Grupo Galpão traz “Pequenos Milagres” a Ouro Preto nesta sexta-feira



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Encontro31.07.2016
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Grupo Galpão traz “Pequenos Milagres”

a Ouro Preto nesta sexta-feira

Trupe chega à cidade trazendo o elogiado espetáculo, composto por histórias reais montadas a partir da colaboração do público

O Grupo Galpão se apresenta em Ouro Preto, com o espetáculo “Pequenos Milagres”, sua mais recente montagem. A performance, que marca o retorno da trupe à cidade, faz parte da programação do Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana e acontece nessa sexta-feira, 13 de julho, em duas sessões. A primeira tem início às 18h. Mais tarde, às 20h30, o grupo volta aos palcos. As apresentações serão realizadas no Teatro Ouro Preto – Centro de Artes e Convenções da UFOP. Os ingressos para a peça serão vendidos a R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia), e serão vendidos no local.

O espetáculo estreou em março de 2007, marcando o início das comemorações de 25 anos do Grupo Galpão. Os preparativos da montagem tiveram início em 2006 com a campanha "Conte sua História", idealizada pelo diretor Paulo de Moraes, através da qual foi solicitado às pessoas que enviassem pequenas histórias reais, que tivessem conteúdos surpreendentes, como um "pequeno milagre" cotidiano.

A campanha alcançou pleno êxito recolhendo cerca de 600 histórias (via cartas e e-mails) provenientes de várias partes do país. Desse total, foram pré-selecionadas, pelos atores, o diretor e o dramaturgo, Maurício Arruda Mendonça, as 50 que mais representavam o cotidiano das pessoas. Após vários workshops, chegou-se a quatro histórias que compõem o texto final da peça PEQUENOS MILAGRES, que são Cabeça de Cachorro, O Pracinha da FEB, O Vestido  e Casal Náufrago.

Segundo o diretor Paulo de Moraes, esse conjunto de histórias que compõe a peça oferece um olhar teatral singular sobre a vida brasileira. "Nessa era de apego à celebridade, nossa ode seria ao homem do povo e aos sonhos de pessoas comuns, de gente como a gente. Quanta potência existe na vida das pessoas comuns! Quanta tragédia! Quanto sonho! Poderíamos ter escolhido muitas outras, mas o conteúdo dessas nos pareceu exemplar", sintetiza o diretor. Paulo de Moraes explica que um projeto dessa natureza permite discutir questões relevantes, com personagens muito próximos a nós, que revelam os sonhos das pessoas comuns.

A Campanha Conte sua história foi inspirada no livro chamado Achei que meu pai fosse Deus, de Paul Auster. Trata-se de uma compilação de histórias reais que Auster recebeu dos ouvintes de um programa de rádio nos Estados Unidos, onde trabalhou por algum tempo como locutor.

Para dar suporte ao seu trabalho com o Galpão, Paulo de Moraes convidou parte dos parceiros com os quais trabalha em seu grupo, a Armazém Cia de Teatro, no Rio de Janeiro. O dramaturgo Maurício Arruda Mendonça, junto com o próprio Paulo, ficou responsável por ampliar as histórias recebidas e adaptá-las para a linguagem teatral. O cenário, Paulo também divide com Carla Berri. Os figurinos são de Rita Murtinho e a iluminação é de Maneco Quinderé. A preparação corporal ficou a cargo de Núbia Barbosa e de Dudude Herrmann.

INTERPRETAÇÃO REALISTA - A característica essencial do Galpão, Grupo  teatral composto por atores, mais uma vez o coloca diante de um desafio: trabalhar com um novo diretor. O convite para Paulo de Moraes coordenar a nova montagem aconteceu ao mesmo tempo em que o Grupo buscava novas possibilidades artísticas em sua trajetória.

Acostumados a atuar e criar seus espetáculos e personagens baseados na Farsa (peça cômica, irreverente e burlesca, com elementos das comédias de costumes) os integrantes do Galpão queriam agora experimentar a interpretação realista, por exigir do ator maior envolvimento emocional com a cena. Além disso, o desejo era a busca por uma temática mais urbana, algo diferente dos textos clássicos com os quais estão acostumados, como Romeu e Julieta (William Shakespeare), Um Molière Imaginário (Molière), O Inspetor Geral (Gògol), Um Homem é um Homem (Bertolt Brecht), entre outros. "Não queríamos nos repetir, por isso embarcamos neste projeto com todo o risco que ele representa", diz Eduardo Moreira.

