Grh romances Históricos Mary Wine



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GRH

Romances Históricos

Mary Wine

Sedução Imprópria

English Tudor 1

Tradução/Pesquisa: GRH

Revisão Inicial: Maristela/Dani Paim

Revisão Final: Samara

Formatação: Ana Paula G,

Comentário da revisora Maristela

Sou suspeita pra falar de qualquer obra desta autora, afinal trata-se de uma de minhas favoritas, ela sabe como ninguém preparar um clima. Achei a mocinha desse livro bem decidida e fiel à família, massssssssssssssss bem que ela gosta de um amasso kkkkkkkkkkkkkkk

Comentário Da revisora Samara

O livro não é ruim, mas também não é dos melhores. Faltou história. Ficou meio amarrado num único tema e o quase tudo em poucos dias...rs.

Eu entendo o lado da mocinha, que embora apaixonada pelo Curan, sente a forte compulsão em obedecer às ordens do pai que tanto venera. E ainda mais sabendo que o divorcio é feito por qualquer motivo na corte, ficando a mulher sem a virgindade (todas sabemos o quão importante era na época) e sem o dote, trazendo vergonha pra família. As cenas hot são poucas, mas bem boas. Foi à primeira vez num histórico que vi a mocinha perder a virgindade numa mesa...rsrs. Sou um pouco suspeita para avaliar, já que o anterior que revisei era ótimo, então leiam e digam suas considerações...rsrs

Resumo


Lorde Curan Ramsden volta para casa após a guerra ansioso para reivindicar a sua noiva. E ele chega bem a tempo - o pai de sua prometida a chamou a Londres para se casar com outro homem.

Mas o pai de Bridget a prometeu a Curan e ele não desistirá de seu prêmio.

Especialmente agora que vê a mulher sedutora que Bridget se tornou.

Bridget sempre cumpriu com seu dever. Ela sabe o que poderia acontecer se desobedecesse seu pai.

E, apesar de Curan parecer ainda mais perigoso agora do que era antes de partir para a guerra, seus beijos são muito tentadores.

E ele está determinado a convencê-la de que ouvir o seu coração é mais importante do que qualquer dever.



Capitulo um

 Lincolnshire, março 1546

 Sua mãe estava nervosa.

 Bridget Newbury observou sua mãe com curiosidade. Lady Connolly era normalmente um modelo de equilíbrio.

 — Bom dia, mãe.

 Jane se virou em um turbilhão de saias. Ela estava usando um de seus vestidos mais modestos. Não existia nenhuma renda nele, o único detalhe era formado pelo contraste da lã marrom e bege, em tiras finas, que eram usadas na frente. Ela ainda usava uma camisa que cobria cada centímetro de seu peito. Fechada ate o pescoço.

 — Bom, você está aqui.

 — Eu vim logo após receber a sua convocação, mãe.

 Jane sorriu, formando uma curva suave de seus lábios. Ela estendeu as mãos, e Bridget avançou para apertá-las. Mesmo através de suas luvas, os dedos e as palmas das mãos estavam quentes.

 — Claro que sim. Você sempre foi uma criança obediente. Deus me abençoou com seu doce coração. — O sorriso de sua mãe desapareceu. As mãos agarraram Bridget, apertando as suas momentaneamente antes de soltá-las. Jane uniu as mãos em seu colo, uma pose que usava como dona da casa.Com os servos sempre observando-a, as aparências eram importantes. Bridget, com o queixo firme, esperou que a mãe falasse.

 — Eu recebi uma carta de seu pai.

 A voz de sua mãe endureceu. Bridget conhecia o tom. Era aquele que muitas vezes ouviu quando as cartas de seu pai chegavam. Sir Connolly residia na corte de Henrique VIII. O pai dela muitas vezes enviava para casa, instruções detalhadas sobre como a família deveria se comportar. Com o clima mudando rapidamente na corte do velho rei, sua mãe sempre incutia um profundo respeito por cada frase que seu marido escrevia. Era o mais sábio a fazer, dada a história do rei em decapitar aqueles nobres que o desagradavam.

 — Um casamento foi arranjado para você.

 Bridget se assustou. 

— Quer dizer que Sir Curan voltou da França?

 O rosto de sua mãe mostrou uma expressão que Bridget conhecia muito bem. Era o olhar que sempre usava quando as circunstâncias não eram do seu agrado, mas inevitáveis.

 — Seu pai negociou um novo casamento para você com Sir Oswald. O casamento deve ser celebrado dentro de uma quinzena.

 A voz da mãe estava carregada com um tom de dever. Faltava alegria e até mesmo satisfação. Bridget sentiu o medo tomar conta de seu coração.

 — Eu dei minha palavra a Sir Curan— Ela tinha jurado que esperaria por ele. — Com a bênção de meu pai, eu jurei, mãe.

 Sua mãe balançou a cabeça e apertou, com os dedos, sua saia. Bridget entendia seu nervosismo agora. No entanto, não poderia achar que era uma ignorante. Curan Ramsden não era um homem que aceitava promessas desfeitas. Ele era um dos lordes da Inglaterra na fronteira. Ao contrário de muitos que se uniram ao redor do velho rei Henrique Tudor, Curan era um homem de ação. Ganhou suas esporas de cavalheiro no campo de batalha na França, ao lado do rei, em uma das campanhas de Henry para recuperar terras na Europa.

 — Você era jovem e obedeceu seu pai.

 — Foi há apenas três anos.

Os dedos de sua mãe apertaram ainda mais a saia.

 — Sim. Contudo, as coisas mudam rapidamente nestes dias. Você deve casar-se com Sir Oswald. Temos que partir para Londres em três dias. Sir Oswald é um dos conselheiros do rei e reside no Palácio de Whitehall.

