Governo federal ministério do meio ambiente 4ª Câmara Técnica de Educação Ambiental



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GOVERNO FEDERAL
MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE




4ª Câmara Técnica de Educação Ambiental

26 de Agosto de 2004

(Transcrição ipsis verbis)

Apresentação dos presentes:
Rachel Trajber, eu sou Coordenadora de Educação Ambiental do Ministério da Educação, do MEC e estou começando agora, é a primeira vez que eu vou trabalhar como presidente da Câmara Técnica. Então nós vamos aprender muito juntos. Meu nome é José Constantino Sommer representando a Associação Nacional dos Municípios e Meio Ambiente - ANAMMA e já membro da Câmara Técnica desde o ano passado e no ano passado fui eleito relator da Câmara Técnica não sei se isso permanece ou se é preciso fazer uma nova eleição e sou Secretário de Meio Ambiente do município de Blumenau/ Santa Catarina. Bom dia, meu nome é Walmir do Carmo e fui recém eleito para o CONAMA como titular e tomamos posse no dia 6 de julho e também fomos eleito para a Câmara Técnica de Educação Ambiental representando o Nordeste, as ONGs do Nordeste. Bom dia, meu nome é Fábio Lavor, sou funcionário da Secretaria de Recursos Hídricos ligado ao Ministério do Meio Ambiente e estou participando para representar a SRH e sou relator da Câmara Técnica de Educação Ambiental em Recursos Hídricos na SRH. Bom dia, meu nome é Jairo Costa, eu vim como convidado, faço parte de uma ONG chamada H2O que é uma ONG estritamente ligada a recursos hídricos e venho de Cacual/Rondônia. Bom dia, meu nome é Luís Mello, eu sou da Superintendência de Tecnologia e Capacitação da Agência Nacional de Águas, eu estou aqui como convidado e vim representado a ANA no lugar do Dr. Schubart que teve que fazer uma cirurgia esta semana. Bom dia sou Daniela da Diretoria de Educação Ambiental do MMA também como convidada. Bom dia meu nome é Felipe, eu também trabalho na Diretoria de Educação Ambiental do MMA, estou aqui só para dar um recadinho e fazer uma proposta a vocês e depois voltar para minha sala, não faço parte da Câmara Técnica do CONAMA. Bom dia, meu nome é Auristela e a partir de agora vou acompanhar com vocês a Câmara Técnica de Educação Ambiental pelo CONAMA, qualquer informação sobre a Câmara Técnica no CONAMA agora é comigo. Obrigada.
Rachel Trajber – MEC
A DEA estava com um representante do Meio Ambiente? São 7 representações na Câmara Técnica de Educação Ambiental, o titular do Ministério da Educação e a presidência da Câmara Técnica o titular é o Ricardo Henriques, tem o suplente que é o Armênio Schmidt, o Ricardo Henriques é o Secretário da SECAD que é a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, o suplente que é o Armênio Schmidt é o Diretor de Educação de Diversidade de Cidadania e a suplência sou eu Rachel Trajber que sou a Coordenadora de Educação Ambiental. A ANAMMA Região Sul é o relator da Câmara Técnica e o titular o José Constantino Sommer, o suplente é o Hélio Vanderley Coelho Filho e tem uma representante legal que é a Francine Ramalho de Aguiar, mas nós somos representados pelo titular da ANAMMA Sul. A CNC Confederação Nacional do Comércio o titular é o Ernane Galvêas suplente e o Leopoldo Garcia Brandão e o segundo suplente é o Evandro Américo Costa e a representante é a Maria Tereza Jorge Pádua que não compareceram, o GRAMA Nordeste que representa as ONGs do Nordeste, o titular é o Walmir Pereira do Carmo, suplente Dionéa Santos Rangel. O Governo do Espírito Santo que a titular é Maria da Glória Brito Abaurre e suplente seria João Lajes Neto e o segundo suplente Jadir Viana Santos e também não está presente. O Governo do