Giro para perto. Giro para longe. Qual a conseqüÊncia deste meu eterno girar?



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GIRO PARA PERTO. GIRO PARA LONGE. QUAL A CONSEQÜÊNCIA

DESTE MEU ETERNO GIRAR?




Fonte: http://www.pedagopedéia.br



Você sabia que a Astrologia é a manifestação científica mais antiga da humanidade e que seus princípios, permanecem até os dias atuais?

Muito conhecimento foi divulgado e absorvido sobre ela, provavelmente mesmo assim inúmeras dúvidas surgem no dia-a-dia de todos os seres humanos, principalmente relacionadas aos fenômenos celestes, pois é inerente e natural tentarmos descobrir como funciona o mundo em que vivemos, de onde viemos para onde vamos.

A Astronomia surgiu a milhares de anos, com os babilônios que com afinco e tenacidade, estudavam, esquadrejavam e registravam tudo o que acontecia no firmamento.

Mediante esses estudos, dividiram a abóbada celeste em uma faixa imaginária e a chamaram de Zodíaco, a qual atribuíam poderes místicos Esta faixa imaginária da abóbada celeste, se estende por 8,5 graus para ambos os lados da Eclíptica, ou seja, pela trajetória aparente do Sol, relaciona-se com os demais astros, tendo como ponto de visão, a Terra estática.

Os babilônicos mediram em seus cálculos primários, este percurso do Sol, e descobriram que ele durava exatamente um ano, 360 dias. Em virtude dessa mensuração, a trajetória imaginária circular do Sol na Eclíptica, foi dividida em 360 frações que representavam na sua unidade, um dia e uma noite; sendo muito provável que o grau tenha sido determinado a partir desses conhecimentos.

Pensava-se nesta época que a Terra era o centro do universo e que o sol e a lua giravam ao seu redor, e assim continuou por muitos séculos.

Para melhor compreensão, dividimos este assunto de geografia, no conteúdo astronomia, em subtítulos:


A TERRA E O EIXO IMAGINÁRIO


O sistema solar é formado pelo Sol e um conjunto de corpos celestes, muito complexos, chamados planetas, que giram ao redor do sol em órbitas fechadas, provocadas pela atração gravitacional, do qual a Terra faz parte.

Além de girar ao redor do Sol, a Terra também gira ao redor do seu eixo imaginário, de oeste para leste. Essa inclinação recebe o nome de Obliqüidade da Eclíptica.

O nome de eclíptica é em razão dos fenômenos chamados de eclipses, por acontecerem quando o Sol, a Terra e a Lua encontram-se em seu plano, ou bem próximo dele.

MOVIMENTOS FUNDAMENTAIS E CLÁSSICOS DA TERRA


São dois os movimentos de maior importância para a humanidade: um em torno do seu eixo imaginário, chamado de rotação e o outro, movimento orbital elíptico, mais conhecido como translação. O primeiro, gerando os dias e as noites e o segundo, determinando o ano.

A inclinação do eixo terrestre faz com que a orientação da Terra em relação ao Sol mude continuamente enquanto a Terra gira em torno do Sol. Num exemplo deste movimento, o Hemisfério Sul se inclina para longe do Sol durante o nosso inverno e em direção ao Sol durante o nosso verão.


CONSEQÜÊNCIAS DO MOVIMENTO DA TERRA
Em conseqüências deste movimento de inclinação do eixo da Terra girando em sua órbita elíptica em torno do sol, surgem as estações do ano, pois o ângulo em que os raios solares incidem sobre a Terra, não à distância que percorrem, é o que determina as variações de temperatura terrestre, conforme as estações.

Essa descoberta da órbita elíptica, foi feita pelo astrônomo alemão Johannes Keppler, nascido em 16 de maio de 1571, em uma pequena cidade da Suábia.

Antes desse feito como vimos com os babilônios, admitia-se que a Terra girava ao redor do Sol, percorrendo uma órbita circular, estando este no centro da mesma.

