parte referente a Platão, totalmente reescrita na edição de 1987.

O plano geral da obra é o seguinte.

O volume I trata dos naturalistas, dos sofistas, de Sócrates e dos socráticos menores.

O volume II é inteiramente dedicado a Platão e a Aristóteles, e integra as mais complexas e empenhativas pesquisas científicas até agora feitas por nós.

O volume III estuda a era helenística. Primeiro delineia a progressiva involução da Academia e do Perípato, assim como a exaustão das Escolas de Sócrates. Sucessivamente examina os sistemas filosóficos criados pelo espírito da nova época (epicurismo, estoicismo, ceticismo e ecletismo) e segue o seu desenvolvimento até o fim da era pagã.

O volume IV reconstrói a filosofia pagã durante os primeiros séculos da era cristã. Ele examina a última etapa das escolas tradicionais e a sua exaustão, detendo-se de modo particular sobre as correntes de pensamento que, embora referindo-se a doutrinas nascidas na era clássica ou na era helenística, inovam-nas e as impregnam com as instâncias

XX

e as ânsias da nova era, ou até mesmo nelas introduzem conteúdos inéditos. São examinados, de modo particular, o neoaristotelismo, o neoceticismo, o neoestoicismo, o encontro entre o helenismo e a teologia bíblica com Fílon de Alexandria, o médio-platonismo, o neopitagorismo e o neoplatonismo. Tal volume contém uma série de inovações de caráter hermenêutico, dos quais damos conta na .



O volume V, o último, contém: a) um léxico, concebido como índice explicativo dos principais conceitos do pensamento antigo (ou seja, quase um dicionário filosófico), b) um repertório dos expoentes das várias escolas e da produção filosófica que nos chegou dos antigos pensadores com as relativas notas bibliográficas (principais edições críticas, traduções, comentários, léxicos, literatura crítica), c) um índice geral dos nomes dos antigos autores que foram abordados eou mencionados no curso de toda a obra.

  1   2   3   4   5   6   7   8   9   ...   37


©principo.org 2016
enviar mensagem

    Página principal