 — Sir Oswald— Bridget buscou em sua memória. Seu pai fez um grande esforço para mantê-la longe da corte. Temia que não mantivesse sua virtude muito tempo entre as damas e cortesãos. Aos vinte e dois anos de idade, dependia de seu pai para manter-se.  Depois de ficar noiva de Sir Curan Ramsden ficou longe das fofocas da corte.

 — Sua filha passou a noite aqui há alguns anos atrás.

 Bridget sentiu que a cor fugia de seu rosto. A lady em questão era mais velha que a sua mãe. Ela tentou esconder sua decepção. Era impróprio. Filhas de nobre, muitas vezes casavam-se com homens bem mais velhos. Mesmo a rainha Catarina Parr era muitos anos mais nova que Henry Tudor.

 — Ele é viúvo?

Os lábios de sua mãe pressionaram-se em uma linha dura. 

— Não. Sir Oswald separou-se de sua mais recente esposa por ela não conseguir engravidar. A pobre moça foi enviada de volta para seu pai.

 Bridget perdeu um pouco mais a cor. Ela apertou os lábios firmemente, resistindo à vontade de fazer um som de protesto. O rosto delatava suas emoções. Seu pai estava dando uma ordem a ser obedecida. Não havia questionamento aos desejos do Lord da casa. De acordo com a vontade do rei, seu pai era o dono de sua família. Especialmente dos membros do sexo feminino. Argumentar e questionar o seu lugar era oferecer aos homens gananciosos a oportunidade de chamá-la de herege e fazer com que seu pai perdesse suas posses. Havia muitos homens que aproveitavam qualquer circunstancia para destituir outro nobre, mesmo algo tão baixo como usar as mulheres da família para esse objetivo. Agora que todos os mosteiros foram reivindicados e suas terras e riquezas divididas, a delação era fonte para obter rápidos lucros.

 O casamento era um dos métodos favoritos para acumular riquezas. A separação era mais comum do que nunca. Muitas mulheres jovens sofreram o mesmo destino que Catarina de Aragão, primeira esposa de Henrique VIII que foi expulsa do país para viver o resto de seus dias na pobreza, perto de seus filhos. As coisas só tinham piorado desde então. Agora as noivas jovens eram rejeitadas frequentemente apenas alguns meses após sua noite de núpcias e enviadas para casa sem os seus dotes por não conceberem rapidamente. Era um destino sombrio. Anos poderiam passar antes que os advogados acordassem em que partes do seu contrato de casamento faria com que seus pais recuperassem as riquezas obtidas pelo noivo com o enlace. A noiva descartada não poderia casar-se novamente até que tal fosse feito. Mesmo depois que as negociações legais fossem concluídas, muitos homens não queriam uma menina que tinha falhado no seu dever primário como esposa.

 Jane apertou as mãos. Ela ainda estava agitada, e suas luvas de couro produziram um estranho som ao serem friccionadas.

 — Devemos fazer tudo que pudermos para garantir que sua união seja sólida.

 O brilho que Bridget viu nos olhos de sua mãe era um que não tinha visto antes, uma espécie de determinação quase desesperada. Jane olhou para Bridget de uma maneira que nunca tinha feito. De mulher para mulher. Sua mãe havia tomado uma decisão.

 — Venha comigo, filha. Tem alguém que quero que conheça.

 Bridget olhou para a mulher. Escondida atrás da grossa porta de carvalho do solar era o tipo de mulher com quem nunca pensou em conversar.

 — Esta é Marie. Ela é uma cortesã. Não vou mencionar o nome de sua família. Ninguém sabe que ela está aqui. É melhor assim.

 — Já ouvi falar de tais mulheres, antes.

 Jane olhou-a descontente. Bridget retribuiu com um sorriso.

 — O que há se já ouvi falar de tais mulheres? Você não me trouxe para conhecer uma?

 Cortesãs eram as mulheres que cativavam os homens. Elas não eram prostitutas comuns. A maioria delas possuía apenas um homem que as sustentava. Essas mulheres eram bem educadas, sabiam dançar, e eram versadas em várias línguas. Como uma filha bastarda de algum nobre, era mais um membro de sua casa. Elas eram recatadas e silenciosas, mantendo suas proezas escondidas atrás de portas fechadas. Os homens as procuravam, muitas vezes esperavam por longos períodos antes de serem capazes de manter uma destas mulheres, e assim, tê-las somente para si.

 A mãe suspirou.

 — Eu suponho que temos que ser práticas— Ela respirou fundo e fez um gesto para Marie. — Nestes tempos difíceis, comprei o tempo de Marie, a fim de instruí-la. Ela gentilmente concordou e você deixará de ser ignorante nestes assuntos.

 — Que assuntos? — A pergunta saiu sem querer, já que Bridget estava ocupada demais olhando para Marie. Sim, ela tinha ouvido falar de cortesãs, mas a realidade era muito mais intrigante do que os sussurros. A mulher estava vestida com uma lã tão fina quanto a de Bridget e sua mãe. As luvas da cortesã eram de couro. Sua pele era perfeita e levemente acentuada com pó. Seus lábios eram pintados com um tom vermelho, nada muito chamativo. Marie a observava,pensando que parecia uma mulher de origem nobre. A única diferença era a falta de joias. Ela não usava pérolas e pedras preciosas. Essas coisas eram apenas para as mulheres da nobreza. Mas o tom de Jane também lembrou a Bridget que Marie tinha ido até lá por livre e espontânea vontade. E por dinheiro, é claro.

 — Sobre sedução.

 Bridget lançou um olhar curioso para sua mãe. 

