GÊneros radiofônicos



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Encontro30.07.2016
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GÊNEROS RADIOFÔNICOS

Grácia Lopes Lima


Ao propor produção de programas de rádio na perspectiva da Educomunicação queremos atingir objetivos bem diferentes daqueles a que se dedicam os cursos profissionalizantes de formação de radialistas.

Para nós, os meios de comunicação são, de fato, meios, ou seja, sinônimo de ferramenta de trabalho, tal qual a pá para o pedreiro, ou o computador para o designer gráfico. Queremos, através deles, conseguir realizar uma proposta de educação, de formação de gente atenta, curiosa, interessada em conhecer pessoas e temas ligados à vida que levam nos lugares onde se encontram.

Por esse motivo, para os fins que nos interessam, basta distinguir apenas três tipos de gêneros radiofônicos, como veremos a seguir.

Informativo: tipo adequado para quando precisamos avisar, denunciar, discutir ou mesmo informar sobre fatos relacionados, especialmente, com as pessoas do lugar onde estamos ou do dia-a-dia da nossa rua, nosso bairro, cidade ou país.

Tendo claro que é esse o modo mais eficiente de conseguir realizar o que precisamos, passamos então à escolha da forma com que essa informação poderá ser transmitida. Podemos optar por fazer uma entrevista ou uma série delas, realizar uma enquete ou várias, promover um debate, ou um ciclo de discussão sobre um tema, entre tantas outras possibilidades.



Ficção: gênero acertado para as situações que têm compromisso, ao menos de imediato, ou de modo explícito, com a realidade. Cabe nesse tipo a radionovela (uma história apresentada em capítulos), o rádio-conto (uma história com começo, meio e fim contados de uma só vez), dentre outras formas que o próprio grupo pode inventar. Convém destacar que dependendo da qualidade da história, da interpretação dos radio-atores e também da sonoplastia (ambientação sonora, que permite visualizar os cenários onde a história se desenvolve) é possível atingir mais rapidamente os objetivos que queremos, muito do que através de qualquer outro gênero radiofônico.

Experimental: o rádio é um veículo sonoro, isto é, um meio de comunicação cuja matéria prima é o som. A característica do experimental é, pois, como o nome bem diz, o uso da criatividade, da invenção para produzir peças radiofônicas. Trabalho artesanal, de pesquisa, de busca de efeitos sonoros que transforme nossas idéias em imagens.

Conclusão, sem mais delongas: os gêneros devem estar a serviço dos nossos propósitos. Dependendo da situação e da necessidade é deste ou daquele gênero que lançamos mão. O que importa mesmo é conseguir fazer com o público ouvinte preste atenção naquilo que queremos que ele pare para escutar, pensar e refletir.



Tal qual a metodologia, os gêneros radiofônicos servem em última instância, para materializar as decisões que coletivamente o grupo optou por partilhar, por tornar público.




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