Gratidão e paz francisco candido xavier hércio marcos c. Arantes espíritos diversos sumário



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A pancada na cabeça, decorrente de uma derrapagem com a moto, numa das ruas da Capital paulista, onde residia, pareceu sem maior importância aos médicos, na primeira consulta. Porém, o quadro clínico evoluiu desfavoravelmente, e na manhã do dia seguinte, 31 de março de 1985, desencarnou num hospital de Tatuapé.

Em sua primeira e confortadora carta mediúnica, quase cinco meses após o desenlace, rica em esclarecimentos, não se esqueceu de defender as queridas motos, pedindo aos pais para não desprezá-las, argumentando que são veículos tanto respeitáveis quanto os outros.

A bela e colorida mensagem impressa pela família Gonçalez, apresenta, em destaque, este expressivo agradecimento: "Ao querido médium Chico Xavier, Deus o abençoe pela paz encontrada."
Mensagem
Querido Papai Manoel e querida Mãezinha Lândia, peço-lhes me abençoem, oferecendo-lhes meu coração, extensivamente ao nosso Claudinei, presente em nossas preces.

Mãezinha Maria Orlândia, chamei-a por Mãezinha Lândia para recordar os meus dias de criança, quando balbuciava as palavras sem aprender-lhes o sentido integral.

Querida Mamãe e querido Papai, vou seguindo muito bem, apesar das saudades que se ampliam ao invés de sofrerem qualquer diminuição.

Não se impressionem com o choque sofrido por mim, com a queda inesperada de nossa máquina que me servia tanto. Quem sabe a causa de um acidente daqueles? Às vezes, uma simples pedra na via pública, de outras, algum pedaço de madeira esquecido ao léu... Não posso culpar a ninguém.

A moto caiu por inteiro atirando-me a cabeça ao piso de cimento, e de nada mais soube senão que um torpor invencível me tomou os pensamentos e por mais desejasse levantar-me para tomar a minha posição normal, isso não mais me foi possível, e por segundos, à maneira de relâmpagos derradeiros na memória, revi a família na imaginação superexcitada.

Depois da queda, veio aquele branco, no qual não sei se adormeci ou se desmaiei. Acordei, depois de muito tempo, creio eu, durante o qual estive inerte e incapaz de qualquer discernimento. Muito aos poucos, senti-me no corpo, à maneira de alguém que regressa vagarosamente à própria casa, e não consegui expressar-me, de pronto.

Notei que os meus olhos se retomavam nas órbitas e que, em minha boca, a língua ensaiava movimentos que me demorei a coordenar. Um homem velava comigo e cheguei a reconhecê-lo, antes que a fala me voltasse ao campo da manifestação. Era o Vovô Manoel que me passava à mão sobre a cabeça, como se quisesse restituir-me às idéias claras e exatas. Penso que durante dois dias seguidos estive nessa vigília-sonolência, até que consegui dirigir-me ao avô, em cujo olhar brilhava o carinho que eu conhecia tão bem.

Respondeu-me com paciência às primeiras indagações, informando-me que o meu corpo habitual repousava na sucata de engenhos estragados, e que meu corpo novo era o verdadeiro, aquele que modelou a minha forma que o acidente consumira.

Chorei ao pensar que me via à distância dos pais queridos e dos queridos irmãos Claudinei e Luciene, distante de nossa Rose, a quem havia prometido a felicidade. Meu avô confortou-me esclarecendo que eu poderia auxiliá-los de outro modo e que nem tudo se perdera.

Logo após o meu despertamento, a Vovó Ana Gimenez veio ter conosco e assumiu as obrigações de enfermeira maternal, em que a vejo até agora.

Mãe querida e querido Pai, aqui não me falta medida alguma referente às minhas necessidades, pois os meus avós adivinham meus pensamentos.

Tenho ido à nossa casa, onde procuro transmitir à Mãezinha Orlândia a força necessária para aceitar os fatos tais quais são e espero que a Mãezinha e os irmãos me auxiliem a ser corajoso e,forte, superando quaisquer impulsos de lamentação ou agressividade que ainda me afloram a cabeça. Noto que melhoro à medida em que procuro aderir às idéias de paciência e serenidade que o vovô Manoel me ensina a cultivar.

Mãezinha, as saudades são muitas, no entanto, serão elas contornadas por nós, a fim de que as vençamos, de modo definitivo.

