Gregório de Matos(1636-1695 ) I contexto Histórico



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Gregório de Matos(1636-1695 )

I - Contexto Histórico

  • Decadência do país, domínio espanhol (União Ibérica)

  • Perda da autonomia pelo radicalismo, repressão e terror impostos pela Contra-Reforma

  • Educação jesuítica

  • Ciclo do ouro em MG.


II – Características

  • Arte do conflito: fé x razão; teo x antro; alma x corpo; etc.

  • Literatura: antíteses, paradoxos e oxímoros

  • Pintura: claro x escuro; luz x sombra, etc.

  • pessimismo: vivendo na órbita do medo, o movimenta expressa uma visão desencantada do homem e do mundo

  • a morte, a fugacidade e a incerteza da vida são temas constantes

  • Locus Horrendus: atração pelo espetáculo trágico

  • religiosidade: tensa, exacerbada e conflituosa (auto-flagelação)

  • Alguns críticos: “arte do mau gosto”

  • Barróquia: região indiana que produzia um tipo de pérola, de superfície áspera que apresentava “manchas escuras”.


III – Cultismo

  • rebuscamento da forma, vocabulário precioso

  • imitação da sintaxe do latim clássico e neologismos

  • Gongorismo: autor espanhol Luís de Gôngora

  • constante uso de figuras de linguagem e stilo

  • Metáforas, hipérbatos, hipérbole, antíteses e paradoxos

  • Perífrase: substituição de uma palavra por uma série de outras para evitar a monotonia de expressões gastas

  • Anáfora: repetição de palavras no início do verso ou frase

  • Anadiplose: é a reiteração do termo final de um verso ou oração no verso subseqüente

“Ofendi-vos, meu Deus, é verdade,

É verdade, Senhor, que hei delinqüido,

Delinqüido vos tenho, e ofendido

Ofendido vos te minha maldade.”



  • Paronomásia: emprego de vocábulos semelhentes na grafia e na pronúncia, mas opostos ou aparentados no sentido.

“Ah! pregadores!Os de cá achar-vos-ei com mais paço,

Os de lá, com mais passos.”



IV – Conceptismo

  • jogo de idéias, busca de conceitos

  • concisão e ordem; inteligência, lógica e raciocínio

  • Quevedismo: poeta espanhol Quevedo

  • Silogismo: dedução formal, tal que, postas duas proposições(premissas) delas se tira uma conclusão

  • Sofisma: argumento que parte de premissas verdadeiras e chega a uma conclusão inadmissível. É um raciocínio falso com a intenção de enganar.


V – O Autor

  • oscilação entre o sagrado e o profano

  • insatisfação do poeta e sua inadaptação ao ambiente baiano

  • noção de que o homem e as vaidades são insignificantes

  • condenou e criticou severamente a irreligiosidade dos senhores da Igreja e a corrupção dos governantes

  • Poesia lírico- religiosa: Deus x Diabo, pecado x perdão, etc.

  • Poesia lírico- amorosa: mulher branca(amor espiritualizado) e negra(amor carnal)

  • Poesia encomiástica: encomenda, de pouco valor literário

  • Poesia satírica: crítica


VI – Os Textos

1. Poesia sacra

  • Essa temática abrange um amplo conjunto, desde os poemas circunstanciais em comemoração a festas de santos até os poemas de contrição e de reflexão moral.

      “Pequei, Senhor, mas não porque hei pecado,

      Da vossa piedade me despido,

      Porque quanto mais tenho delinqüido,

      Vós tenho a perdoar mais empenhado.

      Se basta a vos irar tanto um pecado,

      A abrandar-vos sobeja um só gemido,

      Que a mesma culpa, que vos há ofendido,

      Vos tem para o perdão lisonjeado.

      Se uma ovelha perdida, e já cobrada

      Gloria tal, e prazer tão repentino

      vos deu, como afirmais na Sacra História:

      Eu sou, Senhor, a ovelha desgarrada

      Cobrai-a, e não queirais, Pastor divino,

      Perder na vossa ovelha a vossa glória”

despido: despeço forma regular de despedir-se.

delinqüir: pecar, cometer delito. sobejar: ser mais que suficiente.

cobrada: recobrada, recuperada


  • Esse soneto de contrição é um dos mais conhecidos poemas de Gregório e segue o modelo conceptista de Quevedo.

  • No poema podemos acompanhar os meandros do raciocínio engenhoso de um pecador que advoga sua causa, procurando convencer a Deus de que merece o seu perdão.


Texto II

“Meu Deus, que estais pendente de um madeiro,

Em cuja lei protesto de viver,

Em cuja santa lei hei de morrer,

Animoso, constante, firme e inteiro:
Neste lance por ser o derradeiro,

Pois vejo a minha vida anoitecer,

É, meu Jesus, a hora de se ver

A brandura de um Pai, manso Cordeiro.