Paraná é representado pela titular que é a Rosa Riskalla Teixeira, suplente Lindsley da Silva Raska e o segundo suplente Carlos Alberto Hirata e a representante Karla Scuer que também não está presente, as ONGs da Região Norte é representado pelos ARGONAUTAS e o titular é Rafael Caldeira Magalhães e a suplente Cimara Corrêa Machado, também não se fez presente. Então, eu gostaria de propor que nós fizéssemos o seguinte: Eu fiz uma sugestão, meramente sugestão mesmo de pauta para a 4ª Reunião da Câmara Técnica de Educação Ambiental e nós podemos... A primeira ação é refazer essa pauta e adequar essa pauta às pessoas que estão presentes aqui, por exemplo, nós temos o Felipe da Diretoria de Educação Ambiental que gostaria de fazer uma fala sobre a Consulta Pública do Programa de Educação Ambiental Nacional que está circulando em todos os estados e ele gostaria de compartilhar como que a situação dessa Consulta Pública e eu gostaria, também que você, se pudesse falar sobre a formação da CIEEAs nos diversos estados. Então, está aberto agora para nós discutirmos como que nós vamos trabalhar essa pauta, eu fiz a pauta baseada na pauta da reunião anterior, mas mesmo assim eu acho que está faltando algumas coisas como, por exemplo, nós trabalharmos, eu acho que revisitarmos o que foi feito, os resultados da 3ª Reunião da Câmara Técnica e incluirmos isso nessa pauta e eu verifiquei que o resultado da Conferência Nacional Infanto Juvenil que foi realizada em 2003 que seria exposto aqui, foi exposto, na realidade, na reunião passada. Então, nós vamos distribuir para vocês aquilo que foi um pedido na reunião passada que são esses resultados em um CD que já está sendo providenciado e esses resultados vamos passar para vocês, inclusive os vídeos e todo o material da Conferência Infanto Juvenil nós vamos entregar em CD. Com relação aos desdobramentos do Ministério da Educação, com relação a essa Conferência é um pedido da pauta, dos resultados da 3ª Reunião da Câmara Técnica, por isso estão aqui esses desdobramentos e nós propusemos que para o período da tarde se trabalhe aquele Grupo de Trabalho das deliberações da conferência e como é que Câmara Técnica de Educação Ambiental vai designar quem vai presidir o GT que já foram apontados todos os membros, mas isso eu tinha previsto para o período da tarde e como é que a Câmara Técnica vai acompanhar esse processo de sistematização de trabalho desse GT da Conferência Nacional do Meio Ambiente Versão Adultos. Então, está aberto á palavra para nós refazermos a pauta.
José Constantino Sommer – ANAMMA
Eu acho que nós poderíamos, talvez até suprimir o intervalo para o café, tendo em vista que começamos um pouco mais tarde, mas me preocupa a fato de nós não termos quorum, não sei como nós poderíamos estar resolvendo isso, talvez se houvesse uma indicação formal agora brevemente do Ministério do Meio Ambiente nós poderíamos mais especificadamente da Diretoria de Educação Ambiental, talvez nós pudéssemos ter o quorum, mas eu acho que fica um pouco prejudicado essa questão do Grupo de Trabalho sobre a Conferência Nacional do Meio Ambiente porque me parece que não tem nenhum membro aqui presente da... E que pudesse estar colocando a respeito desse acompanhamento e também a elaboração do cronograma para tratar na Câmara Técnica, essas são as duas preocupações que eu tenho.
Rachel Trajber – MEC
O Felipe poderia fazer a apresentação e nós aguardamos para ver se tem quorum e com relação à Conferência o Ministério do Meio Ambiente vai mandar um representante do Ministério que é o Nilo Diniz que virá no período da tarde ou conforme nós deliberarmos aqui nós podemos ver se ele poderia vir de manhã.