— Você já me ensinou o que esperar no meu leito conjugal— Jane tinha cumprido essa tarefa na noite em que ela e Curan ajoelharam-se na capela da família e prometeram-se um ao outro. Era praticamente uma mulher depois disso, o único detalhe que faltava era a consumação. Curan tinha dito que não iria tomá-la até que cumprisse a sua última obrigação a serviço do rei. Não era um arranjo incomum. As negociações para um casamento entre famílias nobres, muitas vezes duravam anos. Frequentemente, o noivado ocorria quando as famílias chegavam a um acordo, mas o cavaleiro ainda devia serviços ao seu rei. Além disso, uma cerimônia deveria ser celebrada por ambas as famílias, respeitando os códigos da cavalaria. Mas, seu pai a ofereceu a outro. Ela simplesmente nunca considerou que seu pai poderia romper com o código dos cavaleiros.

 — O que você não foi ainda ensinada é como agradar um homem— A mãe de Bridget soltou o ar, mas não pareceu desconfortável. O rubor em seu rosto combinava com um lampejo de prazer em seus olhos. — Já que os homens deste país tornaram-se tão gananciosos, tendo inúmeras esposas sempre que a luxúria os consome, eu acredito que é tempo de nós, mulheres, empregarmos algumas táticas próprias para garantir o nosso futuro.

 Jane olhou para Marie.

 — Eu vou confiar em você para ensinar a minha filha tudo que ela precisa saber na cama para turvar os pensamentos de um homem. Vou estar do lado de fora para ter certeza de que vocês não sejam perturbadas.

 Ou descobertas. Bridget acrescentou o comentário dentro de sua cabeça. Sua mãe deu uma olhada para ela antes de sair da sala. Bridget voltou sua atenção para Marie, curiosa para descobrir exatamente no que implica a sedução. Certamente já tinha ouvido a palavra, mas na verdade pouco sabia dos detalhes.

 Um lento sorriso curvou os lábios de Marie enquanto Bridget observava. A cortesã tinha uma expressão intrigante, algo que incitava Bridget a confiar nela.

 — Vamos começar com a forma de se despir— Marie foi até o centro da câmara. Seus olhos estreitaram-se. — Os homens podem ser escravos de sua luxúria. Eles são gananciosos como crianças à procura de doces. Aprenda a controlar o apetite e você pode dominar o homem.

 Ela virou-se em um farfalhar gracioso de saias. 

— Sempre o faça ver você. Não ceda às suas exigências depressa. Uma vez que ele estiver entre as suas coxas, seu poder sobre ele diminui.

 Marie virou-se de costas para Bridget. Olhou por cima do ombro em um gesto que era ao mesmo tempo provocante e impertinente. Seus olhos estavam semicerrados, os cílios velando os seus pensamentos mais profundos. Bridget ouviu o som dos ganchos quando Marie abriu a parte da frente do corpete. Aquele som enviou uma onda de calor a sua face. Ouvi-la, ainda que impedida de ver a abertura da peça, enviou ideias em sua mente. Marie riu. Baixo e abafado, o som flutuou por cima do ombro.

 — Você entende, não é, Bridget? O pensamento do que estou fazendo é mais poderoso do que o ato em si. Deve provocá-lo com isso. Faça-o esperar que se revele aos seus olhos.

 Marie deu de ombros, e seu vestido deslizou sobre eles. Foi um movimento lento. A lã escura deslizou centímetro por centímetro para revelar o tecido de sua camisa.

 — Despir-se em frente ao fogo é agradável. As chamas iluminam o seu corpo sob o tecido de suas roupas íntimas. Isso seduz os homens.

 Marie virou-se e saiu de seu vestido em um movimento suave e gracioso. A camisa contra seu corpo era uma peça que não combinava com a cor do vestido. Seda azul brilhava à luz da tarde. Tal tecido falava de um amante que a mantinha muito bem vestida.

 — Agora tente você.

 Bridget sentiu sua garganta se contrair. 

— Eu? Você quer que eu me dispa?

 Marie atravessou o solar em pequenos passos que pareciam preguiçosos. Ela estava completamente à vontade quase despida.

 — Que bom ouvi-la dizer isso. Pelo menos não terei que tirar o puritanismo que deve ter sido incutido em você.

 — Os hábitos puritanos são sábios, como as rainhas Catherine Howard e Anne Bolena descobriram quando encontraram seu fim.

 Marie levantou a mão e começou a puxar lentamente sua luva, um dedo de cada vez. 

— Cortejar uma coroa é um jogo perigoso. Resista à tentação de ser demasiado gananciosa, quando se trata de poder, os homens gostam de acreditar que o tem. Política sempre foi mortal. Quanto maior o ganho, maior risco. Lembre-se que um homem sempre pensa que a possui.

 — Pensa que é meu dono?— De acordo com a lei, o marido faz o que quiser com sua esposa. Mesmo Bridget se rebelasse contra isso. Por que seu sexo a tornava menos aos olhos do mundo? Ela era tão capaz como qualquer um de seus irmãos.

 Marie tirou a luva. Sua mão estava nua. Ela arrastou a ponta dos dedos até seu próprio pescoço antes de responder. Apesar do fato de ser outra mulher, Bridget se viu assistindo aquele toque. Um arrepio leve cruzou seu próprio pescoço em resposta.

 — Se você for esperta, nunca se esquecerá que o seu coração é só seu. Pode ser o maior presente, mas nunca pode ser ordenado. — Marie destinou um olhar firme para ela. — Você não pode se entregar a um homem a menos que esteja confortável com seu próprio corpo. Vire-se e dispa-se.