Mui grande é o vosso amor e o meu delito;

Porém pode ter fim todo o pecar,

E não o vosso amor que é infinito.

-++


Esta razão me obriga a confiar,

Que, por mais que pequei, neste conflito

Espero em vosso amor de me salvar.”
2- Lírica amorosa


  • A lírica amorosa na obra de Gregório de Matos abrange um amplo leque temático. Às vezes é a mais pura idealização do amor:

      “Quem a primeira vez chegou a ver-vos,

      Nise, e logo se pôs a contemplar-vos,

      Bem merece morrer por conversar-vos

      E não poder viver sem merecer-vos”.




  • Outras, uma requintada exploração da psicologia amorosa, como, por exemplo, na expressão da timidez do amante, temeroso do desprezo da amada:

“Largo em sentir, em respirar sucinto,

Peno, e calo, tão fino, e tão atento,

Que fazendo disfarce do tormento,

Mostro que o não padeço, e sei que o sinto.


O mal, que fora encubro, ou que desminto,

Dentro no coração é que o sustento:

Com que, para penar é sofrimento,

Para não se entender é labirinto. //

Ninguém sufoca a voz nos seus retiros;

Da tempestade é o estrondo efeito:

Lá tem ecos a terra, o mar suspiros.
Mas Oh do meu segredo alto conceito!

pois não chegam a vir à boca os tiros

Dos combates que vão dentro no peito.”


  • Chega também, freqüentemente, a um realismo irônico, quase cínico, como nos seguintes versos em que busca definir o amor:

      “Isto, que o Amor se chama,

      este, que vidas enterra,

      este, que alvedrios prostra,

      este, que em palácios entra: [.......................................]

      este, que o ouro despreza,

      faz liberal o avarento,

      é assunto dos poetas: [.......................................]

      Arre lá com tal amor!

      isto é amor? é quimera,

      que faz de um homem prudente

      converter-se logo em besta”.


  • De acordo com Manuel Pereira Rebelo, seu primeiro biógrafo (início do século XVIII), o poeta teve uma paixão não correspondida pela filha de um senhor engenhoso, D. Ângela de Sousa Paredes Rabelo organizou um ciclo dos poemas que seriam expressão desse caso amoroso.

  • Entre eles estão alguns dos mais belos da obra de Gregório.

  • O soneto que você vai ler agora é o sétimo poema do ciclo “Ângela”, na edição de James Amado.

      “Anjo no nome, Angélica na cara.

      Isso é ser flor, e Anjo juntamente,

      Ser Angélica flor, e Anjo florente,

      em quem, senão em vós se uniformara?

      Quem veria uma flor, que a não cortara

      De verde pé, de rama florescente?

      E quem um Anjo vira tão luzente,

      Que por seu Deus, o não idolatrara?

      Se como Anjo sois dos meus altares,

      Fôreis o meu custódio, e minha guarda,

      Livrara eu de diabólicos azares.

      Mas vejo, que tão bela, e tão galharda,

      Posto que os Anjos nunca dão pesares,

      Sois Anjo, que me tenta, e não me guarda.”

      florente: brilhante por seu Deus: como seu Deus.

      custódio: aquele que guarda, o anjo da guarda.

      galharda: elegante, gentil


  • Observe que o nome da amada sugere as duas imagens em torno das quais se organiza toda a expressão poética.

     

3- Poesia satírica

  • O “Boca do Inferno” não perdoava ninguém: ricos e pobres, negros, brancos e mulatos, padres, freiras, autoridades civis e religiosas, amigos e inimigos, todos, enfim, eram objeto de sua “lira maldizente”.

  • O governador Câmara Coutinho foi assim retratado:

      “Nariz de embono

      com tal sacada,

      que entra na escada

      duas horas primeiro

      que seu dono.”


  • Contudo, o melhor de sua sátira não é esse tipo de zombaria, engraçada e maldosa, mas a crítica de cunho geral aos vícios da sociedade.

  • Sua vasta galeria de tipos humanos contribui para construir sua maior e principal personagem - a cidade da Bahia:

      “Senhora Dona Bahia,

      nobre e opulenta cidade,

      madrasta dos naturais,

      e dos estrangeiros madre.”



  • A cidade é assim descrita num poema:

      “Terra que não aparece

      neste mapa universal

      com outra; ou são ruins todas,

      ou ela somente é má.”



  • Mas nem sempre o poeta é rancoroso com sua cidade.

  • No famoso soneto “Triste Bahia”, já musicado por Caetano Veloso, Gregório identifica-se com ela, ao comparar a situação de decadência em que ambos vivem.

  • O poema abandona o tom de zombaria das sátiras para tornar-se um quase lamento:

      “Triste Bahia! ó quão dessemelhante

      Estás e estou do nosso antigo estado!