Para Chico Pelúcio, ao realizar a campanha Conte Sua História, O Grupo coloca em evidência o homem comum, e não o herói. "Essa inversão do olhar possibilitou o nosso encontro com o Brasil popular que sempre alimenta o caminho do Grupo. E como há muito tempo admiramos o trabalho do Paulo de Moraes na Armazém Cia de Teatro e o seu rigor e precisão, resolvemos encarar esse desafio junto com ele", sintetiza.

A mudança que o Grupo buscava aconteceu não só em relação ao texto e à direção. Projeção de voz e tônus foram as primeiras preocupações da preparadora vocal Babaya. "Como eles estavam acostumados a apresentar os espetáculos com microfones, que não exigia muito esforço, foi necessário um bom suporte para que as vozes estivessem bem projetadas e claras", diz Babaya. A partir daí, aulas diárias de resistência respiratória, controle de ar e um trabalho de preparação vocal levaram os atores a potencializar suas vozes, como o diretor sugeriu. Com Pequenos Milagres, o Galpão optou também por um contato mais intimista com o público, como forma de comemorar seus 25 anos.

ENCONTROS... - A estréia de PEQUENOS MILAGRES marca o início da campanha "Grupo Galpão – 25 anos de Encontros", que prevê uma série de atividades.

Estão previstos o lançamento de um CD com as músicas das peças O Inspetor Geral e Um Homem é um Homem e do livro CONTE SUA HISTÓRIA (título provisório), com os textos que não puderam ser adaptados ao teatro. Após a temporada paulista, o espetáculo Pequenos Milagres faz curta temporada em Brasília (28 e 29 de agosto), seguindo para o Rio de Janeiro, onde fica em cartaz de 5 a 30 de setembro.

Em outubro, haverá a comemoração oficial do aniversário, em Belo Horizonte, quando serão lançados dois DVD’s. Um sobre a histórica apresentação do espetáculo Romeu e Julieta, no Globe Theatre, em Londres, e o outro sobre a adaptação do espetáculo A Rua da Amargura, feita pela Tv Globo, para um especial veiculado na Semana Santa que recebeu o nome de “A Paixão segundo Ouro Preto”.

Para fechar a programação, em novembro, o Grupo segue em turnê para a região Sul do país, onde realiza 11 apresentações dos espetáculos Um Homem é um Homem e Pequenos Milagres. Serão visitadas as cidades de Porto Alegre, Caxias do Sul, Garibaldi, Lages, Itajaí, Joinville, Curitiba, e Ponta Grossa.

SINOPSES:

CABEÇA DE CACHORRO - Essa história representa um rito de passagem em que um menino do interior, de apenas onze anos, se vê obrigado a enfrentar os desafios da cidade grande para cumprir uma importante missão que lhe foi confiada por seu pai. Fragmentada em quatro partes, ela é contada como uma aventura ao longo da peça.

O PRACINHA DA FEB - Conta a história de um velho expedicionário que re-visita seu passado a partir do olhar de uma jovem enfermeira que trabalha com pessoas da terceira idade.

O VESTIDO - Retrata a história de uma mulher que realiza um antigo sonho da adolescência, apresentando a delicadeza do sonho de uma menina.

CASAL NÁUFRAGO - Abordagem sobre a vida de um casal cuja relação está há muito tempo desgastada e que, de repente, se vê na iminência de ter todos os seus problemas financeiros resolvidos através do concurso "Show do Milhão". O texto fala sobre a crueza de duas vidas em que existe pouco espaço para o sonho.


A programação completa do Festival está disponível no site www.festivaldeinverno.ufop.br.
O Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana - Fórum das Artes 2007 é uma realização da Universidade Federal de Ouro Preto em parceria com as Prefeituras Municipais de Ouro Preto e Mariana. O evento é patrocinado pelas seguintes empresas: Gerdau Açominas, Ministério do Turismo, Ministério da Cultura, Petrobras, Cemig, Eletrobrás, SESU - MEC, Companhia Vale do Rio Doce, Caixa Econômica Federal e Secretaria do Estado da Cultura.
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