Felipe – DEA/MMA
Eu acho que vocês devem saber o órgão gestor da Política Nacional de Educação Ambiental, o MEC e o MMA juntos estão desenvolvendo uma iniciativa que está se chamando o Enraizamento da Educação Ambiental no Brasil que consiste em várias atividades simultâneas, mas tem uma centralidade que é visitar as 27 Unidades Federativas e uma das centralidades desse programa é estar trabalhando a construção democrática da esfera pública estadual e a ênfase, então são as CIEEAs as Comissões Interestitucionais Estaduais de Educação Ambiental, quer dizer, muitas CIEEAs foram criadas a partir de 99 e 2002 com a Lei e o Decreto de Regulamentação da Lei 9795, mas naquele período grande parte dessas CIEEAs foram entendidas como abrangência da esfera estadual pura e simplesmente, quer dizer, praticamente as Secretarias de Governo, do Governo Estadual teriam assento nessas CIEEAs. De lá para cá isso foi sendo... Nós nos surpreendemos nessa visita de encontrar muitos processos de revisão da composição desses colegiados para ampliar para ser mais participativo para envolver todos os segmentos que trabalham com a educação ambiental para chegar num contexto de ter representatividade das forças que trabalham com a educação ambiental, paridade entre governo e sociedade, enfim. Então, estão ocorrendo movimentos espontâneos dos estados e com a nossa visita já pensando nessa perspectiva isso tem se acrescido, tem se potencializado cada vez mais. Então o estado da arte da CIEEA hoje tem um ou outro estado, São Paulo, por exemplo ainda não tem uma CIEEA, tem alguns estados que estão continuando com uma subjetividade mais de governamental e não tão aberta a uma participação dos educadores ambientais de uma forma geral, mas nós estamos entendendo que no contexto dessa iniciativa que se chama Enraizamento da Educação Ambiental esse ano nós estamos fazendo a Consulta Pública do PRONEA o Programa Nacional de Educação Ambiental, nós entendemos por bem fazer a consulta conversando com as CIEEAs que seria uma oportunidade das CIEEAs serem mais conhecidas pelos educadores ambientais que é muito pouco conhecida já que é uma instância governamental Então, tem um afastamento muito grande quem está na ponta, quem está executando a educação ambiental e quem está nessa nuclearidade desse coletivo, desse espaço do colegiado e também pensando um pouco no que diz respeito a possíveis atribuições da CIEEA ser for uma instância da esfera estadual para se decidir os rumos da política e programas estaduais da educação ambiental. Então, é interessante que se possa fazer uma reflexão casada entre uma política e programa nacional de educação ambiental com política e programa estadual de educação ambiental para ter diálogo, para ter similaridade, para que as coisas possam ser feitas em convergência nos princípios, objetivos e por aí vai. Então, nós estamos fazendo a consulta conversando com as CIEEAs na medida do possível para que aqueles estados que possam, que tenham fôlego e que tenham as condições de estar promovendo, por exemplo, oficinas para fazer a consulta convocando educadores ambientais, tem alguns que estão respondendo positivamente que estão interagindo com as redes de educação ambiental nos estados. Então, está tendo uma dobradinha muito interessante, tem alguns estados que as CIEEAs junto das redes estão fazendo, outros só a CIEEAs, outros só a Rede e estados que não têm nem CIEEA nem rede ou que não encontraram a conjuntura para isso estão fazendo movimentos autônomos de entidades x, y ou z; ou mesmo individuais. Nós fizemos uma opção para a Consulta Pública ser feita em função de propostas coletivas e não individuais para que nós possamos formar comunidades de aprendizado para que... É muito cômodo e muito simples de nossa parte nós estimularmos que cada um recebesse o PRONEA ou baixasse ele na Internet lá na página do MMA e em casa ou no trabalho dizer lá o que tem de expectativa para contribuir como uma proposta para enriquecer e vencer os obstáculos na educação ambiental, mas nós entendemos que num espaço coletivo criando comunidade de aprendizado é muito mais enriquecedor esse processo que ele permite uma troca mais aprofundada para opiniões. Vai até 30 de setembro é o prazo final que nós estamos dando para receber as contribuições do PRONEA porque nós temos a