      Pobre te vejo a ti, tu a mim empenhado,

      Rica te vi eu já, tu a mim abundante.”



  • Depreende-se desse texto que as sátiras de Gregório de Matos desagradavam a muita gente.

  • Por isso ele defende seu direito de escrevê-las.

     
Aos vícios

      “Eu sou aquele, que os passados anos

      cantei na minha lira maldizente

      torpezas do Brasil, vícios e enganos. (............................)

      De que pode servir, calar, quem cala,

      Nunca se há de falar, o que se sente?

      Sempre se há de sentir, o que se fala?

      Qual homem pode haver tão paciente,

      Que vendo o triste estado da Bahia,

      Não chore, não suspire, e não lamente? [................................]

      Se souberas falar, também falaras,

      Também satirizaras, se souberas,

      E se foras Poeta, poetizaras.

      A ignorância dos homens destas eras

      Sisudos faz ser uns, outros prudentes,

      Que a mudez canoniza bestas feras.

      Há bons, por não poder ser insolente,

      Outros há comedidos de medrosos,

      Não mordem outros não, por não ter dentes.

      Quantos há que os telhados têm vidrosos,

      E deixam de atirar sua pedrada

      De sua mesma telha receosos.

      Uma só natureza nos foi dada:

      Não criou Deus os naturais diversos,

      Um só Adão formou, e esse de nada.

      Todos somos ruins, todos perversos,

      Só nos distingue o vício, e a virtude,

      De que uns são comensais outros adversos.

      Quem maior a tiver, do que eu ter pude,

      Esse só me censure, esse me note,

      calem-se os mais, chitom, e haja saúde.”
      chitom: silêncio (do francês “chut donc”)
4- Poesia burlesca


  • É a poesia mais circunstancial de Gregório de Matos.

  • De modo sempre galhofeiro, o poeta registra em versos sempre pequenos acontecimentos da vida cotidiana da cidade e dos engenhos.

  • Segundo James amado, a poesia burlesca é a “crônica do viver baiano seiscentista”.

  • A maior parte foi escrita na última fase da vida do poeta, período de decadência pessoal e profissional.

  • O doutor deixara de advogar e perambulava pelos engenhos do Recôncavo, levando sua viola de cabaça, freqüentando festas de amigos e namorando as mulatas, muitas delas prostitutas, com tom brincalhão podem freqüentemente tornar-se obscenos.

“Daí, o ‘populismo’ chulo que irrompe às vezes e, longe de significar uma atitude aristocrática, nada mais é que válvula de escape para velhas obsessões sexuais ou arma para ferir os poderosos invejados” (Alfredo Bosi)

      Texto I : Décimas

    “Gregório de Matos / Quita, como vos achais

      com esta troca tão rica? / eu vos troco por Anica,

      vós por Nico me deixais: / vós de mim não vos queixais,

      eu, Quita, de vós me queixo, / e pondo a cousa em seu eixo,

      a mim com razão me tem, / pois me deixais por ninguém,

      e eu por Arnica vos deixo. / Vós por um Dom Patarata

      trocais um Doutor em Leis, / e eu troco, como sabeis,

      uma por outra Mulata: / vós fostes comigo ingrata

      com a grosseira ingratidão, / eu não fui ingrato não,

      e quem troca odre por odre, / um deles há de ser podre,

      e eu sou na troca odre são. (...)”

      Patarata: ostentação ridícula, patacoada, mentira jactanciosa.

   

Texto II

      “A cada canto um grande conselheiro

      Que nos quer governar cabana e vinha,

      Não sabem governar sua cozinha,

      E podem governar o mundo inteiro.

      Em cada porta um freqüentado olheiro,

      Que a vida do vizinho, e da vizinha,

      Pesquisa, escuta, espreita, e esquadrinha

      Para a levar à Praça, e ao Terreiro.

      Muitos mulatos desavergonhados,

      Trazidos pelos pés os homens nobres,

      Posta nas palmas toda a picardia.

      Estupendas usuras nos mercados,

      Todos, os que não furtam, muito pobres,

      e eis aqui a cidade da Bahia.”
Texto III

“Se Pica-flor me chamais, / Pica-flor aceito ser,

Mas resta agora saber, / Se ao nome, que me dais,

Meteis a flor, que guardais / no passarinho melhor!

Se me dais esse favor, / Sendo só de mim o Pica,

E o mais vosso, claro fica, / Que fico então Pica-flor.”


Texto IV

“O Amor é finalmente / Um embaraço de pernas,

Uma união de barrigas, / Um breve tremor de artérias.

Uma confusão de bocas, / Uma batalha de veias,

Um reboliço de ancas, / Quem diz outra coisa, é besta.”
5- Poesia Filosófica

“Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,


Depois da Luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria.

