Grupo atitude, por uma cidade leitora. Justificativas



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GRUPO ATITUDE, POR UMA CIDADE LEITORA.

JUSTIFICATIVAS
O Grupo Atitude atua em Caiçara, uma pequena cidade do agreste paraibano. Sua população é de cerca de 7.800 habitantes. As principais fontes de renda são a agricultura, o serviço público, o comércio varejista, as aposentadorias e os programas sociais. Boa parte da população é de baixa renda.

Na zona urbana, a educação infantil é ministrada em duas escolas públicas e duas privadas; o ensino fundamental em duas escolas privadas e cinco públicas; o ensino médio, em duas escolas públicas. A modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA) também é desenvolvida nos níveis fundamental e médio. Na zona rural existem dez escolas da 1ª fase do ensino fundamental.

A maioria das crianças e jovens vem de famílias em que os pais têm baixa escolaridade e não possuem o hábito da leitura. Logo, esses pais não contam histórias para os filhos, não os levam para visitar biblioteca, não compram livros para eles, etc. Por tudo isso nosso trabalho o de mediadores de leitura se torna ainda mais difícil e de grande responsabilidade.

A necessidade do “resgate” do hábito de ler se impôs na cidade tendo em vista que há cerca de quinze anos a mesma não dispõe de uma biblioteca pública em funcionamento, desde essa época o poder público reitera promessas de que irá providenciar um novo espaço para o acervo. Não existe livraria, nem banca de revistas e cremos que tais investimentos seriam inviáveis no ano em que iniciamos o grupo, pois o hábito de ler tornara-se uma exceção.

Dada a minha vivência como professor da rede pública por dez anos, tendo atuado como coordenador pedagógico por cinco deles, pude constatar que a carência de leitura pelos alunos era apontada como o principal problema para o desenvolvimento da aprendizagem e consciência cidadã dos mesmos. Outro problema sentido na cidade era a falta de fontes de pesquisa escolar, o que limitava o trabalho do professor e o aprendizado dos alunos.

Mesmo assim, víamos pouca prática de leitura nas escolas. Até víamos ser pregado o discurso da importância da leitura, porém boa parte dos professores não têm o hábito de ler por prazer, o que seria um exemplo e tornaria seu discurso muito mais consistente.

O desinteresse dos estudantes era evidente, muitos dos que cursavam o ensino médio não viam a hora de “se livrar dos estudos”, era rara a busca de conhecimentos. O número de aprovados no exame vestibular vinha se reduzindo a ponto de, em 2005, apenas um aluno concluinte da rede pública, entre cerca de 120, ter sido aprovado.

Entretanto, tinha a convicção de que a criança que lê aprende mais rápido, escreve e raciocina melhor, e é mais criativa. Só com a leitura o jovem vai construir valores próprios de forma consciente, fluem as ideias e os ideais e aumentam as chances de acesso ao mundo do trabalho. O aluno que lê melhora em todas as disciplinas. Enfim, a leitura é o verdadeiro caminho para independência do indivíduo.

Diante desse quadro, em 2005, vi a necessidade de não apenas cobrar do poder público, mas fazer algo. Ante a consciência da importância da leitura, de como o hábito de ler transformou minha vida, e como a falta dela estava prejudicando as novas gerações, tive que tomar uma ATITUDE.
OBJETIVOS


  • Mobilizar a comunidade em torno de ações de incentivo à leitura;

  • Formar bibliotecas comunitárias;

  • Promover eventos de promoção da leitura;

  • Utilizar de recursos como a rádio comunitária e o teatro para incentivar a leitura

  • Envolver mais a comunidade escolar com a biblioteca;

  • Difundir a importância da leitura e trazer à tona a necessidade de incentivá-la em nossa cidade;

  • Atrair crianças para um ambiente de leitura, através da diversidade de opções de literaturas, orientando a formação de uma nova geração de leitores;

  • Dispor fontes de pesquisa para os estudantes da comunidade;

  • Incentivar a leitura entre os professores;

  • Difundir o ato de contar histórias como uma forma de encaminhamento para o hábito de ler;

  • Demonstrar o alcance das ações da sociedade organizada e da força do voluntariado.