expectativa de estar trazendo no âmbito do 5º Fórum Brasileiro de Educação Ambiental em Goiânia agora em novembro. Há a possibilidade de nós estarmos apresentando primeiro a sistematização da proposta e fechando encaminhamentos, encaminhamentos desde o âmbito das institucionalidades para que aquelas propostas possam ser factíveis de fato e também iluminando alguns gargalos, algumas ações que possam ser entendidas como contraditórias ou não convergentes, quer dizer, onde tiver situações controvérsias nós podemos iluminar elas para servirem de pautas futuras para eventos, encontros e seminários e por aí vai, poder se aprofundar um pouco mais para destrinchar alguns nós que possam estar pendentes como, por exemplo, a clássica questão da disciplina interdiciplinariedade da educação ambiental na escola. Dentro desse processo final de sistematização e encaminhamento dessas propostas um parentesesinho, as propostas nós vamos recebê-las no formato eletrônico dentro do SIBEA o Sistema Brasileiro de informação sobre Educação Ambiental e não ser puramente as propostas em si. Nós vamos montar um contexto que a curto prazo nós vamos aproveitar as propostas para poder sistematizar elas, mas a médio prazo nós vamos poder visualizar um panorama daquilo que o educador ambiental está entendendo como problema ou desafios, ou obstáculos da educação ambiental porque nós queremos colocar em diálogo uma justificativa que está enunciando um problema acoplado à proposta que está anunciando uma solução para aquele problema para nós podermos ver os dois pontos dessa linha aquilo que se entende como uma questão a resolver para a educação ambiental. Com três a cinco palavras chaves que vão nos ajudar a agregar e visualizar linhas de ação em cima daquelas propostas apresentadas e na medida do possível no âmbito das institucionalidades para aquelas propostas ganharem concretude um pouco diferente de como foi o processo na Conferência Nacional de Meio Ambiente é que nós visualizemos um pouco no nível federal, estadual, municipal, empresa, mídia ONG e por aí vai para que essas propostas possam ser mais visualizadas como as institucionalidades responsáveis para estar conduzindo àquelas soluções oferecidas. Nós estamos estimando..., Nós temos a expectativa de estar recebendo uma contribuição por estado, mas aberto para aqueles coletivos, colegiados ou indivíduos que não se sentirem contemplados poderem estar contribuindo, também. Nós estamos estimando uma semana de trabalho de sistematização para depois enviar em bloco as propostas agregadas para o Comitê Assessor da PNEA e a sugestão que nós estamos trazendo e de encaminhar também à Câmara Técnica de Educação ambiental do CONAMA para poder estar avaliando a receptividade daquelas propostas, para poder estar se expressando, manifestando em cima daquilo se se entende que tem coisas que são boas para se estar encaminhando, para, enfim, para dar seqüências àquelas propostas e nós vamos participar do Grupo de Trabalho, um dos Grupos de Trabalho do Fórum que vai ser o GT - PRONEA para poder apresentar essas propostas sistematizadas, trazer a visão do Comitê Assessor e aí fica o convite se o grupo achar interessante está nesse ínterim na primeira semana de setembro, de outubro até início de novembro estar dando um olhar sobre essas contribuições e ser for possível estar participando do GT do PRONEA durante o 5º Fórum para, também estar se colocando esses dois dias, duas tardes, se eu não me engano, de trabalho, acho que são 2 ou 4 horas para nós estarmos trocando informações lá e deliberando sobre os encaminhamentos futuros do que pode ser feito com aquelas propostas.
Rachel Trajber – MEC
A proposta concreta é que a Câmara Técnica participe da sistematização, também das deliberações dessa Consulta Púbica com relação ao Programa Nacional de Educação Ambiental. Então, nós precisaríamos, nós não temos quorum para decidirmos nada, mas fica aí essa proposta e eu acho que nós poderíamos debater, nós não podemos deliberar, nós podemos debater quais são os pós e contras e a possibilidade de nós, como Câmara Técnica de Educação Ambiental do CONAMA participarmos diretamente como Comitê Assessor do Órgão Gestor da Política de Educação Ambiental na sistematização das propostas da sociedade como um todo ao Programa Nacional de Educação Ambiental.