 Bridget descobriu que suas mãos tremiam. Ela se atrapalhou com os ganchos que, normalmente, abria com facilidade. A respiração instável fez ranger os dentes enquanto ela tentava relaxar. Era só outra mulher, afinal. Porque teria vergonha de mostrar seu corpo à outra mulher?

 Suas mãos ainda tremiam. Mas ela terminou e sacudiu os ombros para fazer o vestido escorregar pelos braços. Ao menos funcionou bem. O vestido caiu no chão em uma pilha.

 — Amanhã vou deixar você me ver enquanto entretenho um homem.

 — O quê? — Os braços de Bridget se cruzaram em defesa. Marie não teve compaixão dela, apesar de tudo. Diminuiu o espaço entre elas e levantou o queixo trêmulo de Bridget com um dedo firme.

 — Você me ouviu corretamente. Vou arranjar um lugar para você me ver dar prazer a um homem. Você deve ganhar confiança ou será condenada a ser tomada como inúmeras outras noivas. Com mais nada a fazer senão suportar ser utilizada para aliviar a luxúria do seu noivo.

 — Você quer dizer que há outras posições... ? — Foi uma pergunta ousada, que ela normalmente não faria. Talvez o pecado fosse inebriante, como diziam na igreja. Agora que ela estava no caminho dele, cada passo era mais fácil. Ansiava por saber mais.

 — Oh, sim. Há muitas posições para um homem e uma mulher fazerem amor e várias outras coisas que irão manter o seu marido ansioso para se juntar a você depois do sol sumir e a noite chegar.

O prazer cintilou nos olhos de Marie novamente. Bridget sorriu, sem pensar. Ela queria saber o que fazia os olhos de Marie brilhar dessa maneira. Era um segredo que prometia prazer quando finalmente descobrisse do que se tratava.

 — Primeiro, vou ensiná-la a se despir. E você precisa prender a atenção do seu parceiro no momento em que entrar num aposento.

 Marie mostrou-se implacável.  Bridget foi corrigida e teve que tirar seu corpete incontáveis vezes.

 — Basta. Agora devemos continuar, pois o nosso tempo é limitado. Uma vez que seu vestido for removido, tire os sapatos, e sempre use meias de renda.

 — Elas são tão caras—E demoravam a serem confeccionadas. Os únicos dois pares de Bridget eram aquelas que ela mesma havia feito sob o olhar atento do alfaiate. Ela havia trabalhado até os ombros doerem.

 — Tire-as ante os olhos de um homem e o terá a seus pés— Marie sentou-se. Mas não usou uma das cadeiras oferecidas. Em vez disso, sentou-se em um banquinho estofado. Afastou os joelhos. Com uma mão em cima de uma das coxas ela lentamente puxou a camisa para exibir suas meias de renda.

 — Vejo o que você quer dizer— Foi cativante. Impertinente. E tão inteligente. Uma demonstração sutil de submissão, que era o esperado da mulher. Os últimos vestígios de sua infância pareceram evaporar-se, e ela estava feliz por permitir isso. Era o tipo de coisas que gostaria de descobrir desde que aceitou que se casaria com Curan. Dentro dela, sentiu uma onda surpreendente de calor, sem saber nem por que.

 — Ótimo. Agora você vai tentar.

 O sono não veio para Bridget naquela noite. Ela ouviu o crepitar do fogo além das cortinas da cama, mas sua mente ainda estava entretida com suas aulas. Pensava nas coisas que havia praticado e as lições desconhecidas que estavam por vir. Como era possível passar tantos anos sendo tutelada apenas para descobrir um assunto do qual nunca lhe haviam comentado? Desde pequena, tinha sido preparada para ser uma companheira bem-educada e uma mulher pronta para atender aos mínimos desejos de seu marido. No centro de tudo sempre estava o casamento. Era o que a filha de um nobre fazia depois de casada: administrava os bens e o lar do seu marido.

 E produzia herdeiros.

 Foi nesta parte que achou a sua educação deficiente. Suas bochechas aqueceram-se, apesar do frio da noite. Bem, falando claramente, não era tão deficiente agora. No entanto, ela não era arrogante o suficiente para acreditar que aprender a despir-se com alguma habilidade era tudo o que tinha que fazer para seduzir um homem. Se assim fosse, todos estaria pagando espartilhos de seda azul para suas mulheres.

 Ela sabia que havia mais. Algo que circundava Marie como uma névoa. Alguns poderiam rotular como bruxaria. O rei tinha acusado Anne Bolenna de usar as habilidades mágicas para encantá-lo e afastá-lo de sua esposa. Mas seria o mesmo que sentiu em Marie hoje? O movimento sutil de seu corpo e de seus olhos seria uma artimanha do diabo ou apenas o uso inteligente do que Deus lhe deu?

 Ela gostou desta ideia. Não havia como errar sobre isso. Bridget sentiu as curvas de seus lábios com prazer. Ela nunca tinha gostado muito das palestras ministradas na igreja para as esposas. Instruções estritas todas as manhãs sobre os méritos da obediência e submissão.

 Por quê? Será que não havia lugar para a força e a ousadia? Quem já ouviu falar da escolha de uma égua dócil para ser coberta pelo garanhão mais forte? Não. Nunca. Quando seu pai estava em casa, ele saia e assistia as éguas para ver qual delas tinha mais fogo. Somente às de coragem reconhecida eram permitidas para cruzar com garanhões. O mesmo acontecia em todo lugar, havia prêmios de caça para os falcões mais ousados. A força era procurada, não a mansidão.

 Talvez fosse essa a diferença entre homens e mulheres. Era verdade que os dois sexos eram muito diferentes um do outro.