METODOLOGIA


Imagine um grupo de estudantes professores unidos para provocar uma revolução na educação de sua cidade desenvolvendo projetos educacionais, principalmente de promoção da leitura, de forma voluntária. Isto está acontecendo em Caiçara/PB há nove anos e os resultados não param de aparecer.

Em março de 2005, resolvi, depois de muito reivindicar ao poder público mais atenção à questão da leitura, reunir um grupo de amigos para, de forma voluntária, desenvolvermos um grande projeto para um “resgate” do hábito de ler em nossa cidade. Em abril do mesmo ano 17 amigos formaram o Grupo Atitude.

Com recurso próprio, adquiri um imóvel de pequeno porte (20 m²) com o intuito de transformá-lo numa biblioteca comunitária. Iniciamos uma campanha de arrecadação de fundos para a reforma do prédio e, em seguida, de doações para formação do acervo. O grupo buscou doações também de editoras da capital do nosso estado. Em dezembro o prédio estava pronto, nascia a “Casa da Leitura”.

Em março, já havendo programado a inauguração da “Casa da Leitura” para o dia 18 de abril, coincidindo com o Dia Nacional do Livro Infantil (nascimento de Monteiro Lobato), o grupo fez circular um abaixo-assinado para que a praça próxima à biblioteca passasse a se chamar “Praça da Leitura”, com posterior construção de um monumento em homenagem ao livro; e que o dia 18 de abril fosse decretado como o “Dia Municipal da Leitura”. O projeto foi aprovado por unanimidade na Câmara de Vereadores.

Como forma de atrair mais adolescentes para o projeto e, consequentemente, para a leitura, foram recrutados 15 voluntários entre estudantes do ensino médio para trabalharem na “Casa da Leitura”.

Na data prevista, o grupo realizou a primeira “Feira de Leitura” em Caiçara, onde estudantes e professores de todas as escolas, bem como membros da comunidade, puderam conhecer uma amostra do nosso acervo. Nossa maior aposta era que a diversidade teria potencial para atrair pessoas para lerem por prazer, isso foi representado na Feira com barracas de quadrinhos, de cordéis, de revistas, literatura infantil, clássicos da literatura, etc.

Na biblioteca também destacamos o “Espaço do Professor”, com livros e revistas sobre educação.

No fim da tarde do mesmo dia foram lidos contos infantis nas praças para as crianças.

Com esse evento, além de apresentarmos a biblioteca para a cidade, iniciamos uma tradição de realização de eventos de promoção da leitura. Assim, outras feiras de leitura foram realizadas nos anos seguintes, já realizamos uma “Marcha pela Leitura”, lançamentos de livros e cordéis, “Natal Literário” (com o Papai Noel distribuindo livros e revistas em quadrinhos), seminário sobre uso de diferentes gêneros literários em sala de aula, etc.

Ainda em 2006, buscando uma fonte de renda para o grupo resolvemos organizar um cursinho pré-vestibular em parceria com o poder público. Assim, formamos uma equipe de professores para atuarem voluntariamente, a prefeitura disponibilizava a estrutura de uma escola e o material xerocopiado e cobrávamos uma taxa simbólica dos cursistas, que era convertida em investimentos na biblioteca. Surgiu assim o “Cursinho Atitude”, o primeiro pré-vestibular da história de Caiçara. No próprio cursinho sempre colocamos a disposição dos alunos livros interessantes, revistas de atualidades, literatura, etc.

No ano de 2007, nos planejamos para, além da biblioteca e de eventos de leitura, utilizarmo-nos da rádio comunitária através de um projeto de educomunicação. Foi assim que em fevereiro de 2007 estreou o “Programa Atitude”. Veiculado semanalmente até os dias atuais, o programa leva cultura, dicas de leitura, divulgação de projetos realizados nas escolas, curiosidades, discussão de temas interessantes, entrevistas, prestação de serviços e música de qualidade para a população.