José Constantino Sommer – ANAMMA
Eu acho lamentável que nós não tenhamos quorum porque no meu caso particular eu fiz um esforço pessoal muito grande porque nós que atuamos nos Municípios estamos aí á um mês das eleições municipais e a minha saída é totalmente inoportuna para quem está nesse cenário, mas ao mesmo tempo nós entendemos que é um avanço importante que é o fato da coordenadoria de educação ambiental, do MEC ter resolvido esses impasses, essa dificuldade a Raquel ter assumido essa função que pode resolver se não para hoje, mas para frente a questão da Câmara Técnica de Educação Ambiental que é um espaço importante do CONAMA e também do Comitê Assessor da Política Nacional da Educação Ambiental, aliás eu também sou membro do Comitê e a Câmara Técnica de Educação Ambiental tem um assento no Comitê Assessor e me parece que a representante da Câmara Técnica ela não está mais porque era das ONG do Sul e agora nós temos as ONGs do Nordeste na Câmara Técnica, é uma outra questão que teria que ser definida. O Comitê Assessor também acabou não se reunindo mais, a última aconteceu em Goiânia quando houve o encontro dos Secretários Estaduais e Municipais com o Governo Federal e nós estamos quase que as vésperas do 5º Fórum Nacional, então não sei, a Câmara Técnica teria que discutir um pouco essa questão e não sei como que ficaria o Comitê Assessor se ele tem condições de se reunir antes do 5º Fórum ou se a reunião se daria naquela oportunidade aproveitando o deslocamento dos membros do Comitê, já que o Comitê é muito maior que a Câmara Técnica é nós temos um cenário de muitos acontecimentos importantes nos próximos meses, o 5º Fórum Nacional com essas repercussões que o Felipe colocou relativamente às Comissões interinstitucionais nos estados, eu acompanho um pouco o que acontece em Santa Catarina, que é o estado que eu resido, embora o representante na Comissão seja o nosso Secretário de Joinvile e teve agora recentemente a reunião e foi discutida a questão do Enraizamento da Educação Ambiental utilizando meio como instrumento a CIEEAs a CIEEA no estado e tendo lá um outro particular que é o fato do congresso Ibero-americano de educação ambiental acontecer na cidade de Joinvile no ano que vem, a menos de um ano daqui e também depender de algumas articulações. Então nós temos um cenário muito produtivo para educação ambiental, também a questão da revisão da própria política nacional da educação ambiental, eu fiquei extremamente preocupado vindo para cá porque acessei uma notícia sobre uma alteração na Lei que eu imagino que seja a Lei da Política Nacional de Educação Ambiental – não sei – relativamente a questão da disciplina de meio ambiente no ensino médio, no currículo mesmo, então me parece que da forma como está colocada já no parlamento nacional estaria sendo discutida uma proposta de um Deputado Federal de Tocantins, se eu não me engano, já propondo isso e como se estivesse algo bem adiantado e acho que de forma assodada, quer dizer, contrariando toda a discussão no plano nacional, que eu me lembro desde a época que eu era estudante de biologia na faculdade, nós já tínhamos uma visão contrária a essa questão, eu acho que tem que ser feito um debate profundo e de repente se altera a Lei de forma assodada, eu não sei o que vai acontecer. Então, eu acho que nós teríamos que discutir um pouco esse cenário em que pese não ter quorum ou pelo menos estar pensando uma forma de estar corrigindo essa dificuldade que nós temos hoje, já que nós temos dois fóruns importantes que dependiam do Ministério da Educação que são a Câmara Técnica e o Comitê Assessor da Política Nacional da Educação Ambiental.