Agradeço todos os seus pensamentos e preces, em favor de seu filho acidentado e creia que tudo isso me faz imenso bem, porque as suas orações emanam e passam por mim ao modo de bálsamos que me consolam e fortalecem.

Peço-lhes não desprezarem a moto que se me fez o veículo da viagem final. A pobre máquina fez o que pôde para conservar-me na direção, qual se fosse dotada de inteligência, mas não conseguiu sustentar-me no lugar certo.

Muitas vezes ouvi depreciações em torno de motos preciosas e hábeis, qual se fossem repousáveis pelos maus momentos dos que as montavam; no entanto, a moto é um veículo respeitável tanto quanto os outros.

Papai Manoel, perdoe-me se lhe causei alguma decepção, pedido esse que estendo à Mãezinha Orlândia, porquanto, se dependesse de mim, aí estaria, para juntamente de nossa querida Rose, oferecer-lhes netos inteligentes e lindos, mas os Desígnios da Providência Divina eram outros, diferentes dos meus ideais de rapaz nascido para a família e espero que a conformação esteja conosco.

Queridos pais, abraço ao nosso Claudinei, presente, e a nossa Luciene, a nossa Rose e a todos os nossos amigos do coração e, desejando-lhes a paz da Bênção de Deus, com muito afeto e reconhecimento, sou o filho agradecido que não os esquece, cada vez mais afetuosamente,

Carlos Alberto.

Carlos Alberto Gonçalez.


Notas e Identificações
1 - Carta psicografada em Uberaba, Minas, a 17/8/1985.

2 - Papai Manoel e Mãezinha Lândia - Casal Manoel Trajano Guilhen Gonçalez e Maria Orlândia Gonçalez, residente ã Rua Hiroshima, 95 - Jardim Japão, São Paulo, SP.

3 - Claudinei - Claudinei Gonçalez, irmão, presente à reunião pública do GEP.

4 - Muito aos poucos, senti-me no corpo (...) Notei que os meus olhos se retomavam nas órbitas e que, em minha boca, a língua ensaiava movimentos que me demorei a coordenar. (...) meu corpo novo era o verdadeiro, aquele que modelou a minha forma que o acidente consumira. - Refere-se ao corpo espiritual (ou perispírito) e seus órgãos, que correspondem aos do corpo físico.

5 - Vovô Manoel - Manoel Troyano Cobrem, avô paterno, desencarnado em 26/8/84.

6 - Luciene - Luciene Gonçalez, irmã.

7 - Rose - Namorada.

8 - Vovó Ana Gimenez - Ana Cabrera Gimenez, desencarnada em 1944.

9 - Carlos Alberto Gonçalez - "Nasceu a 29/01/1965. Desde criança era um garoto tranqüilo, obediente e estudioso. Cursou até o 2° Colegial. Tinha muitos amigos e era querido pela vizinhança. Trabalhava na Agência 199 do Bradesco, em Vila Maria." (Carta de seu pai, datada de 07/12/1987.)


Benedito Vieira dos Santos
10
Solucionando problemas familiares

Em recente carta a nós endereçada, Dá Iracema dos Santos, residente em São Simão, São Paulo, sintetizou os benefícios decorrentes da mensagem mediúnica, de autoria de seu esposo, nesta frase: "A carta, recebida pelo senhor Chico Xavier, deixou-me mais conformada, pois andava, até então, muito revoltada."

Um ano após sua desencarnação, Benedito Vieira dos Santos, em reunião pública de Uberaba, na noite de 19 de Julho de 1980, escreveu não só palavras de conforto e estímulo, mas abordou e equacionou vários problemas que afligiam os familiares. Assim, a opinião pública maledicente e desvirtuada; a mediunidade da filha; a enfermidade de outra filha, foram temas interessantíssimos para sua família, tratados por ele com muita elevação.
Mensagem
Querida Iracema, Deus nos abençoe, concedendo a você e aos filhos queridos, multiplicadas bênçãos de amor, saúde, alegria e paz.

Compreendo o quanto se sente só, sem a minha companhia, e venho pedir-lhe que não se impressione com a opinião de quem não conheceu a verdade,

A mediunidade de nossa querida filha com o tempo ficará em nível ideal. Tudo o que traga ou ocasione aflição não procede de Deus, porque Deus espera por nossa felicidade em qualquer circunstância da vida.