O rosto de Curan surgiu nos pensamentos de Bridget. Não era a primeira vez que ele invadia sua cama. Havia algo em seus traços que ela não conseguia esquecer. Era um homem duro com um corpo repleto de músculos.Como era de se esperar já que cuidava das terras da fronteira. Aquele não era lugar para cortesãos fracos. De cada homem era esperado que empunhasse sua espada com uma mão hábil e um braço forte. Menos que isso era quase uma sentença de morte... E Curan nunca decepcionou o Rei que confiou nele.

 Ela suspeitava que essa fosse a razão pela qual seu pai fez um contrato com ele. Os Lordes da fronteira eram homens que tomavam propriedades ao longo da divisa da Escócia. Era um lugar incerto. Muitos dos nobres da Inglaterra não conseguiam manter suas terras seguras contra os clãs. Curan ganhou a sua terra e títulos mantendo uma propriedade para a Inglaterra. Quando o viu na cerimônia de posse, ela estremeceu. Todos os homens que o seguia se endureceram, firmes em seus cavalos de batalha.

 Ela sentiu a força no leve toque de seus dedos contra a pele, um leve roçar de seus dedos em seu rosto quando ele tocou-o para um beijo. Ela tremia e estudou seu rosto em uma tentativa de descobrir se ele estava atraído por ela. Curan nunca elogiou seu cabelo ou seus olhos. Outros elogiaram. Seu cabelo era castanho com mechas douradas à luz do sol, mas ele não parecia interessado nela. Curan não fez nenhum comentário sobre sua aparência, nada.  A única coisa que atraiu seus olhos escuros foi quando olhou direto nos olhos dele quando se inclinou para beijá-la. Ela viu claramente um lampejo de admiração, a mão na bochecha apertando ligeiramente, enquanto sua boca pressionava a dela. O tempo tinha congelado, como o lago no inverno. Ela havia sido suspensa naquele momento, com seu corpo pairando sobre o dele e seus lábios incrivelmente quentes. Mesmo agora, lembrava vividamente.

 Talvez até demais.

 Por certo ela sentia desejo por ele. Atrás das cortinas de sua cama, Bridget se recusou a ser desonesta consigo mesma. Entre o pessoal, dentro da propriedade de seu pai, era outra questão. Havia aparências para manter. Ali, ela sentiu o calor sobre as maçãs do rosto e a forma como se espalhou por sua garganta e seu peito. Vestindo apenas uma camisa por baixo das cobertas, ela estava consciente de seus mamilos duros como se sentisse frio. No entanto, sabia que esta não era a causa. A onda de calor se espalhou ao longo de sua pele, e não se surpreendeu porque havia se acostumado a isso. Sempre que permitia que seus pensamentos se deslocassem para Curan, seu corpo respondia.

 Por certo era uma pena que não fosse mais se casar com ele.

 Marie manteve sua palavra.

 Jane não estava mais tão tranquila quando enfrentou a perspectiva de deixar Bridget na companhia da mulher. Sua intenção parecia ser levá-la embora. Sua mãe olhou para a cortesã, Marie, que devolveu o olhar, sem vacilar.

 — Há coisas que as palavras simplesmente não transmitem. Homens tiram proveito disso em donzelas. Eu só concordei com essas lições, porque pensei que você quisesse que sua filha evitasse ser levada para seu casamento como uma criança cega, como você provavelmente foi.

 Jane zombou. 

— Isso é um fato.

 O ressentimento venceu as palavras de Jane. Uma pequena fenda no exterior polido dela apresentou-se. Mas também havia um brilho de vitória nos olhos. O olhar que ela viu em Bridget era cheio de determinação.

 — Não me julgue muito severamente, Bridget, mas gostaria de ver você com os olhos bem abertos quando conhecer este homem que descarta jovens esposas. Eu não posso impedir este casamento, mas posso garantir que você não vá para ele desamparada. Aprenda a despertar o seu marido, e você conceberá.

 Jane assistiu quando elas desceram os degraus para onde estavam dois cavalos selados.

 — Você é muito afortunada por ter uma mãe tão esperta — disse Marie.

 — Como?

 Marie arqueou uma sobrancelha fina. 

— Oh, sim, Bridget. Sua mãe é muito astuta. Eu suspeito que seu pai prometeu a seu noivo uma virgem.

 — Será que estas lições desagradarão o meu marido?

 — Não, se você for sábia o suficiente para dar-lhe sua inocência como ele espera. Realmente não é mentira, você é uma donzela — Marie ofereceu-lhe um sorriso — Ouça-me e você nunca se arrependerá de perder sua inocência.

 Ela esporeou seu cavalo, e as duas cavalgaram para longe da casa. A paisagem ainda era brilhante, nesta manhã, e seus cavalos percorreram a distância rapidamente. Mas não tão rápido que Bridget não teve tempo para pensar. A antecipação prendia sua mente, como um punho de ferro, a ideia do que estava por vir a atormentava. Marie levou-a para uma casa menor que Bridget tinha visto antes. Seu pai era dono destas terras, mas ninguém tinha vivido nela por algum tempo. A habitação foi mantida em bom estado de conservação e limpeza no caso de alguém importante vir. Marie levou uma mão enluvada aos lábios. A mulher desmontou e amarrou seu cavalo a uns bons cem metros da casa.

 — Meu cliente está lá dentro. Você vai nos assistir, mas permaneça completamente em silêncio.

 Bridget mordeu o lábio para evitar que sua mandíbula caísse mais uma vez. Ela ficou chocada, mas também estava insanamente curiosa sobre o que exatamente aconteceria. Pela descrição de sua mãe, o ato era difícil de imaginar. Marie agarrou a mão de Bridget e puxou-a para a casa. Elas não se aproximaram da porta principal, mas foram em direção à entrada da cozinha. Marie começou a subir as escadas para a pequena porta que era destinada aos servos. A abertura levou a uma sala pequena que era suficientemente grande para uma cama estreita de um lado e uma única cadeira do outro. Um nobre teria de esperar que o seu servo pudesse ouvi-lo a qualquer momento. Essas salas eram discretamente construídas ao lado do quarto do Lord. Não havia porta, mas uma tela de madeira.