Walmir Pereira do Carmo - GRAMA/Nordeste
Eu vejo como de extrema importância o que está acontecendo porque nós percebemos que as coisas são discutidas, são debatidas e eu estava a pouco falando com o companheiro do Conselho de Recursos Hídricos, às vezes dá até angústia para nós vermos tantos fóruns, tanta discussão e só no papel, a prática fica muito longe de acontecer, mas nós percebemos que está existindo uma boa vontade de colocar, realmente, essas práticas, essas teorias na prática. Eu sou da Bahia e recentemente a Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental já elaborou a eleição, está em processo de apuração e isso é extremamente positivo porque eu sinto uma angústia com a questão da Agenda 21 que nós discutimos na Eco 92 aquela problemática toda e ficou deliberado que nós receberíamos o século 21 com melhor qualidade de vida, com melhores propostas para a população e existem municípios que nem o Conselho Municipal de Meio Ambiente ainda nem se quer foi implantado nem discutido. Eu moro numa cidade com quase 200 mil habitantes e para minha surpresa um governo progressista implantou um Conselho de Meio Ambiente na calada da noite nunca reuniu e a aprovação de processos são feitos pela Diretora do Meio Ambiente da prefeitura sem discutir com a sociedade. Então, nós vemos que as coisas andam por um lado e outras elas emperram. Pena que não tenha quorum para nós deliberarmos as coisas e como ele disse está vindo do sul e eu estou vindo do nordeste e se viesse de ônibus não chegaria hoje aqui e é complicado uma reunião que é convocada com um certo tempo, infelizmente é Brasil. Outra preocupação é essa questão de ter que implementar a educação ambiental no currículo escolar isso eu vejo como de extremo perigo porque nós víamos a OSPB como que funcionava a religião na escola. Eu entendo que a educação ambiental ela tem que ser interdisciplinar e que o professor seja treinado para que ele passe os princípios a educação ambiental na sua disciplina sem precisar ter aquela obrigatoriedade de ter que estar lá... Isso é o fazer. Há necessidade de como comer feijão todo dia. Então, as pessoas aprendem aos poucos, não adianta você implantar a educação ambiental no currículo escolar, não sei, estou chegando agora para a Câmara Técnica e nós chegamos como um patinho feio patinando porque eu não tenho ainda a informação das coisas, mas eu vejo como um problema que tem que ser realmente pensado porque nós lembramos que os alunos de OSPB eles fugiam da sala de aula quando tinham que assistir OSPB ou religião porque não achavam muito importante e eu acho que educação ambiental ela tem que ser um processo lento para que o aluno aprenda, de fato, o que vem a ser essa nova ordem para que não tenha que obrigar o aluno a ter que estar na sala de aula para ter uma nota para aprender educação ambiental.
Daniela Kolhy Ferraz – DEA-MMA
Eu só queria dar um esclarecimento a respeito desse Projeto de Lei da inclusão da disciplina de meio ambiente que esse tipo de Projeto de Lei chega até a Diretoria para que nós desse um parecer, como somos da Diretoria de Educação Ambiental e especificadamente chegou nas minhas mãos eu que dei o parecer e contrário a esse projeto à inclusão da disciplina de meio ambiente baseado no que está escrito na Lei 9795 e nos parâmetros curriculares nacionais que estabelecem meio ambiente sendo um assunto transversal e que deveria ser tratado de forma interdisciplinar, eu não sei o quanto esse parecer tem um peso na decisão da Câmara, mas a Diretoria de Educação Ambiental tem dado a sua contribuição no que é possível. Nós achamos que talvez mereceria uma discussão, já que isso é tão recorrente a volta desse assunto, mas, no momento existem legislações e orientações que devem ser seguidas. Então, essa foi a recomendação.
Rachel Trajber – MEC
Acho que o Felipe poderia falar da sugestão dele com relação a essa proposta do Deputado porque ele propõe à Câmara abrir esse debate na Câmara e talvez a Câmara Técnica do CONAMA poderia propor essa discussão, eu acho que teria muita força.
Walmir Pereira do Carmo - GRAMA/Nordeste
Felipe, você sabe o nome do Deputado?