Se existe alguém que pode declarar de público o quanto lhe devo, esse alguém sou eu, a quem você entregou a própria existência. Agradeço a você, querida esposa, por todas as bênçãos que recebi de sua dedicação, e peço aos filhos abençoados que me aprovem essa declaração de reconhecimento.

Envio à nossa Rosa Maria, os mesmos agradecimentos por toda dedicação com que se empenha aos nossos ideais, ruas peço a ela muito cuidado para se defender.

Acompanho a nossa Expedita em seu refazimento necessário. A filha querida melhorará e temos a nossa experiência e por experiência, sei que Jesus não nos abandona. Espero que a nossa Expedita tenha seu horário particular de orações, porque através desses minutos de reflexão e prece, poderemos cooperar com ela e a, favor dela com mais segurança.

Envio muitas lembranças a todos os filhos: Ivana, Rosa Maria, Joana D'Arc, Maria Alice, Jorge e Benedito, pedindo a Jesus abençoe e fortaleça a todos no caminho do bem.

A nossa querida irmã Maria Evangelista, que foi terna e querida mãezinha, aqui tem sido amável em me auxiliar para obter o melhor em nosso favor.

Querida Iracema, não se impressione com a opinião negativa do mundo. Perante Deus, basta que eu saiba o quanto devo ao seu carinho

E, sou eu quem volta a fim de manifestar-lhe os meus carinhosos agradecimentos. Tudo passa querida esposa, mas o amor reina em nome do Cristo sobre nós.

Desejava ser mais extenso, mas não posso por hoje.
Continue valorosa e calma, superando as dificuldades que apareçam na vida e esteja certa que estamos muito gratos.

Agradeço mais uma vez tudo o que recebo de suas mãos e das mãos de nossos entes queridos que começam a tranqüilizar-me na Vida Maior, a que vou me adaptando pouco a pouco.

Pelas desarmonias em casa, pediremos o amparo do Senhor e estejamos confiantes que Jesus nos ampara e amparará com o sublime e reconfortante bálsamo de seu Divino Amor.

Esperamos que você vença em paz todos os pequenos desfechos da vida em família,e da vida de relacionamento com os outros. Tenhamos fé.

Receba, com os filhos, o coração reconhecido do companheiro muito perto, de todos os dias, sempre seu,

Benedito Vieira dos Santos.


Notas e Identificações
1 - Querida Iracema - Iracema dos Santos, esposa, residente à Rua Expedicionários, 329, São Simão, SP.

2 - Filhos abençoados - Sônia Aparecida, Rosa Maria, Expedita, Ivana Sheilla, Isis Joana D'Arc, Maria Alice, Jorge e Benedito.

3 - querida irmã Maria Evangelista - Tratamento carinhoso à sua sogra. Desencarnada na cidade de São Simão, em 1964.

4 - Benedito Vieira dos Santos - Nasceu em 14/5/1921 e desencarnou em São Simão, a 29/7/79, de doença renal. Sempre foi muito dedicado à família e ao trabalho. Ferroviário da Cia. Mogiana (hoje, Fepasa), já estava aposentado.

5 - PRESSENTIMENTO - Em sua carta de 29/6/88, contou-nos sua esposa: "Ele teve pressentimento do seu desenlace, sete meses antes, pois em 1/01/79, quando estávamos fazendo um churrasco, e a Sônia entrou gritando: 'O menino da Inês morreu atropelado!', ele falou, baixinho: 'Acabou meu churrasco; este é o último ano que estou aqui.' A sua doença se manifestou depois desse episódio."


Luiz Paulo Alves Reis

11
Estávamos todos em outra vida

O garotinho Luiz Paulo, de 11 anos, encontrava-se hospitalizado em Ribeirão Preto, SP, gravemente enfermo, sob tratamento de leucemia, quando seus avós Armando e Elisa, juntamente com a tia Ana, se acidentaram fatalmente, a 19 de agosto de 1983, na viagem de Colina, SP, àquela cidade. O carro chocou-se com um caminhão, sendo que somente a avó não faleceu no local, vindo também a desencarnar, dois dias após, na Santa Casa de Bebedouro, SP.