Outra iniciativa que já desenvolvia na cidade desde 2004, também ganhou um caráter educativo em 2007, foi o “Natal Rural”. O projeto levava o Papai Noel para os sítios, distribuindo brinquedos e tornando mais feliz o Natal das crianças dos recantos mais distantes. A partir de 2007, além dos brinquedos, o “bom velhinho” também leva livros e revistinhas e os voluntários das bibliotecas passaram a ser “Noeletes”. São quatro noites felizes, onde a magia do Natal se mistura com a magia dos brinquedos e da leitura.

O centenário da cidade de Caiçara se deu em 2008. Como eu já desenvolvia um trabalho de pesquisa e divulgação da história local, resolvi convidar todos os universitários do curso de licenciatura em História para que promovermos uma grande pesquisa sobre nossa cidade, era o “Projeto Centenário”. Alguns já eram membros do grupo, outros passaram a integrá-lo. Assim, saímos as ruas em busca de fotos e documentos, realizamos entrevistas, viajamos para cidades vizinhas em busca de material, etc. Todo esse empenho visava levar ao conhecimento da população local a sua história através de exposições, palestras, etc. Um livro também seria preparado.

Em 2009, vimos que tínhamos que nos empenharmos mais para integrarmos mais a biblioteca com as escolas e criamos o projeto “Escolas Leitoras”. Nele, membros do grupo, que são professores ou exercem cargos técnicos nas escolas, atuam nelas como agentes de leitura, divulgando o acervo, desenvolvendo e incentivando projetos de leitura. Além disso a biblioteca lançou a modalidade de empréstimo coletivo. O lema dele é: “Escola leitora é escola com Atitude”.

Nesse mesmo ano, os estudantes voluntários da biblioteca, por iniciativa própria, criaram dois projetos. Um deles foi um grupo de teatro, o “Artitude”. As peças realizadas embora de diferentes gêneros, deveriam ter também uma mensagem de incentivo ao hábito da leitura. O outro foi um curso de desenho para crianças, o “Caiçarate, Desenhando com Atitude”. Um voluntário já tinha um curso técnico e, voluntariamente, passou a ministrar as aulas. No programa havia noções gerais de desenho e depois o foco eram os quadrinhos, em especial, o estilo mangá, aproveitando também para incentivar a leitura dos gibis.

No ano seguinte, a Casa da Leitura já não comportava o acervo e buscávamos alguém que nos cedesse um espaço sem cobrar aluguel. Foi quando vi que a lanchonete do meu irmão não ocupa todo espaço do seu imóvel e fiz a proposta para montarmos lá também uma biblioteca ele aceitou e assim surgiu a “Lanchoteca Atitude”.

Em 2012 um novo ponto de leitura foi aberto pelo nosso movimento. Dessa vez realizamos uma parceria com uma associação beneficente da cidade. Desde 2010 passamos a participar da mobilização que a referida associação fazia para construir uma sede própria com a garantia que no prédio haveria espaço para uma biblioteca organizada por nós. Campanha realizada, prédio construído, surgiu a biblioteca “Novos Horizontes”. Esse terceiro ponto instalado em uma área mais periférica da cidade, onde infelizmente há incidência de drogas, também foi idealizado com a pretensão de atrair a atenção daquela comunidade e termos cada vez mais “viciados em leitura”.

Ante a ampliação do acesso de parte da população ao mundo digital, criamos em uma rede social o grupo “Leitores com Atitude” visando, divulgar dicas de leitura, discutir sobre livros, mensagens que mostram a importância da leitura, projetos de leitura realizados nas escolas, ações do grupo, etc.

Assim, há nove anos o Grupo Atitude desenvolve ações visando ampliar o hábito da leitura na nossa cidade, nosso público alvo são os caiçarenses de todas as idades. Como vimos, além de ampliar o acesso à leitura e atrair leitores pela diversidade e qualidade do acervo das nossas bibliotecas, procuramos colocar a importância da leitura em evidência através de eventos de leitura, de dicas do cursinho pré-vestibular, do nosso programa de rádio, presenteando crianças com livros no Natal Rural e Natal Literário (zona urbana), através das temáticas das peças teatrais e do curso de desenho, em parcerias com as escolas, pela Internet, etc.