 — Fique aqui e em silêncio.

 Marie entrou na porta da sala ao lado e olhou-o. Nada escapava à sua observação, e ela foi até a cama para inspecioná-la também. As cobertas estavam remexidas.

Ela estendeu a mão e achou uma corda que estava ligada a um sino na cozinha.  

 Desabotoou o vestido e saiu dele. Despiu-se mais rápido hoje, mas suas ações ainda tinham graça e eram ligeiramente hipnóticas.

 — Eu estava ficando cansado de esperar— Um homem entrou na sala, a sua expressão rude, que mudou quando ele olhou para Marie.

 — Algumas coisas valem a pena esperar um pouco, Tomas— Marie sabia o nome do homem de antemão. Coisas da profissão.

 Marie arqueou a sobrancelha mais uma vez. Ela pegou o laço que mantinha seu corpete fechado. Seu olhar cravou-se nele, e quando puxou os laços, apertou-os um pouco antes, fazendo com que seus seios se espremecessem ainda mais. Seja quem fosse seu cliente, ele apreciava seus esforços. Sua atenção foi atraída para os seios, e seus lábios assumiram uma ligeira curva.

 — Eu espero que sim, esta foi uma longa viagem.

Ele era um homem grande, com ombros largos e pernas longas. Não havia nada infantil nele, mesmo seu rosto sendo raspado. Ele estendeu a mão e desabotoou o gibão com dedos firmes e encolheu os ombros livres do vestuário, um momento depois de Marie observá-lo em sua camisa e calças.

 — Eu posso ver que você está antecipando algo que faria a sua longa viagem valer a pena— Ela virou-se para ele e estendeu a mão para seu rosto. Bridget se inclinou mais perto da tela e assistiu a cortesã corajosamente beijar seu parceiro. Ele retribuiu, por um longo momento suas bocas escorregaram e deslizaram uma contra a outra. Marie rompeu o beijo e esfregou as mãos pelo peito do homem, até que desceu sobre a protuberância que estava empurrando as calças.

 — Ah, me parece ter descoberto a sua motivação para buscar-me.

 Marie se afastou dele, ganhando uma careta, mas levantou as mãos para a abertura de seu espartilho e recuperou toda a sua atenção. Ela puxou o laço e o nó se abriu. O peso dos seios imediatamente puxaram o laço solto através dos ilhós.

 — Isto que é uma bela vista— Sua voz estava ficando rouca, e Marie arrastou um dedo sobre seu próprio seio. Seus olhos seguiram seus movimentos.

 Bridget sentiu a garganta contrair-se novamente. Nunca pensou em assistir a uma coisa dessas. Ela esforçou-se para engolir. Era como se o homem fosse tocá-la. Sua virgindade deveria permanecer intacta. Ela respirou fundo, já não era uma criança e não podia se dar ao luxo de ficar chocada com algo que seria de se esperar que ela fizesse dentro de uma quinzena. Muito melhor saber o que esperar.

 — Confiança é a chave para encantar um homem...

 As palavras de Marie de repente tornaram-se mais do que outra lição. A verdadeira compreensão abriu caminho na mente de Bridget. Era algo que o brilho nos olhos de Tomas poderia ter lhe ensinado. Ele observava Marie com absoluta devoção.

 — Bem feito. Eu nunca pensei que fosse desfrutar assistir a uma mulher se despir.

 Marie virou-se, e sua camisa abriu-se quando se moveu. Ela foi até o seu parceiro e começou a desatar os cordões na gola de sua camisa.

 — Tirar a roupa é apenas parte da diversão— Ela puxou a camisa e passou as mãos ao longo de sua pele nua.

 Marie tocou a gola de sua camisa. Tomas centrou-se em suas ações. Bridget olhou para seu rosto, estudando a maneira como ele observava a outra mulher. Algo cintilou em seus olhos, e seus lábios se separaram um pouco quando Marie começou a puxar o tecido. Ela descobriu suas coxas e mostrou um par de ligas cor de rosa que seguravam suas meias de renda.

 Ouvir Marie falar sobre isso, não tinha realmente levado Bridget a entender o que estava entendendo agora.  Tomas olhava seu corpo nu e a confiança com que a cortesã realizava o ato, realmente mostrando que era ela quem tinha o controle. No entanto, havia uma frieza nele, uma insensibilidade que provocou uma pequena decepção em Bridget. Talvez fosse devido a sua experiência com Curan, mas Bridget olhou para o casal na frente dela e percebeu quão pouco de afeto havia entre eles. Mesmo os cavalos se cortejavam mais antes do acasalamento.

 Ela não podia esperar outra coisa do Sir Oswald. Não devia, para não se decepcionar.

 Bridget baniu seus pensamentos de Curan. Isso era passado, apesar de sua consciência atormentando-a sobre o voto que ela deveria quebrar. No entanto, a fim de mantê-lo, ela teria que desobedecer a vontade de seu pai para que se casasse com seu novo prometido. Ser filha era difícil às vezes.

 — Você é uma bela visão despida.

 Marie ficou apenas com as meias e os sapatos. Seus seios pendiam livremente, os mamilos escuros.

 — Você acha?

 Seu tom era abafado, e ela passou as mãos por seu próprio corpo até que segurou os seus próprios seios. Deslizando os dedos por todo o caminho em torno de cada seio, ela sorriu ao tocar-se.

 — Eu vim para tocar, e não assistir.