Porém se acaba o Sol, por que nascia?


Se formosa a Luz é, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim se fia?

Mas no Sol, e na Luz, falte a firmeza,


Na formosura não se dê constância,
E na alegria sinta-se tristeza.

Começa o mundo enfim pela ignorância,


E tem qualquer dos bens por natureza
A firmeza somente na inconstância.”
VII - Coletânea

Texto I: Queixa-se o Poeta em que o Mundo Vai Errado e, Querendo Emendá-lo, o Tem por Empresa Dificultosa
“Carregado de mim ando no mundo,
E o grande peso embarga-me as passadas,
Que como ando por vias desusadas,
Faço o peso crescer e vou-me ao fundo.

O remédio será seguir o imundo


Caminho, onde dos mais vejo as pisadas,
Que as bestas andam juntas mais ornadas,
Do que anda só o engenho mais profundo.

Não é fácil viver entre os insanos,


Erra, quem presumir, que sabe tudo,
Se o atalho não soube dos seus danos.

O prudente varão há de ser mudo,


Que é melhor neste mundo o mar de enganos
Ser louco cos demais, que ser sisudo.”
Texto II : Ao Braço do Mesmo Menino Jesus Quando Apareceu

“O todo sem a parte não é todo,


A parte sem o todo não é parte,
Mas se a parte o faz todo, sendo parte,
Não se diga, que é parte, sendo todo.

Em todo o Sacramento está Deus todo,


E todo assiste inteiro em qualquer parte,
E feito em partes todo em toda a parte,
Em qualquer parte sempre fica o todo.

O braço de Jesus não seja parte,


Pois que feito Jesus em partes todo,
Assiste cada parte em sua parte.

Não se sabendo parte deste todo,


Um braço, que lhe acharam, sendo parte,
Nos disse as partes todas deste todo.”

Texto III: Contemplando nas Cousas do Mundo desde o Seu Retiro, Lhe Atira com o Seu Ápage, Como Quem a Nado Escapou da Tormenta

“Neste mundo é mais rico, o que mais rapa:


Quem mais limpo se faz, tem mais carepa:
Com sua língua ao nobre o vil decepa:
O Velhaco maior sempre tem capa.

Mostra o patife da nobreza o mapa:


Quem tem mão de agarrar, ligeiro trepa;
Quem menos falar pode, mais increpa:
Quem dinheiro tiver, pode ser Papa.

A flor baixa se inculca por Tulipa;


Bengala hoje na mão, ontem garlopa:
Mais isento se mostra, o que mais chupa.

Para a tropa do trapo vazo a tripa,


E mais não digo, porque a Musa topa
Em apa, epa, ipa, opa, upa.”

NOTA: Mapa: entenda-se o verso: exibe árvore genealógica; vazo a tripa: defeco, chulo 'estou cagando', isto é 'pouco me importo
Texto IV: Solitário em seu mesmo quarto à vista da Luz do candeeiro porfia o poeta pensamentear exemplos de seu amor na Borboleta

“Ó tu, do meu amor fiel traslado

Mariposa entre as chamas consumida,

Pois se a força do ardor perdes ávida,

A violência do fogo me há prostrado.
Tu de amante o teu fim hás encontrado,

Essa flama girando apetecida;

Eu girando uma penha endurecida,

No fogo, que exalou, morro abrasado.


Ambos de firmes anelando chamas,

Tu a vida deixas, eu a morte imploro

nas contâncias iguais, iguais nas chamas.
Mas ai! que a diferença entre nós choro,

Pois acabando tu ao fogo, que amas,

Eu morro, sem chegar à luz, que adoro.”


  • Podemos incluir o soneto de Gregório de Matos na tendência conceptista do Barroco, graças ao engenhoso desenvolvimento de uma única imagem, a da mariposa atraída pela chama que deverá matá-la.

  • O sujeito lírico desdobra a comparação entre a sua situação e a da mariposa, explorando as semelhanças, para, na última estrofe, ponto culminante do soneto, estabelecer a grande diferença: seu sacrifício é mais terrível do que o dela, por que inútil.


Texto V: A Maria dos Povos, sua futura esposa.

“Discreta, e formosíssima Maria,

Enquanto estamos vendo, a qualquer hora,

Em tuas faces a rosada Aurora,

Em teus olhos e boca, o sol e dia: //

Enquanto, com gentil descortesia,

O ar, que fresco Adônis te namora,

Te espalha a rica trança brilhadora,

Quando vem passear-te pela fria: //

Goza, goza da flor da mocidade,

Que o tempo trata a toda ligeireza,

E imprime em toda flor sua pisada.//

Oh! Não aguardes que a madura idade

Te converta essa flor, essa beleza



Em terra, em cinza, em pó, em sombra, em nada.”


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