Johannes Keppler  se reúne a outro astrônomo chamado Brahe no ano de 1600, esta reunião foi de grande importância para a astronomia, pois surgem inúmeras hipóteses em relação ao planeta, pois Brahe era ótimo observador, enquanto Keppler era ótimo teórico e muito persistente em seus propósitos. Quando Brahe morreu, em 1601, seus dados observacionais, ficaram à disposição de Keppler. Com estes dados ele descobriu as 3 Leis do Movimento Planetário, são elas:


Primeira Lei de Keppler, também chamada de Lei das Órbitas: cada planeta, se movimenta numa elipse em torno do sol, o qual se encontra num dos focos, não sendo o centro da mesma. Assim sendo, os astros tem órbitas elípticas, daí a existência de um ponto de máxima aproximação, o periélio (entre 31/12 e 03/01), quando a Terra fica a aproximadamente 147 milhões de quilômetros do Sol; e um ponto de distanciamento máximo, o afélio (no início de julho), quando estamos a aproximadamente 152 milhões de quilômetros do Sol.



Figura: Lei das órbitas. A órbita de um planeta é uma elipse, com o Sol num dos focos.

Fonte:http:// www.observatoriovirtual.pro.br




Segunda lei de Keppler, também chamada de Lei das Áreas:- O raio vetor de um planeta, ou seja, a linha de ligação planeta-sol, percorre áreas iguais em períodos iguais.

A velocidade de um planeta, em sua órbita ao redor do Sol, varia conforme a distância entre os dois ou, quando próximos, o planeta gira mais depressa; quando se afastam, ele perde velocidade de translação.



Figura: Lei das áreas. O raio vetor do planeta varre áreas iguais em iguais intervalos de tempo



Fonte:http:// www.observatoriovirtual.pro.br


Terceira lei de Kepler, também chamada de Lei dos Tempos:- O quadrado do tempo de revolução de cada planeta é proporcional à terceira potência de sua distância média em relação ao Sol.

Exemplo: Como ilustração, vejamos como esta lei funciona, relacionando-se os planetas Terra e Mercúrio:

O planeta Terra percorre a sua órbita em (+-) 365 dias, enquanto Mercúrio em 88 dias (87,969).

Elevando-se ao quadrado esses números, teremos: Terra 365= 133.225 - Mercúrio 88 = 7.744 ou 133.225/7.744= 17,20364153 ou seja, o numerador é aproximadamente maior do que o denominador 17 vezes, sendo a proporção de 1:17 (0,0588).

Quanto à distância dos planetas, envolvidos com o Sol, temos:

Terra= aproximadamente 149,5 milhões de quilômetros (média 149.597.870);

Mercúrio= aproximadamente 58 milhões de quilômetros (média 57.850.000);

Elevando-se essas cifras ao cubo, teremos: (em notação científica)

 Terra = 3,347929 E 24

  Mercúrio= 1,936021 E 23

Dividindo-se esses números, temos a proporção aproximada de 1:17 (0,0588), o que prova o Terceiro Enunciado.

No Periélio, a menor distância da Terra ao Sol (147.096.593,61 quilômetros), a velocidade é de 108.720,7 quilômetros por hora: ou 1.812 quilômetros por minuto

ou 30,2 quilômetros por segundo.

No Afélio, a maior distância (152.090.170,51 quilômetros), a velocidade é de 105.149,1 quilômetros por hora: ou 1.752,485 quilômetros por minuto ou 29,2 quilômetros por segundo.

Há 4 dias com especial significado na variação anual dos raios solares em relação à Terra. No dia 21 ou 22/12 os raios solares incidem verticalmente (h=90°) em 23°27’S (Trópico de Capricórnio). Este é o solstício de verão para o Hemisfério Sul (HS). Em 21 ou 22/6 eles incidem verticalmente em 23°27’N (Trópico de Câncer). Este é o solstício de inverno para o HS. A meio caminho entre os solstícios ocorrem os equinócios (dias e noites de igual duração). Nestas datas os raios verticais do Sol atingem o equador (latitude = 0°). No HS o equinócio de primavera ocorre em 22 ou 23 de setembro e o de outono em 21 ou 22 de março.

A incidência de raios verticais do sol, portanto, ocorre entre 23°27’N e 23°27’S. Todos os locais situados na mesma latitude tem idênticas alturas do Sol e duração do dia. Se os movimentos relativos Terra-Sol fossem os únicos controladores da temperatura, estes locais teriam temperaturas idênticas.



A
Fonte: http://www.pedagopedéia.br
s posições sucessivas da Terra, na sua órbita elíptica em torno do sol, ao longo do ano, causam os equinócios, os dias e as noites que tem igual duração.


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