Tão doloroso acontecimento foi ocultado de Luiz Paulo até quatro dias antes de seu passamento, ocorrido a 1º de outubro de 1983, no dia em que foi desenganado pelos médicos. Ao receber a notícia, ele chorou muito, mas não fez nenhum comentário.

Porém, sete meses após, em amorosa carta mediúnica, o ativo garotinho voltou, curado da enfermidade, traçando longo comentário sobre suas novas experiências no Mundo Maior, destacando a primeira visita recebida, na condição de Espírito liberto, exatamente dos familiares queridos que não conseguiram chegar a Ribeirão Preto... E nesse reencontro de paz e carinho, Luiz Paulo foi informado pelo avô de que agora estavam todos em outra vida...


Mensagem
Querido papai Alexandre e querida mãezinha Kayoko, peço-lhes me abençoem.

Estou muito surpreso, mas venho até aqui, trazido por meu avô Armando, que me recomenda escrever-lhes alguma notícia.

Ele e outros amigos me auxiliam; no entanto, sinto-me ainda fraco e a novidade me abate um tanto. Sei que estamos numa reunião de gente amiga, mas, apesar de tudo, noto as mãos trêmulas porque a minha emoção é muito grande.

Pai, muito grato por desejar saber informações nossas. O senhor e a mãe Kayoko podem ficar tranqüilos.

Não fossem as dificuldades que vi em nosso ambiente familiar, com o falecimento de meus avós e da querida tia justamente quando se decidiram a visitar-me em Ribeirão, eu teria chegado aqui, na Vida Espiritual, em melhores condições, mas além daquela fraqueza progressiva que me prostrava, a notícia do acidente que nos privava da presença do vovô Armando, da vovó Elisa e da titia Ana, o choque de que me vi acometido era forte demais para mim.

Lembro-me da consternação de todos e da tristeza da Elisa, da Débora, Elo e do Alexandre, tristeza que não conseguiam me esconder. Minhas energias pareciam marteladas por uma picareta invisível, porque eu estava entre a doença irreversível e a morte dos nossos queridos, aos quais eu amava tanto. Não me sentia mais um menino aos onze de idade, pois a dor me amadureceu o raciocínio, de repente.

Lutei ainda para reaver as minhas forças. Não era possível entregar-me ao pessimismo, quando meus pais e meus irmãos necessitavam de mim; entretanto, a certeza de que eu não mais veria meus avós em nosso lar de Colina, me pareceu um peso esquisito, de cuja influência não consegui me levantar...

A doença havia apagado a minha capacidade de resistência e como que me resignei, embora sem me conformar à exigência externa que eu não compreendia... Exigência de me afastar do corpo fatigado e enfraquecido, como se fosse uma pessoa expulsa da própria casa.

Não pude mais. Chegou um momento, em que me vi cercado por irmãos franciscanos, pois eram eles, aos meus olhos, enfermeiros novos, que me assistiam. Um deles colocou uma das mãos sobre a minha cabeça e adormeci. Passei por um tempo de esquecimento que não entendi até hoje. Parece que andei anestesiado por vários dias. Quando acordei estava num aposento amplo com o meu avô Armado, a minha avó e a minha tia, estendendo-me os braços a falarem frases de bênção e boas vindas. Fiquei assombrado porque ignorava onde estava, se em Colina ou se em alguma instituição de saúde.

Tudo ali era paz e o corpo estava sem dores. Perguntei ansiosamente, sobre o que me sucedia, quando vovô Armando me explicou que estávamos todos em outra vida, e usando corpos sadios e mais seguros do que os nossos, aqueles que usávamos na Terra. Chorei muito entre a alegria e o sofrimento, pensando em minha mãe e em meu pai, e lembrando-me de meus irmãos.

Quase descrendo de quanto via e ouvia, fui tratado por medicina que me reavivou o ânimo para retomar a vida; entretanto, passei por uma espécie de diálise, em que todo o meu sangue foi reconstituído.

Depois de algum tempo, tive reconforto de ser visitá-lo pelo amigo Antônio Bento, notícia que muito desejei transmitir à nossa Débora; e vou reencontrando amizades que me reconfortam.

Querido pai e querido mãezinha, aqui me prometem estudos e novas tarefas, nas quais me farei útil à nossa querida família. O vovô Armando me encoraja refletir no futuro com mais serenidade, e os estímulos das palavras dele me refazem para voltar a ser eu mesmo.