Atualmente, o Grupo conta com cerca de cinquenta voluntários que se revezam no atendimento nas três bibliotecas comunitárias e em outros projetos.


AVALIAÇÃO
São notáveis os resultados das nossas ações. Ao colocarmos três bibliotecas funcionando em pontos equidistantes da cidade, ampliamos o acesso e atingimos diferenciados públicos.

Os eventos de leitura são muito prestigiados pela comunidade escolar e sempre servem para ampliar o número de frequentadores das bibliotecas. Eles também chamaram a atenção da imprensa da Paraíba para nosso movimento e várias matérias de TVs, jornais e sites já foram realizadas sobre nós. Uma delas levou o jornalista ficar entre os finalistas do Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo.

O Cursinho Atitude ampliou significativamente o número de aprovados em vestibulares e concursos, principalmente de alunos advindo da escolas públicas, de famílias de baixa renda, cujos pais não chegaram nem a concluir o nível fundamental de escolaridade. Os filhos dessa nova geração terão outro ponto de partida, quebrando o ciclo da pobreza de forma consistente. Com o passar dos anos, ex-cursitas se dispuseram a ensinar no cursinho chegando a termos em 2012 metade do quadro de 16 professores formado por ex-alunos.

O nosso programa de rádio tem grande audiência, frequentemente as escolas também participam divulgando seus projetos. Nesse ano, por exemplo, aproveitando o mote da Copa do Mundo, realizamos a “Copa do Conhecimento”, onde duplas de estudantes do Ensino Médio, representavam países integrantes da competição e a cada semana eram realizadas eliminatórias. As perguntas não respondidas pelos participantes eram lançadas para os ouvintes que concorriam a brindes. Muitos estudantes passaram a estudar mais para conquistar a premiação e muito conhecimento chegou à comunidade.

O Natal Rural, que começou em 2004 com o Papai Noel levando apenas oitenta brinquedos para seis sítios em uma noite, desde 2009 atingiu todos os sítios e passou a se realizar em quatro noites. É talvez o projeto mais “querido” pela comunidade, muitos contribuem e a cada ano melhoramos a qualidade dos brinquedos e ampliamos a quantidade de livros e gibis. Cerca de seiscentas crianças são visitadas pelo Papai Noel e recebem seu brinquedo, seu livrinho, se emocionam, tiram fotos, e vivem um feliz e inesquecível Natal.

Por dois anos foi realizado o “Natal Literário” onde o Papai Noel distribuiu livros infantis para mais de quinhentas crianças da zona urbana.

O interesse pela história e a cultura da nossa cidade se ampliou muito. Vimos que o povo que saber a sua história e seus valores, de ler sobre ela. Levamos a história da cidade de forma bem mais intensa para as salas de aulas e estou escrevendo um livro com previsão de lançamento para 2015.

O grupo de teatro perdurou por quatro anos (2009/2012) quase todas as peças apresentadas foram criadas pelos integrantes do grupo, tiveram ótima receptividade e passaram as suas mensagens, com destaque para “O Bê-a-bá, a Comédia da Leitura”.

O curso de desenho teve três adições até 2014, tendo chegado a participar cerca de oitenta crianças e jovens.

O projeto “Escolas Leitoras” fez de fato com que as escolas interagissem mais com as bibliotecas e ampliassem a prática de leitura em sala de aula e, consequentemente, o hábito de leitura dos alunos. A prática do empréstimo coletivo mostrou-se eficaz. Geralmente os professores vem com a turma, ás vezes deixam eles escolherem a vontade, outras direcionam para um gênero. Os livros ficam sob a responsabilidade do professor, sendo-lhe dado o prazo que julgar necessário para sua atividade ou projeto. Ele recolhe os livros na escola e os devolve. Até turmas de alunos de Logradouro, cidade vizinha, tem visitado nossas bibliotecas.

A partir do “Escolas Leitoras” muitos projetos escolares foram realizados em parceria com as bibliotecas. Destaco dois deles: “Herois da Leitura” e “Autor da Turma”.