Felipe – DEA/MMA
O Deputado se chama Carlos Nader.
Rachel Trajber – MEC
Carlos Nader do PFL do Tocantins.

Felipe – DEA/MMA
Rachel, eu acho que têm duas coisas, eu vou falar um pouco mais pessoal mesmo porque nós não levamos nenhuma discussão sobre isso na Diretoria de Educação Ambiental e nem no órgão gestor, mas eu acho que têm duas coisas que nós podemos estar conversando aqui pensando em futuros encaminhamentos. Há uns dois ou três anos eu escrevi um texto analisando a Política da Educação Ambiental e uma das conclusões possíveis de se chegar ali foi a precocidade da Lei, ela foi precoce por vários motivos e está aí um deles que está acusando essa controvérsia permanente a relação, disciplina ou transversalidade da educação ambiental. Então, uma das questões que podem ser discutidas para se pensar futuros encaminhamentos. (pausa) Então, nós podemos estar discutindo duas perspectivas, uma é de pensar numa moratória, vamos dizer, desse artigo que fala da proibição da lei para se promover um debate mais qualificado na sociedade porque tem muita gente que está pensado e isso na ida para os estados nessa iniciativa do enraizamento, nós estamos recebendo pessoas que estão recebendo pessoas que estão com propostas concretas para se... Afinal de contas vamos tentar entender melhor o significado da transversalidade da disciplina para além de uma discussão emotiva porque ela está muito mais emotiva do que de fato o pé no chão, nós não estamos vendo pessoas trazendo dados, por exemplo, comprovando... Não é aquela comprovação científica porque também nós vamos cair num cientificismo muito grande, mas poder ver, de fato, quais os ganhos, os prejuízos e benefícios para se implantar uma disciplina ou não. Isso considerando um processo, por exemplo, nós encontramos pessoas que dão depoimentos e muitos de nós na educação ambiental começam na escola criando, mas incorporando sozinho na sua disciplina a educação ambiental e com tempo a ficha cai e vê que tem que dialogar com outro professor do lado e tal até chegar na escola e, de repente, vira transversal, quer dizer, vendo como um processo, por isso que talvez a Lei tenha sido rude demais de ter colocado ali a partir de agora tem que ser assim, talvez pudesse ser mais flexível de ter colocado etapas e tal. Então, nós podemos por uma perspectiva propor uma moratória desse artigo para poder fazer uma grande revisão, um debate para dar mais concretude para fazer uma coisa mais por etapas até chegar numa visão de transversalidade e essa transversalidade... de trabalhos de projetos nas escolas a respeito da educação ambiental que é uma grande porta de entrada para esses trabalhos e a outra perspectiva, mas claro, eu acho que tem que culminar mesmo na negação, proibição é uma palavra meio pesada, de uma disciplina de educação ambiental por todos esses motivos anunciados. A outra perspectiva é que não é só o Carlos Nader, como a Dani colocou, tem vereadores e outros deputados que volta e meia colocam essa questão de criar disciplina nas escolas do país. E nós podemos, então, pensar numa interlocução com o setor parlamentar para que se existe uma vontade do setor parlamentar estar olhando a educação, quer dizer, se têem pessoas do setor parlamentar preocupadas com a educação ambiental, nós podemos estar dialogando com eles, conduzindo essa preocupação para uma área que eles podem estar contribuindo mais e que é um grande gargalo nosso que é a questão de financiamento para educação ambiental. Então, já que houve um veto presidencial na Lei que era justamente o capítulo que falava das verbas para educação ambiental nós podemos estar dialogando com o setor parlamentar para que... bom, se deseje interferir na educação ambiental, vamos interferir na criação, nas políticas estaduais ou quem sabe municipais dependendo da esfera de atuação para criação de fundos para educação ambiental ou de fontes privilegiadas ou de fomento para educação ambiental, então, essa é uma outra perspectiva que nós podemos estar pensando aqui com o setor parlamentar e educação ambiental.
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