 Tomas não esperou por mais nada. Parou em frente à cortesã e começou a acariciar os seios de Marie. Seus olhos estavam focados em sua carne, com as mãos acariciando cada seio delicadamente. Ele passou os dedos sobre os mamilos, tornando-os rígidos. Um momento depois, ele se abaixou e tomou um deles em sua boca.

 Bridget engasgou e pressionou uma mão sobre a boca para permanecer em silêncio.

 A visão deles enviou uma onda de prazer por suas costas. Deveria ter repelido a ideia de testemunhar duas pessoas envolvidas em tais ações, mas Bridget não o fez. Ela ansiava conhecer estes assuntos íntimos que compreendiam mais coisas além de deitar de costas e ser tomada.  A ideia de ter as coxas abertas e seu corpo penetrado soava tão frio. Mas o pensamento de ter Curan beijando seus mamilos era muito excitante.

 Sir Oswald. Ela teria que começar a pensar nele em suas aulas.

 O prazer brilhava nos olhos de Marie. Bridget sentiu seu rosto queimar, mas estava muito intrigada com o momento para se preocupar com o que era correto.

 Tomas afastou os lábios do mamilo de Marie. 

— Eu quero sentir o quão talentoso seus lábios são.

Havia arrogância em seu tom e um sorriso nos lábios. Com outro movimento rápido de seus dedos, ele desamarrou a calça. Bridget sentiu seu rosto queimar ainda mais quando ele descobriu sua carne masculina.

 Sua respiração congelou em sua garganta, mas ela realmente não percebeu. Tudo ficou suspenso enquanto seu olhar caiu sobre a coisa que tinha ouvido falar mas nunca tinha visto. Não era tão diferente do pênis de um garanhão. Longo e grosso. Erguia-se através da abertura em suas calças. A cabeça era redonda e grossa e uma fenda no centro. Parecia duro e firme.

 — Você não ficará desapontado— A voz de Maire foi abafada, mas cheia de confiança.

 — Vou ser o juiz disso.

 Sentou-se em uma cadeira acolchoada. A posição permitiu que seu pau ficasse para cima.

 — Venha aqui e me mostre o Beijo Frances. É por isso que concordei com seu preço. Eu nunca paguei por uma trepada antes, mas quero ser o juiz. Eu ouço o rei elogiá-lo todos os dias.

 — Sua majestade, de fato, gosta de ter lábios sugando seu pênis.

 Marie assumiu o comando com um roçar delicado de seus dedos. Então, ela acariciou delicadamente o eixo rígido desde a base até a fenda. Tomas estremeceu, seu rosto em uma máscara dura. Bridget levou um longo momento para estudar o rosto de Tomas. Um gozo profundo pelo que Marie estava fazendo estava gravado em seus traços. Bridget sentiu seu rosto em chamas, mas não deu atenção a outra coisa além dos ensinamentos de Marie.

 Marie traçou seu pênis com dedos suaves por longos momentos. Ela não se apressou nem hesitou. Constante, sua mão acariciava e, finalmente, fechou-se em volta de seu pau. Bridget podia ouvir a respiração ofegante de Tomas. Ele estava se inclinando mais contra a cadeira, as mãos segurando os braços. Marie estava realmente no controle. Não demorou muito para que o homem se descontrolasse e não quisesse mais escapar de seu toque. Era mais uma questão de escolher e permanecer exatamente onde a cortesã pudesse continuar a tocá-lo.

 Marie voltou sua atenção para Bridget. Tinha um olhar brilhante. Havia uma riqueza de conhecimento neste olhar. Bridget viu a confiança de Marie e sentiu a inveja queimar dentro dela. Ela estava com ciúmes do equilíbrio e do conhecimento, e o que era o mais importante, Bridget invejava a coragem de Marie.  Não havia um único traço de medo em seus olhos. As relações sexuais não a amedrontavam, em nada. Na verdade, a cortesã olhava como se estivesse antecipando algo agradável.

 Bridget ergueu o queixo. Expulsou o tremor de dentro dela que estava fazendo seu rosto queimar.

 Marie caiu de joelhos em um movimento gracioso. Ela manteve sua atenção focada no pau de Tomas, deslizando as mãos fechadas até o meio dele. Inclinando-se para frente, abriu a boca e lambeu a cabeça de seu pênis.

 O rubor voltou ao rosto de Bridget. No entanto os olhos ficaram concentrados na ponta da língua de Marie. Ela circulou a coroa em uma volta lenta provocando a pequena fenda.

 Ela olhou para a carne dura em suas mãos. Inclinando-se sobre ele, abriu a boca e demonstrou exatamente o que o homem tinha a intenção de julgar. A visão foi tão chocante quanto fascinante. Marie teve toda a cabeça de seu pênis dentro de sua boca. Seus lábios fecharam-se em torno dele enquanto sua mão começou a trabalhar de cima para baixo na parte que não se encaixava em sua boca.

 Tomas respirou forte e pegou sua cabeça, enfiando as mãos em seus cabelos. Seus quadris começaram a se mover, empurrando em rápidas investidas. A ação levou o seu pau mais fundo na boca de Marie, mas ela não vacilou. Manteve sua posição, movendo a cabeça para cima e para baixo em uníssono com as estocadas. Um grunhido suave encheu a câmara e, em seguida, vários outros. As mãos de Tomas agarraram a cabeça da cortesã com mais força, e seus movimentos tornaram-se mais rápidos. Parecia que algo estava acontecendo com ele, algo que estava lutando para manter sob controle.  Sua respiração era rápida e dura agora, a fome desenhando-se no seu rosto tenso.

 Marie, de repente afastou a boca de seu pênis. Ele rosnou para ela, seu rosto se tornando uma máscara de raiva.