Rogo à mamãe Kayoko não chorar por mim. O meu tempo no corpo da existência física se cumpriu, e devo estar novamente forte para ser o filho corajoso e dedicado ao dever, que ela e o senhor sempre esperaram de mim.

Encontrei aqui igualmente um amigo dedicado, que me revelou ser o meu bisavô Yamaki, e de surpresa em surpresa espero conquistar as condições precisas, para ser o homem de bem que devo ser, tanto perante os meus familiares no Plano Físico, e também diante dos nossos familiares na Vida Espiritual.

Querido pai Alexandre e querida mamãe, envio lembranças para Elisa, Débora, Elo, Alexandre e todos os nossos.

Meu avô Armando me recomenda preparar-nos para a volta à nossa moradia, e me despeço com muitas saudades, pedindo aos pais queridos receberem as muitas aspirações e as muitas saudades, nos beijos do filho agradecido que sempre lhes pertencerá,

Luiz Paulo Alves Reis.


Notas e Identificações
1 - avô Armando, vovó Elisa e titia Ana - Avós paternos Armando Francisco Alves dos Reis (espírita convicto, freqüentava Centro Espírita em Colina, onde residia) e Elisa Chiaroti Alves dos Reis. Tia Ana dos Reis Sensato. Todos desencarnados em conseqüência do acidente, de automóvel, entre Terra Roxa e Bebedouro.

2 - Elisa, Débora, Elo e Alexandre - Elisa Aparecida Alves Reis Icuma, Débora Alves Reis, Eloísa H. Alves Reis Silva e Alexandre Alves Reis Filho, todos irmãos.

3 - me vi cercado por irmãos franciscanos - "Um ou dois dias antes do falecimento de Luiz Paulo, estando comigo no Hospital S. Francisco, de Ribeirão Preto, todos os meus irmãos e irmãs, o mano Antônio Abrão dos Reis, médium vidente, tranqüilizou-me dizendo que muitos padres, com capuz na cabeça e calçados com sandálias, características dos franciscanos, estavam no quarto, amparando meu filho. Portanto, a mensagem confirma a visão de meu irmão." (Esclarecimento do Sr. Alexandre) Observa-se que há uma resposta do Alto aos apelos da Terra... Os fundadores do Hospital invocaram a proteção de S. Francisco de Assis, e lá estão, a postos, os abnegados franciscanos... (Fato semelhante ocorreu, quando Dª Genny Villas Boas Mercatelli, diretora do Sanatório Antônio Luiz Sayão, de Araras, SP, recebeu, de forma inesperada, mensagem mediúnica desse patrono espiritual do hospital. Ver Reencontros, Espíritos Diversos, F. C. Xavier, IDE, cap. 9 e 10.)

4 - fui tratado por medicina (...) passei por uma espécie de diálise, em que todo o meu sangue foi reconstituído.O perispírito (ou corpo espiritual), que acompanha o Espírito após a desencarnação, apresenta os mesmos órgãos e sistemas do corpo físico, inclusive o sangüíneo, que é o setor lesado quando há leucemia. Já estando enfermo antes da reencarnação, ele refletirá no corpo material, na região correspondente e num determinado momento, tal enfermidade. Entendemos, dessa forma, que Luiz Paulo nasceu com a predisposição mórbida (O meu tempo no corpo da existência física se cumpriu), porém com o período de doença na Terra e o tratamento a que ele se refere, realizado no Mundo Espiritual, obteve a cura definitiva. (Ver caso semelhante na obra Estamos no Além, Espíritos Diversos, F. C. Xavier, IDE, c. 2.)

5 - amigo Antônio Bento - Desencarnado 15 dias após o passamento de Luiz Paulo, por afogamento, num sítio próximo de Barretos. Era natural de Jaborandi e namorado de Débora. Já enviou mensagem à família, pelo médium Chico Xavier.

6 - meu bisavô Yamaki - Bisavô materno, desencarnado em 11/8/1954, aos 70 anos.

7 - Luiz Paulo Alves Reis - Nasceu em Barretos, a 20/11/1971. Estudioso, cursava a 6ª série do 1º Grau. Esportista, gostava de nadar e andar de patins. Era muito alegre e comunicativo, sempre cercado por muitos colegas.