O primeiro foi sugerido pelo Grupo Atitude, ante a convicção que as histórias em quadrinhos são ferramentas poderosas para aquisição do prazer de ler; assim foram selecionados nas bibliotecas revistas em quadrinhos variadas, sendo que de cada título, uma quantidade suficiente para atender uma turma. O grupo deu orientações sobre a linguagem dos quadrinhos aos professores envolvidos. Assim, para uma turma que escolheu o Batman foram repassados os gibis dele, uma apostila sobre o personagem para o professor e DVD com desenho. O mesmo aconteceu com Turma da Mônica e Disney para turmas menores. A partir daí os professores executaram sequencias didáticas, envolvendo rodas de leitura, exibição de vídeo, produção de histórias em quadrinhos pelos alunos, encenações teatrais, etc.

No “Autor da Turma”, pesquisamos de quais autores as bibliotecas tem obras em quantidade suficiente para uma turma, felizmente são vários. Assim, uma turma leu Ruth Rocha, outra Ana Maria Machado, outra Monteiro Lobato, etc. Segundo depoimentos de professores os resultados em termos de interesse pela leitura são muito bons. Em um caso especial, sugerimos que uma turma adotasse Socorro Barbosa, autora de seis obras de literatura infantil que reside em João Pessoa. Levamos o projeto ao conhecimento da escritora e ela aceitou o convite de estar presente na culminância. Foi emocionante!

O grupo “Leitores com Atitude”, criado em uma rede social, tem sido uma interessante ferramenta de difusão da leitura. Atualmente conta com 274 membros.

A ideia da “Lanchoteca” foi acertada. Tanto meu irmão viu crescer as vendas no seu estabelecimento, como nós também nos beneficiamos com a frequência daqueles que vem para lanchar, não resistem ao nosso acervo e saciam também a sua “fome de leitura”.

Em meio as ações citadas acima e outras, a frequência de leitores têm aumentado nas bibliotecas. A nossa diversidade, com gibiteca, “mangáteca”, cordelteca, etc., somadas às nossas estantes coloridas, tornam nossas bibliotecas muito mais atraentes. Nos primeiros anos a média mensal de empréstimos era de pouco mais de cem, isso mudou muito nos últimos anos. Atingimos, por exemplo, no último mês de setembro, 781 empréstimos na Casa da Leitura e 564 na Lanchoteca.

Atualmente o Grupo passa por uma fase de reorganização no que se refere a sua manutenção. Nos últimos três anos o governo da Paraíba ofereceu cursinho pré-vestibular gratuitamente em uma cidade vizinha, o que reduziu bastante nosso número de cursistas. A ponto de termos suspendido o projeto neste ano. Porém, o cursinho era nossa única fonte programada de renda. Agora, buscamos formar uma rede de sócio-colaboradores para mantermos e investirmos nos projetos.

A execução dos projetos também são demonstrações de como pessoas reunidas em prol de uma causa podem fazer muita diferença para a coletividade. Durante esses nove anos muitos voluntários tiveram que deixar os projetos e dia-a-dia outros ingressam. Essa renovação também faz com que a motivação aumente, isso somado aos resultados que obtemos faz que eu, que coordeno o movimento desde 2005, encontre cada vez mais forças para levar o hábito de ler aos meus conterrâneos. Caiçara já é uma cidade de atitude e está se tornando a cada dia uma cidade mais leitora.


LER É UMA QUESTÃO DE ATITUDE.

PARTICIPANTES
Embora, o projeto seja desenvolvido por um grupo onde consideramos todos os voluntários como “participantes”, o que atinge o número de cinquenta, citarei os sete que coordenam os projetos juntamente comigo:

Gigliani Lúcia Liberato da Costa Lima

Robson Antonio Miranda de Lima

Paulo Ricardo Porpino da Cruz

Elisângela Kelly Frazão dos Santos

José Jordan Santos de Lima

Raylson Raniel Madalena da Silva

Josemar Frazão de Lima


DECLARAÇÃO
Eu, JOCELINO TOMAZ DE LIMA, de comum acordo com os participantes do projeto, DECLARO que sou titular legítimo do direito autoral patrimonial sobre o projeto inscrito podendo dele dispor, a qualquer título, inclusive na realização de cessão de direitos autorais para uso dos organizadores.


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