 — Cadela.

 Ele grunhiu esta única palavra para ela, mas Marie não tomou como um insulto. Em vez disso, um olhar de confiança sensual cobria seu rosto. Ela bombeou com a mão para cima e para baixo sobre o comprimento de seu pênis, e de repente ele se enrijeceu. Um grito agudo veio de seus lábios, enquanto seu pau pareceu esticar-se ainda mais. Marie manteve a mão em movimento, e Bridget observou o líquido que começava a sair dele. Seu cliente suspirou e estremeceu, seu rosto uma máscara de tensão, quando ele caiu para trás na cadeira com um sorriso satisfeito.

 — Santo Cristo, o rei é um homem de sorte.

 Suas palavras foram ditas como se tivesse sido executado. Marie chegou por trás dele e pegou um pequeno pedaço de linho da mesa. Ela limpou o líquido antes de lamber a parte inferior de seu pênis, mais uma vez.

 Ele gemeu, mas deu um sorriso mais brilhante, como uma criança que estava para obter um tratamento especial. A cobiça brilhava em seus olhos, e seu pênis ficou rígido quando Marie lambeu e brincou ele.

 — Eu sempre deixo os meus clientes satisfeitos. Muito satisfeitos.

 Ela ergueu-se, depois colocou o joelho na cadeira ao lado de seu quadril esquerdo. Sua atenção foi instantaneamente atraída para a abertura de suas coxas.

 Marie levantou ambas as sobrancelhas em um movimento sensual enquanto estendia a mão e acariciava o pau de Tomas, mais uma vez.

 — Pare de me provocar— Sua voz estava tensa, mas a cortesã tomou isso como um elogio, seus lábios curvaram-se em um sorriso cheio de satisfação.

 — Você gosta da brincadeira tanto quanto eu. Possivelmente mais.

 Tomas riu, seu tom era profundo e cheio de prazer masculino. 

— Realmente. Mas eu estou pronto para qualquer merda que vier de você, mulher.

 Ele parecia não ter dificuldades para falar sem rodeios, mas Marie não parecia chocada. Levantando outro joelho, ela agarrou os ombros de Tomas e arrastou-se para o seu colo. Suas mãos pousaram em seus quadris e seguraram os dois lados de sua bunda. Ela estava em cima de seu pênis rígido por um instante antes de abaixar o corpo para ele. Houve um som suave de carne contra carne antes que ela tomasse todo o comprimento dentro de si.

 Um suspiro suave passou em seus lábios. Um pequeno som de prazer que deu provas do fato de que ela realmente apreciava o que estava fazendo.

 — Foda- me — Tomas parecia impaciente.

 Ele não esperou para que Marie fizesse o que pediu. Ergueu-a em seu colo e baixou-a novamente. Ele gemia, e ela também. Suas mãos agarraram-se em seus ombros, e ela começou a levantar-se exatamente como ele tinha feito. Moveram-se em uníssono. Quando Marie baixou seu corpo, Tomas empurrou-se para cima em direção a ela. Sua respiração tornou-se áspera, seus movimentos mais difíceis e mais rápidos. O quarto foi preenchido com gemidos e gritos. A cadeira tremia com seus movimentos. Tomas apertou suas nádegas. Um momento depois, ele rosnou e apertou-se mais contra ela, com um grunhido de satisfação rasgando seus lábios. Marie não ficou imóvel. Ela moveu-se para baixo contra seu pau, forçando os quadris e movendo-se rapidamente. Seu corpo inteiro tremeu quando ela gritou. Era um som de prazer extremo que ecoou em torno das paredes do quarto. Marie caiu contra seu companheiro, seus braços em volta dele, as mãos suavemente acariciando seus cabelos no primeiro sinal de ternura que havia demonstrado. Ficaram ainda por um longo momento, suas respirações ainda ofegantes.

 Marie respirou fundo e levantou a cabeça.

 — Você vale o preço. Eu voltarei. — O homem sorriu e deu um tapinha nas nádegas de Marie.

 — Estou contente de ouvi-lo dizer isso.

 Ela parecia cansada e distraída, como se colocar seus pensamentos em palavras fosse um esforço que preferia não fazer.  Ambos pareceram satisfeitos. Bridget mordeu o lábio inferior, na verdade, entristeceu-se por algum motivo. Era como se tivesse perdido algo. A decepção roía suas entranhas.

 O homem ergueu-se ao lado de Marie e foi procurar suas calças. Ele foi embora rapidamente e sem qualquer conversa.  Marie andou em direção à janela e ficou observando para ter certeza que ele havia saído da casa.

 — Você pode sair agora.

 Bridget sentiu-se estranha saindo de trás da tela, o que era uma tolice, pois Marie sabia muito bem que ela estivera lá o tempo todo.

 — Você deve tomar as sementes do seu marido dentro de sua barriga e mantê-las. Se tem que montá-lo como eu fiz, tome-as uma vez que ele termine.

 Marie começou a se vestir, mas fez uma pausa e lançou um olhar em direção a Bridget que estava cheia de frustração. 

— Os homens são criaturas vorazes, os da corte mais do que quaisquer outros que você possa encontrar. É por isso que eu mostrei-lhe a arte sobre Tomas. É quase certo que qualquer homem em uma posição de poder na corte vai esperar esse serviço. Seja a única a dá-lo a seu marido, e irá mantê-lo querendo-a sem pensar em divórcio. É injusto a forma como os homens esperam tanto das mulheres, mas você deve fazer o melhor. Certifique-se de que ele afunde o membro em você antes de sua semente sair. — Ela estremeceu, mas se empertigou.

 — Vou voltar amanhã para a sua lição final.


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