8 - Os pais de Luiz Paulo, Alexandre Alves Reis e Kayoko Yamaki Alves Reis, residem na cidade paulista de Colina. Tiveram o primeiro contato com o médium Chico Xavier, na reunião pública do GEP, em Uberaba a 27/4/1984, quando receberam a carta acima. Assim, o progenitor narrou-nos esse interessante encontro, em carta de 05/7/1988: "Consegui a ficha de número 42, que me permitiria falar com o Chico, naquela tarde. Sentei-me num canto do salão, aguardando a minha vez. Mas, para minha grande surpresa, fui o primeiro a ser atendido. Chico chamou-me, e após ouvir a minha triste história, notificou a presença de vários familiares meus, em Espírito: 'duas Anas, um padre e minha mãe Elisa.' Quis saber o sobrenome das Anas, e eu lhe respondi que deveriam ser a minha avó paterna Ana Rosa de Jesus, e Ana dos Reis Sensato, minha irmã. Ele as confirmou e, a seguir, perguntou-me se o padre, presente, era amigo da família. Lembrando-me, então, que no mês anterior, havíamos recebido mensagem psicográfica de minha irmã Ana, no Centro Espírita Maria Amélia, em S. Bernardo do Campo, SP, na qual ela dizia amparada por um padre de nome João, disse ao Chico que deveria ser o Padre João. O médium confirmou, acrescentando que ele era de Barretos. O surpreendente diálogo foi encerrado, e à noite recebemos a tão esperada e confortadora carta de meu filho.




Maria Cecília Ferreira
12
O desquite é uma espécie de conta interrompida

"A mensagem de minha filha, Maria Cecília Ferreira, recebida em Uberaba, a 23 de setembro de 1983, pelo nosso amado Chico Xavier, muito me beneficiou, pois veio ao encontro do que acredito: a existência da Vida espiritual. Sou espírita desde a infância. A alegria foi grande e veio reforçar a minha crença de que a morte não existe." Esse foi o depoimento de Dª Nélida C. J. Ferreira, residente em São Paulo, Capital, expresso em carta recente, quando nos autorizou a incluir tal mensagem nesta obra.

Ela ainda nos afirmou feliz, saber que a filha, desencarnada em 27 de maio de 1983, "é uma trabalhadora na Seara do Cristo", com base em cartas mediúnicas, posteriores, de autoria dela mesma.

Em sua minuciosa mensagem, Maria Cecília descreve a assistência carinhosa recebida no Além, pela bisavó materna Vicência, desencarnada em 1937, não conhecida nem de sua genitora, mostrando-nos que cada pessoa tem a sua família espiritual, e, portanto, somos amados por muitos corações que nos acompanham de Lá e que não conhecemos...

Maria Cecília casou-se aos 17 anos, teve uma filha aos 19, e aos 22 desquitou-se. Tal problema familiar é abordado, em sua carta, com palavras de equilíbrio, analisando, sabiamente, o desquite como "uma espécie de conta interrompida."
Mensagem
Querida mãezinha Nélida, este é sem dúvida um grande momento para sua filha que lhe pede a bênção, como sempre, sem esquecer do papai Osvaldo.

Mãe, não é fácil descrever o que seja para mim a separação. Falar do acidente que me tomou todas as resistências, tanto quanto ao nosso amigo Vanderley é um problema cuja solução não me compete.

Não creio que os acidentados sejam relatores fiéis do que lhes aconteceu, porque o desastre é semelhante à faísca que nos fulminasse sem aviso prévio.

Estávamos despreocupados e trocando impressões com segurança e sobriedade, quando um choque tremendo nos estonteou a cabeça...

Tive a idéia de estender algum socorro ao amigo, no entanto, as minhas possibilidades de movimento estavam extintas. A visão se extinguira e mal conseguira ouvir exclamações aqui e ali, que não podia precisar quanto à procedência de que se originavam em nosso favor.

Sinceramente não me restou qualquer faixa de tempo para me dedicar à oração.

O impacto de forças sobre mim era constrangedor, em excesso, para que eu pudesse destacar alguns momentos a qualquer comiseração, que não fosse o instinto de autodefesa que ainda me restava. Perdoe-me se foi assim mas não posso faltar à lealdade para comigo mesma.

Penso que o desmaio compulsório em semelhante situação, é acontecimento de qualquer pessoa que se veja nas circunstâncias em que eu me reconheci.

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